Mais um repórter do Estadão atingido. Nota Abraji alerta e protesta contra a violência da PM contra jornalistas nas coberturas de manifestações em SP. Isso não é rotina. Isso não é bom. Não acaba bem, nunca

police13Repórter do Estadão é alvo de bala de borracha em protesto; é a quinta ocorrência em 2015

A polícia de São Paulo atacou, pela quinta vez neste ano, um jornalista que cobria um protesto contra o aumento das passagens de transporte urbano. A vítima de ontem (27.jan.2015) foi o repórter da TV Estadão Fernando Otto. Ele filmava a depredação da estação Faria Lima do metrô quando seu celular foi atingido – e destruído – por uma bala de borracha. O profissional não se feriu.
No ato anterior, na sexta-feira (23.jan.2015), Edgar Maciel, também repórter do Estadão, foi ferido com um tiro de bala de borracha numa das pernas.
Esses casos se somam à agressão sofrida pelo fotógrafo da revista Vice, Felipe Larozza, atacado em 16.jan.2015 a golpes de cassetete apesar de estar identificado como jornalista (portava crachá, capacete com a palavra “press” e uma máquina fotográfica).
A Abraji apurou que ao menos outros dois profissionais foram agredidos em protestos: em 9.jan.2015, o fotógrafo freelancer Matheus José Maria relata um golpe de cassetete nas costas mesmo após acatar a ordem da PM e deixar de fotografar uma confusão entre agentes e manifestantes. Trabalhando para o blog Xadrez Verbal, o jornalista Thomas Dreux Miranda foi atingido no tornozelo por um estilhaço de bomba no protesto de 16.jan.2015.
No período de maio de 2013 a junho de 2014, a Abraji registrou quase 200 casos de diferentes violações ao trabalho de jornalistas, cerca de 80% de autoria da PM. Para evitar que 2015 também seja marcado pela violência contra comunicadores é necessário responsabilizar os autores de abusos e investir em capacitação das tropas. É dever da PM proteger os cidadãos e defender o livre exercício da atividade jornalística.
Diretoria da Abraji, 28 de janeiro de 2015

Nota Abraji contra mais uma violência ( PM) contra repórter em trabalho

jornalsita5Abraji condena agressões a repórter do LANCE!

A Abraji repudia as agressões e ameaças sofridas pelo repórter Bruno Cassucci, do LANCE! no último domingo (30.nov.2014) em Santos (SP), por policiais militares. Um agente apontou-lhe uma arma enquanto ele fotografava, com o celular, o local em que ocorrera uma briga entre torcedores do Santos e do Botafogo.
Mesmo após identificar-se como jornalista, Cassucci foi colocado de frente a uma parede com as mãos para o alto e submetido a revista pessoal e de sua mochila. O policial tomou o seu celular e apagou as fotos que havia tirado.
Outro agente determinou a ele que não olhasse para trás. O fato de Cassucci ter descumprido a ordem foi usado como pretexto para outro policial agredi-lo no rosto.
Um terceiro PM ainda colocou uma bomba de efeito moral dentro da calça do repórter, ameaçando ativá-la. Prestes a ser liberado, Cassucci foi ameaçado por outro agente, que disse a ele para não voltar ao local.
A Abraji considera a violência empregada contra o repórter, além de injustificada e inaceitável, um grave atentado à liberdade de expressão. O equipamento de um profissional da imprensa não deve ser alvo de confisco, tampouco seus registros devem ser comprometidos.
O episódio deste domingo é característico de contextos autoritários, em que revelar qualquer fato diverso do que o Estado pretende mostrar é considerado crime. O papel da Polícia Militar é proteger cidadãos e garantir à sociedade o direito de acesso a informações de interesse público.

A Abraji exige que o governo de São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e a Corregedoria da Polícia Militar identifiquem o mais rápido possível os responsáveis pelas agressões ao repórter e os punam com o rigor da lei.

