ARTIGO – Vulneráveis. Por Marli Gonçalves

Ameaças chegam de todos os lados e a cada dia parece mais desesperador o simples ato de viver. Não bastassem as ameaças físicas, agora também temos as virtuais, cibernéticas, digitais, intrometidas, sórdidas e perigosas. Para completar, as mulheres ainda são as maiores vítimas de ameaças de exposição de fotos íntimas, sequestro de dados e extorsões

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Invasão, vazamentos, hackers, apps de mensagem, comunicação, criptografia, Telegram… saudades do tempo em que só ouvíamos falar em vírus, que a gente imaginava como pequenos insetos ou bactérias contaminando nossos computadores. Agora o problema são ratos e vermes cibernéticos, em forma humana, escondidos em algum canto escuro. Nossos celulares, tão tecnológicos, esses aparelhinhos que viraram os verdadeiros “pets” digitais que carregamos para cima e para baixo na mão, na coleira, no bolso, na bolsa, com lindas capinhas cada vez mais variadas, chamativas  e sofisticadas – já repararam que loucura está isso? – se viram contra nós, quase que literalmente. E não é para tirar foto selfie com a câmera da frente.

Nossa vida está toda ali.

Nunca ouvimos falar tanto, tão frequentemente, e de forma tão espalhada, desse assunto que, se você pensar bem, não precisa ser autoridade, importante, celebridade, coisas assim, para ser “invadido”. É, inicialmente, gente que se diverte tentando enganar os outros, atrapalhar o serviço, armados até os dentes, mas – incrível – a arma é alguma forma de inteligência nesse campo da informática que ainda age, fala e se comunica em uma língua estranha à grande maioria de nós. Já tentou ler algum desses manuais? E as orientações para nós, pobres mortais, que quem mexe com isso acha que é tudo fácil, mas que a gente não consegue entender a sopa de letras, comandos, o que falam, os termos técnicos, uma nova língua aborígene e extraterrestre para os leigos. Principalmente quando tentam dizer o que é que temos de fazer. Que normalmente dizem que é fácil e se irritam, abruptos, com nossa total lentidão frente aos dedos ágeis deles quando se movimentam nos dispositivos.

Essa semana nosso site Chumbo Gordo ficou fora do ar por quase 48 horas. Fiquei quase esse tempo todo tentando resolver, isso ainda depois de descobrir que havia sido um ataque hacker. Foi uma dor de cabeça. Como se um bando de formigas atacasse um açucareiro ao mesmo tempo e ele tombasse (eu explico bem mais simples, né?).  Eles chamam isso de derrubar. Outro dia tínhamos sofrido um ataque, mas no site da empresa, e foi identificado que vinha de provedores instalados na Rússia. Garantimos: nós não conhecemos ninguém lá, muito menos inimigos. Os ratos não têm terra, se espalham – justamente para não serem localizados. Os caras, em geral, são contratados para o serviço sujo, ou ganham enganando trouxas com páginas falsas, ofertas mirabolantes, e-mails que se forem abertos pescam coisas e senhas dentro do seu computador. Assim como você já deve saber que tem quem venda, e bem caro, perfis, robôs, curtidas, seguidores.  Eles vivem disso. O que vem ajudando a divulgação maciça de fake news, e a defesa ardorosa de “certas” coisas, pessoas e poderes nas redes sociais.

Virou tudo território de ninguém.

Nesse território vimos a prisão de quatro cidadãos do interior de São Paulo acusados de, por meios difusos, entrarem na conta de mil pessoas, grande parte, autoridades. Não está claro ainda se roubaram as pessoas comuns e se, das tais autoridades, pegaram o que lhes é de mais valioso: a intimidade, as conversas, as decisões. Até o presidente teria sido “invadido”, mas daí nada de bom sairia mesmo…Já pensaram as conversas dele? Com os “meninos”, Filhos do Capitão, ou mandando a esposa preparar um ragu? Descendo a lenha em alguém que o contrariou?

Brincadeiras à parte, esse assunto é muito sério, está cada dia pior e não enxergamos como resolvê-lo exatamente. Ainda vamos saber muito, a não ser que seja, como quer o ministro da Justiça, todo o material apreendido destruído, queimado, “desaparecido”. Quem são mesmo esses presos? Venderam? Deram de graça? Qual interesse? Político, de verdade, de ideologia, não está parecendo, e devem estar sendo escarafunchados.

