#ADEHOJE – CAMÕES, CHICO, ARMAS.

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SÓ UM MINUTO – Claro que pode ter sido uma resposta – e das boas – ao momento que vivemos. Mas é com grande orgulho que temos de receber o Prêmio Camões, o mais importante da literatura mundial em língua portuguesa, para Chico Buarque de Holanda, pelo conjunto de sua obra.

Vale muito. Vale muito mais agora que estamos nessa inacreditável seara de pensamentos, vivendo sob ataque de ignorantes, rasos, desprovidos de qualquer senso.

O decreto de armas foi revisto, mas está lá vivo. Mortos estarão os brasileiros com mais gente armada. Mortes brutais, principalmente ontra mulheres, vêm ocorrendo, causada por todas as armas; a de ontem, em Porecatu, Minas, foi causada por canivetadas. Depois o assassino saiu atirando dentro de uma igreja evangélica. A loucura está solta – não é hora para armar ninguém, nem com pistolinha de água.

#ADEHOJE – APREENSÃO TOTAL. AQUI, ALI, LÁ

#ADEHOJE – APREENSÃO TOTAL. AQUI, ALI, LÁ

 

SÓ UM MINUTO – Como ficar em paz quando:

– O próprio presidente do país chama para uma manifestação que amplia ainda mais o conflito político que a tudo paralisa? Contra as instituições estabelecidas, jogando grupos uns contra outros, com textos provocativos? Ele ainda diz eu está pensando em ir! Quando começará a entender o que é ser presidente?

– Quando um decreto de armas beneficia claramente uma empresa e pretende armar a população até com fuzis?

– Quando o talude de uma mina da vale – a GONGO SECO – em Minas Gerais tem expectativa de rompimento a cada minuto e pode causar mais um desastre de grandes proporções? Em Barão de Cocais, região central de Minas.

– Quando a maior potência mundial, EUA, briga com outra, a China, comercialmente, e ameaça outra que tem potencial atômico, o Irã?

– Quando a gente fica sabendo que a área protegida da Amazônia perdeu quase 10 mil km² nos últimos 30 anos?

– E muito mais…

ARTIGO – Manifestações temáticas. Por Marli Gonçalves

Aí o Lé vai com Cré. A solução para os conflitos, para essa divisão horrorosa que mergulha o país nesse baixo astral, pode estar bem diante de nossos olhos. Se Lé não pensa a geral como o Cré, Lé com Cré podem e devem se unir em temas específicos, como fizeram essa semana na gigantesca manifestação pela Educação

Estou otimista com a proposta. Podemos ir aos poucos, não precisa ser de uma só vez.  Junta um montinho aqui, outro ali, e quando a gente menos esperar, quem sabe o país não volte a ser um lugar legal, amistoso, democrático, e que cada um possa ter suas próprias opiniões sobre alguns fatos sem ser atacado, sem tanta virulência?

Para tanto, claro, inicia-se, primeiro, com boa vontade, e com o esquecimento de quem está presidente, qual ex-presidente – ou ex-presidentes, porque ainda tem essa – está preso, ou estão presos. Lembrar que se estão em apuros é porque alguma fizeram, e não adianta se descabelar na defesa deles – os advogados cuidam disso.

Vamos só pelo que une, de um lado e de outro. Ninguém concorda com tudo o que esses lados, pontas esquerda e direita, propõem. Escolheremos temas gerais, podem ser importantes, ou mesmo bobos, mas que mobilizem algumas pontas desfiadas dessa nossa insana política. O exemplo dado pelas gigantescas manifestações em mais de uma centena de cidades ocorrida essa semana em protesto pelos cortes, contingenciamentos, agruras, ou seja lá quais raios estão torrando nossa Educação pode ser seguido. Fui pessoalmente ver como foi lá na Avenida Paulista, e foi muito emocionante ver aqueles milhares de jovenzinhos misturados a professores, pais, cientistas, universitários. Tudo bem que acabou sendo contra este governo em geral, mas juntou muitas posições políticas e, inclusive, certamente, gente que votou no homem, mas discorda de algumas de suas ideias e de seus atos, ou mesmo agora já demonstra seu arrependimento, o que é compreensível. Lembrem que as opções na reta final foram dramáticas, duas, diametralmente opostas; e lembrem também do enorme número de abstenções, votos nulos e brancos.

Há salvação. Recordam daquela propaganda antiga “o que seria do amarelo se todos gostassem só do azul”? Então…Aos pouquinhos podemos juntar os dois e criar o verde.

