#ADEHOJE – DESMONTES E O MONTE DE LEIS PRO VENTO

#ADEHOJE – DESMONTES E O MONTE DE LEIS PRO VENTO

 

SÓ UM MINUTO – Um monte de leis, sobre tudo e todos, mas quem é que vai aplicar, fiscalizar? O mundo caindo e o prefeito Bruno Covas sancionando leis perfumadas. Fora obras desnecessárias, como a do Anhangabaú. Agora proíbe que se fume em parques municipais. Parece brincadeira. Andou falando também que pretende multar quem atira bitucas na rua. Ah!!! Ok, que lindo! Então, vamos arrumar quem fiscalize as vagas de idoso, que canso de denunciar uso indevido. Quem vai multar quem mata árvores jogando lixo em sua base? Ah, temos muitas coisas para corrigir. Podiam começar pelos fios caídos – os malditos fios…

Já não basta Bolsonaro desmontando o país? Querem incentivar a deduragem, ainda por cima.

O desemprego cai, porque ninguém mais pode ficar esperando que cais ado céu e sai para a atividade informal, esta, que aumenta a olhos vistos, todo mundo pondo literalmente a mão na massa. Ah, são 12 milhões e 600 mil pessoas por aí procurando vagas, emprego, uma luz.

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#ADEHOJE – SARAMPO VOLTA. MINISTRO ESTRESSA.

#ADEHOJE – SARAMPO VOLTA. MINISTRO ESTRESSA.

 

SÓ UM MINUTO– Foi tão grande a pressão contra o Ricardo Salles, Ministro do Meio Ambiente nesses últimos dias que o bichinho foi parar na UTI! Já saiu, mas também já arrumou desculpasse quiser se mandar pela porta do governo que já se abre e por onde se mandam os que não querem que sobre para eles os problemas que se avolumam. E em todas as áreas.

O ministro da Tecnologia, o astronauta Marcos Pontes declarou que implorou por verbas para Paulo Guedes, o mandachuva da economia… e nada! Ele diz que só tem verbas para pagar aos pesquisadores até o próximo sábado.

Gente, tínhamos erradicado várias doenças. E com essa bobageira contra as vacinas elas voltam! Morreu, depois de 22 anos sem registro, o primeiro, um homem, por sarampo. Vejam que até a raiva anda dando sinais por aí. E muita gente babando, especialmente de ignorância.

#ADEHOJE, #ADODIA – TPF – TENSÃO PRÉ-FERIADO. VOCÊ TAMBÉM SOFRE?

#ADEHOJE, #ADODIA – TPF – TENSÃO PRÉ-FERIADO. VOCÊ TAMBÉM SOFRE?

 

Eu sofro de TPF, sempre. Talvez você esteja me assistindo de uma bela praia. Ou dentro do carro, no trânsito nas estradas? Na cama, com depressão porque também está durango? Aqui em SP parece que alguém gritou “olha o homem pelado”! Está uma azáfama, umas formiguinhas correndo para lá e pra cá. Mas eu penso sempre é como que as pessoas arrumam, nessa crise, dinheiro para sair assim. Tudo custa muito! Gasolina, comida, onde dormir, as crianças. Às vezes penso que dá mais stress…Vou ficando por aqui, mas desejo que todos se divirtam. Tô trabalhando. Espero te ver aqui esses dias, esteja onde estiver.

 

ARTIGO – Na Urbe: desorientados, desnorteados e largados. Por Marli Gonçalves

Não há batatinha amarrada na fronte que resolva. Calmante que acalme. Protetor de ouvido que dê conta. Se a pessoa anda armada é um perigo sair dando tiros. Se achar uma granada o perigo será destravar a rolha e mandar bem no alvo, virando um terrorista urbano. Morar em São Paulo está ficando a cada dia mais impraticável. E não é só o barulho.

Você vai ficando louco, começa a pensar em tomar as medidas mais drásticas, tem os pensamentos mais subversivos, terríveis, punks. Os instintos mais primitivos. O barulho vai corroendo as entranhas, tomando conta. Os obstáculos e situações estressantes se acumulam. Os problemas da cidade e a falta de controle e fiscalização chegaram a um nível insuportável e que afeta gravemente a nossa saúde. Que será preciso para que providências reais sejam tomadas para melhorar nossa qualidade de vida?

