#ADEHOJE, #ADODIA – NOTÍCIAS DAQUI DAS (DOS) GE(NE)RAIS

#ADEHOJE, #ADODIA – NOTÍCIAS DAQUI DAS (DOS) GE(NE)RAIS

HOJE, MEIO DO PLENO FERIADO PROLONGADO, EMENDADO E REMENDADO, SÓ NOS RESTA FALAR DO TEMPO. INSTÁVEL, TEMPERATURAS VARIÁVEIS E VENTOS FORTES. INCLUSIVE PRO LADO DA IMPRENSA MAIS UMA VEZ CENSURADA. JUIZ DO RIO PROIBIU A TV GLOBO DE DIVULGAR QUALQUER DETALHE SOBRE O INQUÉRITO QUE INVESTIGA O ASSASSINATO DA VEREADORA MARIELLE FRANCO E SEU MOTORISTA, ANDERSON. ESTRANHO, NÉ? QUEM SERÁ QUE ENVOLVE? E OS GENERAIS ESTÃO TOMANDO MUITOS ESPAÇOS. AGORA DIZEM ATÉ QUE O GENERAL MOURÃO VAI PRA CASA CIVIL TAMBÉM. AJUDAR O ÔNIX LORENZONI, QUE PRECISA MESMO DE ALGUÉM MAIS POR PERTO. VAI DIVIDIR O PODER POR ALI. E ELES, FARDADOS, ESTÃO EM MUITOS POSTOS-CHAVE. REPARE A FORMAÇÃO DOS SENTINELAS NOS MOURÕES.

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ARTIGO – O Pior Ralouin do Mundo. Por Marli Gonçalves

Tudo bem que, como todas as questões têm dois lados, pode não ser o pior, mas o melhor, a partir do ângulo que se queira do Ralouin BR que se aproxima e que atravessará todo o país. Se você for um daqueles chegados numa história de terror, sem doces e sem travessuras, vai gostar do Halloween desse ano – que vai ser mesmo de amargar. Mas vamos viajar um pouco para o mundo das fantasias, do futuro, ou dos pesadelos, se preferir. Venha…

 

Era uma vez uma criancinha que acabou ficando cheia de dores e com problemas sérios na coluna cervical. Não que ela tenha tido essa mania de ficar olhando o celular com a cabeça baixa, pescoço curvado, não; ao contrário, foi porque ela passa muito tempo olhando para cima sempre que pode, teimando, com o pescoço bem levantado. Ela quase não sai de casa, fica ali, estudando à distância, que tinham achado que essa era a melhor forma dela não se contaminar com ideias sociais ou revolucionárias. Inventaram até um kit-papão para assustar a garotada.

Quando ia na janela ou no quintal, tinha essa mania, ficava com o pescoço quebrado pra cima, olhando o céu, esperando que passasse pelo menos uma – uminha que fosse já a faria feliz – cegonha, carregando um bebê na trouxinha, como disseram que foi assim que chegou nessa casa pro papai e pra mamãe. Nunca ensinaram a ela como os bebês eram feitos. Ela não sabia de nada dessas coisas, porque não achavam certo explicar nada para criança. Esses adultos! A cegonha nunca passou.

Mas ainda havia escolas, que bom! Havia ainda outros lugares fechados, como condomínios, onde grupos de crianças podiam ainda brincar todas juntas, sem adultos no meio, e meninos e meninas podia conhecer suas diferenças rosas e azuis ou roxas. Brincavam de mocinho/a e bandido/a, de pega-pega (ops!), de médico, uai, sim, que tem brincadeiras que atravessam o tempo. Como essas crianças de hoje são muito inteligentes, logo descobriram vários cantinhos onde podiam brincar longe das câmeras, que estão espalhadas em muitos lugares, vigiando tudo o que acontece. Sentiam coisas diferentes, viam até uns duendes, uns serezinhos que apareciam para fazer cócegas que eles gostavam muito.

d06db-bruxa2bhalloween2b21E então chegava o final do ano, e as Festas. Alegria! Tiro ao alvo! As criancinhas eram então ativadas, incentivadas a, além de acreditar no Papai Noel, acertar nele, já que andava de vermelho, essa cor tão perigosa, com os seus revólveres, mãozinhas em riste. Tinha virado moda ensinar as crianças a atirar – com cinco anos já começavam – seguindo uma moda lançada por um presidente que a alardeou, contando que foi como criou os machos que eram seus filhos. A filha só brincava de princesa do país tropical que adorará vê-la crescer nos próximos anos.

