ARTIGO – Calores políticos e o dia a dia nacional. Por Marli Gonçalves

Já reparou? Há meses a temperatura vai esquentando, esquentando, isso durante a semana, e chega na quinta-feira a gente achando que “agora, vai”, e toma um banho de água fria. Logo no sábado o povo na geral já está em outra, esqueceu o ponto onde estávamos parados, o assunto muda, ameniza, e assim seguimos tudo de novo e de novo, e lá vem segunda-feira, fim de mês, mais feriados.

calores politicos

Está chato, numa repetição constante de padrões e sem mudanças ou soluções. Chamo de os calores políticos das quintas-feiras. Hoje mesmo, uma sexta, enquanto escrevo, a coisa ferve, o mercado “nervosinho”, bolsa de valores cai, o dólar vai visitar o espaço, levando as outras moedas estrangeiras e os sonhos de milhões de pessoas na mesma nave. Os sonhos ficarão largados lá no espaço, gravitando, junto com o lixo de outras tantas desilusões. A nave até pode voltar ao normal, mas esse normal sempre joga mais um pra fora, em um jogo cruel. Assim seguimos para o próximo nível, se é que se pode dizer que tem nível o que temos passado na condução política e institucional nacional.

O país entrando em uma espiral radical na economia. Na saúde, os números mortais avançam mais lentamente, ok, mas ainda avançam na média de dois aviões lotados caindo diariamente em cima do otimismo com que se noticia médias móveis; bem móveis, aliás. Parece a dança das quadrilhas de festas juninas com todo mundo levantando os bracinhos para um lado, depois para outro. Melhorou! ÊÊÊ! Mas pode piorar. Olha a cobra! Estão pondo fogo nas matas! Olha a chuva! ÊÊÊ! Mas a chuva não chegou nas represas! ÊÊÊ! Vai faltar água! ÊÊÊ! A gasolina subiu novamente! O gás também! ÊÊÊ! Vai faltar! Caminhoneiros ensaiam greve. ÊÊÊ! Desistiram. ÊÊÊ! O presidente virou paz e amor. ÊÊÊ! Debochou de tudo e novamente faltou só mostrar caixinha de cloroquina para as emas do Palácio. ÊÊÊ!

Como se déssemos seguidas chances para o azar, tentando a sorte. Mas nunca funciona. O dólar não baixa mais. A Ciência, sem verbas, inviabilizada. A inflação sobe-sobe e corrói, literalmente, nossas entranhas e o que já estava ruim só piora. Volta mais forte a fome, a exclusão, a miséria e a insegurança que quem tem olhos e ouvidos as encontra personificadas nas ruas; claro, desde que levante os olhos do celular onde parece trafegar quase que exclusivamente invejáveis vidas boas, belas, felizes, viajantes aliviados em imagens escolhidas, que ganham um monte de coraçõezinhos, curtidas, repiques e comentários escritos em português sofrível. Fora isso? Ok. Um pouco de humor e muito ódio.

A CPI da Pandemia que agora fecha o relatório que se bobear vai dormir em alguma gaveta, animou muitas dessas semanas – serviu para chamar a atenção e parar alguns crimes em andamento, há de se admitir. Ficam ali registradas, pelo menos para a história, algumas das frases que ecoaram: “só uma gripezinha”, “não tenho nada a ver com isso”, “e daí?”, tantas, ainda repetidas em suas variações e negações, que parecem ter se tornado rotineiras e, pior, normais. Dele só se espera coisas assim. Mas não devia ser essa a situação, e é o que faz com que os fatos se repitam, sempre pesados, mais asquerosos, mais perigosos, mais desgastantes.

Claro, sem esquecer que tudo isso envolve direita, esquerda, centrão, STF e outros poderes, um Congresso Nacional constrangedor, a imprensa perdida entre ser ou não ser, num falatório daqueles de outrora nos botequins, mas agora aberto, ao vivo, nas manhãs, tardes e noites. Tudo aparenta normalizado. Um dia esquece o outro.

Para finalizar a semana, não dá para deixar de registrar ainda a tal primeira-dama Michele Bolsonaro –  aquela que não se mexeu nunca para defender as mulheres,  como nos casos de violência, ou no caso dos absorventes, para citar alguns, nunca botou os pés em uma UTI – aparecendo vestida, acreditem, de palhaça, em uma solenidade cultural ao lado do troglodita Mário Frias. Mas, aliás, qual foi o figurino de palhaça que ousou escolher? Com avental, logo o que lembra o usado pelos honrosos e premiados Doutores da Alegria, cujo trabalho com tantas dificuldades tanto ajudam a quem necessita e que devem estar tão ou mais atônitos do que eu fiquei ao ver a cena, sem contar a visão da Damares sorridente, o desmonte cultural e o estrago geral. Os palhaços verdadeiros devem ter borrado com lágrimas suas maquiagens.

