ARTIGO – Radar tantã. Por Marli Gonçalves

barco_navegando_7Nos anos 80 foi nome de uma discoteca bárbara na Barra Funda, em São Paulo, mas agora o título serve para nomear um navio chamado Brasil e os seus dias quando aparenta estar desgovernado. Ou melhor, governado por solavancos, posts em redes sociais, declarações estapafúrdias, debates nonsense entre os Poderes. Nesse barco, a música que toca não vem sendo boa: varia do funk do Bonde do Tigrão às cantilenas e hinos fora de hora

 

Decisões atabalhoadas e impensadas que podem custar vidas. Comentários vergonhosos sobre assuntos internacionais, sendo que alguns ainda pisando no chão dos que os recebem. Uma equipe pródiga em ser notícia ruim. Descompasso com a bússola. Violência verbal substituindo o debate. Falta de criação de anteparos para corrigir os rumos. Ventos e pastéis de vento criando ondas. Tubarões cercando.

Calma, que o alerta é geral. No Navio Brasil não navega só a parte oficial, quem está no timão, literalmente. Some-se todos nós, os viajantes, sendo jogados para lá e para cá, mareados, sem coletes salva-vidas. Na tripulação estão embarcados também os elementos de uma oposição esfacelada e desorganizada, incapaz ao que parece de aceitar seus próprios erros, e que por isso mesmo não consegue reagir à altura.  Muito menos se fazer respeitada quando mais deveria estar unida e consciente, diante da realidade. Pior, realidade por eles construída, em passado bem recente, quando – por orgulho – deixaram o barco seguir nesta direção já prevista; o mapa já mostrava que encontraríamos pedreiras.

Não estamos brincando. O momento é sério. Não é o caso de jogar no quanto pior; ao contrário. Nestes primeiros 100 dias de viagem já vimos acontecer coisas do arco-da-velha, como se falava antigamente. Nossos ouvidos foram castigados por feitos, por frases, algumas que chegam a ser indecorosas, que insultam a inteligência.

A situação não se entende. E que faz a oposição? Vai em peso numa audiência com um Ministro de Estado para bater boca, para chacoalhar. Um Zeca que se não fosse filho de quem é nem teria espaço, como não teve até hoje a não ser em listas de denúncias, dá motivos para que possamos nos perder na neblina – em segundos botou em perigo toda a razão que amealhamos colecionando figurinhas do Capitão durante essa curta viagem.

Há certa tentação em dizer que o ministro não devia ter respondido, se alterado, mas pessoalmente sabemos o quanto isso pode ser difícil com os calos pisados. Mas ganhou pontos até entre quem ainda está em dúvida sobre as ferramentas que traz e apresenta para a reforma da Previdência do casco do navio.

A reforma da Previdência virou uma tecla única, a panaceia, mesmo com tantas outras reformas pendentes que também poderiam ajudar a economia do país, como as reformas política e tributária. mas essas afetariam setores mais poderosos, que não pretendem deixar de mandar e desmandar tão cedo.

Vamos para o convés. Pegar o binóculo e olhar o futuro. Se todos forem para a direita, ou para a esquerda, o barco tomba. Tentar que o capitão do navio raciocine um pouco mais. Que ele entenda que não pode determinar as coisas como quem põe leite condensado no pão.  Não está na casa dele. Estamos ao mar. Não pode ficar sem radar, sem comunicação com a terra, tantã por aí.

Não pode dar marcha-a-ré. Não pode – para agradar caminhoneiros – mandar cancelar radares e monitoramentos eletrônicos que salvam vidas, milhares, comprovadas, além de forte auxílio na segurança e nas investigações. Não pode permitir nem em pensamento que alguém ameace ou tente mudar a História do país ao bel prazer só porque não concorda com ela. A história é escrita e registrada todos os dias e essa, da ditadura militar, de 55 anos atrás, está muito viva, inclusive literalmente, na memória e marcas das pessoas que sobreviveram aos horrores que duraram longos 21 anos.

Se o navio não for logo para o prumo, se suas máquinas não lhe derem forças, não vamos ouvir música boa, de orquestra, enquanto afundamos; no máximo o canto da sereia no fundo do mar.

Que não seja por falta de sinalizadores. (Ah, e esses são vermelhos porque é um padrão internacional).

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Marli Gonçalves, jornalista – SOS.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Mares de abril, 2019


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DELÍCIA! Ruy Castro ganha homenagem de bloco do Leblon. Sai dia 30

( PASSEI NO MEU SOUNDCLOUD PARA VC OUVIR TAMBÉM)

 “Imaginô? Agora Amassa!” homenagem ao Ruy Castro – um dos principais responsáveis pela preservação da memória da cultura nacional e da cultura do Rio de Janeiro – no desfile de 2016.

dia 30, no Leblon, Rio de Janeiro

Ruy Castro – HOMENAGEM MERECIDA

 

Imaginô? Agora Amassa! – 2016 — Samba de Gustavo Albuquerque

Oh, Imaginô! Oh, Imaginô!

