#ADEHOJE – SEMANA QUENTE NA POLÍTICA E NA JUSTIÇA INTERCEPTADAS

#ADEHOJE – SEMANA QUENTE NA POLÍTICA E NA JUSTIÇA INTERCEPTADAS

SÓ UM MINUTO – Terremoto ou tremor na Operação Lava Jato? O site Intercept começa a publicar material de vazamento de telefonemas e contatos de Sergio Moro com os procuradores da Operação Lava jato. Registram, inclusive, observações e orientais do hoje Ministro da Justiça em alguns casos. O mundo jurídico está fervendo mais do que fogueira de São João, porque o juiz sempre precisaria manter equidistância par a poder julgar e não contaminar as provas. Isso vai longe, muita água vai rolar. Um passeio pela internet já mostra mais uma vez a loucura da divisão nacional. Uma parte ataca; a outra defende a Lava Jato que, enfim, se mostra não tão puritana.

Claro que a Lava Jato tem e teve papel importante no combate à corrupção, mas a Justiça tem regras bastante precisas de como devem ser conduzidos os processos. Tudo poderá ser rejulgado, vejam bem, de acordo com novos flashes dessas conversas.

Fora isso, mais índices mostram a ladeira abaixo, crescimento, produção industrial…

Semana terminou com acidentes pavorosos, viu , Sr Bolsonaro? E violência!

ARTIGO – O amor (e o sexo) nos tempos de cólera e internet. Por Marli Gonçalves

O amor é lindo. Seria simples se as pessoas não fossem tão loucas, tivessem tantas dificuldades em se relacionar entre si. Mas, se já era complicado antes, imagine agora, em tempos de internet, redes sociais, aplicativos, celulares que gravam tudo, e dessa total exposição das intimidades

Já disse. O caso do relacionamento nas noites quentes de Paris, entre Neymar e a modelo Najia Trindade, que agora o acusa de estupro e agressão, ainda vai longe. Envolverá ainda muitas outras pessoas, como a dança de cadeiras dos advogados e assessores. Gerará muita discussão e discórdia, pano para manga, e gelo para o pé ferido do atleta, tantos aspectos envolve. O prazer e a vontade sexual da mulher, sempre na berlinda e que sempre ainda parece inadmissível mesmo em tempos modernos. O não é não, o direito de parar, seja em qualquer situação, Hora H, ou qualquer outra, desde que um dos dois (ou às vezes até mais) queira. Os novos conceitos legais e judiciais sobre o que se configura crime. Por exemplo, a divulgação das imagens íntimas, de um lado e de outro, na defesa e na acusação.

Como voyeurs, todos assistimos, diretamente dos sofás e das mesas de bar, nos deliciando com os detalhes sórdidos. Amplas audiências, buscas de furos jornalísticos, vidas escarafunchadas, especialmente, claro, a da mulher, a parte mais fraca dessa e tantas outras histórias, principalmente quando envolvem personalidades tão poderosas e conhecidas mundialmente como Neymar. Torcidas organizadas se formam e, como virou habitual no país, embates fragorosos que revelam a confusão, machismo, provincianismo e ignorância.

O assunto explodiu e já de cara a mulher foi condenada. Afinal, manifestou desejo, aceitou ganhar a passagem, “provocou” o encontro, não é rica, só podia estar querendo dar um golpe no eterno menino, que já aprontou de um tudo, mas ainda é “menino”, como se fôssemos a mãe generosa, para quem sempre o filho tem razão e será criança.  Mas, então, por que não deu o golpe logo, ela não diz que quis parar porque nenhum dos dois tinha preservativo? Nem precisava furar nenhum para tentar engravidar e esticar essa noite por toda a vida. Um argumento, no entanto, que cairia por terra se o encontro tivesse sido até em algum motel da estrada, imaginem em um hotel de luxo, onde em segundos alguém entregaria na porta muitas camisinhas em uma bandeja de prata, possivelmente com o logotipo do estabelecimento e votos de boas entradas. Não convenceu. Pelo menos a mim, que desde o início pedi calma no julgamento público dela.