Aconteceu na história que os vampiros, lobisomens, diabinhos, elfos e duendes, bruxas, e até os santos e suas imagens, que passaram a ser boicotadas, começaram a se juntar, e se unir aos negros, índios e mulheres, homens sensíveis e também com mais muita gente que não aceitava que mandassem em suas vidas particulares, o fato que a todos unia. Logo na época de Páscoa lançaram um movimento, uma campanha. Não, não era mais para procurar os ovinhos de coelho, mas um outro ovo, os da serpente, ovos que tinham sido rompidos numa eleição ocorrida fazia pouco tempo e muitas dessas serpentes se espalhavam pelo país, sacudindo seus chocalhos, envenenando as famílias, e atacando quem não conseguiam mais hipnotizar com suas ideias retrógradas e bravatas.A bruxa queria pegar a menininha

Moral da história: passaram todos a ficar esperando a chegada de um novo protetor, que fizesse outras promessas – que o povo adora acreditar em promessas. E agora, quando de noite esse povo dorme, sonha com ele, o Saci, que pelo menos em folclore dizem que protege a mata e o meio ambiente, uma das primeiras vítimas desse pesadelo todo. Assim, crianças, no próximo 31 de outubro, Ralouin, preparem-se. Já estaremos todos pulando com uma perna só sobre brasas. E bem ralados.

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Marli Gonçalves, jornalista – Também acredita em contos de fadas. Cuidado com a Cuca.

marli@brickmann.com.br   /   marligo@uol.com.br

2018, booo!

ARTIGO – Vesti uma camisa… Por Marli Gonçalves

Vesti uma camisa… Listrada? Não! Não pode. Vão achar que vocês são uns reacionários de direita que só pensam em por o Lula na cadeia. Cocar? Não!!! Lembrem-se do genocídio dos povos indígenas e comecem a chorar, em pleno Carnaval. Homem vestido de mulher magoa os trans. Fantasia de doméstica, de enfermeira, de nega maluca? Não! Lembra a terrível opressão feminina, estimula o assédio, o racismo. Mas, para os mais chatos dos chatos, a gente poderia, eles deixam, se fantasiar de planta. De unicórnio (!). De super-heróis…

Pronto. Acabou. Despirocaram de vez. Agora deram de patrulhar até a mais livre e libertária festa nacional, o Carnaval. Deus nos livre dessa gente que não só entra com tudo na roubada de acreditar nos dogmas políticos, defender os indefensáveis, como também agora quer patrulhar até as fantasias que devem ou não ser usadas.

Mas eles – considerando que eles são um grupo de pessoas que se acham as mais sabidas-intelectualizadas-informadas-corretas-especiais-ungidas e etc. e tal do planeta – já não é de hoje que querem acabar com a alegria, botando política social-esquerdizante ou religiosa e manipuladora em tudo o que respira. Para eles, aqueles exércitos na Coreia do Norte seguindo o grande líder deviam ser aqui repetidos, uniformizados.

Não é brincadeira não. Fizeram um vídeo com orientações “politicamente corretas” – fantasias que não “deveriam” ser usadas por quem segue essa doutrinação. Sobrou até pra Iemanjá, pro Allah-la-ô. Não pode porque seria desconsiderar as religiões. Tapem os ouvidos. Nada de ficar por aí ouvindo marchinhas como Cabeleira do Zezé, Nós, os Carecas, Máscara Negra, Índio quer apito, Mulata Bossa Nova

Em compensação, acredite,  porque eu estava lá e na hora eu mesma não acreditei. Bloco de Carnaval moderninho daqui de São Paulo toca o Bolero, de Ravel. O mesmo Acadêmicos do Baixo Augusta, cheio de “personalidades”, e que, a propósito, até agora não ouvi dar um pio sobre o caso do menino eletrocutado durante o desfile deles, tocou também “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré. Faltou a Internacional.