No momento, me perdoem, tenho dúvidas, inclusive, se a cidade está sendo habitada apenas por bananas; se ao meu redor só existem pessoas bananas, medrosas, já tão acostumadas a ser massacradas que ficam sem reação, não se defendem mais de nada, inertes, palermas.  Não reclamam, esperam que alguém o faça. A vida real está passando ao largo nesses tempos digitais.

Escrevo nesse momento com uma dor de cabeça daquelas, daquelas que irradiam, sabe? Se fosse uma sessão de tortura creio que entregaria até a minha mãe, confessaria coisas inconfessáveis, os segredos mais recônditos, desde que me prometessem o que venho considerando uma dádiva: o silêncio.

Estou, e claro não sou só eu, mas um monte de gente que mora aqui por perto, submetida a – escutem, por favor, tenham pena de mim – horas a fio, diárias, de uma britadeira em uma construção próxima. No meu prédio, mais próximo ainda, soma-se uma obra que já dura quase um ano e que alterna serra elétrica, bate-estacas e outros sons que vão se infiltrando na mente. Isso junto às sirenes de ambulâncias, buzinadas frenéticas, rota de helicópteros e aviões, latidos e ganidos de pobres cachorrinhos deixados sós o dia inteiro, criancinhas birrentas, funkeiros motorizados, entre outros sons, até como os vindos de revoadas de periquitos verdes chalreando.

Aí você sai de casa. Fora a vontade de usar colete à prova de bala, carregar arco e flecha, gás de pimenta e/ou outros apetrechos básicos para se defender, encontra a buraqueira nas ruas e calçadas. É tibum na certa. A falta de educação das pessoas que avançam como se você não existisse. Os motoqueiros que inventaram uma via imaginária entre os carros e querem que você encolha seu veículo como o daquela cena famosa do Gordo e o Magro. O carro fininho passando no cruzamento.

(Confesso: outro dia pensei seriamente em comprar uma máquina de choque elétrico para usar nesses casos. A ideia seria colocar a mão pra fora rapidinho no momento que um desses estivesse te apertando com aquela buzininha infernal. Bzzz, Bzzzz, fritado igual faz aquela raquete de pegar mosquito.)

Mas quero ainda focar em mais um detalhe: notaram como está (ou melhor, não está) a sinalização das vias? Quando há placas estão sujas, tortas, viradas, ilegíveis, cobertas, erradas. Tenta procurar um endereço. Um número na rua. Uma faixa pintada direito no chão. Não há Waze que resolva. Ao contrário, como aconteceu comigo esses dias, essezinho aí me fez andar inacreditáveis 35 quilômetros errados até um endereço que só achei quando o desliguei – um dos maiores alívios que senti nos últimos tempos. Até porque quem disse que ele funciona direito direto? Você está lá, seguindo, por exemplo, na frente de um viaduto que não sabe se é para pegar. E o que acontece? Zona morta, apagada, cinzenta, sem GPS, sem sinal, sumiu aquela vozinha para te orientar. Já era.

Ah, vá! Já aconteceu com você também, tudo isso, não é?

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 Marli Gonçalves, jornalista – Para que me entendam melhor, pelo menos uma parte do problema, gravei. Ouça. Quem sobrevive a isso, durante dias, o dia inteiro? https://soundcloud.com/marli-gon-alves/sets/barulhos-infernais

  SP, insuportável, especialmente em fim de um ano como este aqui.

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Cesar Maia notou bem. Graúna rasante na cabeça do Sergio Cabral

 CABRAL REJUVENESCE EM BUSCA DE MELHORAR IMAGEM!

O governador Sérgio Cabral surpreendeu em Brasília ao se apresentar com seu cabelo pintado de preto. Uns meses atrás avançavam em seu cabelo tons grisalhos. Agora surge na entrevista em Brasília, quando foi pedir apoio militar federal para enfrentar a crise de segurança pública no Rio, com o cabelo pintado de preto e mais rejuvenescido.

FONTE —->>>>DO EX-BLOG CESAR MAIA

Cabral, antes e depois

 

 

ARTIGO – STRESS COM STRASS. Por Marli Gonçalves

 

  Antes eram de strass as pedras cintilantes que nos enfeitavam as fantasias. Nesse ano parecem ser é de stress as fantasias que usaremos no Carnaval, se é que ainda dá para ter alguma, e se é que teremos eixos nos carros alegóricos. Com plumas e penas voando pra tudo quanto é lado, fazendo-nos ver direitinho aquelas estrelas…

Stress total. No lugar de confete, bombas de efeito moral. No lugar do lança-perfume, e do cheirinho da loló, gás pimenta. Ao invés de estandartes, armas e cartazes de protesto. Não é mais caso de samba no pé, mas de “dar no pé”. Nem vou contar o medo que dá imaginar onde podem ir parar as plumas, se não forem apaziguados os ânimos desse povo que trabalha fantasiado, principalmente os vestidos de polícia e de bombeiro. Botar o bloco na rua de algumas cidades brasileiras está ficando cada vez mais difícil, e vejam que não estou só falando exatamente da tal folia de Momo, festa pagã, nem de pular quatro dias sem parar.