O que teria acontecido? Por que ainda passam batidos os recados que o próprio Neymar divulgou? Em um deles diz já estar bêbado; em outro, completamente louco. Portanto, também não há como negar que seu comportamento possa ter sido violento ou alterado. Do tipo “paguei para ela vir dar para mim”. Até esse momento não encontrei análises sobre o comportamento digamos estranho do atleta nas últimas semanas, contando com o soco no torcedor, as festas e badalações, as seguidas contusões (fraqueza, distração?), os imbróglios inclusive com o Imposto de Renda, o pai metido em tudo, e o anterior encontro com Bolsonaro, que por incrível que possa parecer, também já se meteu na história, absolvendo, como bom machista que sempre se mostrou ser.

Será depressão? Não será o verdadeiro amor perdido? Afinal Neymar e a atriz Bruna Marquesine juravam amor eterno, falavam em casamento, planos de ter filhos há bem pouco tempo, esbanjavam e esparramavam isso para o mundo todo, depois de idas e vindas. O fim do namoro – que agora aparece mesmo ser definitivo – marca mudanças visíveis em Neymar, em seu comportamento. Vamos e venhamos que flertar com uma quase desconhecida, que estava em outro país, diante de tudo que ele conhece do bom e do melhor do outro lado do Atlântico não é a coisa mais normal do mundo. Najila deve ter mesmo se sentido o máximo. O seu nome significa “aquela que tem os olhos grandes”, “mulher cujos olhos são grandes”. Como a gente diz, o olho cresceu.

O caso será uma guerra. Inclusive de comunicação. Com espertezas de todo o lado. A contratação, para a defesa de Neymar, da criminalista Maíra Fernandes, reconhecida na causa feminista, foi gol. O inacreditável, ridículo, foi a organização a que pertencia, a Cladem (Comitê da América Latina e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher), tê-la expulsado imediatamente por causa desse seu trabalho. Neymar ainda não foi condenado, nem julgado culpado, e tem todo o direito de defesa seja de quem quiser e poder pagar.

É radicalismo em cima de radicalismo. Cada vez mais o medo se instala junto ao amor e às relações sentimentais. Violência que origina as centenas de feminicídios que ocorreram quando as mulheres procuraram romper relacionamentos, e alguns vice-versa.  É a vingança realizada na exposição pública de momentos íntimos, do amor quando ocorria em fotos, vídeos, nudes. A insegurança dos casais. O alimento do bicho indomável, o ciúme.

Não me admira que tantos e tantas estejam sozinhos, ou preferindo apenas as relações fugazes. Também não me admira a construção fictícia dessa linda e pacificada sociedade diversificada dos anúncios que proliferaram para estimular o consumo no próximo Dia dos Namorados. Lé com lé. Cré com cré. Cré com lé. Reparou?  As mais variadas combinações, felizes.

Como seria bom se fosse verdade, embora toda forma de amor valha a pena. Só que ele ainda tem grandes dificuldades de dizer seu nome quando tem tanta gente assistindo de camarote, esperando que pegue fogo, que a casa caia, que a cama despenque. E que tudo tenha sido gravado, em detalhes, na horizontal e na vertical. De preferência com som ambiente.

amor de mãe________________________________________________________________________

Marli Gonçalves, jornalista – Primeiro, a defesa das mulheres. O meu lado da história, e que reconhece bem, assim como as dificuldades que já viveu por ser uma.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Brasil, nos dias de namorados

 

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#ADEHOJE – COISAS QUE NÃO ENTENDO

#ADEHOJE – COISAS QUE NÃO ENTENDO

 

SÓ UM MINUTO – Há muitas coisas que a gente precisa fazer força, pensar, meditar, para entender. Mas há algumas que a resposta só pode ser pela ignorância e falta de conhecimento de nosso povo, somada agora à avalanche de desinformações que rola na internet e nas redes sociais. Essa história das vacinas, por exemplo. Como assim 17 milhões de brasileiros do público-alvo não foram se precaver? O Rio de Janeiro é o campeão de faltas, para completar as desgraças que lá realmente não faltam. É fundamental se vacinar, por você e por todos à sua volta. Gripe mata. Gripe mata, principalmente idosos. Vai, corre! Até o dia 31, campanha, nos postos de Saúde.