Já não bastasse o baixo astral nacional, em pleno Carnaval temos de ler, ouvir e ver tanta besteira desfilando nas avenidas. Desfilando, propriamente, não. Esses blocos grandes são paradas. Gente parada. Se o caminhãozinho anda, vão atrás, como se fosse uma passeata. Repara só. Nem os dedinhos para cima. As mãos agora estão ocupadas: seguram bebidas ou celulares para selfies, lives, zaps.

Legal. São Paulo realmente está nas ruas, com muita gente, especialmente jovens, com alguma fantasia – nem que seja só aquele horrível e inexplicável chifrinho de unicórnio na cabeça que parece uma casquinha de sorvete ao contrário. Mas não se pode dizer mais que se brinca o carnaval, essa expressão tão bonita. Não dá para relaxar. É violência. Roubos, assaltos, cuidado para não arrumar alguma treta, pessoas armadas, risco de arrastões. E agora tem ainda a pavorosa versão “choque no poste”. Some-se a isso um prefeito arrumadinho cheio de mania de dar ordens, querendo regular, normatizar, mudar até as rotas e caminhos dos blocos que estavam indo tão bem organizados naturalmente.

Nessa toada os cordões logo serão – ou voltarão a ser – só os de isolamento e os blocos, só os de cimento e concreto. Foi indo nessa toada que no século passado uma certa elite conseguiu acabar com os corsos, com os blocos nas ruas, confinando todos só em quadras de escolas de samba.

Abaixo a ditadura. Todas. O samba não fica só nos pés, tem de percorrer o corpo inteiro, e invadir o cérebro desse povo chato que não gosta de ver a gente dar a nossa risada.

Com roupa, sem roupa, pouca roupa. Vestido do que quiser. Por isso, aliás, é que chama fantasia. Que vivam os blocos afros, de sujos, das piranhas, de paródias!

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Marli Gonçalves, jornalistaSe for se vestir de planta, legalize já. Se for de super-herói, escolha o Super Pateta.  Mas, por favor, esqueça o  tal chifre do unicórnio.

marligo@uol.com.br/marli@brickmann.com.br

São Paulo,

“…Se acaso meu bloco,

Encontrar o seu,
Não tem problema,
Ninguém morreu,
São três dias de folia e brincadeira,
Você pra lá e eu pra cá,

Até quarta feira…”

 

ARTIGO – Em nome delas. Por Marli Gonçalves

Se cometem as maiores barbaridades. Em nome delas. As crianças estão na berlinda e são sempre as primeiras e principais vítimas das sandices humanas. Além de vítimas de tiros perdidos, abusos de todos os tipos, agora também são queimadas em surtos de malucos, armadas em nome de guerras que não são delas, e têm o futuro roubado pela corrupção e ignorância. É preciso, contudo, que se entenda que não é preciso ter uma em casa para gostar delas, ser considerada como mulher, nem muito menos para protegê-las. Mas que as protejamos do que é real.

Virou um festival essa história de proteger as crianças da maldade que só existe na cabeça dos adultos. De, em nome delas, se arvorarem os paladinos da cultura, arte, moral, civilidade e sociedade. De tentar impedi-las de crescer, compreender, conhecer e especialmente aprender a se defenderem. De quando em quando são lembradas, muitas quando não há mais o que fazer. Quando aparecem jogadas na areia, náufragas da imigração que tentava lhes dar alguma chance. Quando surgem com suas lindas carinhas e mãos sujas do sangue da violência ou soterradas em suas péssimas e insalubres condições de vida.