Sobre a nossa vulnerabilidade, especialmente a das mulheres, surgiram leis, mas que só funcionam – se é que funcionam – depois do leite bem derramado e das fotos espalhadas pelo vento virtual que ninguém consegue ensacar. Tenho pensado muito nestas questões e estou convencida, inclusive, que grande parte dos feminicídios que estão ocorrendo, esse verdadeiro horror, são decorrência de problemas com celulares, mensagens, privacidade invadida. Uma mensagem ingênua pode ser lida e entendida de qualquer forma por alguém contaminado pelos ciúmes e pela insegurança. Já tive, e de alguma forma ainda tenho, problemas por causa disso, e que me impedem de mandar mensagens para alguém na hora que gostaria. Pode ser interceptada, a palavra do momento, e causar barulho, que não desejo para ninguém.

Dá medo. E cada vez mais homens e mulheres se comunicam por esses meios, inclusive por trabalho e necessidade.

Sabem que ando até com receio de mandar beijos no final das mensagens?

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Marli Gonçalves, jornalista – Consultora de Comunicação, editora do site Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para as mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. Lançamento oficial dia 20 de agosto, terça-feira, a partir das 19 horas, na Livraria da Vila, da Alameda Lorena. Já está nas livrarias e à venda online, pela Editora e pela Amazon.


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ARTIGO – Natureza humana e o Feminismo. Por Marli Gonçalves

 

A paixão é da natureza humana. Por ela, enlouquecemos, nos transformamos, às vezes até nos subestimamos. Muitas coisas são da natureza humana, mas é importante pensar sobre elas para modificar essa natureza, especialmente quando mostram seu lado escuro. As mulheres têm uma importância enorme nessa criação e é preciso fazer todos compreenderem muitas das questões que nos diferenciam para que haja paz nessa relação. Simples de entender e apoiar, desde que não haja preconceitos. Muito prazer, esse é o Feminismo.

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Feminismo é para todos. Embora seja um movimento predominantemente feminino, pela igualdade de direitos em todas as áreas, luta por questões relacionadas às mulheres e às suas características inclusive físicas, por toda uma série de coisas que deveriam já estar há muito reconhecidas – mas que ainda não estão – diz respeito a todos. A toda a sociedade. Todos os sexos, idades, raças, classes sociais, gêneros. O feminismo trata do aprimoramento da natureza humana. É preciso acabar com os clichês e estereótipos que o envolvem, para que venha à luz. Quando nela chegar e puder ser visto claramente, não haverá dúvida: todos seremos feministas. Quem não for, bom sujeito ou sujeita não é… Não será.

Não é radicalismo. É a lógica. Quem pode ser contra a igualdade salarial entre homens e mulheres exercendo a mesma função? Quem pode limitar – e cada dia mais as mulheres conseguem glórias em novas e espetaculares áreas – as suas atividades, seu avanço? Quem lhes pode negar proteção em suas fragilidades? Quem lhes pode negar seus direitos e necessidades em saúde, justiça, participação na vida pública, tantos passos ainda a serem dados e respeitados?

 Apenas os que pregarem a dominação, a injustiça, o machismo, a incompreensão e a violência. E cada dia fica mais claro quem é parte desse grupo que dissemina o ódio, encobre a violência, ainda tenta manter o controle bruscamente, porque percebe que sua derrota se torna inevitável, rápida. Esses se isolarão.

Andam falando muito em mandar as mulheres nas missões espaciais à Lua. Bom. Mas demorou, hein?!? Agora há pouco bateram palmas para a nossa Seleção Feminina de futebol, mas elas há muito estão nessa batalha, e com muitas vitórias, vide Marta, que arrasou mais ainda ao jogar com a sua boca pintada, mulher, ironizando as velhas falas. Conhecemos mulheres interessantíssimas, do mundo inteiro, fortes, corajosas, e enfrentando poderosos.

Informação é fundamental. Mas as mulheres infelizmente, ainda não integram naturalmente as pautas de imprensa, embora vejamos que cada dia mais nela trabalhem, numerosas. Ainda aparecemos, sim, destacadas, mas como ETs e aí todo mundo se surpreende como esta ou aquela mulher chegou tão longe, seja no feito, no poder, no comando. A primeira mulher isso, aquilo vira manchete. Tantas outras passam despercebidas.

