#ADEHOJE – AVALIAÇÃO DE BOLSONARO CAINDO. E SUPERLUA, OUTONO…

#ADEHOJE – AVALIAÇÃO DE BOLSONARO CAINDO. E SUPERLUA, OUTONO…

Só um minuto – Feliz Outono e hoje tem SuperLua. Pesquisa Ibope Inteligência apurou que três em cada 10 brasileiros consideram bom ou ótimo o Governo Bolsonaro; 3 em cada 10 consideram regular. ¼ (24%) , ruim ou péssimo. Da última pesquisa para cá, em fevereiro, caiu 15 pontos a aprovação da administração e 16 pontos a forma com que ele, Bolsonaro, governa.
Avaliação negativa é mais acentuada entre os moradores das cidades com mais de 500 mil habitantes. Veja mais abaixo mais detalhes

– Ex-deputado do PMDB carioca, Domingos Brazão vem sendo apontado pela PF como mandante da morte de Marielle Franco.

– Hoje fez uma semana do massacre na escola em Suzano. E cada vez mais se descobre que o terceiro menino tem tudo a ver com a elaboração do ataque.

dados da pesquisa

Cerca de um terço dos brasileiros avalia como ótima ou boa a administração de Jair Bolsonaro. Levantamento realizado pelo IBOPE Inteligência entre os dias 16 e 19 de março aponta que três em cada dez brasileiros (34%) avaliam de forma positiva (ótima ou boa) o governo de Jair Bolsonaro. A mesma parcela considera a gestão como regular e praticamente um quarto (24%) como ruim ou péssima. Aqueles que não sabem ou não respondem à pergunta somam 8%.

Nota-se uma retração de 15 pontos percentuais (p.p.) na avaliação positiva entre as pesquisas realizadas de janeiro a março. No primeiro levantamento, aqueles que avaliavam a gestão como ótima ou boa eram 49%, em fevereiro caíram para 39% e recuam para 34% em março. Já a avaliação ruim ou péssima registra um aumento de 13 p.p. no mesmo período: os que avaliavam negativamente a administração de Bolsonaro totalizavam 11% em janeiro, passando para 19% em fevereiro e atualmente somam 24%.

O estudo também investiga a aprovação da forma com que Jair Bolsonaro está governando o país. São 51% os que aprovam, ao passo que 38% desaprovam e 10% não sabem ou preferem não opinar. Entre janeiro e março, observa-se que a aprovação registra uma queda de 16 p.p.: 67% aprovavam em janeiro, caem para 57% em fevereiro e recuam agora para 51%. Por outro lado, a desaprovação apresenta crescimento de 17 p.p., passando de 21% para 31% e 38%, respectivamente.

DESTAQUES POR SEGMENTOS
Bolsonaro apresenta avaliação positiva mais expressiva entre aqueles com renda mais alta.

-Bolsonaro tem avaliação mais positiva (49%) entre aqueles com renda superior a 5 salários mínimos (S.M.), estrato no qual apresenta a segunda menor queda no acumulado dos três meses, uma vez que tinha 57% em janeiro (a menor delas é verificada entre os mais jovens, pois era avaliado positivamente por 44% em janeiro e é agora por 37%, ou seja, diminuição de 7 p.p.).

– A avaliação positiva também é mais alta entre os que se autodeclaram como brancos (42%) – mesmo percentual que tem entre os que vivem nas regiões Norte/Centro-Oeste – único segmento em que Bolsonaro se recupera em relação a fevereiro. Além disso, obtém 41% entre aqueles que moram no Sul e também entre os evangélicos e 40% entre os mais instruídos.

– É entre os moradores do Nordeste que a avaliação ótima ou boa apresenta maior retração: queda de 19 p.p. considerando o acumulado dos três meses, caindo de 42% para 31% entre janeiro e fevereiro e atingindo 23% em março. Em seguida, destacam-se aqueles que possuem renda familiar entre 2 e 5 S.M., estrato que apresenta recuo de 18 p.p. no mesmo período, variando de 53% em janeiro para 46% em fevereiro e para 35% em março.

– Considerando o mesmo período, observa-se uma perda menor entre as mulheres em comparação aos homens, visto que decresce 11p.p. entre elas de janeiro a março e 17 p.p. entre eles.