Também não entendo muitas coisas da política – aquelas que não é possível que todos não estejam vendo, ou se quedam cegos por professar a ideologia do atraso.

Amanhã, em todo o Brasil, novas manifestações dos estudantes com a pauta da Educação e contra os cortes absurdos propostos. Em cartaz, em todo o país.

#ADEHOJE – A ONDA DO TSUNAMI CHEGANDO

 

#ADEHOJE – A ONDA DO TSUNAMI CHEGANDO

SÓ UM MINUTO – Não tinha ficado claro ao que o presidente Jair Bolsonaro se referia quando na semana passada disse que enfrentaria um tsunami essa semana. Agora, com a decretação da devassa dos sigilos de seu filho Flávio Bolsonaro, o assessor Fabricio Queiroz, e de todas as pessoas de alguma forma ligadas a eles, nos últimos dez anos, começamos a entender. Inclusive porque o caso vai pegar até aquele chefe da milícia – foragido! – suspeito de envolvimento grave na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Esse povo trabalhou e esteve sempre muito ligado ao filho do Capitão que agora é senador.

Os números da nossa economia mostram o que sentimos, andam de mal a pior.

Fora isso, agora à noite o homem vai viajar para Dallas, onde receberá finalmente amanhã o tal engastalhado prêmio de “Homem do Ano”, da Câmara de Comércio Brasil/ EUA, execrada e recusada com gosto pelo povo de Nova Iorque. Bolsonaro deverá se encontrar com o ex-presidente George Bush.

Ah, coisa boa, poderemos ter uma Santa baiana na Igreja Católica, Irmã Dulce.

Resultado de imagem para TSUNAMI

 

 

#ADEHOJE – GRANDES PERDAS DE NÓS TODOS. EXIGIMOS RESPEITO

#ADEHOJE – GRANDES PERDAS DE NÓS TODOS. EXIGIMOS RESPEITO

SÓ UM MINUTO – Semana esquisita, como têm sido nossas semanas. Nesta, a perda de grandes nomes da música, Beth Carvalho, e do Teatro, Antunes Filho. E a bobageira das redes sociais continua solta, com críticas absurdas até aos sentimentos que temos com relação aos grandes mestres. É um tal de criticar o pensamento político, de desmerecer os grandes feitos, de tentar exterminar a cultura e a educação de nosso povo. O que está acontecendo? Temos de deter esse avanço da ignorância, de qualquer forma.

Na Venezuela, ampliam-se as dúvidas de como será o desfecho da queda de Maduro. Cinco mortos nas manifestações dessa semana.

 

ARTIGO – Cala a boca não morreu. Por Marli Gonçalves

Inclusive anda melhor mesmo muitas vezes calar a boca, manter-se em sonoro silêncio, porque falar a verdade, dizer tudo o que se pensa em épocas estranhas e indefinidas como essa que atravessamos pode não ser o mais prudente. Pensar antes, sempre: “que vantagem Maria leva?”

Mas quem manda na minha boca sou eu, isso não muda. E por isso mesmo, controle é bom. Fora que ninguém pode abrir nossa cachola – a área mais livre que existe – para arrancar de lá o que realmente pensamos, achamos. E como assistimos – e não é só no camarote – a ordem do “Cala a boca” anda solta por aí, fresquinha, emanada até de onde jamais, nunquinha, deveria sair.

Pensa sempre, mesmo sem saber por que é que a tal Maria levaria vantagem e se não é só mais uma expressão que usa a mulher como bucha de canhão. Porque não o José, o João, o Filomeno?