Como tudo ultimamente tem dado bafafá, peguemos alguns temas. Mês que vem terá a grande parada LGBT em São Paulo. Vocês pensam que não existem gays bolsonaristas? Existem, eu mesma conheço alguns, e com os quais não adianta argumentar nas bases reais. E não são enrustidos, como muitos outros devem ser; são apenas confusos. Vamos falar do que interessa a todos.

Mulheres, mais da metade da população. Não é possível que existam mulheres que não se incomodem com o visível crescimento da violência, da ocorrência diária de feminicídios, e da pouca efetividade das ações públicas para a efetiva e real proteção das vítimas. Até quando o silêncio das ruas?

A questão das drogas, logo logo logo chegam as Marchas do Legalize Já. Outro assunto que pode unir umas pontas, sem trocadilhos. A mudança aprovada pelo Senado essa semana permitindo o internamento compulsório de dependentes químicos é de uma crueldade e não-entendimento do assunto que será mais um ponto que vale reflexão e união.

Outro tema grande é a Previdência. Que precisa de uma reforma, nos parece ponto acordado. Mas qual reforma? Como podemos ficar quietos quando nesse exato momento existem mais de dois milhões de solicitações de aposentadorias, justas, direitos adquiridos, paralisadas? Dizem que o atraso é porque – ironia – os funcionários do próprio INSS estão se aposentando sem serem substituídos.

Pensei em mais alguns temas para juntar gregos e troianos, e lés com crés. Veja se você tem mais ideias e ajuda aí porque pelo andar da carruagem precisaremos agir juntos, e rápido.

Que tal passeatas de felizes proprietários de Golden Retrievers (impressionante, cada vez mais abundantes, pelo menos aqui em São Paulo)? De veganos, preocupados com o escancarado aumento dos preços das frutas, verduras e legumes nas feiras e mercados? Dos que gostam de café sem açúcar? De não usar calcinhas, cuecas o sutiãs? Ou logo mesmo uma manifestação de naturistas, apenas defendendo a beleza e naturalidade da nudez que vem sendo vista como pecado mortal?

Enfim, motivos não faltam. Mas tem de combinar antes, em qualquer uma dessas, não citar duas palavras: nem Bolsonaro, nem Lula. Pode ser?

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Marli Gonçalves, jornalista – Aliás, os jornalistas já deviam faz tempo estar nas ruas protestando por conta dos desacatos que vêm sofrendo. Como é que é?

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Brasil, 2019

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#ADEHOJE – NOSSAS VIRADAS. E AS DESELEGÂNCIAS DELES.

 

#ADEHOJE – NOSSAS VIRADAS. E AS DESELEGÂNCIAS DELES.

SÓ UM MINUTO – Está tudo tão esquisito no mundo que até a gatinha mal-humorada, a Grumpy Cat não resistiu, morreu essa semana, nos EUA. O frio chegou por aqui. Em São Paulo, a Virada Cultural promete, com Lua cheia azul e tudo.

Zé Dirceu volta para a cadeia. Bolsonaro faz mais uma deselegância, desta vez com um estrangeiro oriental que encontrou no aeroporto.

Flávio Bolsonaro continua pulando miudinho para explicar o que fez nos verões passados quando era deputado estadual no Rio de Janeiro.

Saíram as convocações das seleções para a Copa América , mas especialmente para a Copa do Mundo feminina, que vai ser o grande barato para a gente torcer em junho. Viva Marta, a rainha do futebol!

 

 

 

#ADEHOJE – A ONDA DO TSUNAMI CHEGANDO

 

#ADEHOJE – A ONDA DO TSUNAMI CHEGANDO

SÓ UM MINUTO – Não tinha ficado claro ao que o presidente Jair Bolsonaro se referia quando na semana passada disse que enfrentaria um tsunami essa semana. Agora, com a decretação da devassa dos sigilos de seu filho Flávio Bolsonaro, o assessor Fabricio Queiroz, e de todas as pessoas de alguma forma ligadas a eles, nos últimos dez anos, começamos a entender. Inclusive porque o caso vai pegar até aquele chefe da milícia – foragido! – suspeito de envolvimento grave na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Esse povo trabalhou e esteve sempre muito ligado ao filho do Capitão que agora é senador.

Os números da nossa economia mostram o que sentimos, andam de mal a pior.

Fora isso, agora à noite o homem vai viajar para Dallas, onde receberá finalmente amanhã o tal engastalhado prêmio de “Homem do Ano”, da Câmara de Comércio Brasil/ EUA, execrada e recusada com gosto pelo povo de Nova Iorque. Bolsonaro deverá se encontrar com o ex-presidente George Bush.

Ah, coisa boa, poderemos ter uma Santa baiana na Igreja Católica, Irmã Dulce.

