#ADEHOJE, SÓ UM MINUTO – PERGUNTAS ARMADAS

#ADEHOJE, SÓ UM MINUTO – PERGUNTAS ARMADAS

 

Só um minuto; MAS HOJE SERÃO DOIS – Mas se passar procura o vídeo completo no YouTube. Já vou começar dizendo; eu gosto de armas, sempre convivi com elas, mas sou pacifista e não acho que devamos armar a população O primeiro decreto! Tantas coisas precisando de arrumação no país e o presidente Jair Bolsonaro decreta a liberação da posse de quatro armas! Quatro, 1,2,3,4! Se não fiscalizam nem buracos de rua, como vão fiscalizar os requisitos?

– O exame psicológico! 10 anos! O cara faz o exame, passa e pira no dia seguinte;

– Escola! Curso de tiro! Já imaginaram o número de escolas de araque que surgirão? Se não se fiscalizam nem as autoescolas!

– Quatro! 1,2,3,4. As casas virarão fortalezas armadas. Só uma pessoa poderá manusear?

– Ah, e a declaração necessária de que tem um lugar seguro para guardar, se tiver criança ou adolescente em casa, ou ainda pessoas com problemas mentais? Um cofre? E para que serve a arma dentro do cofre? E quem vai ver se o armário, o cofre, a estante existe. Se tem escada para acessar?

– Será que eles têm noção do que representará de perigos dentro de uma casa? O feminicídio bate recordes, e em geral as mulheres são mortas dentro de casa.

– O desinteligente ministro Onix comparou arma em casa a liquidificador, que também pode machucar uma criança. Deus, eles não sabem o que fazem! Muito menos o que falam!

Tem muitas outras perguntas que iremos fazendo por aqui…

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#ADEHOJE – SÓ UM MINUTO – CENSURA, SAI PRA LÁ!

#ADEHOJE – SÓ UM MINUTO – CENSURA, SAI PRA LÁ!

SÓ UM MINUTO – Por favor, todos atentos. Quem resolve o que quer ou não quer ver somos nós! Por ordem do excelentíssimo senhor Governador Wilson Witzel, a exposição “Literatura Exposta” que estava na Casa França-Brasil , no Rio de Janeiro, foi encerrada um dia antes do previsto. Uma performance do coletivo de artistas És Uma Maluca, utilizaria a nudez feminina e referências à tortura durante a ditadura militar no Brasil, encerraria a mostra. Inventaram mil desculpas para dizer que não era censura. É censura, sim. A obra “A Voz do Ralo É a Voz de Deus”, também do coletivo És Uma Maluca, já havia sido vetada pelo diretor da Casa França-Brasil, Jesus Chediak. Jesus!

#ADEHOJE, #SÓ UM MINUTO – PROVIDÊNCIAS JÁ. CHEGA DE MORTES DE MULHERES

#ADEHOJE, #SÓ UM MINUTO – PROVIDÊNCIAS JÁ. CHEGA DE MORTES DE MULHERES

A situação está insustentável. Somente em 2019, e que foram noticiadas, já são mais de 12 mortes de mulheres. Facadas, tiros, machadadas, emboscadas, mortas diante dos filhos. Até quando serão falhos os sistemas de proteção? Onde estão as medidas como os botões de pânico? Chega. Precisamos juntas dar um basta a essa situação

#ADEHOJE – SÓ UM MINUTO – CEARÁ EM CHAMAS E O MEDO NAS RUAS E NAS CASAS

#ADEHOJE – SÓ UM MINUTO – CEARÁ EM CHAMAS E O MEDO NAS RUAS E NAS CASAS

Quem passou por aqui ou estava em São Paulo em maio de 2006, quando os ataques do PCC fizeram mais de cem vítimas sabe o que o Ceará está passando nesses últimos dias. É um terror indescritível. Você não sabe o que pode acontecer a cada passo. Se vai conseguir chegar ou sair, trabalhar, buscar filhos, viver. Hoje, lá, com a chegada da Força Nacional, os ataques estão ocorrendo no interior do Estado. Aqui em São Paulo, o bate-cabeça da segurança pública continua. Ontem, plena tarde de domingo, uma perseguição policial de mais de 12 quilômetros acabou com um bandido morto, mas dois pedestres que estavam passando em frente a um shopping foram baleados. Houve ainda mais um caso na Zona Leste, e uma grávida acabou atingida. Mas também dentro de casa as mulheres que deveriam estar sob leis de proteção continuam sendo mortas.

ARTIGO – A liberdade é trans-lúcida. Por Marli Gonçalves

 

Polêmicas coloridas. Nunca as cores foram tão visadas. Que rosa e azul, que nada! O verde e o amarelo estão na berlinda. O laranja anda sumido. O vermelho, coitado, ainda bem que pelo menos foi liberado para a passagem de ano, porque alguém descobriu que podia dar sorte e porque é a cor de Ogum, o santo guerreiro que regerá este ano.

