ARTIGO – Carta às 77.649.568 eleitoras brasileiras. Por Marli Gonçalves

Mais precisamente às 77 milhões, 649 mil, 569 eleitoras, contando comigo, que estou e estarei bastante atenta às questões relacionadas às mulheres e a outras que poderemos influenciar muito com o nosso voto, agora em 2020, e em todas as eleições para as quais as brasileiras forem chamadas a opinar; e somos maioria. O voto é uma arma, pacífica. Precisamos usá-la. Por nós, mulheres, pelas nossas famílias, por todos os brasileiros, por um futuro mais digno.

ELEITORAS

Prezadas,

Vejam que estamos em 2020 e ainda não somos respeitadas e nem representadas na medida em que somos a maioria da população brasileira. Nem nos cargos legislativos, nem em outros, incluindo Executivo, Judiciário e, ainda, nem na sociedade, nem dentro de empresas, ou no comando, nem no respeito. A população brasileira é composta por 48,2% de homens e 51,8% de mulheres. (Dados IBGE/ PNAD Contínua/2019). Em termos eleitorais, somos 52,49% do total; os homens, 47,48% do total. (TSE/2020). Podemos ser a decisão, pela melhoria para todos.

Acredita? Por aqui, por exemplo, as mulheres compõem apenas 10,5% do conjunto de deputados federais. E de um total de 192 países, o Brasil ocupa a 152ª posição no ranking de representatividade feminina na Câmara dos Deputados, ficando até atrás de países como o Senegal, Etiópia e Equador.

A eleição deste ano, para prefeitos e vereadores, é aquela que está mais perto de nós, de nossa ação. É a que cuida de nossa região, onde vivemos e onde passamos nossas vidas, onde está a nossa casa, as mesmas casas onde um número absurdo de mulheres continuam sendo assassinadas por seus companheiros e ex-companheiros, e onde a proteção policial e as promessas de proteção ou garantias não têm passado em geral de apenas promessas. Você está vendo isso, não? Sentindo na própria pele, talvez?

São Paulo, por exemplo, registrou 87 mortes por feminicídio apenas no primeiro semestre de 2020. O maior número de casos desde a criação, em 2015, da lei que especifica o crime – é o homicídio praticado contra a mulher em decorrência única e exclusiva do fato da vítima ser mulher (misoginia e menosprezo pela condição feminina ou discriminação de gênero, fatos que também podem envolver violência sexual), ou em decorrência de violência doméstica. No Brasil todo dados preliminares mostram aumento de mais de 22% nesse crime, em relação ao ano passado, que já era absurdo, e apenas contando os primeiros meses do ano. Uma situação ainda claramente mais agravada pela pandemia, quarentena e necessidade de isolamento social, crise econômica, etc.

Esta é apenas uma questão, mais específica. Temos todo um país a resolver, atrasado com relação a tudo, Educação, Saúde, Saneamento, aprimoramento da cidadania. Não é só uma questão de cotas – temos 30% de cotas nas candidaturas, mas sempre manipuladas, usadas para obtenção do Fundo Partidário, com nomes que muitas vezes, usadas como laranjas, nem as próprias mulheres sabem que as colocaram para votação nas chapas partidárias. Anime-se inclusive a se candidatar, vamos!

Junte-se a todas as mulheres do mundo!

Meu apelo é para a consciência; não é reserva de mercado, nem obrigação de votar apenas em mulheres, mas que o façam, participem, votem, e em pessoas sérias, que estejam comprometidas verdadeiramente com a sociedade em geral, sejam de que gênero ou raça forem, idade ou classe social. Será esse comportamento que levará à melhoria das condições, não só na política. Nos fazer ouvidas.

De qualquer forma são as mulheres que sempre têm a maior noção do que todos enfrentamos, fatos tão agravados este ano e que terão ainda ampla repercussão pelos próximos tempos: desemprego, falta de assistência, necessidades especiais e de direito reprodutivo, segurança – as mulheres são sempre as primeiras vítimas. E é cada vez maior o número de nós chefes de família, como principais responsáveis pelo sustento.

Chega de nos contentarmos com migalhas, segundo plano, pequenas conquistas que chegam de forma tão lenta, e que nos são devidas há décadas.