Canso de – a cada vez que trato com sinceridade de algum assunto relacionado a crianças, mesmo que por distantes vias e temas – ver caras viradas, duvidosas, algumas até compungidas em piedade, tadinha dela (de mim), outras raivosas. Não, não tenho filhos. Muito cedo decidi que não os teria, e assim levei minha vida. Conheço muitos e muitas que, se tivessem consciência, deveriam ter deixado de procriar, mas usam as criaturinhas para se escudar, inclusive economicamente, porque os bichinhos podem render boas pensões, amarras amorosas e emocionais, etc. e etc. que nem preciso declinar, você aí bem sabe, já viu ou conhece e viu acontecer.

Parece-me que para uma sociedade chegada à ignorância, ao puritanismo e hipocrisia, isso seja algum tipo de deficiência, não ter filhos. É um reducionismo maléfico. No episódio contra a censura e contra o linchamento da mãe que levou a filha à exposição choveram comentários com a mesma bobagem proposta: se fosse seu filho ou neto, você levaria? Resposta: sim, desde que considerasse que sim. Simples. Algumas me propuseram até levar o próprio homem nu pra casa! Resposta: sabe que não seria nem má ideia?

Qualquer coisa nova que é apresentada, lá vem lépida a pergunta: e o que você acharia se fosse seu filho? Eles aplicam isso à questão da liberação das drogas, à liberdade sexual e à questão de gêneros. Diminuem a pessoa à régua deles. Não há argumentos para tanta cegueira.

Não tenho filhos porque assim resolvi. Assim como resolvi não casar. Afirmar isso não me faz melhor ou pior, nem significa que as odeie, ou que seja uma “solteirona” convicta, que não tenha tido vários casamentos sem papel. Que mania de achar que todo mundo tem de seguir a tal cartilha de família feliz com adesivo e tudo! Em compensação, posso dizer, cuidei de meus pais da melhor maneira possível. Respeito crianças, idosos, animais. Só não respeito mesmo é a hipocrisia, censura, autoritarismo e maledicência. Não respeito esses seres impostores que se aproximam.

A propósito, toco no assunto por estarmos vivendo evidentes dias de horror, atraso, censura, atrelados ao crescimento de algumas religiões que nada mais fazem a não ser impingir primeiro a culpa, acenando depois com alguma espécie de perdão e reconhecimento – mas desde que se junte ao rebanho que diz sim, atacando ferozmente outras crenças. Basta ouvir a propaganda de alguns partidos, contar quantas vezes citam com aquela cara compungida a palavra família e associam a participação da mulher aos filhos, no maior lenga-lenga.

Antigamente, quando se queria ofender uma mulher por achar que ela não devia estar ali, mandavam para o tanque. Vai lavar roupa, Dona Maria! – ainda se ouve um pouco no trânsito.

Pois agora devemos – e podemos – devolver, quando políticos sem noção vêm se meter em assuntos da vida privada e sobre os quais não precisamos saber a opinião deles. Vão cuidar de arrumar a Educação, a Saúde, a rede de esgotos! Parem de roubar as perspectivas, Senhores do Poder.

Deem uma chance às crianças. Esse será o melhor presente para elas. Dignidade. Em nome delas há muito que fazer.

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Marli Gonçalves, jornalistaNo Dia da Padroeira, reze pelos pequeninos. Eles terão de enfrentar dias bem difíceis pela frente. Nem toda nudez será castigada.

Tempos atuais 2017

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Calaram a bichinha, tadinha. Miss Bumbum tem de ficar quieta

women655mais, aqui e aqui

Mulher de ministro do Turismo diz que governo a proibiu de se pronunciar sobre ensaiowomen598

O ministro do Turismo, Alessandro Golombiewski Teixeira, com a mulher, Milena Teixeira, no gabinete
O ministro do Turismo, Alessandro Golombiewski Teixeira, com a mulher, Milena Teixeira, no gabinete Foto: Divulgação
Diana Figueiredo e Marina Navarro Lins
FONTE : jornal extra

O governo proibiu Milena Teixeira, mulher do novo ministro do Turismo, Alessandro Golombiewski Teixeira (PT), de falar com a imprensa. A informação é da assessoria dela, a MF Models Assessoria. A primeira-dama do Turismo ficou famosa após sua própria assessoria divulgar um ensaio dela no gabinete do marido, em Brasília. Ela também afirmou ser “a primeira-dama mais bonita do governo”, causando reboliço nas redes sociais e incômodo no governo.

