#ADEHOJE – AS FRONTEIRAS DA PACIÊNCIA

#ADEHOJE – AS FRONTEIRAS DA PACIÊNCIA

 

SÓ UM MINUTO – Estamos total bordelines. Quer dizer, está tudo pronto a transbordar, inclusive a minha paciência com gente que pensa que pode me provocar – e só me fazem cócegas e puxam meu sentimento de pena com suas ignorâncias. Sobre fronteiras, aliás, a da Bolívia com o Brasil que estava bloqueada foi aberta. Em Brasília, grupo pró-Gaidó invade a embaixada da Venezuela.

Mas o mais importante é o encontro do BRICS, Brasil, Rússia, Índia, China, que se realiza sob forte segurança em Brasília. Bolsonaro percebeu a tempo que é bem bom paparicar a China e todos esses países. Ah, quanto à paciência perdida, mais uma criança morta por bala perdida na guerra de rua do Rio de Janeiro.

#ADEHOJE – UM DIA HAVERÁ DE TER LIMITES

#ADEHOJE – UM DIA HAVERÁ DE TER LIMITES

 

SÓ UM MINUTO – É preciso que haja limites para a loucura que está se instalando no país, e antes que seja tarde demais. Primeiro, para a ignorância. Estão fazendo, acredite, uma Convenção da Terra Plana: eles juram que acreditam que… a Terra é plana! Outra, forte, foi essa do presidente Jair Bolsonaro acabar com o DPVAT, que vem a ser o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestre e outros similares. Uma atitude que prejudica e prejudicará mais ainda as vítimas do trânsito. E por que ele fez isto? Porque é vingativo, mau. Seu desafeto do partido PSL, Luciano Bivar, administra parte desses seguros.

Já não bastasse a encrenca dos radares, dos afrouxamentos para a obtenção da CNH, tantas marmotices que vem sendo executadas. Você aí, vai continuar achando que ele é Mito? Vai se sujar com esse sangue? Não vai ter muitos remorsos com o que poderá acontecer? Pode ser você o atingido, ou alguém de sua família. Vai bater palmas para maluco governar?

#ADEHOJE – VEIAS PULSANTES E CORTANTES DA AMÉRICA LATINA

#ADEHOJE – VEIAS PULSANTES E CORTANTES DA AMÉRICA LATINA

 

SÓ UM MINUTO – Creio que, assim como eu, estamos todos muito preocupados com tudo o que acontece à nossa volta. Pior, estamos todos muito confusos sobre a constitucionalidade e legalidade das coisas. Digo isso, não só, claro, por causa da Bolívia, da renúncia de Evo Morales. Mas pelo somatório das coisas em toda a região. No Brasil, a libertação de Lula acirrou novamente ânimos que estavam, mal ou bem, sendo acalmados. Nas ruas, pessoas desinformadas pedem o fim do STF, protestam sem bem entender as coisas.

As falas de todos os lados não estão sendo para aplacar as diferenças, mas para acentuá-las. Qualquer posicionamento é visto sob o ângulo de direções que não explicam as coisas. A economia – que se abala com qualquer fato nacional e internacional – bambeia. Na área de comportamento, a violência grassa em estádios, na polícia, dentro das casas com os feminicídios em destaque.

Vivemos mesmo momentos difíceis, muito difíceis.

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ARTIGO – Banhos. Por Marli Gonçalves

 

Mesmo que não exatamente de água tomamos banhos todos os dias, sejam de espirros de água fria em nossos desejos, jatos quentes das decisões que tomam por nós, ou que por nós precisam ser tomadas. Duchas geladas em muitas esperanças que acabam varridas. Mas também tem os bons banhos, e os que podemos preparar para esquecer tudo isso

Nada como um bom banho para esfriar a cabeça. Os últimos dias têm sido verdadeiramente horríveis de acompanhar e digo isso olhando para todo o planeta e para o microcosmo mais próximo; nosso país, nosso Estado, nossa cidade, meu bairro, minha vida, e isso não é slogan governamental da área de habitação. Tudo isso esquenta a cabeça, estressa, dá fios brancos nos cabelos, angústias. Pela profissão, no meu caso, não posso desligar os comandos, me abster de saber, acompanhar e, claro, me preocupar muito com a ignorância que avança de forma tão célere entre aqueles que apenas ouvem o galo cantar por aí e acreditam que já é amanhecer; e esse galo ou mente total, ou cacareja só pedaços das histórias que alardeia, seja de direita, esquerda, esteja no telhado ou em cima do muro. Temo sempre é a ameaça do anoitecer, se é que me compreendem.

E em um desses dias de apreensão tive necessidade de me esquecer mais um tempo debaixo do chuveiro, como se aquele ambiente isolado fosse o único que pudesse me resguardar de todo o resto. Nada que prendesse, nua, sem censura. Só o barulho da água, não querendo sair dali nunca mais, me peguei brincando de desenhar no embaçado do box, desejando apenas pensar que trocaria aquele momento por outro, mas que seria muito parecido. No caso, dentro de uma banheira, objeto de desejo sempre. Ai, meu sais! Olhos os potes e penso que não há como usá-los em chuveiros. Continuo desenhando no vidro do box, corações imaginários que ali abrem janelas para o mundo externo.

Banhos, quantas formas, sorte de quem tem um canto, um tempo, uma maneira para ele, seja uma vez ao dia, sejam os especiais. De balde, bacia, rio, lago, cachoeira, riacho, mar, piscina, frio, quente, morno. De gato.  Ainda tem o de assento…

banhando-seDe Lua, de Sol, ouro, Sete Ervas, rosas, lavanda, alfazema, de cheiro. Sal grosso do pescoço para baixo. Turco, vapor bem quente, seguido do choque gelado, ou o grego, com aromas de chocolate e café. O japonês, do ofurô, que acalenta sonhos.