Há muito as mulheres vêm sendo assassinadas, violentadas, assediadas, cruelmente, mas foi só em 2015 que se moldou o termo feminicídio, que agora conta essas mortes às centenas; e precisou que estrelas de cinema abrissem as cortinas do espetáculo para que se percebesse o que ocorre todos os dias no trabalho, nos transportes, dentro das casas, nas relações. Assim por diante. Quem pensa nas crianças, que já devem ser educadas para esse novo mundo de igualdades? Quem pensa nas mulheres velhas e sem viço que vagam pelas ruas? Homens podem envelhecer com muito mais tranquilidade e sem cobranças – e vejam que até a Xuxa anda falando muito sobre isso.

Por isso e outras que tenho horror ao termo “empoderamento” que virou chiclete, uma espécie de adesivo. Ninguém precisar dar poder às mulheres, aos homens, aliás, a ninguém. Cada de um de nós o detém. E da natureza humana e de caráter individual encontrá-lo. Seja para ser como se quiser ser, seja para chegar cada vez mais longe.

Falo mais uma vez sobre esse assunto – que quem me acompanha sabe que está sempre na minha mira – porque agora escrevi um livro que chega nas livrarias esta semana, e que lanço oficialmente dia 20 de agosto, aqui em São Paulo: Feminismo no Cotidiano – Bom para as mulheres. E para homens também. Pela editora Contexto, que me convidou para esse que é o segundo livro da coleção “Cotidiano”. O primeiro foi de Luiz Felipe Pondé, Filosofia no Cotidiano.

Escrevi sobre o que vejo, vivo, e sei que viveremos ainda por um bom tempo. Realidades, sem teorias, mostrando o que se passou e o que se passa. Voltado para homens e mulheres. Hoje o movimento feminista se apresenta vibrante e abrangente – e talvez por isso mesmo estejamos assistindo a um recrudescimento contra ele, e com teses estapafúrdias. Não precisa se embandeirar.  É só ser. Viver. Deixar viver. Melhorando essa terrível natureza humana que parece sempre buscar conflitos.

Apresento a vocês, com orgulho, meu livro, e a fé de que passemos a andar um pouco mais rápido nesse assunto, ainda com conquistas tão lentas.

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Marli Gonçalves, jornalistaConsultora de Comunicação, editora do site Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para as mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto, e que está nas livrarias e à venda online, pela Editora e pela Amazon

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ARTIGO – Previsões: Furdunço Geral. Por Marli Gonçalves

 

Acho que eu ainda não tinha exatamente contado pra vocês que disponho de sentidos extras, quase mediúnicos, e posso antever alguns fatos e acontecimentos. Na verdade, acho que todos nós temos esse dom. Você também já está aí percebendo o furdunço, os forrobodós se armando. Nada como um fim de ano como esse de 2018 para previsões: os fatos nem esperam chegar no futuro, já estão até rolando, apressados.

 Bem que falamos. Espero que tenham registrado que, independente de posição política, que não sou de lá nem de cá, já tinha previsto que a coisa toda ia ser bem produtiva de fatos, fitas, frases lapidares, revelações, pensamentos aterradores, brigas de caçarolas. Tanto que logo comecei meu programinha #ADEHOJE, #ADODIA. Zástrás. Um minutinho só. Com um diferencial: o humor, que é preciso para assistir ao espetáculo alucinado que nos entregam. Como um velho amigo entendedor da política me disse, ao elogiar, humor, uma boa e atraente forma de análise crítica.

E como ultimamente até se você estiver falando de uma receita de bolo o povo acha que está falando mal do próximo presidente e ataca ferozmente, já adianto que as previsões atingem bastante não só a ele, essa equipe indicada, os filhos, mas também outros ex-presidentes, inclusive o atual de hoje e que virará ex nos próximos dias. Também aquele lá, preso, mas sempre bem acompanhado porque visitas não lhe faltam.

A bola de cristal já é bola para não ter essa coisa de direita/esquerda. Quando a gente olha em seu interior consegue ver um país, gigante, movimentando-se lentamente, tentando sair do lodo. E quando ele começa a fazer isso, escorrega e tem de começar tudo de novo.