Avaliação negativa é mais acentuada entre os moradores das cidades com mais de 500 mil habitantes


– O maior percentual de avaliação negativa (soma da avaliação ruim e péssima) é registrado entre os entrevistados que residem nas cidades mais populosas, ou seja, aquelas com mais de 500 mil habitantes. Além disso, há um aumento de 18 p.p. entre o período de janeiro e março neste segmento (14% em janeiro, 23% em fevereiro e 32% em março).

– Também chama atenção o aumento de 21 p.p. da medida negativa, neste período, entre os que residem nas cidades das periferias brasileiras (8% avaliavam como ruim ou péssima em janeiro, passando para 19% em fevereiro e a 29% em março).

– Cabe destacar, ainda, um aumento de 17 p.p. entre os que têm de 45 a 54 anos (9% consideravam ruim ou péssima em janeiro, 20% em fevereiro e 26% em março).

Evangélicos e moradores das regiões Norte/Centro-Oeste são os que mais aprovam a maneira que Bolsonaro vem administrando o país

– Considerando apenas o levantamento de março, a aprovação da maneira de governar do presidente Jair Bolsonaro atinge 61% entre os evangélicos e entre aqueles que vivem nas regiões Norte/Centro-Oeste. Já entre os homens e aqueles que moram em municípios menores, com até 50 mil habitantes, atinge 57%. Além disso, comparativamente, a aprovação é maior entre os homens do que entre as mulheres (57%, contra 46%).

– Na comparação entre o primeiro e o último levantamento a queda na aprovação é superior a 20 p.p. entre a parcela da população que têm de 45 e 54 anos, entre os que residem nas cidades da periferia e entre aqueles que têm o ensino fundamental completo. Nesses segmentos a medida varia, entre janeiro e março, de 70% para 45%, de 63% para 42% e de 69% a 49%, respectivamente.

Moradores do Nordeste são os que mais desaprovam a forma do presidente administrar o país
– A desaprovação é mais expressiva entre os que vivem na região Nordeste (49%), segmento que registra maior crescimento, dado que 25% desaprovavam a administração em janeiro, 44% em fevereiro e agora, em março, 49%, ou seja, 24 p.p. entre a primeira e a terceira pesquisa. Ademais, também é alta a desaprovação nos municípios com mais de 500 mil habitantes (44%).


Evangélicos são os que mais confiam no presidente
– A confiança no presidente Jair Bolsonaro ultrapassa os 50% em 12 dos 31 segmentos avaliados na pesquisa de março, sendo mais significativa entre os evangélicos (56%), entre os homens, aqueles que vivem na região Sul e os que têm renda familiar superior a 5 S.M. (55% em cada um dos estratos). Ainda, alcança 54% entre os mais velhos, entre os que vivem no Norte/Centro-Oeste e entre aqueles que residem em municípios menos populosos, de até 50 mil habitantes.

– Apesar dos que confiam no presidente representarem metade da população, a queda no percentual é mais acentuada entre os que têm de 45 a 54 anos (21 p.p.), entre os menos instruídos (20 p.p.) e os residentes da região Nordeste (18 p.p.), variando de 67% a 46% no primeiro grupo, de 67% para 47% no segundo e de 59% para 41% no terceiro.


Nordestinos e moradores dos grandes centros urbanos destacam-se entre os que não confiam em Jair Bolsonaro
– Os que moram no Nordeste e aqueles que vivem em municípios com mais de 500 mil habitantes (53% em cada um desses segmentos) são os que mais declaram que não confiam no presidente em exercício. Destacam-se também os que residem nas capitais (52%), as mulheres e os entrevistados com idade entre 45 e 54 anos (49% em cada estrato). Este último grupo é o que apresenta maior crescimento entre as rodadas: 23% deles diziam que não confiavam no presidente em janeiro, 39% em fevereiro e 49% agora em março. Portanto, foram 26 p.p. de aumento entre o primeiro e o terceiro levantamento.

– Ademais, nas capitais a medida cresce 19 p.p., de 33% na primeira pesquisa para 52% na atual e o percentual dos que não confiam no presidente na região Nordeste aumenta, na proporção exata que recua o dos que confiam, 18 p.p., variando de 35% em janeiro para 53% no estudo atual.