Lá vem mais uma semana dessa montanha-russa Brasil. Sei que não aguentamos mais gritar tanto de medo na descida acelerada. Eu sei, mas não podemos perder a voz.

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Marli GonçalvesMARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto.  (Na Editora e na Amazon). marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

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ARTIGO – Mais uma dose? É claro que eu estou a fim. Por Marli Gonçalves

Toda feliz, estava contando os dias, essa semana tomei a terceira dose de vacina, o reforço. E se aparecer mais, se precisar tomar mais uma dose, podem me aguardar no local, dia e hora indicados. Não entendo, e não entenderei nunca, quem ousa não se vacinar e ainda sair por aí batendo no peito pela bravata, espalhando infelicidade e morte.

DOSE

É maldade. Ignorância? Burrice? Ou só, pensa nessa opção, medo de agulha com uso de álibi de pinceladas políticas? Pode ser, porque só explicações dessas podem fazer uma pessoa por em risco sua própria vida e a de quem o cerca, dentro ou fora de casa. Ousar fazer campanha contra a maior tábua de salvação  que o mundo todo tem para sair dessa pandemia e que já provou ser eficiente; vacina, forma fundamental, inclusive vitoriosa, para erradicar doenças que já fizeram (e voltam a fazer agora com esses movimentos antivacinas) muita gente morrer, chorar e passar agruras; algumas, a vida inteira, como no caso das vítimas da poliomielite, e que à época alguns pais não acreditaram na importância. É sarampo, meningite, uma série de males evitáveis que, se começarem com força de novo a se espalhar, serão mais outros tempos bem terríveis nesse Brasilzão de Deus. Tanto descuido com a saúde, incluindo o descaso das autoridades, fez com que até a raiva, que já estava dada como erradicada, ressurgisse.

Por falar nisso, em chorar, não fui eu, juro, quem disse, fui até ouvir na rede oficial para acreditar se era verdade. Foi o próprio presidente na live onde, aliás, também tossia bastante.  Foi ele quem comentou, digamos do nada, que – tadinho – chora muito trancado no banheiro, nem a esposa vê, e que ela acha que é o machão. No mesmo dia disse mais, que se pegar Covid tomará hidroxicloroquina e a ivermectina, um remédio de vermes, ops, feito para combater vermes, ambos comprovadamente ineficazes e perigosos se administrados em alguns casos. Mais: juntou alhos e bugalhos nas informações sobre os esperados remédios que os grandes laboratórios estão desenvolvendo. Justificou a tosse forte como uma gripe e não, ele não estava de máscara, nem mesmo assim. Rezemos pelo tradutor de libras que estava ao seu lado.

Dias antes havia dito que não vai mesmo se vacinar. – Que surpresa!

Aí eu pergunto – eu, espero que você também, e o mundo todo, e quem tem informações, que vê a realidade, todos os preocupados com os descaminhos do Brasil nesses tempos pergunte – como pode estar ainda no cargo alguém capaz dessas e outras maldades, bobagens, atos, mentiras, tudo, as provocações que destila diariamente? Todos os crimes que comete e, mais uma vez, não, não estou me referindo à tal lista de onze crimes que estarão arrolados no relatório final da CPI, que nem precisa disso. Vários desses crimes, acintes, erros, comando de uma equipe incompetente em praticamente todas as áreas, vêm sendo praticados há mais de dois anos bem nas nossas fuças. Aplaudidos por uma turbinha animada, criada e regada, à base de ódio, no jardim dos desatinos.

A resposta não é simples: creio que é de novo o combinado de interesses, de compras e vendas de poder, emendas, barganhas, beneficiados. O combustível usado por todos os governantes desse país claudicante, um após o outro.

Mais uma dose? É claro que estou a fim. Vacina, sim. Ele não. E não, também.

Por favor, aconteça o que acontecer de agora em diante, apenas não esqueça o que já presenciamos. Nas próximas eleições uma das coisas que mais precisaremos fazer será de um tudo para negar veementemente em atos o que costumam dizer da gente, que brasileiro não tem memória. Precisaremos provar que temos sim, inclusive, ressalte-se, muita memória, e fresca, retroativa há muitos anos, em todas as direções, a tudo-tudo o que aconteceu e que foi o que acabou nos trazendo a esse calvário onde nos meteram.