A bola de cristal enrubesce. Começam a passar em seu interior as frases que ouviremos – algumas a gente até já decorou. Ex-ministro mais poderoso de um governo anterior passa dias contando fatos, conversas e acertos, esclarecedores. Qual é a frase? “É mentira, não pode provar, está falando só para sair da prisão”. A propósito, mais uma vez os advogados entrarão com algum recurso, e darão entrevista dizendo que é política a prisão desse ex-presidente, e que ele não viu nada, não sabe de nada, e que nada é dele. Que apenas tem cuecas que deixa por onde passa, como o farelo de pão da história.

A bola de cristal se enevoa.  Uma nuvem de fumaça cobre as reais intenções de um jogo que está no tabuleiro, onde as peças escolhidas e posicionadas, em grande parte, são militares, outras evangélicas. O objetivo comum, convergente para o centro, mas uns já pensam em “comer” (linguagem de jogo) os outros, ou derrubá-los no caminho.

Esportes. Os mais comuns serão queda-de-braço, capoeira com rasteira certeira, corrida miudinha, boca batendo a língua nos dentes, soco abaixo da linha do equador, arremesso de informações para a imprensa quando interessa, arremesso de pedras na imprensa quando não interessa. Veremos também a modalidade barra pesada, trapézio bajulado pendurado vocês sabem onde, assalto duplo corrupto.

Na Cultura, ah, muito stand up. Vai ter um festival para saber quem faz mais comédia. Principalmente de improviso. Será o astronauta? A pastora do Ministério dos Enjeitadinhos? O vice? O ator pornô? A deputada que se acha a lata de leite condensado do pão do presidente? O próprio? Os filhos se enroscando com os aliados no palco da vida? O ministro que está tão bem com a sua consciência que responde a uma pergunta esbravejando com outra que não tem nada a ver com as calças?  O major? O general?

Na Sala da Justiça as coisas seguirão animadas. Um prende; outro solta. Sorrindo, se odeiam lado a lado, e seguirão desafiando e contrariando as previsões mais otimistas que poderíamos tentar encontrar.

Chega, que a bola de cristal esquentou muito e parou. A carga foi pesada demais para ela. Só mandou um recado antes de ferver: espera só até o Carnaval chegar.

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 Marli Gonçalves, Jornalista Concentrando! Bola de cristal, sites, cartas na mesa, tevê, búzios, jornal, mapas, rádio, todo o material necessário.

2018-2019, tudo em transição, transferência, intervenção

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Nota oficial da Associação Comercial de São Paulo sobre o inexplicável fim do Jornal Diário do Comércio. Sim, fim, porque digital é bem outra coisa.

papersNEWSDOG LENDO E SE COÇANDODiário do Comércio passa a ser exclusivamente digital

O Diário do Comércio, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), entra, a partir de agora, numa nova etapa de transformação. A partir de novembro deixará de ser impresso e passará a ser publicado numa moderna e ampla plataforma digital.
Com a internet, o jornal ganhará agilidade, podendo reformular suas edições em poucos minutos, adequando-se à velocidade exigida por um mundo cada vez mais dinâmico.
Para essa reformulação, a equipe de jornalistas será reestruturada. Segundo o presidente da Associação Comercial de São Paulo, Rogério Amato, o jornal também se desloca para um novo foco do noticiário, agora baseado no empreendedorismo e em temas de interesse do micro, pequeno e médio empreendedor. “Somos gratos pelo empenho de todos que produziram o Diário do Comércio em sua versão impressa. Sabemos que no setor da mídia o objetivo prioritário é o de satisfazer os leitores. E todos nós teremos a partir de agora um Diário do Comércio com muito mais recursos.”
A nova plataforma poderá ser acessada por computador, tablet ou smartphone. E, ao lado de textos, fotos e gráficos, também disponibilizará vídeos. Toda a equipe de colunistas será mantida.
Segue abaixo o comunicado enviado nesta sexta-feira aos colaboradores, diretores, conselheiros, associados, clientes e fornecedores da Associação Comercial de São Paulo, bem como aos anunciantes e leitores do Diário do Comércio:
O Diário do Comércio, que circula desde 1924 e incorporou ao longo das décadas todas as inovações permitidas pelo bom jornalismo, entra agora numa nova etapa. A partir de novembro, deixará de ser impresso e passará a ser publicado numa moderna e ampla plataforma digital.
Não é apenas uma migração para a internet. O novo formato permite a tradução do noticiário em vídeos, a postagem mais dinâmica de gráficos e fotografias, e a atualização mais rápida do noticiário. Teremos, com isso, uma ferramenta que possibilita o diálogo, que identifica os segmentos do leitor, que detecta suas reivindicações e angústias, conquistas e motivos de comemorações.
Além disso, a mudança para a esfera digital decorre de uma efetiva necessidade de adaptação do nosso jornal às novas exigências do mercado de comunicação. Inúmeros títulos importantes da mídia nacional e internacional optaram por edições exclusivamente online. A continuidade da versão impressa do Diário do Comércio estava ameaçada por anos de operação com resultados negativos, o que determinou a atual decisão.
Estamos reformulando a equipe de profissionais para o novo projeto. Somos gratos, ao mesmo tempo, àqueles que se empenharam para engrandecer o jornal impresso que deixará de circular.