COMPARATIVO – AVALIAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DOS ÚLTIMOS PRESIDENTES ELEITOS

Considerando os resultados de pesquisas de avaliação da administração dos últimos presidentes eleitos, realizadas também no mesmo período de governo, observa-se que a avaliação positiva de Jair Bolsonaro é inferior àquelas registradas para Fernando Henrique Cardoso (1º mandato), Lula (1º e 2º mandato) e Dilma Rousseff (1º mandato). No entanto, ela é mais expressiva do que as de Fernando Henrique Cardoso e Dilma Rousseff no início do segundo mandato.

FICHA TÉCNICA DA PESQUISA (JOB Nº 0076-03 | 2019)
Período de campo: a pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 19 de março de 2019.
Universo: população brasileira de 16 anos ou mais.
Tamanho da amostra: foram realizadas 2.002 entrevistas.
Margem de erro: a margem de erro estimada é de 2 (dois) pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.
Nível de confiança: o nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento.

ARTIGO – Contagem progressiva. Por Marli Gonçalves

1, 2, 3, pra frente. Os dedinhos das mãos, dos pés, pega mais alguns emprestados de quem estiver aí do seu lado para a conta dar certo. Pode contar. É bom olhar pra frente. Às vezes muito melhor do que olhar para trás. Conta o quanto falta para você chegar lá. No ano que vem. No que deseja.  No dia que se sentirá em glória absoluta.

No caminho vá plantando coisas boas. Não aceite provocações – tente. Não aceitar não é ignorar, mas apenas preparar pra comer o prato frio depois, saboreando até os ossos. Cada segundo que passa é para a frente: é mais, temos de pensar, ao contrário de imaginar um tempo que passa e se escoa.

A vida não é foguete que a gente lança para o espaço naquela expectativa da tensa contagem regressiva.  A gente a conta das mais variadas formas. Como contamos os degraus de uma escada que descemos ou subimos, os quilômetros que nos farão chegar ao destino. Vivemos contando tudo.  Então que seja para o progresso. Pensamento otimista para crer que a terra sob nossos pés pode parar com essa tremedeira que escangalhou nossos planos recentes. Precisaremos fazer novos cálculos.

Não é para menos que se demonstra que há matemática em tudo. A existência é uma sucessão de equações que vamos resolvendo em busca de desvendar as incógnitas. Pensa se não. Algumas equações são tão intrincadas que ficam sem solução até o fim, mesmo que você diariamente se pergunte o que foi que calculou errado, quais valores usou, onde cruzou os fatores. Quem somou, quem subtraiu, quem dividiu. No amor essas são as maiores variáveis.

Filosoficamente, multiplicamos menos do que deveríamos, e somamos muito timidamente. Deram agora de querer emplacar o dividir, mas isso acaba não levando a lugar nenhum, porque somos um só conjunto buscando intersecções. Não há probabilidade de dar certo.

Os números nos rodeiam, nos norteiam. Nos desnorteiam quando estamos devendo, quando a eles são aplicados juros e correções. Nos alegraram quando foram notas boas, que ainda sou do tempo do 0 a 10, nada de A, B, C, mais ou menos, AAA. Era nota precisa, também bem diferente dessas notas que a gente vê jurado dando na tevê, que todo mundo ganha com decimal  e sempre entre o 9 e o 10.

Nesse mundo que busca destrinchar tudo, quem anda bem por cima é o percentual. Tudo é percentual – esses dias mesmo soltaram rojões e fogos de artifício com o crescimento de 0,1 da economia do país. Isso é que é otimismo. Bom, pelo menos um pouco, para a nossa positiva contagem progressiva.

No futebol! Não tem jogo a que a gente consiga assistir sossegado sem que os locutores fiquem que nem matracas falando em percentuais, citando números que  decididamente não farão a menor diferença na partida. Quantos chutes, quantos pontapés, quantas vezes um time venceu , empatou ou perdeu do outro. Quantos cuspinhos no ar. Os computadores facilitam muito isso, esses cálculos com as informações inseridas.

Pena que a gente não venha com um botãozinho de apertar e a resposta do tempo aparecer. Abastecemos nossas vidas continuamente e o caminhar se chama destino.

O melhor é pensar nele avançando, sempre de forma que seja esplêndido e surpreendente. Inusitado.  Se quiser contar quanto falta para as coisas que já sabe, aí tem lugar que responde rápido: http://www.contadordedias.com.br/.

