#ADEHOJE – Agradecimentos por mim. E o SOS para o meio ambiente

#ADEHOJE – Agradecimentos por mim. E o SOS para o meio ambiente

 

SÓ UM MINUTO – Agradecimento a todos pelo sucesso do lançamento do meu livro. Pela força, pelo amor. Aos que foram, aos que não puderam ir, mas mandaram mensagens fantásticas, aos que compartilharam. Estou muito feliz.

E, claro, não podia deixar de falar: o ó esses caras falando sobre meio ambiente. Atentos!!!

#ADEHOJE – SOU EU E MEU LIVRO, QUE APRESENTO COM ORGULHO ♥

#ADEHOJE – SOU EU E MEU LIVRO, COM ORGULHO ♥

 

foto: Gal Oppido

#ADEHOJE – QUEDAS DE BRAÇO DE BOLSONARO. E ME ENCONTRA AMANHÃ, 20…

#ADEHOJE – QUEDAS DE BRAÇO DE BOLSONARO.

E ME ENCONTRA AMANHÃ, 20…

 

Só um minuto Bolsonaro parece estar gostando de testar seus próprios limites. E gostando das quedas-de-braço. Se acha. Primeiro, com todos nós, falando o que quer, fazendo essa algazarra de extrema ignorância com temas sérios como a política internacional, o meio ambiente, entre outros. Moro, calado, ou se submete ou fica fazendo que não é com ele a grave crise na Polícia Federal e com a Receita Federal, que o presidente também quer aparelhar.

Acidentes terríveis e mortes continuam nas estradas e o cara ainda quer tirar os radares.

Relembro: amanhã, terça-feira, lanço aqui em São Paulo o meu livro Feminismo no Cotidiano. A partir das sete da noite, na Livraria da Vila da Alameda Lorena. O feminismo é simples, gente. Escrevo para homens e mulheres, para que entendam e acabem com os clichês e estereótipos usados para atacar o movimento. É preciso equilíbrio. O feminismo é simples. Conheça as formas de usar.

ARTIGO – Até quando o horror contra a mulher? Por Marli Gonçalves

 

O Brasil está na muito desonrosa posição de ser o quinto país do mundo em registros de feminicídios, o assassinato de mulheres por  serem mulheres, violência doméstica, discriminação de gênero, nomenclatura que desde 2015 nos ajuda a calcular esses números e índices, mas ainda não nos ajuda a mudar o quadro que visivelmente só piora. O primeiro semestre de 2019 marcou o aumento de 44% de aumento nos casos em comparação com o ano passado. Que que há?

Joana correu para a porta para fugir e se livrar do agressor, o próprio marido, depois de se desvencilhar dele que já a agarrara pelos cabelos porque ao entrar em casa a encontrou falando ao telefone, baixinho, dando risadas. Ele não teve dúvidas, ela devia, só podia, estar falando com um amante, combinando algum encontro; e já chegou dando bordoadas. Joana não conseguiu sair. Foi morta a facadas ali mesmo, na soleira da porta de dentro de sua casa. A amiga com quem conversava ouviu tudo, o telefone largado na pressa, os gritos, os pedidos de socorro que não pode atender. Nada pode fazer a não ser testemunhar que minutos antes apenas tinha ligado para contar à Joana uma piada que ouvira, e antes que esquecesse o final, como sempre acontecia. Ela própria falava baixinho do outro lado da linha porque estava no trabalho e acredita que Joana sem perceber achou que também devia ficar falando baixinho…

Um grande amor sem fim, a paixão à primeira vista. Se conheceram e não mais se largaram. Ele, alguns anos mais velho, ela saberia que já tinha casado algumas vezes e tido sete filhos “por aí”. Mas isso ela soube mesmo só muito tempo depois. Ele era bem relacionado, estrangeiro, arrojado, o homem fascinante. E um dia deixou de ser.