Diretoria da Abraji, 1º de dezembro de 2014police13

ABRAJI atualiza números: 163 jornalistas feridos de maio/13 até agora. Incluindo já mais um, o fotógrafo atacado sábado passado em SP

brazilC_animado0012Abraji atualiza levantamento e contabiliza 163 violações a jornalistas em protestos

Revisão do levantamento da Abraji sobre violações cometidas contra jornalistas nas coberturas de manifestações mostra que de maio de 2013 a 24 de março de 2014 houve 163 casos de agressões ou detenções envolvendo 152 profissionais. O 163º caso de agressão foi registrado no sábado (22.mar.2014) durante a Marcha da Família em São Paulo. O fotógrafo Leo Martins foi atingido na cabeça por manifestantes.

Além do caso de Leo Martins, foram acrescentados outros 24 episódios ao balanço que a associação mantém desde junho de 2013. As informações complementares foram compiladas pela ONG Artigo 19. A planilha completa atualizada pode ser baixada neste link( _>.ABRAJI – Agressões a comunicadores durante manifestações 2013_2014 – atualizado em 24_03_2014)

Nota da Abraji sobre decisões da Secretaria de Direitos HUmanos da Dona Rosário. Comento: mais reunião, mais blablabla, e promessas … Enquanto isso, turma, cuidem-se! Porque se depender…

mouth-shutVOCÊS JÁ OUVIRAM AQUELA EXPRESSÃO “OBRIGADA POR NADA”? ENTÃO…VEJAM SÓ.

DEPOIS DA BALA, A GENTE LIGA E ELES VÃO VER O “CASO”

———————————————————————————————–

Nota oficial da Abraji

Secretaria de Direitos Humanos propõe ações para aumentar segurança de comunicadores 

Na tarde de ontem (11.mar.2014), a ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) Maria do Rosário apresentou propostas para aumentar a segurança de comunicadores. As recomendações são parte do relatório final do Grupo de Trabalho sobre violência contra profissionais da comunicação, instalado em 2013 pela SDH e do qual a Abraji é integrante.

Destacam-se a ampliação dos programas de proteção da SDH para incluir comunicadores, a proposta de criar um observatório nacional de casos de violência contra esses profissionais e as recomendações às polícias em relação a manifestações. As sugestões são dirigidas a órgãos do Executivo federal e estadual, ao Congresso e ao Judiciário.

A SDH se comprometeu a estender seus programas de proteção a comunicadores ameaçados, adaptando-os às particularidades da profissão. Dependendo do grau da ameaça, será oferecida proteção ao local de trabalho, além da pessoal.

Em cooperação com a UNESCO e a UNIC-Rio, a Secretaria deverá criar o Observatório de Violência contra Comunicadores, que será integrado aos programas de proteção para encaminhamento de casos. A iniciativa, sugerida pela FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas), disponibilizará na Internet indicadores de ameaças, agressões e mortes de jornalistas. 

De acordo com Maria do Rosário, o objetivo é reduzir a impunidade de violações contra comunicadores. Para Tarciso Dal Maso Jardim, coordenador do Grupo de Trabalho, “o observatório é o grande concentrador de elementos de políticas públicas para o setor”.

O Grupo de Trabalho recomendou que o Ministério da Justiça e os Executivos estaduais estabeleçam padrões de atuação não-violenta para as forças de segurança pública em manifestações. Esses padrões devem incluir a garantia da proteção de jornalistas em serviço. Policiais e agentes de segurança pública devem ainda ser orientados a não apreender equipamentos (câmera, gravador, celular etc.) ou mídias de armazenamento de dados.

Mais informações e versão resumida do relatório aqui: http://www.abraji.org.br/?id=90&id_noticia=2767

NOTA ABRAJI – VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS: 20 AGREDIDOS

graphics-photographer-677358Policiais e manifestantes agridem 20 jornalistas em protestos do 7 de Setembro 

judge6A Abraji contabilizou 21 casos de violação contra 20 profissionais da imprensa durante os protestos realizados no 7 de Setembro. A polícia foi a autora de 85% das agressões – dezoito casos – na maioria das vezes por uso ostensivo de spray de pimenta. Os números podem aumentar conforme mais casos forem confirmados. Os 21 casos registrados pela Abraji estão organizados em uma planilha disponível para download neste link: http://bit.ly/15R0fgi.

