#ADEHOJE – AGRESSÕES A TODOS NÓS, A TODAS NÓS

#ADEHOJE – AGRESSÕES A TODOS NÓS, A TODAS NÓS

SÓ UM MINUTO – Brasil registra uma agressão a mulher a cada 4 minutos, mostra levantamento. No ano passado, foram registrados mais de 145 mil casos de violência —física, sexual, psicológica e de outros tipos— contra mulheres e nas quais as vítimas conseguiram sobreviver. Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em 2017 houve 4.396 assassinatos de mulheres no país.

Mas enquanto isso eles estão preocupados em censurar histórias em quadrinhos, em falas absurdas e agressivas, arrumar encrenca com nossos maiores parceiros comerciais internacionais.

Feitiço contra o feiticeiro. Nunca houve uma Bienal tão boa, tão falada quanto esta do Rio de Janeiro. Principalmente depois do ato imbecil de Crivella de querer proibir uma história em quadrinhos da Marvel, de 2010! No final foram vendidos 4 milhões de livros- um crescimento de 60% ante a edição anterior, em 2017. Só o youtuber Felipe Neto comprou e distribuiu gratuitamente 14 mil livros sobre o tema LGBT. Ao menos 70 autores assinaram um manifesto contra a censura.

SETEMBRO COMEÇOU COM QUASE 5 MIL FOCOS DE QUEIMADAS NA AMAZÔNIA.

 

#ADEHOJE – O NOME DISSO É CENSURA, SIM!

#ADEHOJE – O NOME DISSO É CENSURA, SIM!

 

SÓ UM MINUTO – É censura o nome disso. É homofobia o nome disso. É preconceito o nome disso. É invasão de religião o nome disso. É abuso o nome disso. É perigo demais o nome disso. Qual é o problema desses caras? E a burrice? Porque agora que a imagem se espalhou, a revista esgotou em minutos…

Que história é essa de um prefeito mequetrefe mandar fiscais na Bienal do Livro do Rio de Janeiro para apreender uma MERA publicação de história em quadrinhos? A HQ “Vingadores – A Cruzada das Crianças”, da Marvel. Uma imagem de beijo entre homens? Onde estamos? Ora, saia na rua, vá ver a vida, a realidade, a atualidade.

Aproveitem e vão plantar batatas que farão melhor do que se meter na cultura nacional e internacional.

Aliás, que história é essa de agora, prefeitos, governadores e um presidente desse naipe quererem dizer o que leremos, o que assistiremos? O que as crianças vão aprender sobre sexo aprenderão na vida.

Cada dia está ficando mais terrível a situação. Por favor, conversem com quem puderem, alertem, expliquem. Isso não pode continuar.

Nós nos vingaremos, e todos de preto, amanhã, nas ruas.

 

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#ADEHOJE – ELE AVANÇA SOBRE NOSSAS CABEÇAS

#ADEHOJE – ELE AVANÇA SOBRE NOSSAS CABEÇAS

SÓ UM MINUTO – Bolsonaro está se especializando em parecer aquele Chucky, o brinquedinho. Todo dia quer apavorar um pouco, e com um linguajar quase intraduzível. Assim se distancia de Moro – quer porque quer trocar o superintendente da PF. Demitiu quem reclamou de ter sido chamado não republicanamente; ao contrário. Agora também quer proibir, eu disse proibir, a discussão de identidade de gênero. O Doria essa semana já mandou recolher uma cartilha que falava sobre o assunto para estudantes adolescentes. Eles acham que assim resolvem os preconceitos deles. Bolsonaro agora invocou com a Michele Bachelet, ex-presidente do Chile, agora no Alto comissariado da ONU. Ela criticou a violência no Brasil.

Enquanto isso, no escurinho, a Câmara retoma vários pontos de campanha, aumentam fundos partidários, Rosinha e Garotinho vão para casa com a malinha que já devem deixar pronta para ir para lá e para cá. A indicação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada de Washington é rejeitada por 70% , segundo pesquisa DataFolha.

Vista preto no sábado.

#ADEHOJE – -O XADREZ DE BOLSONARO. PEÇAS BRANCAS?

