ARTIGO – Nossa derrubada Torre de Babel. Por Marli Gonçalves

Nossa derrubada Torre de Babel

MARLI GONÇALVES

Tá louco. Você fala uma coisa e o povo entende outra. Escreve sobre uma coisa e o povo entende outra. Parece que a cada dia a comunicação entre os seres se torna mais difícil e os deuses agora devem estar é tampando os ouvidos para não se afetarem por tanta besteira vinda de um certo país da América do Sul

Conta a Bíblia, no Gênesis, que a uma determinada altura dos acontecimentos os homens quiseram subir até bem perto do céu para demonstrar sua tecnologia e capacidade de instalar-se perto de Deus. Imagine, eles lá no bem bom dando ordens e nós aqui embaixo só levando pedradas. Também queriam ficar conhecidos, ganhar poder. Teriam então se disposto a construir uma gigantesca e colossal cidade em uma torre de barro, pontuda, semelhante a uma lança, desafiadora, que chegasse até lá em cima. Tarefa a que deram início em conjunto porque inicialmente ali todos se entendiam, falavam a mesma língua. Não era igual obra ou reforma de hoje em dia que você pede para fazer uma coisa e te entregam outra.

Teria então o Senhor, irritado com a arrogância e soberba dos construtores, decidido mostrar quem é que que mandava ali (ou aqui nisso tudo). Não gostou nada do que viu, embora tenha até se espantado com a capacidade humana, até a achado bonitinha, mas quis parar logo com tudo aquilo, prevendo que dali sairia uma espécie de poderosa empreiteira que poderia mandar em tudo.

Não deu outra. De uma só canetada acabou com a brincadeira. Desceu, confundiu a língua de todos, e os dispersou sobre a Terra. A maior confusão.

Nesse pisão – maior barata voa da história – pode ter escorregado e empurrado aqui para esse continente umas turmas muito estranhas. A brasileira, entre elas. Assim, não há Cristo que faça com que nos entendamos século após século, década após década, dia após dia, principalmente quando perto de períodos eleitorais ou quando se trata de jogos e times de futebol e escolas de samba, entre outros competitivos assuntos.

constructionAqui tenta ganhar quem grita mais alto. Se bate no peito quando fala em outro idioma, mesmo que seja esquecido o próprio, natural. Somos criativos até para mudar o sentido das palavras, ou para impostá-las, fazendo firulas que as tornam formas de poder e domínio, vide contratos de seguradoras, bancos, leis, tratados e teses que não se entende nada desde seu próprio título, muito menos ao que se referem e para o que podem servir.

Aqui se fala e não se cumpre o que se fala. A palavra dada não tem valor. Palavras lançadas como flechas apenas pairam no ar, como se fossem, hora dessas cair bem em cima das nossas cabeças. Esqueçam o que se falou. esqueçam o que se escreveu. Esqueçam o que foi prometido. Mentiras são como praga de gafanhotos, devastadoras.

O problema é que está chegando a hora de tentarmos nos entender. De ser dada informação e uma educação suficiente para que a população consiga raciocinar, discernir, compreender sozinha o que é que está sendo dito, o que significa e aonde levará. Hora de usarmos uma linguagem clara e comum. Agora, sim, tipo a daquele locutor de tevê que durante o jogo fica o tempo inteiro dizendo exatamente o que está acontecendo, como se não fôssemos capazes nem de enxergar e precisássemos de sua santa ajuda para entender o que se passa ali naquela partida.

Agora, sim, entraremos em outro campo, precisaremos saber tudo sobre os jogadores, o seu passado e o que pretendem de futuro com suas jogadas e estratégias, quais bandeiras levantarão, se as jogadas serão individuais ou coletivas, como se movimentarão no cenário global. E, principalmente, quais serão os seus salários. E os nossos.

Que tudo isso seja dito em linguagem bem clara, olhos nos olhos. Inclusive utilizando sinais – bem simples, para todos poderem entender, e com as mãos poderem apertar as melhores opções nas teclas. Confirmar.

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Marli Gonçalves, jornalistacomo a música de Caetano, (…)“A língua é minha Pátria/ eu não tenho Pátria: tenho mátria/ Eu quero frátria”…”(…)“Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões/ Gosto de ser e de estar E quero me dedicar a criar confusões de prosódia/ E uma profusão de paródias/ Que encurtem dores/ E furtem cores como camaleões”(…)

marligo@uol.com.br/ marli@brickmann.com.br

Babel, faltando pouco mais de dois meses, 2018

Boas invenções, boas notícias. Veja esses sapatos que evitam queda de idosos. Vem de Israel.