Animated%20Gif%20Women%20(63)Peço encarecidamente que se informem, não acreditem em notícias falsas, pensem com suas próprias cabeças, sejam independentes, respeitem-se entre si, estendam a mão a outras mulheres ampliando nossa ação, explicando como se dá a igualdade de direitos, e quais são esses direitos, que as mulheres, merecidamente, tem até em maior número por conta de sua fisiologia. Estenda a mão e atenda os gritos de socorro ao seu redor.

Vamos parar de achar normal o que não é – e nesse momento nada está normal; estamos vivendo num país perigosamente flertando com o retrocesso em vários campos, e onde até nossas acanhadas conquistas estão em risco, desmerecidas diariamente que vêm sendo.

Chamo você para o nosso encontro mais importante este ano: domingo, 15 de novembro, primeiro turno; e domingo, 29 de novembro, segundo turno, onde houver. Se arrume toda, chama a família, aproveite para arejar as ideias. Pensa bem em quem vai acreditar. Ah, e use máscara, que até lá ainda estaremos em perigo.

Todas nós contamos especialmente com todas nós.

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MARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. À venda nas livrarias e online, pela Editora e pela Amazon.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

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#ADEHOJE, #ADODIA – VIOLÊNCIA: O GRANDE PROBLEMA. BASTA!

#ADEHOJE, #ADODIA – VIOLÊNCIA: O GRANDE PROBLEMA. BASTA!

A cada dia tomamos conhecimento de crimes bárbaros, ataques em grandes e pequenas cidades, o descontrole geral na segurança pública. O ano de 2019 começou com um recorde terrível de feminicídios – machadadas, pauladas, tiros, facadas – e violências de toda sorte contra mulheres. É preciso repensar a sociedade, que está doente, agressiva, e isso pode ser comprovado nas redes sociais, onde não há argumentos, apenas xingamentos e provocações, além de ameaças à liberdade de expressão e pensamento.

 

#ADEHOJE, #ADODIA – BRASIL, PAÍS DE TODAS AS RAÇAS. PAZ. POR ZUMBI DOS PALMARES

#ADEHOJE, #ADODIA – BRASIL, PAÍS DE TODAS AS RAÇAS. PAZ. POR ZUMBI DOS PALMARES

A CONVERSA HOJE SÓ PODERIA SER PELO DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA, EM HOMENAGEM A ZUMBI DOS PALMARES, MORTO EM 1695. PARA LEMBRAR DESSA CONSCIÊNCIA DE QUE SOMOS TODOS NEGROS, DE TODAS AS RAÇAS E QUE PRECISAMOS CONVIVER EM PAZ NESSE BRASIL TÃO DIVERSO. DIA DE REFLETIR SOBRE QUEM SOMOS E QUEM QUEREMOS SER. CONTRA O RACISMO. PELA PAZ.

Querem rir? Trouxe algumas das “ofertas” que estão nas ruas. “Irresistíveis”. Não compre o seis pelo meia dúzia, uma campanha possível

1. Numa dessas de paleta mexicana, tem a seguinte oferta gratuita: compre seis e leve uma caixa de isopor de brinde. Sim, daquelas brancas…

2. A Sapataria My Shoes está com uma liquidação. Aí o cartaz fala em …exceto 20150201_135631produtos continuáveis…Alguém sabe o que quer dizer isto? 

3. E a da Lupo? Você gasta 200 contos e ganha..ganha..uma paleta!20150201_140420

Naturistas, salvem a Praia do Pinho. Mantenham nossas praias vivas e os corpos nus.

 RECEBI hoje um apelo relacionado a um dos temas importantes para esse blog que prega a liberdade individual: o NATURISMO.

A praia do Pinho, localizada no município de Balneário Camboriú, Estado de Santa Catarina – Brasil, a cerca de 80 km de Florianópolis, está em

 

PERIGO!

Invadida, mal cuidada, ela sofre justamente por ter sido uma das primeiras, por ser uma das que têm melhor acesso e grande divulgação.

Conheci há alguns anos, e ela jpa andava com problemas sérios, mas agora a coisa parece que piorou. Veja os relatos que vêm sendo passados por frequentadores.