#ADEHOJE – -O XADREZ DE BOLSONARO. PEÇAS BRANCAS?

 

SÓ UM MINUTO – E o bispo? O presidente Bolsonaro deu agora para tentar sofisticar e dar exemplos como se fosse jogo de xadrez. Claro que ele diz que é o rei; a dama, o/a Procurador Geral da República, que, aliás, ele está para escolher e já diz que será homem. Surpresa! O governo mais masculino dos últimos tempos. Na analogia maluca, Sergio Moro seria a Torre e Paulo Guedes o cavalo.

Melhor seria se ele usasse o jogo da velha, e a gente iria fazendo riscos nos xis e nos zeros. Em jogo também a Lei de Abuso de Autoridade aprovada no Congresso. Anunciados que serão 20 os vetos, e a lei vai ficar toda cortada, Frankenstein.

Gente, e o clima? Continua nos dando sustos com todas as suas estranhezas e as queimadas continuam a mil.

#ADEHOJE – PRESIDENTE AJOELHADO. APROVAÇÃO DESPENCA MAIS

#ADEHOJE – PRESIDENTE AJOELHADO. APROVAÇÃO DESPENCA MAIS

 

SÓ UM MINUTO – Está caindo a ficha dos eleitores brasileiros. Caindo, não; despencando, fazendo blém blém… A reprovação do presidente subiu de 33% para 38% em relação ao levantamento anterior do instituto, feito no início de julho. A aprovação também caiu: 33% , em julho; 29%, agora.

Mas é por coisas vergonhosas como as falas de Bolsonaro e essa cena de ontem, de fazer corar qualquer pessoa com um mínimo de bom senso. Ver a cena patética do presidente ajoelhado diante de Edir Macedo, da Universal, no babilônico Templo de Salomão, recebendo uma “unção”, e sendo comparado a Deus, dá arrepios e muito mal estar. Isso – esse sentimento de repulsa – vem crescendo de forma anormal entre a população. Pergunta aí. Conversa um pouco. Não é questão de esquerda /direita – mas de ter um mínimo de bom senso.

#ADEHOJE – APOIAR O QUE É BOM. E CRITICAR O HORROR

#ADEHOJE – APOIAR O QUE É BOM. E CRITICAR O HORROR

 

SÓ UM MINUTO – Primeiro, FELIZ SEGUNDO SEMESTRE na medida do que for possível a todos.

Aqui, a gente conversa. Às vezes, com ironia e humor para aguentar melhor o tranco. Quem acompanha sabe que as críticas não são questão de ideologia, esquerda, direita, que isso é bobagem quando todos precisamos avançar e sair do inegável buraco em que estamos metidos já há alguns anos. Muitos anos, muitos governos, muitos roubos. Se não tomarmos consciência de que é preciso união, vamos continuar perdidos. Assim, precisamos torcer para que o presidente Bolsonaro que em seis meses de governo nos deu tantas manchetes vergonhosas, com ataques a coisas que nos são tão caras e à nossa liberdade individual, tome tento. Que Bolsonaro pare de agir como se estivesse na cozinha de sua casa, acompanhe as pessoas e técnicos de seu governo, os bons, os ouçam.

As manifestações de ontem foram expressivas, mas menores, e muito mais em apoio a Sergio Moro e à Lava Jato do que exatamente pró-governo, que tem aprovação despencando. É preciso também tomar muito cuidado com os ataques à imprensa e ao STF, ainda os guardiões da democracia e quem nos informa da realidade.

 

ARTIGO – Quer saber o que queremos? Por Marli Gonçalves

Respeito. Em primeiro lugar, respeito. Antes de tudo o mais que se possa estar pensando para comemorar o Dia da Mulher, nos presenteiem com respeito, que é isso que mais está faltando para entender a dimensão e a realidade da condição feminina. A lista do que queremos e precisamos é longa, não está em nenhuma loja, e começa por entender que não estamos brincando quando falamos em busca de, no mínimo, igualdade, que já não é sem tempo.

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Desarme-se. Pronto? Posso falar? Me deem um pouco de sua atenção, todos aí do outro lado desse texto? Senhores e senhoras, meninos e meninas.