 

 Imagem relacionada

Deixem o branco e o negro em paz; os vermelhos em suas terras. Os verdes, livres para cuidar do meio ambiente. Os do arco-íris vivendo suas vidas. Os religiosos com seus mantos e adereços roxos. Continuem mantendo o marrom longe dos olhos de Roberto Carlos. Chega de cinzas na vida, nos carros, nas paredes, nos prédios das cidades.

Sabiam que existem apenas três cores “verdadeiras”? O amarelo, o azul e o vermelho. Nada, nenhuma mistura pode criá-las, mas são elas que criam todas as outras cores. O azul e o amarelo, juntos, criam o verde; o vermelho e o amarelo, o laranja; o azul e o vermelho, o roxo. A partir daí as primárias e secundárias se fundem e criam a miríade.

Porque não levamos em conta essa liberdade infinita na vida real? Para que ficar batendo na tecla do controle da liberdade, de coisas que nos são tão caras, pelas quais a humanidade luta há tanto tempo? De onde vem essa mania humana de limitar as pessoas, dividi-las, ordená-las, literalmente? Rotulá-las, etiquetá-las?

O Brasil é um país reconhecidamente multicolorido, multifacetado, feliz por isso, composto de povos de todo o mundo. Preocupa perceber que podem tentar a hegemonia de um pensamento, o incentivo e aplausos a uma religião, forçando a barra e impulsionando perigosos conflitos em um momento em que tudo o que precisamos é do branco, da Paz. A junção de todas as cores do espectro, a clareza máxima, a que reflete e ilumina.

Peraí, alô! – que como já ando cansada de levar bordoadas de todos os lados, presta atenção que não estou falando só nem do novo governo, nem dos ministros despreparados e da ministra (tão poucas mulheres e vejam só a que está lá) desavisada.

Estou falando de você também, você que vive dizendo que mulher pode isso, não pode aquilo. Que aponta o dedo e dá aquela risadinha morfética quando encontra pessoas livres – sejam de idade, modos, referências, aquelas que não estão nem aí, porque não saíram para você gostar delas, elas se bastam – pelas ruas. Claro, você pode gostar ou não. Mas jamais dizer que elas não poderiam estar assim ou assado. Quem disse?

É muito jeca um país que fica batendo palminhas para uma primeira dama só porque ela apareceu com “vestido adequado”, aliás, rosinha, neutrinho, bonitinho, bobinho. Adequado para o quê? Para quem? Para uma “jovem senhora” (me dá até alergia essa expressão), para uma evangélica? De outro lado, desceram o pau na vice-segunda dama que apareceu de azul com rendas, sem ser tão bonita, etc, etc, etc. Ela ousou. Palmas para ela. Me fizeram lembrar umas dessas consultoras de etiqueta que há algum tempo decretou que “não se mostra os braços em solenidades”. Essa zinha deve ter ficado bem incomodada com a Michele Bolsonaro e com todas as outras que apareceram com seus ombros descobertos e decotadas na posse, naquele assombroso dia de verão.

Creio que ainda será preciso percorrermos uma longa estrada até alcançarmos um país melhor, socialmente justo, especialmente livre e responsável.

A cultura da liberdade individual, um bem que temos de prezar. A liberdade é translúcida, deixa passar a luz. Ilumine-se.

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Marli Gonçalves, jornalista – Viva e deixe viver. Eles e elas passam. Que Ogum nos proteja dos desvarios.

Brasil, 2019!

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

 

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#ADEHOJE, #ADODIA – LIBERDADE PARA AS CORES E PARA NÓS!

#ADEHOJE, #ADODIA – LIBERDADE PARA AS CORES E PARA NÓS!

Amigos, a gente já sabe que vários ministros do novo governo têm pensamentos estranhos, para nós, e mesmo para muitos dos que votaram no candidato eleito que foi quem os escolheu. Podemos zoar com eles o tempo que quisermos. Mas também é necessário que se pense e repense sobre vários pensamentos que ocorrem no nosso meio. Quem pode isso, quem pode aquilo, que roupa tem de usar com que idade. Mulheres, de rosa, azul, verde ou amarelo, seja com o próprio arco-íris, são vítimas. Deixe-nos livres para decidir sobre nossas vidas! Pensem nisso!