Você só tem de inserir a data inicial e a final, para saber quantos dias, quantas semanas, o que será a sua contagem. Bom para acalmar a ansiedade. Matematicamente.

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Marli Gonçalves, jornalista Já disse que conto três vezes, três chances que dou?
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ARTIGO – Socorro. É guerra? Por Marli Gonçalves

 

ladrão de coraçãoNão tem mais nem o tradicional mãos ao alto, isso é um assalto, aquele pedido de licença tradicional dos ladrões. Levante as mãos. Não, não levanta, cuidado com os movimentos bruscos. Esconde esse celular. Não vai para a praia que tem arrastão lá. Vigi, está tendo um tiroteio ali na esquina. Tá lá um corpo estendido no chão

Nananeném, era o que certamente Bruna entoava para por a filha de dois anos no berço quando uma bala atravessou a janela do quarto e a sua cabeça. Lá se foi a jovem mãe de 21 anos para o Reino dos Céus deixando a órfã e o Engenho da Rainha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Um dia antes, Daiane, de 15 anos, chegava a sua casa em Belford Roxo. Não teve tempo de perguntar para a mãe o que tinha para o almoço. No fim da tarde de sexta um porco grunhia dentro do seu chiqueiro quando teve os miolos estourados. Não sei se virou bacon. Balas perdidas, balas amargas. A própria Polícia Civil do Rio contou: no Estado, 846 pessoas morreram ou ficaram feridas ao serem atingidas por balas perdidas – 83% morrem; quando não morrem 80% ficam paraplégicas – o que dá uma média de quase três vítimas por dia. Foram 72 apenas agora em outubro. Esse ano.

Feliz Dia dos Mortos. Rezemos por eles.

Precisamos falar sobre isso. Sobre a violência. Dar um basta, fazer algo. Mas nessa semana, quando esse assunto sério estava sentando na mesa, ficamos mais preocupados foi se o Renan Calheiros ia sentar ao lado da ministra Cármen Lúcia; se o new cabeludo Renan ia se pegar a tapas com o ministro careca brilhante que tem a língua solta. Se o Temer ia precisar ligar o extintor para apagar o incêndio entre os Poderes com aquele seu sorriso congelado. Quando era justamente para esses três Poderes estarem discutindo o Plano Nacional de Segurança Pública. Vai, me diz aí se leu em algum lugar o que foi que discutiram sobre esse assunto, quais foram as novas resoluções, que medidas serão tomadas para acabar com esse inferno que virou nossa vida, insegura, com medo até de nossas sombras.

É, eu também não soube de nada.Resultado de imagem para thief animated gifs

Mas nessa semana soube que em cinco anos houve mais assassinatos no Brasil do que na Síria, que está em guerra. De janeiro de 2011 a dezembro de 2015, 278.839 pessoas foram mortas aqui; na Síria, foram 256.124 vítimas. Uma pessoa foi assassinada a cada 9 minutos no Brasil em 2015. 58.383 pessoas foram assassinadas, 160 por dia, quando se fazem as contas. Imaginem quando computarem os dados desse difícil 2016.

13 mulheres são assassinadas por dia no Brasil, informa o Atlas da Violência 2016. Uma pessoa é vítima de sequestro relâmpago na cidade de São Paulo a cada cinco horas.

Não sei se já perderam a conta, mas difícil também é ter dia de não se ouvir falar em caixas eletrônicos indo aos ares em pacatas cidades ou nos grandes centros urbanos, onde andam derrubando até as sedes das transportadoras de valores. Você aí ouviu falar de algum plano para controlar a venda de explosivos? Nem eu.

Os homicídios cometidos por armas de fogo no país somaram 42.291 casos em 2014, ou 21,2 para cada 100 mil habitantes. Fala de um especialista: “O Brasil não tem controle sobre vendas, não registra os compradores. Existe um mercado aberto, paralelo e ilegal, porque as indústrias estão registradas, estão vendendo, mas a gente não sabe quem compra e quem distribui isso”.