As mulheres já fizeram grandes avanços, e a luta por igualdade e conquistas hoje alcança outro patamar, mais complexo, muito mais ligado ao comportamento e cultura. Os espaços cada vez mais ocupados. Isso, sem dúvida, certamente acarretou e traz confusão entre valores, envolvendo sexo e a questão de gênero. Mas é hora de seguir adiante, por todos nós.

Têm acompanhado o noticiário que todo dia fala sobre a morte violenta de uma ou mais mulheres por seus companheiros ou ex-companheiros? Pois esse número é muito maior do que as que viram “notícia”. Têm sabido das que ficarão aleijadas para sempre por conta de ataques? Aleijadas, inclusive moralmente, porque a violência deixa sequelas e não só na pessoa atingida, mas em todos à sua volta. Em todos nós, envergonhados.

Ah! Não gosta da palavra feminicídio? Acha que é invenção da imprensa? Não é: trata exclusivamente da violência, o ódio, que atinge mortalmente a mulher, e apenas pela sua condição de ser uma mulher. Definição importante, porque foi só a partir de muita luta que se conseguiu chamar a atenção para esse problema tão grave. Pelo menos agora estão medindo, pesquisando, dando atenção, inclusive, ano após ano, revelando que os índices estão, na verdade, piorando. É preciso fazer alguma coisa para mudar. Já somos o quinto país do mundo mais violento contra a mulher, e isso não é para se orgulhar, mas para corar. Não gosta da palavra feminicídio? Tá bom, use outra: assassinato de mulheres.

Outra: mulheres agredidas e que não prestaram queixa não é porque gostam de apanhar. Mas porque têm medo, muito medo. Por não confiar – e com certa razão – nas autoridades que deveriam protegê-las. Várias, desse rio de sangue e horror, estavam sob medidas protetivas, mas quem as cumpre? Essa polícia que muitas vezes não aceita nem que se registre um boletim de ocorrência, esses juízes que liberam os agressores em poucas horas, porque eles vão lá e se dizem arrependidos?

A realidade é que ainda se teima em não admitir que a mulher ainda é tratada de forma diferente, como se menor fosse, e não só dentro de sua própria casa, mas na rua, no trabalho, na política, na lei, na sociedade.

Chega a ser vergonhosa a mínima participação na política nacional, só com algumas eleitas, muitas delas apenas desajustadas, justamente por negarem sua condição para chegar até ali. Vemos ainda a criminosa utilização das cotas partidárias em candidaturas fantasmas de mulheres apenas para a obtenção de recursos, apenas mais um dos assuntos atuais e cavernosos do país que trata tão mal a parcela que é mais da metade de sua população.

Por que ainda tantos e tantas de vocês não admitem, parecem não ter noção do desgaste que é todo dia ter de se reafirmar, século após século, ano após ano, dia após dia, suportando retrocessos ideológicos, a ignorância e as pedras no caminho?

É preciso garantir a liberdade de denunciar, de exigir respeito e chamar a atenção para o que é tão urgente.

Respeito. Respeite. É essa a noção básica do feminismo. Precisamos todos também falar sobre isso: o feminismo é sério, amplo; não é coisa só de mulher. É movimento de toda a sociedade que não se desenvolverá sem que se tenha noção da importância da igualdade de condições, e que se manifeste e esteja presente em todos os grandes temas.

Percebo, sim, aqui do meu posto de observação, que a coisa está tão confusa que até uma luta política tão importante como essa esteja infelizmente virando clichê. Virando qualquer coisa, sendo ridicularizada. Tudo baseado apenas em palavras vazias, grosseiras e mentirosas que só parecem pretender manter as mulheres acuadas e caladas. Repito, desistam. Não adianta. Precisamos todos nos acertar.

Respeito. Nos dê – a todos – esse presente, bem simples, aproveitando o Dia da Mulher, que foi para isso que foi criado, para que se pense mais seriamente. É só o que queremos: respeito. A partir daí virá a consideração.

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Marli Gonçalves, jornalista – Obrigada desde já pela atenção.

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Brasil, Dia da Mulher, 2019

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