… A noite nunca tem fim/ Por que será que a gente é assim? …

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Marli GonçalvesMARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto.  (Na Editora e na Amazon). marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

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ARTIGO – Vermelho Sangue Mulher. Por Marli Gonçalves

Que o vermelho do sangue de todas ao menos nos una nessa batalha. Especialmente me dirijo às mulheres, apelando à sua sensibilidade sempre mais aflorada. Somos mais da metade da população. E, como mulheres, porque entendemos o que significa, porque sabemos o que é, do que exatamente trata e de como nos sentimos nesses dias, temos a obrigação de reagir fortemente ao veto desse ser, desse governo maldito, à distribuição de absorventes higiênicos às meninas, às mulheres pobres, das ruas, dos presídios. Mais de cinco milhões de mulheres foram atingidas pela insensibilidade que marca esse triste momento do país, governados por gente que constantemente nos desrespeita e que parecem nos odiar

Dormem nas ruas, jogadas no chão, ao lado de ratos, ratos homens e ratos bichos, o sangue escorre e elas não têm nem ao menos como se lavar. O sangue chega a coagular em suas pernas, atrai animais, insetos, causa infecções que as adoecem e matam. Não têm direito a um mínimo de dignidade, dependem da generosidade alheia e da sua própria força pela sobrevivência. Pão! Li que algumas usariam miolo de pão para conter a menstruação. Tá. Se não têm muitas vezes nem o pão para se alimentar! Usam qualquer coisa que acham nas ruas, jornal, panos velhos. A realidade não é como na literatura de mulheres libertárias que propõem deixar escorrer o sangue da menstruação como marca da força feminina. Estas têm água para se lavar, suas teses para defender, e seu sangue é usado como força; têm casa, comida, roupa lavada.

As mulheres, nas ruas, acabam por terem infecções terríveis, não sendo raro perderem seu sistema reprodutivo. Nos hospitais e postos de saúde muitas vezes, tal é a situação se encontram quando chegam, cheiro forte, que causam nojo e pouco são tocadas, cuidadas, atendidas. Essa é a realidade.

Estudantes pobres, no sistema público – só elas somam quatro milhões no Brasil – perdem aulas – não vão às escolas porque não têm como se proteger nesses dias, como fazer higiene e como conter a vergonha diante de todos.

Um assunto escancarado durante a pandemia que fez ainda mais pobres e miseráveis, o custo desse item tão básico e tão importante da higiene – absorventes menstruais – os tornou inacessíveis a muitas mulheres, mais do que já eram, muitas já obrigadas a usar toalhinhas ou chumaços de algodão e papel higiênico como nossas antepassadas criativamente faziam; quando podem, claro. Porque nem isso mais é possível para muitas.

 O veto de Bolsonaro ao projeto de lei que finalmente daria alguma dignidade e fim a essa situação que perdura há tantos anos – pobreza menstrual – é de uma covardia, maldade, violência, quase incapaz de ser descrita em palavras. Por tão pouco se faria tanto, tão bem. Mas esse governo masculino, incorreto, incapaz, tenebroso, cruel, parece não ter limites em sua caminhada nos levando ao horror. Dizem que não tem dinheiro, ousam dizer que não têm recursos para tal que, pelos cálculos do  projeto, custaria pouco mais de 80 milhões de reais por ano, em média 7 milhões de reais por mês, distribuindo (só, mas ajudaria) oito absorventes por mês, a 1 centavo cada. Seria dirigido às necessitadas, moradoras de rua, estudantes de baixa renda e distribuídos nas cestas básicas distribuídas pelo Sisan (Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional). As receitas viriam do programa de Atenção Primária à Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). No caso das presas, os recursos viriam do Fundo Penitenciário Nacional.

Agora aguardamos – exigimos – que esse veto seja derrubado pelo Congresso, o mínimo que podem fazer, e para o qual estaremos atentas.

Não têm dinheiro? Alegam que seria crime de responsabilidade fiscal? Ah, mas para fazerem passeios de motocicleta, viagens com pencas de assessores por aí, gastarem seus cartões corporativos, pagarem salários gordos, roubar e deixarem roubar, mandarem seus dólares para paraísos fiscais, comprarem e mandarem o Exército fabricar remédios ineficazes que empurraram nos doentes, para isso nunca falta. Onde anda a Justiça e sua balança sempre pendente para um lado só?