Na tevê a reportagem mostra o roubo de celulares das mãos das pessoas em plena luz do dia, no centro da cidade, usando justamente isso, o movimento, como um artifício. Um bolinho de gente de todos os tipos vai atrás da vítima, têm velhinhos, jovens, negros, brancos, uma mulher. Teatral. Um esbarrão e tchau celular, carteira e a dignidade, já que no bando tem até quem pare para se solidarizar com a vítima, distraí-la ainda mais. A cena é dantesca. Parece inspirada naquele quadro do Fantástico que não foi para a frente, o tal Eles decidem, quando 20 pessoas ficavam o dia inteiro acompanhando para palpitar o coitado que tinha uma dúvida. Chatíssimo.

E os requintes que não ficam devendo aos mais violentos filmes de terror, mistério, seriados de investigação? As pessoas matando por nada. Tem sido normal cortar o corpo, decepar cabeças, afivelar malas cheias de pedaços, tem gente até emparedando com cimento, que cavar buraco é mais difícil. Se não é a bala, é a faca, a marreta, o martelo, o pedaço de pau, a corda. Teve até flecha disparada com arco. Casos de tentativas de envenenamento de crianças, com chumbinho, veneno de rato disfarçado em doces. Tentaram suavizar um pouco: uns gaiatos bandidos se vestiram de palhaços.

É crime organizado, requintado, quadrilhas especializadas, usando cibernética, tecnologia, inteligência, dinheiro graúdo rodando. Deixando trilhas de sangue de culpados e inocentes, muitos. Bandidos e policiais, às vezes até policiais bandidos. Nós ainda estamos atrasados, burros, lentos, aprendendo só agora, por exemplo, que as câmeras de radar podem ser usadas sabiamente para a segurança, revelar culpados. E filmam melhor que testemunhas com celular já que não tremem nem se assustam com tiros e explosões.

Enquanto isso não se pode ter nada, usar nada, andar pelas ruas, nem parar no trânsito, sair e chegar ileso vale reza e aleluias.

Não é por menos que o tal Halloween cresce no Brasil – as bruxas estão soltas e não há ninguém tentando capturá-las, assustá-las ou ensinar a importância da paz. Estamos em guerra.

Bandeira branca, amor.

pulando pelado____________________________

oculos fendiMarli Gonçalves, jornalista – Entre meus melhores amigos tenho um casal que amo, e o seu filho, do qual me considero madrinha, relapsa, mas madrinha. Acabam de me anunciar que se mudarão para a Espanha. Adivinhem um dos motivos.

Bangbang Brasil, 2016

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Uma questão de números. Ela precisa de 171. E pode não ter nem 150

 animation-counter-gif-love-numbers-Favim_com-292566Que vergonha

Um dado preocupa o Palácio do Planalto. Levantamento do governo mostra que, com o aumento da pressão popular, Dilma pode não ter nem mesmo 150 votos para derrubar o impeachment. E precisa de 171.

FONTE: COLUNA CLÁUDIO HUMBERTO

ARTIGO – Ô Véi, vamos falar dos véios? Por Marli Gonçalves

peo-_dancer_old_dudeÉ véi para lá. Véi pra cá. Fala aí, véio! No pobre linguajar que se instala na nossa população o vocativo “Véi” virou uma daquelas pragas – de gíria e de muleta oral e verbal – que ninguém sabe onde começou nem quando vai acabar. O problema é que a rapaziada não sabe nem que o tal Véi/ véio que eles chamam significa velho: dito com uma certa preguiça, sarcasmo e ironia característica da geração net, velho virou véi. Todo mundo é véi hoje, sem lembrar que vai mesmo ser véio um dia e precisar de alguém, de algoAntes era tia/tio. Vá lá, mas se usam para me chamar já levam pernada. Agora é Véio, isso, Véio, aquilo. Eles – os velhos, os idosos, os anciões – portanto, estão na boca do povo. Não dá para dar um passo sem ouvir o Véio em alguma boca por aí, até nas entrevistas. Mas, véio, seria legal que também estivessem nas suas cabeças, com mais gente pensando sobre isso, cuidando disso, falando sobre isso. O Brasil tem mais de 20,6 milhões e já outros muitos quebrados de idosos, 13% da população. Em 50 anos, quando creio que não estarei aqui para contar e ser mais um neste número ao qual logo logo pertencerei, serão mais de 58 milhões de idosos. Cada vez mais vivendo mais, causando, consumindo, querendo votar, podendo ser votado. (Aqui eu estou tentando valorizá-los nesse aspecto, mais junto aos políticos, para que se voltem ao assunto, já que gostam de dinheiro, poder e …de votos! para ter dinheiro e poder).old people