Procurado por meio da Assessoria de Imprensa do Ministério do Turismo, o ministro Alessandro Teixeira lamentou que a imprensa dedique tempo a “questões menores”, repudiou a exposição do casal com o uso de fotos antigas e ainda disse que o episódio revela “grande preconceito com as mulheres”.

Milena e Alessandro: casal está junto há dois anos
Milena e Alessandro: casal está junto há dois anos Foto: Reprodução do Facebook

Veja o posicionamento do ministro:

“É lamentável que na atual conjuntura econômica a imprensa nacional, fórum para o debate sério e busca por soluções para os problemas reais das pessoas, dedique tempo e espaço para questões menores.

O ministro do Turismo repudia a exposição do casal e o resgate de fotos antigas para atacar a imagem dos envolvidos. Na avaliação dele, este episódio revela que ainda existe um grande preconceito contra as mulheres no Brasil.

Não há qualquer ilegalidade no caso. Cabe esclarecer que não houve qualquer ensaio, apenas fotos avulsas tiradas no dia da posse do marido. A ex-vereadora de Salvador, Milena Santos, publicou as imagens na sua rede social pessoal para compartilhar o momento com amigos e familiares sem imaginar que iria despertar o interesse da mídia.

A Assessoria do Ministério do Turismo também afirmou que não comenta declarações pessoais de Milena Teixeira, e que essas questões deveriam ser tratadas com a assessoria pessoal dela.

Milena Teixeira não quer “ficar vinculada com baixarias”

Ao seu assessor, Milena reclamou que a imprensa vinculou as fotos ao seu passado como Miss Bumbum Estados Unidos. “Estou proibida de dar entrevista. Pq? Vincularam a coisas do passado como miss bumbum por exemplo, eu não sou mais modelo, não participo desses concursos há muito tempo. O miss bumbum não foi brasileiro, foi americano, nem foi miss bumbum o nome do concurso, não posso me vincular com baixaria”, disse, explicando que venceu o concurso “O corpo mais bonito de Miami” e não o “Miss Bumbum” como ficou conhecida em todo o país.

Milena posou em Brasília
Milena posou em Brasília Foto: Divulgação/ MF Models Assessoria

Milena também afirmou que foi procurada pelo jornalista e assessor de imprensa Fabiano de Abreu para uma entrevista em seu blog e, posteriormente, após a repercussão das declarações e das fotos, o contratou como assessor de imprensa, quando o material foi divulgado para grandes veículos de comunicação. “Na entrevista com Fabiano eu disse que: Mostrar o corpo chama mais a atenção dos brasileiros para expor o que está acontecendo na política”, alegou.

O assessor Fabiano de Abreu também explicou o que houve. “Assustada com os comentários machistas que assolaram as redes sociais e a repercussão negativa, Milena me confiou o trabalho de assessoria de imprensa, mesmo porque ela está proibida de dar entrevistas. Tenho atuado, desde então, como seu assessor”, afirmou no início da tarde desta terça-feira.

Milena agora está proibida de dar entrevistas, e não quer mais vincular sua imagem aos concursos de beleza para não atrapalhar a carreira política. Sua mãe, Maria das Graças dos Santos, afirmou não ter ficado surpresa com a repercussão do caso, pois a filha está na mídia desde os 8 anos de idade quando fazia testes para comerciais, e por ela já ter posado para a revista “Sexy”.

Milena Teixeira beija o ministro do Turismo em seu gabinete
Milena Teixeira beija o ministro do Turismo em seu gabinete Foto: Reprodução / Facebook

Na noite desta segunda-feira, Milena se declarou ter ficado “indignada com a falta de ética e respeito das pessoas” sobre as fotos que sua própria assessoria de imprensa enviou para os jornais, e ela postou no Facebook. Ela, então, apagou as postagens amplamente compartilhadas.