Em termos de conteúdo, valorizaremos na versão online o empreendedorismo e temas de interesse do micro, pequeno e médio empreendedor. Tenho a certeza de estarmos criando as condições para a construção de um perfil de dimensões e detalhamento inédito sobre o empreendedor brasileiro.
Por meio do computador, do tablet e do celular, todos nós continuaremos também a ter acesso aos textos de nossa ampla equipe de colunistas, que faz e continuará a fazer parte de nossa personalidade editorial.
Dentro desse processo de modernização eletrônica, troca de experiências, compartilhamento de conhecimento e humanização das nossas relações internas e externas, a nova etapa em que ingressa o Diário do Comércio vem acompanhada de outras novidades igualmente relevantes para a ACSP. Temos nossa rede social, a ACConecta, que há um ano está ativa, ampliando o diálogo e o processo colaborativo interno e com as Associações Comerciais do interior.

O mesmo vale para a nova plataforma de CRM (Customer Relationship Manager), projeto de gestão de relacionamento baseado em nossos associados, e para o próprio Portal da ACSP. São canais de interatividade que agilizarão nossas trocas de informações e estão em total sintonia com o alinhamento estratégico e a nossa missão institucional.

Você está convidado a acompanhar de perto esse novo momento da história do Diário do Comércio e a encaminhar as sempre bem-vindas críticas e sugestões.

Abraço,
Rogério Amato

E já que falávamos de imprensa. O povo enlouqueceu? Festejam que um jornal lá de lá “ultrapassou” a Folha de S. Paulo

ESSA NOTÍCIA FOI PUBLICADA NO SITE COMUNIQUE-SE,VOLTADO A JORNALISTAS.

VOU TER DE SER A SINCERA:

NUNCA TINHA OUVIDO FALAR NO TAL SUPER NOTÍCIA.

 

 

Super Notícia passa a Folha e editor acredita que jornal possa crescer ainda mais

Izabela Vasconcelos

O editor do jornal Super Notícia, Rogério Maurício, comemora o fato de o veículo fechar 2010 como o periódico de maior circulação do Brasil, à frente da Folha de S.Paulo, que liderou o ranking por 24 anos, mas acredita que o jornal mineiro ainda possa crescer mais. “Num mercado como o nosso, numa cidade grande, ainda temos espaço para crescer ainda mais”, afirmou. O jornal, que custa R$ 0,25, registrou média diária de circulação de 295.701 exemplares, contra 294.498 da Folha.

Para Rogério, o crescimento da classe C impulsionou as vendas do jornal popular. “Nossos leitores não migraram de outro jornal para o nosso. É um novo mercado leitor. São pessoas que nunca leram jornal e encontram o Super Notícia em padarias, mercearias e bancas”, explica.

Outro fato que pode ter incrementando as vendas foi o lançamento da revista Super TV, que circula às quintas-feiras com o jornal. A revista, com uma tiragem de 100 mil exemplares, é vendida por R$ 0,75 e foi lançada no dia 16 de setembro de 2010.

A Redação do Super Notícia é formada por cerca de 20 jornalistas, mas um número grande de profissionais de O Tempo e O Tempo Online colaboram com o jornal mineiro, num trabalho integrado.

O principal concorrente do Super Notícia é o Aqui MG, dos Diários Associados, que aparece na 27º posição do ranking, com 41.539 exemplares.