#ADEHOJE – FOTO DA MALA, TURBULÊNCIAS E VITÓRIAS

#ADEHOJE – FOTO DA MALA, TURBULÊNCIAS E VITÓRIAS

 

SÓ UM MINUTO – Ufa! Pá, que foi bonita a vitória ontem contra a Argentina! Uns momentos de torcida e alegria. Bolsonaro foi lá – desta vez ganhou aplausos, mas também levou boas vaias. Ficou incrustado lá com Neymar, aquele que ainda está sob acusação. Bolsonaro legou o Paulo Guedes, mas devia ter levado o general Heleno que está bem chateado com o filhote do Capitão. Apareceu a foto dos 39 quilos de cocaína. Não estava nem escondido debaixo de nada. Purinha.

Puxa, fiquei chateada de saber que Marlene Matheus, ex-presidente do Corinthians, morreu. Ela foi bem combativa essa mulher! E era tão engraçada quanto o marido, Vicente Matheus.

O ministro da Justiça, Moro, ficou muitas horas respondendo a perguntas até que a cobra fumou, a situação complicou, teve brigas, xingamentos, baixaram o nível e ele aproveito para se mandar. Perda de tempo: ele só vai repetir o que já disse, até que haja novas investigações e mais profundas, além de vazamentos mais importantes…. Esses aí são fraquinhos…Não se sustentam.

Redes sociais instáveis !

#ADEHOJE – 1º DE FEVEREIRO: TUDO NOVO? QUEM DERA!

brava

#ADEHOJE – 1º DE FEVEREIRO: TUDO NOVO? QUEM DERA!

SÓ UM MINUTO – O disco continua aparecendo arranhado. A legislatura que começa nesta sexta-feira tem o maior percentual de novatos e de mulheres em mais de 30 anos. O número de partidos com assento na Casa também é recorde: são 30 diferentes legendas representadas na Câmara a partir de agora. No senado, dos 54 eleitos que tomam posse, apenas 8 foram reeleitos. Mulheres representarão 14,8% da nova configuração: serão 12 senadoras. Marco Aurélio Mello, do STF, nega recurso de Flávio Bolsonaro que apelava por foro privilegiado. E as vaias de hoje vão para a Vale. O presidente da empresa ontem teve a cara dura de afirmar que as sirenes em Brumadinho não tocaram para alertar, porque…foram engolfadas pela lama. Socorro! Cada dia imagens – e notícias – aparecem, cada vez mais terríveis do acidente do rompimento da barragem.

ARTIGO – Perdidos no espaço. Por Marli Gonçalves

largeBom seria se fosse ficção científica. Se fosse uma ampla discussão sobre física quântica, vácuo absoluto ou relativo. A narração arrastada de uma concorrida partida de xadrez, o tabuleiro, os peões; os cavalos; a torre; a rainha; o rei. O fim. O xeque-mate. Felizes seremos se, tal qual no Livro das Mutações, I-Ching, os passos dessa luta sejam como uma dança de guerra, mas rogo que tragam ensinamentos para os passos de cada uma das batalhas que se sucederão.

Intuo que não será ponto final, que marca a pausa total, o fim de um tempo, de uma história, de uma revelação. Apenas ponto e vírgula, que dá a deixa para continuar na mesma toada. Tudo muito confuso, nas jogadas, nos jogadores, nas rodadas e nas rodas de conversa. Apenas nos entreolhamos e com olhares ansiosos esperamos na plateia o espetáculo que já sabemos de antemão – haveremos muito o que criticar. Qualquer desfecho trará aplausos e vaias.

Corramos para as montanhas, para algum lugar alto de onde possamos ter vista ampla para o que acontece na planície. E de onde possamos descer rapidamente para interferir, caso haja necessidade.

Não falo desses dias, ou melhor, não falo só desses dias aí, agora, à nossa frente, no nosso nariz. Falo de um todo desmantelado, do quebra-cabeças que cai espalhando suas peças, e acabam se perdendo algumas e que podem inviabilizar qualquer nova montagem. Quais serão os encaixes para cada uma das possíveis alternativas? Ninguém sabe. Nem os que estão se movimentando nos campos de batalha reais, nem os que parecem não querer tirar seus óculos virtuais e preferem viver olhando só o imaginário, o idealista.ovnis na praia

O real é doloroso. Está doloroso e ao nosso redor, e em cada um de nós em alguma forma. A diferença é que quem quer mudar agora, imediatamente, o lado tingido de verde e amarelo, já definiu e elegeu o culpado, o mau governo, esse projeto de poder que definha e se debate, que deixou rastros, provas, ações e desações, tomou medidas, dirigiu as cenas desse filme triste. Filme que mistura gangsteres, histórias de amor, épicos, violência, dramas sociais, cenas manjadas, assaltos cinematográficos, cenas escatológicas e muita, muita comédia, que é o que mais aparece agora no final. Mas tem quem não viu esse filme, ou se viu não entendeu, ou se entendeu quer se fazer de bobo, ou acha mesmo que está tudo bom – e sei lá, é preciso respeitar.