Enquanto ela lamentava e retirava as fotos das redes sociais, a sua assessoria comemorava, no site: “Em todo Brasil … Milena Teixeira!”. Em 2013, ela fez um ensaio sensual em frente ao Congresso Nacional usando biquíni e uma “faixa presidencial”, e foram essas fotos que chamaram ainda mais a atenção do público e da imprensa.

FONTE:

ARTIGO – Deputada, faça-me o favor. Por Marli Gonçalves

mulherzinha espertamulherzinha rebola com bandeiraVou te contar, viu? Tanto sangue derramado, tantas e tantos mártires, ainda falta tanto para a gente, nós, mulheres, nós, homens, conseguirmos, todo dia, tanta coisa para olhar e uma deputada dessas perde tempo para mobilizar outras e pedir lei ou regra de costumes para proibir decote? Minissaia? Impor até cor de tênis? Ah, vá se catar.

Um desserviço para a causa feminina, qualquer que seja ela.

Vá se catar! Vão, vão se catar todas as outras múmias que apoiam esse projeto ridículo da tal Cristiane Brasil, do PTB do Rio de Janeiro! Pior: ainda tentam explicar. Aproveitem e levem com vocês aqueles moralistas do pau oco que ousam ocupar o Parlamento como templo. Ficam lá pondo as mãos para cima e saudando o Senhor de um lado, e roubando a senhora de outro. (Duplo sentido necessário). Não esqueçam os de cabelos acaju, que vocês também devem achar um horror! Proíbam-se os cabelos acaju no recinto!

A gente brigando para que mais mulheres se interessem pela política, tragam suas ideias e contribuições e me aparecem essas zinhas preocupadas com outras que andam malemolentes nos mesmos tapetes que elas pisam? Façam-me o favor! O lodaçal mancha os carpetes verde e o azul do chão do Congresso Nacional, com grande parte de seus membros na berlinda, e vocês estão preocupadas com os peitos e a bunda, o umbigo e os pés e as pernas de quem transita aí. Estão malucas? Aliás, Dona Cristiane, como vai seu pai, o Senhor Roberto Jefferson? Já foi consertada a tornozeleira eletrônica que ele quebrou outro dia tomando banho em casa, onde cumpre prisão domiciliar? Por que tanto esforço para se distanciar deste seu entre vírgulas? “Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson”… Vai ser sempre isso, porque não será com ideias como essa de agora que você vai sair da sombra dele e muito menos virar líder política respeitada. Também não adianta aquela cara de loura simpatiquinha de meia tigela que exibe nos comerciais, dos quais se apossou, do seu partido, que um dia foi até importante, mas agora nem mais graça tem, nem honra sua história.women40

Idiota, não percebe que a liberdade é nosso bem maior? Pergunta aí pro coroa, veja o valor que deve dar a ela e à vida- ele é bem mais interessante e antenado do que você, quase posso garantir. Acorda, vê se ainda dá tempo de fazer alguma coisa que presta aí. Faça por merecer ao menos carregar Brasil no nome.

Detesto moralistas. Porque me parecem sempre pessoas com uma reguinha na mão tentando medir o mundo pelos seus olhos podres e desfocados. Fora isso, puxa, tanta coisa importante para as mulheres deixadas de lado. O direito ao seu próprio corpo, o mais importante, como vai passar por parlamentares mesquinhas, que não querem ver nem a pele das outras, numa discussão séria?

O exemplo chato está sendo dado por uma presidente que cada vez que se mete em encrenca, como faz dia após dia, dá um jeitinho de informar ao distinto público que é mulher e que por isso é combatida. Bota até saia e passa batom nessa hora.

Fica chato. Não misturem essas coisas, por favor.

Mulheres importunadas, violentadas, assassinadas, sem assistência para si nem seus filhos. Mulheres ainda ganhando menos que homens na mesma função. Meninas exploradas e traficadas. E você preocupada com as roupas que as “gostosas” daí usam?

Dignidade feminina não é isso. Tenham alguma, deputada, deputadas.

womenSão Paulo, setembro de 2015.

Marli Gonçalves é jornalista Fica brava quando vê gente que pode fazer não fazendo.

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