Os velhos são fontes de luz e conhecimento, e podem colaborar com a sociedade até o finzinho de suas vidas, desde que ajudados, mais preservados, respeitados. E pode ter certeza: é o que querem fazer; até tentam, mas ainda são desprezados. Vejo casos de arrepiar de destratos, abandono e desinteresses por mais velhos, violência contra eles (outro dia um babaca universitário de merda quase matou um de porrada porque reclamou do barulho). Não há políticas públicas, atendimento. A maioria dos analfabetos vive no Nordeste e é idosa. Grande parte sem uma moradia adequada, sem recursos básicos e infraestrutura sanitária decente. Muita gente querendo beliscar seus caraminguás.

É difícil envelhecer. Sem dinheiro, então, mais ainda. Sem apoio, quase impossível. E estou afirmando com isso que não é só para eles que não há atenção. Cada vez é mais difícil para as famílias cuidarem de seus idosos. Remédios pela hora da morte. Planos de saúde sádicos e caros, muito caros. Mais fácil escalar uma montanha no Nepal do que poder pagar por um. Sem investimentos em casas de repouso, clínica para os que sofrem de males incuráveis, cuidadores bons, raros, caros e disputados, inflacionados. Não têm calçadas seguras para caminhar, equipamentos disponíveis, políticas públicas, orientação social, proteção legal, não têm, não têm, não têm também. É preciso tudo, mas principalmente com agilidade. O tempo urge. Carimba URGENTE no assunto.

Vivemos, nós, familiares, filhos ou filhas – e estou falando de muitas pessoas da minha geração que estão passando por esse dilema, um momento particularmente difícil, o fim, já que ninguém fica para semente e não inventaram a tal poção da juventude e nem ninguém aí tem pai ou mãe vampiro, imortal. Para nós, cada dia é uma surpresa, uma aventura, um compasso, um passo à frente na madeira do trampolim. A gente assiste (e ouve) dores, reza, sopra aqui e ali, ama, protege, chega a pedir a Deus que pare as tais dores, ou até, que se possível fosse, as transfira todas para nós. Por que não se fala nisso? Por que não somos notados? Nem os véios de verdade, nem nós, os que estamos com eles. Parecemos invisíveis, e muitos de nós cuidamos de idosos que já não sabem nem mais quem somos, ou são mais frágeis que louça fina. Sempre há um que fique com a responsa, carregue mais, se sacrifique mais, tente segurar o relógio do tempo.

oldsEssa semana meu pai fez 97 anos. 97. Tem noção? 35 mil, 405 dias. 849 mil e 720 horas. Começo do século passado, uma guerra mundial, várias revoluções e rebeldias, proibições e liberações, ganhos e perdas. Não, ele não fala sobre isso, porque o que passou de dificuldades para sobreviver desde a infância, vindo de paragens até hoje esquecidas do Amazonas, pulando de cidade em cidade, não mais o interessa. Ou prefere esquecer, o que compreendo porque foi uma vida toda difícil. O pouco que sei são informações esporádicas -só gosta de lembrar que comia jacaré e tartaruga, essa inclusive fornecia o prato com o seu casco. Da família, dos muitos irmãos, nada sobrou, que eu saiba. Minha avó, índia com nome dado de pedra preciosa, Esmeralda, morreu dando à luz a mais um caboquinho, que seria um tio se o tivesse conhecido, num barquinho no meio do Rio Negro. Do avô, o português, nada sei.

Com algumas capenguices, lúcido, mas com dores em todo o corpo e o constante lamento delas que não há como contornar a não ser com analgésicos paliativos. Trabalhou até os 90 anos de idade, desde os 10 anos, mas recebe hoje – e com toda sorte de obstáculos e dificuldades impostas por INSS e bancos – um salário mínimo. O mesmo que as parideiras do Bolsa Família recebem e, em geral, só começando nove meses antes pela parte boa.