Sapatos_idososx.jpgSapatos_idososx.jpgman_with_cane_lg_whtSapatos criados por israelenses
evitam quedas de idosos

A empresa israelense Technologies B-Shoe criou uma tecnologia de calçado para reduzir o perigo da queda, sobretudo de idosos. O sapato possui um sistema de sensores em sua sola e um mecanismo eletromagnético que consegue impedir a queda movendo o sapato para trás. Um algoritmo identifica a situação em que o usuário se encontra – e se ele está andando, sentado ou em pé. Os sensores medem como são distribuídos o peso da pessoa e a pressão entre as partes frontal e traseira do pé. A informação é processada por um microprocessador incorporado no sapato. O mecanismo ajuda o usuário a dar o passo atrás que evita a queda. Os protótipos estão sendo desenvolvidos e testados no Centro Médico Sheba.

A empresa espera concluir a fase de desenvolvimento e testes finais dentro de um ano e meio para, em seguida, obter a aprovação de comercialização por parte de autoridades americanas e europeias. Quedas por desequilíbrio são uma das principais causas de morte de idosos. ( FONTE: ALEF NEWS)man_with_cane_lg_wht

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Momento coluna social: Ronaldinho Gaúcho regateia e ganha 200 mil reais de desconto numa compra. O objeto, o carro elétrico da Citroen, custa 5 milhões

Citroën – esportivo lindo e elétrico, o  Survolt : PREÇO 5 MILHÕES DE REAIS

JÁ TEM COMPRADOR NO BRASIL: RONALDINHO GAÚCHO REGATEOU E ESTÁ PAGANDO SÓ 4 MI 800 POR UM DESSES…

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Sexting, bullyng, etc.: os novos crimes tecnológicos, que acabam virando moda entre quem ainda não pensa. Leia essa matéria do Uol.

Caso gaúcho expõe risco da troca de conteúdo sexual via celular; entenda o sexting

ANA IKEDA || Do UOL Tecnologia

Pense antes de postar

Antes restrito às manchetes internacionais, os casos de sexting – quando vídeos e imagens com conteúdo sexual vazam na internet ou via celulares – crescem entre adolescentes brasileiros. Um caso recente, registrado na pequena cidade gaúcha de Bom Retiro do Sul, com cerca de 12 mil habitantes, mostra que pais e educadores devem ficar atentos ao problema, com graves consequências psicológicas para as vítimas. “Perdi minha dignidade”, resumiu a garota que aparecia no vídeo espalhado via celular pelos moradores da cidade.

Antes de contar sua história, no entanto, uma breve explicação sobre esse fenômeno cada vez mais comum entre os jovens. A palavra sexting é a junção de dois termos em inglês: sex (sexo) e texting (envio de mensagens). O termo – que já ganhou até definição no dicionário resume o compartilhamento, via celular, de textos ou imagens de cunho sexual, mas passou a englobar também conteúdo exposto na internet.

Não há uma data exata de quando a “moda” entre adolescentes americanos e europeus surgiu. No Brasil, o fenômeno é recente, segundo a Safernet, ONG de defesa dos direitos humanos na internet. No entanto, tem crescido rapidamente. Uma pesquisa feita pela entidade com 2.525 crianças e adolescentes brasileiros em 2009 revelou que já naquela época 12% deles admitiram terem publicado fotos íntimas na internet (o estudo não se restringia a telefones celulares).

Enquanto existem casos em que essas imagens são publicadas sem o consentimento da vítima, há também muitos outros de adolescentes que deliberadamente se deixam filmar e fotografar. “É um comportamento de risco. O jovem acha ‘legalzinho’ e não pensa na exposição, nem nos problemas que um vídeo ou foto podem causar depois de publicados”, alerta Rodrigo Nejm, diretor de prevenção da Safernet.

  •  A palavra sexting é a junção de dois termos em inglês: sex (sexo) e texting (envio de mensagens)

Caso gaúcho

Voltemos agora à história do começo desta reportagem. Na cidade gaúcha de Bom Retiro do Sul, o vídeo de dois adolescentes de 16 anos fazendo sexo foi espalhado de forma viral entre os moradores. As imagens, que tinham sido gravadas com o consentimento da garota, foram passadas pelo rapaz por celular a dois ou três amigos, como vingança após o término do namoro. Esses amigos repassaram, também por celular, a outros colegas.  Até que o vídeo começou a circular na escola onde a garota era aluna e, depois, em celulares de trabalhadores das fábricas e do comércio da cidade. Em cerca de 48 horas, praticamente todos os moradores já tinham visto ou ouvido falar do vídeo de sexo entre os adolescentes.

Após o escândalo, a jovem parou de ir ao trabalho e, de acordo com o setor jurídico da 3ª Coordenadoria Regional de Educação, pediu transferência para uma escola de outro município. “Não sei por que isso aconteceu comigo. Eu perdi tudo, trabalho, escola. Perdi minha dignidade”, lamentou a jovem, durante uma entrevista ao programa “Domingo Espetacular”, da TV Record. Enquanto isso, o rapaz que gravou e distribuiu o vídeo agora evita sair de casa com receio de ser reconhecido na rua.