Não há efeitos especiais – e olha que é impressionante a tentativa de usá-los sub-repticiamente – que surtam efeito no público calejado; talvez toque só nos mais fracos ou nos distraídos, que acham que as pessoas que falam nas propagandas com aquelas bocas cheias de dentes brancos existem fora dali, nas portas dos bancos oficiais, nos postos de saúde, hospitais, escolas, abrindo as portas de lindas casinhas com chaves mágicas, e nem vida nem casa.

Não pode haver portas abertas de palácios só para os que aplaudem, que comem na mesma mesa, que estraçalham coxas com apetite, tocam sinos bajulantes. Se chegar à sacada verá lá fora outros milhões de narizes para cima, ouvirá os cantos discordantes, talvez até algo mais de lá seja atirado com revolta. Não adianta nem cercar o palácio com jacarés famintos, nem com cães enraivecidos.

Porque demora-se tanto? Porque todos não vimos bem antes o que já se desenhava enquanto mentiam nos atraindo às urnas, como bois a matadouros? Porque ali já estávamos como agora – sem opções ou caminhos seguros. Uma verde demais. Outro já caindo de maduro. Um abatido em pleno voo. Uma se sentindo com coração valente. Que protagonistas são esses, pior, e que continuam eles os protagonistas dos próximos filmes? Listados no rol de coadjuvantes veremos de novo os mesmos e os piores atores e atrizes atuando nos piores cenários, e às vezes com péssima iluminação.

Não é novela, que se desenrola muito em cima do que o público vai reagindo; se fosse já estaria mais próxima de um final e com a próxima sendo divulgada. É filme. De longa-metragem, talvez com várias sagas, e até de filmes que já vimos.

A luz apagou. Está no ar. Agora precisamos ficar em silêncio assistindo. Tá, pode tossir, comentar ao ouvido de quem está ao seu lado. Só não pode ficar cochichando muito que atrapalha e, por favor, não ria fora de hora, que nunca se sabe quem vai rir por último.

ovnis-19

Dias difíceis, dias cheios de ansiedade, muitas cenas para rodar. Abril, 2016, São Paulo

Marli Gonçalves, jornalista Vou continuar em paz, aqui, tentando dar uma tradução mais ao pé-da-letra possível dos filmes que assisto, com paixão por desenhos animados que duram por toda uma vida e não tem nem final. Só na moral.

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Não vão poder aparecer em público, mas continuam fazendo que está tudo a mil maravilhas, se fazendo de vítimas da sociedade cruel.. Haddad vaiado

aplausos02Haddad é vaiado em teatro paulista

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), foi vaiado durante
o musical Chaplin, em cartaz na Vila Olímpia, quando teve
sua presença anunciada pelo ator Jarbas Homem de Mello.
Este foi o mais um ato de hostilidade contra um petista em
menos de um mês na capital paulista. Antes dele, os ex-ministros
Guido Mantega e Alexandre Padilha também foram vaiados em
recintos fechados.

FONTE: AZIZ AHMED – O POVO/RJ

É demais! Haddadinho tira férias. Ainda bem que já fui vaiar esse estrupício no sábado. Pessoalmente. Uhuhuuuuuuuuú

(Embora pensando bem, talvez seja melhor ele bem longe para não fazer mais estrupicídios contra a cidade de São Paulo. Se você não é daqui não tem ideia de como as coisas estão. A cidade está mais do que um lixo – abandonada)With_dynamite

Vida boa

agstickfigures2Com alto índice de rejeição, Fernando Haddad (PT) sai de férias

 
 

Mal avaliado pelo eleitorado, prefeito Fernando Haddad (PT) sai de férias. (Foto: reprodução/Facebook)

Menos de um mês após pesquisa Datafolha apontar que 77% dos paulistanos consideram que o prefeito Fernando Haddad (PT) fez menos do que o esperado, o petista larga o batente e tira férias. É a segunda vez que Haddad sai de folga. Em outubro do ano passado, com apenas 10 meses no cargo, o prefeito viajou com a esposa, Ana Estela Haddad, para a Itália. O casal comemorou 25 anos de casamento.

No Diário Oficial da Cidade de São Paulo não há qualquer publicação comunicando o afastamento do prefeito. A assessoria de comunicação do petista não informou quantos dias Haddad ficará afastado nem se ele viajou. A vice-prefeita, Nádia Campeão (PCdoB), que responderá pelo Executivo, disse apenas que “acha que a folga será de uma semana” e que “o prefeito está aproveitando o final de julho para descansar”.

No sábado (19), uma nova pesquisa Datafolha apontou que o índice de reprovação de Haddad segue em disparada. A taxa aumentou 11 pontos porcentuais de junho para cá, 47% da população reprovam a gestão do prefeito.  A parcela da população que classifica como a administração como ótima ou boa caiu no período. No fim de junho, esse índice era de 17% e agora, de 15%.

dalmata