 

 

Infelizmente, também estamos afastados da Praia do Pinho há quase dois anos. A última vez que estivemos por lá foi
no mínimo constrangedora. Pessoas vestidas na praia, mulheres de biquini e homens de sunga,que nem deram bola
quando insistimos que aquela área era para nudez , sem contar o fato de que os “homens da montanha” , como se diz,
ficavam invadindo a área das pousadas, chegando inclusive a entrar na varanda da nossa cabana . Para piorar, eu e minha
esposa estávamos dormindo,quando uma mulher ( drogada ou maluca) abriu a porta do quarto e ficou  alucinada,
parecia que estava procurando ver alguma coisa “errada” … depois dessa, minha esposa não quis mais ir para lá. Fomos
a locais naturistas no Nordeste e no Caribe . No Pinho? Não sei se arriscaremos novamente, embora isso nos entristeça,
pois fomos frequentadores por mais de dez anos…

Paulo

Naturista do Sul”

Caros Amigos do Jornal Olho Nu,

em primeiro lugar quero parabenizá-lo pelo jornal e pelas matérias e divulgações do Naturismo e no mundo. O trabalho de vocês é realmente fantástico! Sempre acompanho as noticias para manter-me informado sobre o mundo naturista, que é algo que gosto muito. No entanto o tempo para mim ainda é curto para desfrutar do naturismo como eu gostaria, mas um dia chego lá.

Me chamo Paulo Sérgio Rosa, sou de Camboriú SC e frequento sempre que possível a Praia do Pinho. Porém, há quase dois anos que não tive mais tempo disponível para ir devido as correrias de trabalho no setor turístico. Este final de semana finalmente tive o sábado livre e um belo dia de sol, o que me fez ir até a praia na esperança de tomar um sol e banho de mar. No entanto me decepcionei com a situação do local. Muitas pessoas na praia, porém todas vestidas. Além do mais encontrei um clima bastante pesado de gente curiosa vestida seguindo as poucas pessoas nuas que lá se encontravam, como se nunca se tivessem visto uma pessoa nua, os classifico como um bando de tarados literalmente. Tão intensa era a situação que me senti muito mal no local, retirando-me logo da chegada e observando de longe a atuação das pessoas no local, tanto os curiosos quanto as pessoas responsáveis pelo local. Quando alguém se aproximava da área familiar, em seguida via pessoas vindo ao encontro recepcioná-los, atendê-los com a maior presteza, enquanto a outra parte era uma verdadeira zona.

Daí vem minha questão: Por que tanto cuidado do lado das famílias e desleixo e pouco caso do outro lado se ao entrarmos na praia todos pagamos os mesmo valores para entrar na portaria? E se o recinto é para a prática do naturismo por que ninguém dá a mínima bola e não se interessa em manter a ordem no local?

Há alguns anos atrás era bem diferente, era um lugar agradável para se estar. O que aconteceu que o lugar de repente se transformou numa verdadeira baixaria dessas?

Achei muito triste que o local tenha tomado este rumo de praia dos curiosos e depravados onde 90% dos presentes naquele dia eram apenas pessoas causando constrangimentos aos que curtem o naturismo verdadeiro. Saí da praia sem ter desfrutado o local, não tomei sol como sempre fazia, pois não me senti bem no meio daquele bando de curiosos.

Escrevo-lhes este e-mail para que vocês ligados à essas áreas possam fazer chegar essa noticia àqueles que realmente cuidam desses locais para que possam dar a devida atenção e ordem para que todos possam desfrutar do local em paz e harmonia como alguns anos atrás.

Trabalho na área de turismo e infelizmente a Praia do Pinho hoje é um lugar “não recomendável” às pessoas do bem, um lugar onde hoje, na situação que pude presenciar passou a ser um ambiente que classifico como “revoltante”, simplesmente me deu nojo ver o que vi.

Por favor, façam algo pelo local. Resgatem a paz, harmonia e o bem-estar da Praia do Pinho!.

Atenciosamente,
Paulo Sérgio Rosa
Camboriú – SC

(enviado em 6/11/11)
 

CONCORDO COM O SR. PAULO. É TRISTE VER TAL SITUAÇÃO EM “TODAS” AS ÁREAS DO LOCAL.
É PRECISO AÇÃO IMEDIATA.
O QUE SE PODE FAZER PARA CORRIGIR ISSO?
QUEM PODE FAZER?
A QUEM INTERESSA ESSE ABANDONO AO NATURISMO LOCAL?
FALTA PARCERIA?
A ONG NÃO ESTÁ ATUANTE? OU ESTÁ SEM APOIO,
VAMOS ACOMPANHAR MAIS DE PERTO, APOIAR SUGESTÕES, DIVULGAR.

THOMAS.

MANTENHAM VIVA A PRAIA DO PINHO E TODAS AS OUTRAS

MAIS SOBRE NATURISMO, AQUI E AQUI