 

ARTIGO – Mulheres, Uni-vos! Por Marli Gonçalves

Mas que seja para sempre, união além eleições, além luta contra o inominável abominável, contra os paspaqueras que pululam para nos destratar. Temos tantas coisas para lutar juntas e conseguir sucesso, oxalá ainda neste século, que nossas mãos dadas poderão realmente tornar esse mundo melhor. Fico orgulhosa de ver as novas gerações chegando com garra. Ou melhor, garras, afiadas, e coloridas com todos os matizes

turma de mulheresturma de mulheres

 

Mulher é tudo de bom. Mulher está na moda. Vamos aproveitar! Que foi assim, com perseverança, que o movimento feminista dos Anos 70 conseguiu tantas vitórias que talvez muitas e muitos de vocês que estão chegando agora não saibam o quanto tudo era ainda muito pior. Mulher não trabalhava fora, não tinha direitos reconhecidos, não tinha liberdade de escolha. Não tinha a quem recorrer. Mulheres não gostavam de trabalhar com outras mulheres, não se respeitavam entre si, era difícil juntar-se em grupos. Foi uma batalha danada, gente!

Vejo agora o reflorescimento vital de um novo movimento. Chamemos, sim, de feminismo, porque o é, embora ainda muitas teimem em não admitir, uma vez que tanto foi feito – e ainda tentam, mas não vai adiantar nada – para denegrir a palavra da qual devemos nos orgulhar. Feminismo. Agora é mais ainda, Feminismo 3.0, porque estamos mais adiante em nossas conquistas. O movimento hoje incorpora tranquilamente a sexualidade, o prazer. Prevê o combate ao racismo, à violência, à desigualdade, ao não pode isso, não pode aquilo.

Podemos tudo. E, juntas, poderemos mais.

Junte-se a todas as mulheres do mundo!

Bata no peito, empine os seios, com orgulho. Incrível que o mais novo motor tenha sido, pelo menos por esses dias, juntarmo-nos contra aquele ser que pretende ser presidente de nossa República. Pelo menos para alguma coisa boa servirá sua presença no cenário. Mesmo que ele – infelizmente, tudo é possível – consiga o seu intento, já é claro o suficiente que enfrentará uma mobilização muito especial, linda, ruidosa, cheia de vontade. Forte. As mulheres.

Que sejam de todas as classes. Que sejam de todos os credos, raças, posições políticas. As questões femininas são muito claras, devem sempre ter visibilidade dentro do cenário nacional; aconteça o que houver. Temos de ampliar, aumentar, agregar, conquistar – inclusive as desgarradas que ainda não perceberam a total dimensão que os novos fatos poderão tomar.

Em poucos dias formou-se um Grupo no Facebook – Mulheres Unidas CONTRA Bolsonaro, ao qual se agregou imediatamente mais de um milhão de mulheres, já prontas a ir às ruas. As hashtags só se avolumam. A geral é #EleNao.

mulheres, salvems nosso Estado!Mas quero dizer que é mais do que contra Ele. É a favor de tantas coisas que precisamos mudar, conquistar, conseguir visibilidade e respeito: Saúde, Educação, Trabalho, Direitos, dar um basta ao assassinato diário de mulheres apenas porque são mulheres.

Imploro que se mantenham unidas, ao contrário do país conflagrado e dividido. Que não seja para beneficiar um ou outro partido ou candidato. A maioria – repare – ainda são homens. O poder ainda é de maioria masculina; daí glorificarmos com razão muitas que estão ali no meio, levantando a voz. Que a união se mantenha além das Eleições – acreditem: vamos precisar disso, repito, haja o que houver.

Não se incomodem (!) com desaforos. Sim, sempre foi assim. Para nos combater nos xingam de um tudo. Falam até de nossas axilas! Se temos pelos aqui, lá, é um problema nosso. Se depilamos, se usamos calcinha ou não, se somos novas, velhas, gordas, magras, feias, belas, se umas amam outras, se queremos ou não casar e ter filhos é um problema nosso. Só nosso. De cada uma de nós. O corpo é nosso. E só quem é mulher sabe onde o sapato, sapatão, alto, baixo, rasteirinha, chinelo, chinelinho, aperta. Não é coisa para virem ordenar, nem com religião, muito menos com política e abuso de poder, mesmo inclusive que a tentativa venha de outra mulher que tente ter autoridade para tal. Nossas avós e mães já comeram o pão que o homem amassou, e agora é novo tempo, mesmo que muitas delas não entendam ainda quais foram as suas frustrações.

Salvem suas filhas desse tempo de horror, quando para onde a gente olha novamente está encontrando uma patente, coronel disso, general daquilo, olhos e caras duras, para os quais não bateremos nunca continência. Apenas, claro, se desejarmos, se quisermos. Hoje podemos também sermos militares, usarmos as roupas verdes e camufladas. Mandar e comandar.

Queremos é escolher. As lutas femininas começam, entendam todos, definitivamente, por uma palavra só: Liberdade. Essa é a palavra de ordem que nos manterá unidas cada dia mais.

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Marli Gonçalves, jornalista – Como disse, mulher está na moda, e já vemos até o marketing dando uma abusada nisso. Mas que essa moda não passe mais, nunca mais acabe. A propósito, em breve terei novidades para contar, e para as quais conto com vocês,  mulheres e homens de bem.

marligo@uol.com.br e marli@brickmann.com.br

Beijo com marca de batom, 2018