O delegado de Bom Retiro do Sul, Rodrigo Reis, explicou ao UOL Tecnologia que o inquérito sobre o caso está quase concluído e será encaminhado ao Ministério Público. Há provas materiais contra o adolescente.

Sexting é crime

Pena de reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, para quem oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente

Artigo 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente

Mas, apesar de a divulgação do material por terceiros também ser um crime – são imagens pornográficas de uma menor de idade – não há como identificar e punir as demais pessoas. “É surreal querer responsabilizar a cidade toda. O que podemos fazer é identificar o núcleo, quem fez a coisa se expandir”, explica Reis.

Caso condenado, o adolescente não ficará preso — terá como pena a prestação de serviços à comunidade, detalha Renato Opice Blum, especialista em Direito Eletrônico. Mas a família da jovem, caso queira, pode processar o rapaz por danos morais e obter indenização. Para adultos que repassarem o vídeo da menor, a pena é de três a seis anos de reclusão e multa, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente.

A pena ao adolescente soa branda, mas a punição ainda assim é importante, considera o representante da Safernet. Para Nejm, o crime cometido pelo rapaz ficará marcado para o restante da vida. “Sempre que ele procurar um emprego, constará um registro de que ele passou pelo Juizado da Infância e do Adolescente. É um constrangimento.”

Dá para evitar?

Um dos principais problemas das imagens de sexting é que elas são usadas posteriormente por sites de pedofilia. Nejm adverte que é importante os pais conversarem com seus filhos sobre não se deixarem fotografar ou filmar em cenas íntimas, mesmo por pessoas em quem confiam – namorados e namoradas. “Muitos pais se eximem da tarefa de falar sobre cidadania na internet com os filhos, dizem que não possuem o conhecimento técnico necessário”, afirma. “O que acontece é que a ‘bronca’, depois que algo ocorre, se torna vazia”, explica o especialista em direitos humanos na internet.

“Os adolescentes não pensam no futuro. Mas é preciso que tenham em mente que, num dia, eles também serão mães e pais, profissionais no mercado de trabalho. E a internet não esquece: é praticamente impossível controlar o destino dessas imagens, uma vez divulgadas na web”, diz o especialista da Safernet.

Educadores de plantão

Além da orientação dos pais, a escola pode ajudar contra a disseminação do sexting, pois aborda dois temas importantes com os adolescentes, sexualidade e cidadania. Confira aqui as dicas de uma educadora.

Numa medida emergencial, a escola estadual de Bom Retiro do Sul onde a vítima do sexting era aluna proibiu o uso de celulares, para evitar a disseminação do vídeo.

Professores receberam orientação da 3ª Coordenadoria Regional de Educação sobre como abordar o tema com os alunos. Além disso, foram realizadas palestras dentro do eixo de cidadania do programa pedagógico com os estudantes – incluindo responsabilidade criminal e consequências legais do sexting, com auxílio do delegado Rodrigo Reis.

Os educadores podem destacar os limites de algo que acaba sendo considerado apenas “brincadeira” ou “moda” e, sobretudo, mostrar que a internet não é uma terra sem lei. Na rede, adolescentes tendem a ter um comportamento diferente do que teriam na vida real acreditando na impunidade. “A internet não é mais uma brincadeira, deve ser um lugar onde a cidadania também é exercida”, lembra Nejm.

Como denunciar

Quem encontra imagens pornográficas envolvendo menores de idade pode denunciar o crime pelo site da Safernet ou diretamente à polícia. É importante guardar os links e se possível capturas de tela dos sites para a denúncia.

Gatófilos! Olhem só essa! I-PAD para diversão dos bichanildos


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Game for Cats para iPad: um review feito por gatos

Publicado por Henrique Martin em 20/12/2010 )

 O iPad, além de companheiro digital (acho que essa é sua melhor definição) para humanos, é um excelente passatempo para seus gatos. Baixei o Game for Cats e mostrei pros felinos da casa. Resultados a seguir:

 

– Mia, 7 anos: ignorou as duas fases do jogo.

– Tico, 5 anos: se divertiu por alguns minutos.

– Sem nome (ou Bilu, o bebê da foto acima, 3 meses): ficou mais de 15 minutos alucinado com o jogo, fez gazilhões de pontos até subir com duas patas na tela e trocar de fase sem querer.

O Game for Cats tem duas fases: a do rato correndo em um queijo (!) e a com um laser pointer. Definitivamente, a do rato é bem melhor avaliada pelos felinos. A vítima emite um som característico quando leva uma patada do gato.

Fiz um vídeo rápido demonstrando o pequeno jogando Game for Cats (ele perdeu a atenção no fim porque viu outro gato, muito mais interessante que o iPad):