Tereza da praia não é de ninguém

Não vai ser sua e nem minha também

‘Chega de saudade, a realidade’

É que ainda se faz se samba de verdade

Toda a cidade declama em versos suas prosas geniais

Ela é carioca, pra mim ela é linda demais

Pelos olhos teus um beijo na boca esperando os sinais

‘Morrer de prazer’, viver pra contar

Há muito a dizer, um sonho embalar

‘Carnaval no fogo’, a cidade vai sorrir de novo (bis)

É bossa que o violão iluminou

Um samba embebido de amor

Pequena notável, um ‘quê’ de sacana

As moças do ‘anjo’ em Copacabana

Estrela que alumia irreverente!

À ginga, Mané!

Clareia lá vem bailando a lua cheia, o coração bate, incendeia, na ‘noite do meu bem’

E quando sentir que a quarta-feira está pra chegar

Vou me permitir navegar, vou deixar minha alma seguir

O barquinho que vem, a noitinha que cai

Ipanema chamando não vou aguentar

Ruy Castro, o Rio vem agradecer, cronista-amor desta cidade

Hoje a festa é pra você!
 

 

 

Viu? Acho que o belo Scabia (ex-Mercury) se preocupou porque sabe das artimanhas da mulher, pronta para aparecer a qualquer custo, até do amor

FONTE: COLUNA RADAR- VEJA ONLINE –

fhaddadNotificação do ex-marido

Daniela e Malu: notificação

Daniela e Malu: notificação

Em tempos de discussão sobre biografias autorizadas, todo cuidado é pouco: meses atrás, logo que foi anunciado que publicaria Daniela e Malu – Uma História de Amor, que acaba de ir para as livrarias, a editora Leya recebeu uma notificação judicial.

Marco Scabia, ex-marido de Daniela Mercury, que não queria ter seu nome citado na obra. Não foi, assim como nenhum ex foi, por decisão das autoras.

Por Lauro Jardim

OLHA A LISTA QUE O AUGUSTO NUNES PUBLICA. SÃO SUGESTÕES DE TÍTULO PARA “UM” LIVRO ESCRITO POR ELE, POR LULA, O “GUIA”. DIVIRTA-SE!

NEWSDOG LENDO E SE COÇANDOQual é o título do livro que Lula vai escrever para entrar na Academia Brasileira de Letras? A coluna selecionou 55 sugestões do timaço de comentaristas. Escolha a melhor

Exatamente 11.206 leitores participaram da enquete que elegeu o título do livro que Lula deveria escrever para conseguir uma vaga na Academia Brasileira de Letras e, sempre na esteira de Fernando Henrique Cardoso, virar imortal de fardão. Com 6.078 votos (54% do total), o vencedor foi Rose e Eu: Casais inteligentes enriquecem juntos. Seguiram-se Beber, falar e tapear (2.806 votos), Cinquenta contos do vigário (1.362), A verdadeira história do Mensalão (834) e O assalto ao trem-bala (135). Paralelamente, o timaço de comentaristas esbanjou criatividade em mais de 200 sugestões publicadas no post que apresentou a enquete. Confira a lista de 55 títulos selecionados pela coluna e escolha o seu preferido. Ou sugira outros.

  • 50 tonéis de pinga
    A mão que balança o copo
    A Megera Cor de Rose
    A mudinha e o falastrão
    A Terra é quadrada
    A Volta ao Mundo em Oito Anos
    ABC do Mensalão
    Ali Babá e os 40 ministros
    Ali Babão e os 40 mensaleiros
    Ali Mollusco e seus 40.000 ladrões
    Amor nos tempos do Collor
    As Viagens de Lúliver
    Assalto ao Banco Central
    Cem Anos Só de Ladrão
    Como parar de trabalhar aos 29 anos e ficar milionário
    Crime sem castigo
    Curçu di aufabetisassão di adultus – Si eu aprendi, vosseis pódi tamém
    Dom Casburro
    Dom Corlulone
    Ensaio sobre a roubalheira
    Ensaio sobre a Segueira
    Éramos 6 – 6mil creches, 6 mil casas, 6 mil médicos cubanos
    Eu não sabia
    Eu sei o que você bebeu no verão passado
    Guia politicamente incorreto da honestidade
    Lulice no País das Falcatruas
    Meu filho é um fenômeno
    Meu filho, meu tesouro
    Mil e uma noites com Rose
    Minhas MÉmórias
    O afanador nos campos de centeio
    O Amante de Lady Roseville
    O Bebum de Rosemary
    O bleph
    O Cachaceiro Viajante
    O Discurso que Errei
    O Grande Golpe
    O homem que não sabia de nada
    O homem que sabia de menos
    O incrível exército de Lula Mensaleone
    O menino do MEP
    O nome da Rose
    O planeta dos larápios
    O santo poder da bala Juquinha
    O triste fim de Lulacarpo Silvaresma
    O velho e o bar
    O vendedor de ilusões
    Pai Milionário, filho biliardário
    PT Rico. País Pobre
    Sarney e Eu
    Sem corrupção não há solução
    Só sei que nada sei
    Trair e roubar é só começar
    Vim, vi e sumi
    Vim, vi, venci e sumi

FONTE: AUGUSTO NUNES – http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/

No elevador, só iletrados.

É proibido ler no elevador

Presidido por um imortal da Academia Brasileira de Letras, o Senado proibiu seus ascensoristas de portarem livros enquanto estão no comando dos elevadores da Casa. A justificativa é que a leitura provoca distração dos servidores em um momento que é exclusivamente de trabalho.

FONTE: COLUNA RADAR – Por Lauro Jardim