Estamos pulando todos os dias. Miudinho. Com os nervos à flor da pele, e desafinando na harmonia. As cidades estão enlouquecendo em série e tudo o que não foi feito, não foi planejado, não foi resolvido, está se voltando contra seus criadores. É prédio caindo. Chuva caindo. Árvores caindo. Postes caindo. Ponte partindo. Só não cai a ficha de que precisamos buscar já a solução. Só não se parte a cara de pau dos governantes que se alternam, pendendo ora para um lado, ora para outro – dependendo da situação. E da oposição.

Calor demais, avenidas e estradas derretendo. Começa a haver uma saturação e tanto de toda sorte de problemas, e que não são novos. Chuva cai todos os anos, e também no verão. Mas está fazendo muitos mais estragos nos remendos, levando o que resistiu até agora. Greves? Tem todo ano, por melhorias salariais que nunca chegam. Os reis Momo vão empurrando tudo com a barriga pelas avenidas afora e nós, meros passistas, passivos, zumbis como em clipes do Michael Jackson, fantasiados de “otários-mor”, “pagadores de impostos”, “bloco dos desiludidos”.

Nós, os que moramos nas grandes cidades, se quisermos continuar nessa, vamos ter que nos sacudir e enfrentar. Novos desafios estão sendo postos, e é hora de deixar de dizer que isso é problema de “alguém”. Daqui a pouco haverá uma grande reunião mundial, a Rio+ 20 e, a hora que forem fazer o balanço do que foi que fizemos desde a Eco-92, vamos ficar com as caras de tacho que Deus nos deu.

Vamos escrever tratados e tratados, cartas de intenções, assinaremos moções. Vamos babar muito ovo para o montão de especialistas. Levaremos os gringos até as quadras das escolas para eles verem nossas belezas naturais e, depois, nos despediremos deles com lencinhos brancos acenando da janela dos nossos aeroportos vagabundos, e agora nas mãos de grandes administradores, famosíssimos, da África e da Argentina. Compreendam: foi amor de salão. Os encontramos e “concedemos”, escutem bem – con-ce-de-mos – nossas benesses no promovido baile do leilão da bacia das almas. O bailão do governão.

O que também trava tudo é essa cada dia mais chata dicotomia entre dois tipos de poder, como se só dois tipos houvesse, um com plumas, bico grande; outros, “estrelas” que não brilham mais nem no firmamento da casa deles, tão perdidos em gostar e se lambuzar das benesses de poder. Se sou eu que faço, não é bom, porque não foi você, acha ruim. E vice-versa. Já ouviram, claro, falar na famosa “pimenta na bbb…boca dos outros”, decerto. Um diz o que não disse, outro esquece o que falou ou escreveu.

E, se antes nessa época tinha a feijoada amiga, agora é o fogo amigo que entorna o caldo sem cachaça. Até a loira metida à besta está de novo no ar fazendo ondinha com a boca, batendo sapatinho, sem querer acordar de mão dada com quem nunca dormiria com ela. Birrenta.

Gostei mesmo foi dessa ministra nova que chegou para a secretaria de Políticas para a Mulher. Já chegou dizendo tudo, levantando a poeira. Gosta de homem, de mulher, tem filha gay, já fez dois abortos assumidos, feminista. Se não é bonita, bem, quem é? A outra, ministra de narizinho arrebitado, parece mais estafeta da generala. E tenho pavor daquela outra que assumiu a Petrobras, fazendo força para parecer mais feia e rude do que já o é.

Ninguém mais precisa de máscaras a essa altura.

São Paulo, na avenida, com um monte de candidatos amontoados, sendo que alguns estão gostando, creio, exatamente desta posição, 2012.(*) Marli Gonçalves é jornalista. Acredita que, se não pensarmos rapidamente no nosso entorno – rua, vila, bairro, cidade -, vai ser bem difícil fazer o país. Sem base, tudo rui. Nas nossas barbas.

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