Brasília foi a cidade mais violenta para os profissionais da imprensa: 12 jornalistas foram agredidos, todos por policiais militares. O fotógrafo Ricardo Marques, do jornal Metro, desmaiou após ser atingido no rosto por spray de pimenta. Uma de suas câmeras foi furtada. A fotorrepórter Monique Renne, do Correio Braziliense, registrou o momento em que um policial jogou spray de pimenta diretamente em sua câmera; ao fotografar a cena, André Coelho, do mesmo jornal, foi agredido por PMs.

No Rio de Janeiro, o repórter da Globo News Júlio Molica foi duplamente atingido: pelo spray de pimenta da PM e por chutes de manifestantes, que tentavam expulsá-lo do local.

Os manifestantes também se voltaram contra a imprensa em Manaus: a repórter Izinha Toscano, do Portal Amazônia, levou socos nas costas; Camila Henriques, do G1 Amazonas, foi empurrada. Elas tentavam registrar a prisão de alguns manifestantes.

Forças de segurança: tradição de violênciaPhotographer_head
Os números mostram a recorrência das forças de segurança como autoras de violência contra jornalistas. No último sábado, as PMs igualaram o recorde de 13 de junho, quando agentes de segurança também agrediram 18 profissionais da mídia.

Desde o dia 13 de junho a Abraji já contabilizou 82 violações contra jornalistas durante a cobertura de manifestações. A planilha completa com os nomes de todos os profissionais agredidos, veículos para o qual cada um trabalhava, data e local da agressão está disponível para download neste link: http://bit.ly/13C5YKi.

A Abraji repudia as ações de policiais e de manifestantes contra profissionais da imprensa. Agressões são sempre injustificadas. Quando os agredidos são repórteres, todos os cidadãos terminam sendo vítimas da falta de informação.

http://www.abraji.org.br/?id=90&id_noticia=2611

Nota ABRAJI contra (e sobre) mais um dia de agressões a jornalistas

me012Jornalistas são agredidos e expulsos da Câmara Municipal do Rio de Janeiro 

 Quatro jornalistas foram hostilizados e agredidos nesta quinta-feira (22.ago.2013) no Rio de Janeiro. Os repórteres Julio Molica e Antonia Martinho, da Globonews, foram expulsos da galeria da Câmara Municipal do Rio de Janeiro por manifestantes favoráveis à CPI dos ônibus. O repórter cinematográfico da Band Sergio Colonesi e o jornalista do Terra Cirilo Júnior também foram agredidos em meio a um tumulto. Nenhum dos profissionais precisou de atendimento médico.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo volta a público para reafirmar a preocupação com o clima de hostilidade contra a imprensa que vem marcando a cobertura de protestos em todo o país.

Na segunda-feira, 19 de agosto, jornalistas foram alvo de jatos de spray de pimenta disparados por policiais militares durante outra manifestação na rua do Catete, também no Rio de Janeiro.

Agressões a jornalistas estão se tornando perigosamente rotineiras. A democracia não é compatível com atitudes que contrariam o direito à informação de toda a sociedade. A Abraji se solidariza com as vítimas e faz um apelo para que as agressões cessem, sejam perpetradas por quem forem.

http://abraji.org.br/?id=90&id_noticia=2595

Nota da ABRAJI – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo condena absurda violência contra jornalistas. 15 foram feridos.

 

soldier34Abraji condena ataques à imprensa em São Paulo

 

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo condena veementemente os ataques deliberados da Polícia Militar à imprensa. Pelo menos quinze jornalistas foram feridos pela Polícia Militar durante a manifestação dessa quinta-feira (13.jun.2013) em São Paulo. Outros dois repórteres foram detidos.

A Abraji cobra dos responsáveis que os agentes envolvidos nas agressões físicas contra repórteres e manifestantes sejam identificados e punidos. A Abraji também espera uma explicação oficial da Secretaria de Segurança Pública para a prisão de todos os jornalistas detidos. Impedir o repórter de realizar seu trabalho é violentar toda a sociedade; é atentar contra a democracia.