Os banhos podem ter muitos sentidos, além de limpeza corporal. Individuais ou coletivos. Pode purificar, como nas religiões, algumas com batismo feito com o mergulho do batismo nos braços de um pastor, a criança batizada na pia da igreja, ou aquele bem louco, junto a outras milhares de pessoas como nos rios da Índia. Com roupa, sem roupa, pouca roupa. Mas sempre pode ser muito bom, por isso, inclusive, quem já ficou internado em hospitais sabe que dele ali não se foge pela manhã. Banho de leito, como chamam as enfermeiras que em geral atacam, sem dó, em duplas, logo após o café da manhã.

Tá bom. Cozinhei vocês em banho-maria até agora. Mas foi para suavizar.

Está tudo muito chato. É que é tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, que quando a gente acaba de formar opinião sobre uma, é atropelado por alguma outra informação, notícia, desastre, tragédia, ameaça. Desairosas, cabulosas, cheias de barbaridades, como as falas, ideias e ações propostas pelo presidente nesse governo sinuoso, destrambelhado, e ainda tem os que agem em nome do pai. Ou teimosas, como as de uma estranha oposição que, dirigindo-se apenas aos seus iguais não consegue conquistas, adesões, novos líderes. Vindas da Justiça que brinca com os homens em seus vaivéns.

Só abrindo a torneira. E deixando tudo fluir pelo ralo se, repito, me entendem. E a vontade de mandar um monte de gente ir tomar banho, uma delicada forma de sai-pra-lá, que eu vou passar?banho

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MARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Site Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano- Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. À venda nas livrarias e online, pela Editora e pela Amazon.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

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#ADEHOJE – CULTURA NO TURISMO? E OUTRAS BARBARIDADES

#ADEHOJE – CULTURA NO TURISMO? E OUTRAS BARBARIDADES

 

SÓ UM MINUTO – Ô, gente, desculpe, mas tenho de repetir que mais ou menos eu sabia que todo dia teria, mas não achei que seria tanto. Vejam só essa última: Bolsonaro manda a Cultura par ao Ministério do Turismo, e ainda pretende por um pastor da linha RR Soares para dirigir. Não tem nem o que comentar, de tão absurdo. Mas a Cultura também não estava bem lá no reacionário Ministério da Cidadania de Osmar Terra. Escuta essa: só hoje tem notícias de três feminicídios ou tentativas de feminicídio, bárbaras, terríveis com fogo, faca. Ontem o Senado aprovou projeto que torna o feminicídio imprescritível e inafiançável. Tomara que seja aprovado logo! Enquanto isso, uma juíza de quinta, Adriana Gatto Martins Bonemer, ousa dar uma sentença acusando o feminismo de “colaborar para a degradação moral que vivemos”, citando “a obra” de outra reacionária, aquela deputada que não quero nem falar o nome, que posa com armas, camiseta de bolsonara e sustenta que alunos sejam dedo-duros.

Barbaridades de nosso tempo…

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#ADEHOJE – MILITARES EM PÉ DE GUERRA E PACOTE ECONÔMICO

#ADEHOJE – MILITARES EM PÉ DE GUERRA E PACOTE ECONÔMICO

SÓ UM MINUTO – Crise. Tempo quente entre os militares no governo. O general Maynard Marques de Santa Rosa, ministro que ocupava a pasta da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, se demitiu ontem, depois de ter recebido uma espécie de puxão de orelha que não admitiu, vindo da secretaria gral da Presidência. Era um relatório que ele diz ter sido baseado em números falsos. Com o ministro saíram também Lauro Luís Pires da Silva, general de divisão do Exército, que ocupava o cargo de secretário especial adjunto; Ilídio Gaspar Filho, também general de divisão, secretário de Ações Estratégicas; e Walter Félix Cardoso Junior, bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras, com 30 anos de Exército, que ocupava a posição de assessor especial, subordinado a Lauro Silva.

O presidente Jair Bolsonaro, cercado daqueles homens todos, foi ao Congresso apresentar o plano econômico do governo, que espera ver aprovado ano que vem. Têm emendas à Constituição …

militantE

#ADEHOJE – O BRASIL QUEIMANDO EM ÓLEO QUENTE

#ADEHOJE – O BRASIL QUEIMANDO EM ÓLEO QUENTE

 

SÓ UM MINUTO – Dois líderes indígenas dos “Guardiães da Selva” – Laércio e Paulo Paulino Guajajara – sofreram uma emboscada por parte de madeireiros no Maranhão. Paulo Paulino morreu no local, e Laércio fugiu. Eles já haviam pedido proteção, e nada. Pantanal pegando fogo. Parque do Carmo pegou fogo. O óleo continua chegando – indo e vindo – às praias do Nordeste. Um secretário da pesca que declara, com a cara lavada, que os peixes são inteligentes e desviam do óleo.

Bolsonaros continuam em ação. Gravação da portaria do condomínio recolhida sem qualquer vergonha por ordem do presidente. Filhos e equipe, inclusive a econômica, desfiando declarações de quinta categoria.

Não bastasse, hoje, em São Paulo, ampla movimentação de policiais contra o reajuste anunciado pelo governador Doria. E protestos marcados, e julgamento pelo STF de condenação e prisão em segunda instância…

Que calor! E o verão ainda nem chegou.