Não demorou a aparecer o bicho peçonhento que deve estar por trás da violência e morte de tantas mulheres: o ciúme. Ciúme é doença, não tem nada de amor, tem tudo de desconfiança. Cresce, se espalha, domina o cérebro e os pensamentos, cria situações. Envenena. Faz perder a razão. Não há diálogo possível com os infectados, inclusive sejam eles homens ou mulheres.

Valentina não podia olhar para o lado, onde ia era seguida, passou a viver como em uma prisão regime semiaberto. Ele buscava e levava ao trabalho; aliás, nenhum prestava; ninguém prestava. Foram meses com a violência só crescendo, e quando quis dar um fim ao namoro, ao que já não era nem de longe romance, só terror, viu sua vida ameaçada. Suas coisas – todas – roubadas, quebradas, atiradas pela janela, a porta derrubada a pontapés.

Valentina está viva para contar a história porque fez como se faz no cinema para se defender: a garrafa, batida, quebrada na ponta da mesa, caco afiado, para conseguir sair e pedir socorro à vizinha. Teve que gritar, bater na porta dela, que sim, ouvia a briga, mas nada tinha feito. Há algum tempo era ainda maior o número de pessoas que acreditavam que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. Provérbio idiota. Mete-se, sim. A colher e o que mais for preciso. Chama-se a polícia.

A caminho do hospital, machucada, Valentina até viu os policiais que foram chamados: estavam às gargalhadas com o agressor. Anos mais tarde, me contou, recebeu o telefonema de uma mulher que lhe perguntava como havia sobrevivido. Estava grávida deste mesmo homem e temia pela sua vida e a do filho, vítima que estava sendo de violência, ameaças, ciúmes, o roteiro completo.

Todo dia sabemos de casos de mulheres violentadas, espancadas, mortas, muitas assassinadas junto aos filhos, das formas mais torpes. Tem o que mata e depois tenta forjar que foi suicídio. O que machuca e se arrepende e tenta socorrer, contando as mesmas mentiras com lágrimas de crocodilo, culpando a escada de onde ela teria caído sem querer, o escorregão no banheiro. Tem o que diz que “se ela não é minha não será de mas ninguém” – é o que joga ácido no rosto, mutila seus seios, quebra suas pernas. Alega que ambos estavam bêbados ou drogados ou “que foi ela que começou”.

Antes que alcancemos o topo da lista mundial, o Brasil tem de mudar esse quadro, de incentivo à violência em várias áreas, inclusive na política e na liberação de armas. Tem de cuidar da proteção efetiva, que funcione não apenas em um papel com ordens judiciais que enfim não protegem ninguém. Não adianta nada vermos as lindas reportagens sobre patrulhas que sabemos que não existem na realidade para a população, principalmente a mais pobre e que mora em regiões mais afastadas. Botões que a mulher aperta sem parar e o pânico de se encontrar sozinha com seu algoz.

O medo e a violência contaminam o ao redor, de quem teme ou passa a temer até se aproximar, prestar ajuda nesses casos, e como vemos até hoje acontecer. A mulher demora – algumas, muitos anos – a conseguir se desvencilhar, acabam se afastando de todos, para não “provocar”, para que ninguém mais se machuque, nesse círculo alucinante e cruel.

Denuncie. Ligue 180. Ajude, se souber de alguém nessa situação terrivelmente solitária. Não são “companheiros”, nem “ex-companheiros ou ex-maridos” estes homens. São monstros, assassinos. Aliás, o pessoal do jornalismo do SBT/interior adotou como regra jamais usar a palavra companheiro nos casos que acompanham. Muito bem, uma coisa a ser feita, entre tantas que faltam.