Vivo o que falo. Mantenho meu pai vivo, da melhor forma que posso, me renegando outros prazeres; assim tentei manter minha mãe até o fim. Sobre o assunto, fui olhar o que o governo está fazendo e encontrei um mundo cor de rosa, cheio de cargos com nomes quilométricos, tipo “Coordenadora do Sistema de Indicadores de Saúde e Acompanhamento de Políticas do Idoso”, fora burocratas declarando que estão fazendo algo. Tive um ataque de riso quando li um desses burrôs do aparelhamento festejando estarmos na 31ª posição no ranking dos países que oferecem melhor qualidade de vida e bem-estar a pessoas com mais de 60 anos, segundo o Global AgeWatch. E enjoei de vez quando li um outro falando no programa de atendimento domiciliar e cuidado hospitalar garantido. Em qual país? – por favor, me diga!

Deus tá vendo. Deus tá vendo. E, como logo gírias e expressões são rapidamente substituídas e essa semana, Véi!, apareceu mais uma, acho mesmo que no geral, ainda, quando pensam nos mais velhos, pensam mesmo só como aquela fala do comendador no último capítulo da novela, ao balear seu inimigo:

– “Morre fela da pota!”

São Paulo, 461 anos de idade, muitas dores e decrepitudes, 2015.miror veioMarli Gonçalves é jornalista – – Depender da caridade alheia é mortal. Da boa vontade e compreensão dos parceiros e parceiras, então, chega a ser cruel. Acreditem. Vamos falar disso agora, porque todos estaremos chegando lá, juntos. Ou “juntos, chegaremos lá!” como diz sempre um político que hoje está aí no ministério das 40 cabeças.

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jail 4Com nova política de atendimento, Defensoria Pública de SP atende cerca de 7 mil presos sem julgamento e aumenta o número de liberações

 Após a implementação no último ano de uma política institucional de atendimento permanente a presos provisórios, a Defensoria Pública de SP já realizou cerca de 7 mil atendimentos a pessoas presas que ainda não foram julgadas ou não têm condenação definitiva, uma média de 1,4 mil atendimentos por mês. Com a atuação dos Defensores Públicos nos primeiros cinco meses de programa, aproximadamente 15% das pessoas presas atendidas e que não contavam com um advogado constituído deixaram a prisão.

Segundo o Defensor Público-Geral de SP, Rafael Vernaschi, a nova política institucional se diferencia por garantir um atendimento regular antecipado a um grande número de presos, e não apenas momentos antes da audiência. “A visita prévia dos Defensores Públicos resultou num incremento da efetividade da defesa processual, permitindo a adoção de medidas judiciais em menor espaço de tempo e liberando muitas pessoas que nem deveriam estar presas, ou porque são inocentadas ou porque receberiam penas alternativas à privação de liberdade”, explica.

Nas visitas, são realizadas entrevistas com os detentos recém-chegados aos CDPs, de modo a prestar esclarecimentos sobre sua situação e colher informações que irão subsidiar a defesa judicial. Como explica Rafael Vernaschi, “a nova política tem possibilitado melhor acolhimento e orientação a quem muitas vezes desconhece o motivo de seu aprisionamento, vem proporcionando o contato do preso com seus familiares e, como resultado, propiciando também maior pacificação do ambiente prisional”.

Além de qualificar a defesa técnica, os atendimentos ainda têm a finalidade de identificar e inibir violações de direitos, bem como de efetivar o direito da pessoa presa de ser atendida por um Defensor Público.

Na primeira etapa do projeto, estão sendo atendidos aos menos uma vez por semana todos os centros de detenção provisória (CDPs) da Capital paulista, além de mais três presídios na região metropolitana da cidade (Guarulhos, Osasco e Franco da Rocha), abrangendo cerca de 20 mil pessoas presas ou quase 30% de todos os presos provisórios do Estado.

A segunda fase, que terá início ainda no primeiro semestre, expandirá os atendimentos para o restante da região metropolitana, além de litoral e interior, contemplando os CDPs de Diadema, Guarulhos I, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco I, Santo André, São Bernardo do Campo, Araraquara, Bauru, Caiuá, Campinas, Caraguatatuba, Franca, Jundiaí, Piracicaba, Praia Grande, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Vicente, Sorocaba, Suzano e Taubaté. Incluindo a Capital, a política atingirá 33 estabelecimentos, que abrigam aproximadamente 83% das pessoas presas provisoriamente no Estado, ou 58 mil presos.