Enfim, qual é o seu nome? Quando pensar, faz assim: “Que vantagem _____________ leva? (e aí preencha com o seu nome, ou mesmo o de quem quer saber por que calou, calou por que, e que tanto esperava que se manifestasse). É prudência, um cuidado, principalmente em tempos digitais onde tudo o que se fala não fica só em nuvens imaginárias, no espaço, palavras proferidas. Em segundos já pode estar no Google, gravado na vertical e na horizontal, registrado no telefone de alguém, sendo compartilhado. O que disse pode acabar fincado no coração de alguém, que sangra. Na memória de outros, em algum cantinho, do qual se deslocará assim que for acionado, e nem sempre essa hora será boa para você. Pode ter certeza disso.

Hoje, inclusive, o “Cala a Boca” não é só o que se diz, mas o que se escreve, o que se responde, aquele sincericídio que nos acomete quando ouvimos ou sabemos de sandices – e elas realmente vêm sendo numerosas, chegando aos borbotões. Ficamos pasmados ainda com as emanações vindas de amigos. Olha, já é difícil e eu não tenho família numerosa, parentes com quem me preocupar ou dar satisfação, mas imagino como deve andar irreal os encontros e as trocas de “gentilezas” entre quem as tem.

Muitas vezes tem ocorrido em conversas com amigos ou pessoas mais confiáveis eu mesma afirmar algo que penso, penso sim, tenho certeza, na verdade, mas não posso repetir “do lado de fora de casa”. Soubessem tantas verdades teria a dizer a uns e outros! E tão verdades seriam que estaria sendo cruel, pegando aquele ponto doloroso e irrefutável. Mas que vantagem a Marli levaria? Dá pra deixar o orgulho de lado? Deixar passar? Segurar o ímpeto?

Assim, temos nos livrado de inimizades, ódios e ressentimentos, problemas do presente e certamente do futuro. Às vezes, admito, a língua é maior do que a boca, mas ainda dá para frear no caminho e o estrago não ser tão total.

Creia: não é censura isso sobre o qual falo. Muito menos covardia. É prudência. Temperança. Cuidado com o próximo, que até sem você perceber pode ficar muito magoado, e anda todo mundo com os nervos à flor da pele, entendendo tudo de qualquer forma, e baseado em qualquer coisa.

Pode ser um limite entre o aborrecimento e o evitá-lo. Embora claramente esteja me referindo especialmente ao período político que atravessamos, aos fatos que acompanhamos boquiabertos (o que facilita que a boca às vezes emita sons), essa máxima pode ser aplicada em nome da paz, do convívio social minimamente razoável, do amor, e até da educação. Se vocês imaginarem o teor diabólico de mensagens que jornalistas recebem quando simplesmente reportam os fatos, compreenderiam imediatamente. Nenhuma resposta seria melhor do que a fala infantil, que tradicionalmente é recheada de palavrões, não sei se lembram: “Cala boca, mão na boca/ Cheira o *** da velha louca/Velha louca já morreu/ Cheira o *** do seu Tadeu/ Seu Tadeu viajou /Cheira o ***do seu avô/ Seu avô já morreu/ Quem manda na minha boca sou eu “

A instância máxima do Judiciário, o Supremo Tribunal Federal, STF, o garantidor da Constituição, e onde podem chegar um dia ou outro, hoje ou amanhã, processos, digamos, onde seu nome conste, está em guerra aberta. A gente bem sabe que lado está certo ou errado, mas que vantagem Maria leva? Acredite, eles vão se acertar, mas estamos vendo que não gostam que falemos deles, estão ali registrando tudo.

E a corda sempre arrebenta adivinhe para qual lado? O seguro morreu de velho, e o desconfiado ainda está vivo.

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Marli Gonçalves, jornalista – Pronto, falei.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Brasil, ***, 2019

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#ADEHOJE – SUICÍDIOS POLÍTICOS. VÁRIAS FORMAS