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Foto: Gal Oppido

MARLI GONÇALVESJornalista, consultora de comunicação, editora do Site Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano- Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. Lançamento oficial 20 de agosto, terça-feira, a partir das 19 horas na Livraria da Vila, Alameda Lorena, 1731, São Paulo, SP. Já à venda nas livrarias e online, pela Editora e pela Amazon.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

 

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#ADEHOJE – AUTORITÁRIA AUTORIDADE E A MATA DEPENADA

#ADEHOJE – AUTORITÁRIA AUTORIDADE E A MATA DEPENADA

SÓ UM MINUTO – Jair Bolsonaro está emitindo seguidos e perigosos rompantes de autoritarismo, associados à sua absoluta ignorância sobre diversos temas. O do meio ambiente vem ficando grave. Falas agressivas e descontroladas sobre a Alemanha e Noruega já nos fizeram perder alguns milhões fundamentais para a proteção de nossas florestas. O tom está subindo. Foram derrubados 5054 km quadrados de florestas no último ano, 25% somente no mês passado. Muito grave. Para nós e para o mundo.

O homem não sabe o que faz com a lei do abuso de autoridade… Pode ser vítima da lei, hein! Bem, mudou o comando da Polícia Federal do Rio de Janeiro. “Quem manda sou eu” – bate no peito.

Em compensação, investigaram, e o líder indígena Waiãpi morreu afogado. Não é verdade que foi morto por garimpeiros. Fica registrado. As acusações não eram verdadeiras.

Não esquece do lançamento do meu livro, dia 20, terça que vem, na Livraria da Vila, da Alameda Lorena, em São Paulo, a partir das 7 da noite.

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#ADEHOJE – EMOÇÕES FORTES NÃO FALTAM

#ADEHOJE – EMOÇÕES FORTES NÃO FALTAM

SÓ UM MINUTO – Dá até vertigem, tantas notícias, tantas coisas para comentar aqui. Vamos lá: o projeto de abuso de autoridade está dando o que falar. Ele tem muitos detalhes bons, para coibir os abusos que realmente ocorrem – alguns a gente até já assistiu em imagens, outros nem sabemos. Mas também tem coisas que serão objeto de muita litigância. Há uma queda de braço entre o Congresso, representado pelo Rodrigo Maia, que resolveu assumir um lugar ao SOL, e o presidente que perdeu rapidamente espaço nessa seara. Por exemplo, a história do Alexandre Frota, expulso do PSL por dele discordar…Agora Bolsonaro diz que não sabe nem quem é… Gente traidora, sem caráter fica marcada… Frota não foi o primeiro a ser chutado. Os outros se colocam na lista, vendo que na verdade não valem é nada para o Capitão.

Sobre as relações internacionais do Brasil: vão de mal a pior. Mais: parece que o mundo inteiro também anda se encrencando entre si.

Continua beirando os 13 milhões o número de desempregados no país.

TERÇA-FEIRA LANÇO MEU LIVRO AQUI EM SÃO PAULO, NÃO ESQUECE!

 

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#ADEHOJE – PACOTE DE BONDADES NA ARGENTINA E MARGARIDAS

#ADEHOJE – PACOTE DE BONDADES NA ARGENTINA E MARGARIDAS

 

Só um minuto – A exemplo de tudo quanto é líder populista, o presidente da Argentina, Maurício Macri, lançou hoje um pacote de bondades. Isso depois da derrota que tomou pela frente nas eleições primárias e que fizeram até o Bolsonaro daqui se arrepiar todo e soltar suas sandices habituais. Macri congelou o preço da gasolina, disse que sobe o salário mínimo e que vai reduzir impostos.

Milhares de trabalhadoras do campo protestaram nas avenidas hoje em Brasília. Foi a Marcha das Margaridas que ocorre de quatro em quatro anos. As mulheres estão se posicionando firmemente. Outro dia foi a Marcha das Mulheres Indígenas. Imagens inesquecíveis.

Olha só: o deputado federal e forte Alexandre Frota foi expulso do PSL, o partido do homem que nos desgoverna. Fez críticas públicas e os Bolsonaros não gostaram…Deve ir para o PSDB agora.

Finalmente, a Reforma da Previdência começa a andar no Senado e na Câmara, comissão aprova texto que torna nepotismo indicação para embaixadas – o que mataria a chance do Eduardo Bolsonaro ir para Washington.

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