Para viabilizar a nova atividade, a Defensoria Pública criou a Divisão de Apoio ao Atendimento do Preso Provisório (DAP) e firmou um termo de cooperação com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), que disponibilizou locais de atendimentos reservados nos CDPs.

Perfil dos presos provisórios

Além de subsidiar a defesa processual, os dados coletados nas entrevistas também serão usados para traçar um perfil dos presos provisórios no Estado e elaborar relatórios que podem servir de base para o desenvolvimento de novas políticas.

Dados preliminares mostram que 85% dos presos que ingressaram em dezembro nos CDPs considerados não contavam advogado constituído, cerca de 70% declararam ter endereço fixo e 62% afirmam trabalhar. Para Rafael Vernaschi, “o baixíssimo número de presos com condições para custear um advogado é mais uma evidencia da relevância da atuação dos Defensores Públicos”.

Dados coletados em agosto no Centro de Detenção Provisória de Franco da Rocha, na Unidade Feminina, mostram ainda que 80% das detentas são mães, além de que 5% são gestantes.

 Audiências de custódia

 Outra medida para efetivação do direito de defesa dos presos provisórios será a participação da Defensoria Pública de SP de projeto piloto para realização de audiências de custódia, que garante a apresentação pessoal de presos em flagrante perante a autoridade judiciária no prazo de 24 horas visando uma primeira análise sobre o cabimento e a necessidade de manutenção dessa prisão ou a imposição de medidas alternativas ao cárcere.

 

Concebido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e efetivado por meio de um termo de cooperação técnica firmado entre o Tribunal de Justiça de SP, o Governo do Estado, a Defensoria Pública do Estado e Ministério da Justiça, o projeto será desenvolvido inicialmente no Fórum Ministro Mário Guimarães, no bairro da Barra Funda, para onde são encaminhados todos os autos de prisão em flagrante delito lavrados na capital paulista, e realizado pelo Departamento de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária (Dipo) do TJSP.

 Presos provisórios no Brasil

 Atualmente no Brasil são contabilizados mais de 240 mil presos provisórios, o que representa cerca de 41% de toda a população de encarcerados, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça em junho de 2104. Com 587 mil presos, o Brasil tem uma das maiores populações carcerárias do mundo e um déficit de 210 mil vagas em estabelecimentos prisionais. Se contabilizadas as 148 mil pessoas em prisão domiciliar, o déficit ultrapassa 358 vagas e o Brasil atinge a terceira posição no ranking de países com mais presos, atrás apenas de China e EUA.

 Em São Paulo, há cerca de 71 mil presos provisórios entre um total de 204 mil presos, o que representa uma taxa de 35%, segundo informações divulgadas em novembro de 2014 pelo Ministério da Justiça. Desde 2010, quando o número de presos provisórios em São Paulo no Estado era de 54 mil, houve um crescimento de quase 32%.

 FONTE : ASSESSORIA DE IMPRENSA DA DEFENSORIA PÚBLICA DE SP

 

Dados da Petrobras sob as asas de Dilma.

Um retrato da Petrobras sob Dilma

bouwvakkers02Quem analisar com lupa o balanço trimestral da Petrobras, divulgado na sexta-feira, e colocá-lo sob a perspectiva do governo Dilma não tem qualquer motivo para sorrir. Eis alguns dados preocupantes:

*a dívida bruta, que era de 129 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2011 (quando avion_023Dilma assumiu a Presidência) é hoje de 308 bilhões de reais. Um crescimento de 139%.

*no primeiro trimestre de 2011, o balanço da Petrobras assumia um nível de alavancagem de 17%, considerado “confortável”, de acordo com o texto, que complementava: “abaixo do limite máximo estabelecido pela companhia (35%)”. No balanço divulgado na sexta-feira, como se fosse a coisa mais normal do mundo, lê-se: ““Quanto aos indicadores de endividamento, a Alavancagem permanece em 39%”. Ou seja, o tal limite máximo estabelecido foi para o espaço.

*O prejuízo do setor de abastecimento da estatal, que era de 95 milhões de reais no primeiro trimestre de 2011, agora é de estratosféricos 7,4 bilhões de reais. Uma variação de 7 720%.

FONTE: NOTA DA COLUNA DE Lauro Jardim 0 VEJA ONLINE – COLUNA RADAR