Resultado de imagem para TSUNAMI

 

 

ARTIGO – Nossa gente desmilinguida. Por Marli Gonçalves

 

Pois é, assim anda nossa brava gente brasileira, desmilinguidos, desmontados, desfeitos, ombros caídos. Meu irmão outro dia me chamou a atenção para isso, e passei a reparar nas ruas que ele tem razão: aumenta exponencialmente o número de pessoas andando cabisbaixas, inertes, desmontadas, desalinhadas

 E cabisbaixos estão não é só porque estão com suas caras atoladas nos celulares, talvez até justamente procurando neles, desesperadamente, alguma coisa mais animadora do que a realidade – algum filminho divertido, meme,  sacanagem, uma briguinha no grupo da família, se aquela mensagem corajosa para alguém foi visualizada, e, se correspondida, afinal tenha sido respondida.

Está difícil encontrar pessoas altivas, empinadas, retas, “colocadas”, como se diz numa gíria muito particular. Que olhe nos olhos; sustente, com segurança.

Mas, também, como ficar seguro de si em um momento como esses, cheio de dificuldades econômicas e surpresas chocantes, como as das plaquinhas de preço dos alimentos nas feiras e supermercados?

Momento em que decretos insanos podem decretar é o fim de suas atividades, de seus sonhos? Como podem se sentir os milhares de pesquisadores que tiveram suas bolsas e pesquisas canceladas essa semana? Vi alguns chorando diante dos repórteres que os entrevistaram – e eles pesquisavam e mantinham projetos que poderiam significar o a melhoria de nosso futuro nas mais diversas áreas do conhecimento.

Ah, estão fazendo economia? Um amigo mais sem papas na língua rebate: “com o nosso traseiro!” Os pesquisadores que acompanhei informavam sobre a penúria de se manter com bolsas de mil, mil e quinhentos reais.

Cortem logo suas cabeças! Estamos perdendo com muita celeridade a inteligência do país. A calma. O bom senso. A esperança. Não, não é de hoje, mas o desmonte acelerado e sem nexo que ocorre nos últimos meses não tem qualquer paralelo, porque nos parece baseado apenas numa ignorância atroz do que constrói uma nação.

Não é mera questão ideológica, que seria até mais fácil de ser compreendida, combatida ou mesmo aceita. Apenas ignorância, a representação do retrato de um homem (muito) comum, rude, ultrapassado, com valores estranhos que desrespeitam diariamente mulheres, negros, pobres, lgbts, e aos ricos, os estrangeiros, os religiosos de outros credos que não os deles. Desrespeitam os direitos humanos, individuais e privados.

Se antes o país estava dividido em dois, agora está esfacelado, contaminado por informações falsas, incentivo à violência e à discórdia, nas mãos de alucinados que se apresentam como ideólogos, nas mãos desequilibradas que fazem cálculos matemáticos – e errados – com bombons, mostram cicatrizes e expõem seus traumas de pais problemáticos, goiabeiras, como se fôssemos os culpados por seus flagelos. E como se também não os tivéssemos, não os sofrêssemos aos montes.

Como manter a coluna ereta e o coração tranquilo em um cenário desses?

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Marli Gonçalves, jornalista – Eles se desnudaram diante de nós muito mais rápido do que poderíamos imaginar.

 marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

 Brasil, 2019

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#ADEHOJE – OBVIEDADES DE BOLSONARO E O MINISTRO DESORIENTADO

#ADEHOJE – OBVIEDADES DE BOLSONARO E O MINISTRO DESORIENTADO

 

SÓ UM MINUTO – Bolsonaro declarou agora pela manhã que semana que vem enfrentará um tsunami, e ninguém sabe exatamente o que quis dizer com isso. Em um evento na Caixa, onde mais uma vez usou um termo – digamos, sexual – para falar sobre o “amor à primeira vista” com o presidente da instituição, o festival de obviedades ataca. Presidente afirmou que sua gestão enfrenta alguns problemas devido à forma como ele escolheu governar. Não nos diga!! Se é que há um governo que nos governa, e não uma loucura atrás da outra como a que estamos assistindo ainda inertes.

O Congresso já disse também que o decreto de armas é inconstitucional e deve ser derrubado, se é que ainda reta um mínimo de sanidade.

Semana que vem, quarta-feira, dia 15, tem manifestação grande do pessoal da educação, com greve. A situação da educação vai de mal a pior com esse ministro Weintraub maníaco que inventaram – caso claro de problemas com ele próprio, com a matemática e com a língua portuguesa. Quase 3500 bolsas de pesquisa canceladas! O Brasil em marcha-a-ré.