Indignos, cuidam das rachadinhas em seus gabinetes, ironicamente. De lá, de suas decisões malditas verte o vermelho do sangue, menstrual ou não, de tantos brasileiros e brasileiras, vermelho que dizem e repetem – como bobos – não quererem na bandeira nacional, mas que cada vez mais a mancha.

E mancha de sangue é difícil de tirar. De nossa memória, não sairá. Eles não perdem por esperar.

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Marli GonçalvesMARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto.  (Na Editora e na Amazon). marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

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ARTIGO – Estamos numa fria. Por Marli Gonçalves

Entramos e estamos numa boa fria, numa gelada, num enorme saco sem fundo. É tanta coisa acontecendo de esquisito, de ruim, e sem que possamos resolver de vez ou tomar medidas rápidas e objetivas – a solução não está só em nossas mãos, mas na de todos e em tantas mudanças e acertos – que só resta, sei lá, espirrar. Espirrar com muitos desses culpados de nossa frente

Saltos, piruetas, manobras espetaculares no asfalto, nos tatames, no mar, fôlego na piscina; as mulheres arrasando, a garotinha em cima do skate, a outra bailando com movimentos precisos bem na cara de suas próprias dificuldades. Orgulho, vitórias, e não só, também as derrotas, trouxeram distração para mais de 100 metros nas notícias e madrugadas olímpicas. Vimos novamente, felizes – mesmo que por instantes – a bandeira nacional tremulando sem que ela nos causasse essa certa repulsa que tanto fizeram que conseguiram nos fazer dela até enjoar nos últimos tempos.

Soubemos das incríveis lutas e histórias de superação dos atletas – os vimos felizes e também desolados quando ficaram pelo caminho em suas modalidades. Pelo menos ali acompanhamos um país se esforçando, lutando para se firmar e melhorar. Temos mais alguns dias para acompanhá-los e torcer.

Mas agosto está aí, sempre teremos agosto. E já está vindo embalado pela pandemia que continua matando muito mais de mil pessoas por dia e querem que isso pareça normal, quando vemos outros países indo e voltando de medidas restritivas nesse vaivém estonteante. Aqui, o pimpão prefeito do Rio de Janeiro, por exemplo, decretou que vai estar tudo bem até o outro mês e até já marcou feriado e festa. Uma vergonhosa corrida de Estado contra Estado, cada um querendo parecer melhor que outro, em campanha aberta, como se não bastasse o furdunço que virou o Governo Federal.

Às vezes acho que a água que os dirigentes e responsáveis pela condução do país tomam contém mesmo alguma coisa a mais – só pode ser. Não atingimos ainda nem os 20% de imunizados com as duas doses. Há ainda um inacreditável número de pessoas contrárias às vacinas ou que não voltaram para a segunda dose, quando necessária, como o é para a maioria. Ainda vemos quem tenta escolher qual marca tomar – e muitos desses estão tombando pelo caminho. O Ministro da Saúde ousa proclamar vitória e ações do governo, como se não tivéssemos já quase 560 mil mortos e mais de um ano e meio de pandemia muito mais cruel por causa dos erros deles.

Agora, as aulas vão voltar – e não se tem a menor ideia de como resolveremos os sérios problemas da Educação, da evasão, do atraso no ensino. O Ministério? Além de uma fala maluca do ministro, outro batendo no peito por feitos não feitos, pôs no ar uns anúncios moderninhos. Volta também o showzinho diário da CPI que, quando acabar, teremos um relatório enorme, e precisaremos torcer muito é para que ele não vá dormir em alguma gaveta.

Quem chacoalhou esse país para ele estar assim tão dividido? Quem abriu a tampa do bueiro para tantas absurdas ignorâncias? Um queima o Borba Gato; outros vêm e jogam tinta vermelha nas homenagens a Marighella e Marielle. O fogo queima nossa memória. As mentiras e notícias falsas se espalham e ecoam. O presidente monta um circo para dizer o que já sabíamos de suas acusações sobre as eleições – que ele não sabe de nada, não prova nada e isso é só mais um assunto para manter o percentual cada vez mais baixo de quem o segue, ainda achando que ele presta, mesmo vendendo seu mísero poder para outros míseros carrapatos que grudam em tudo que é governo, seja de qualquer lado do colchão. Não adianta virar, desvirar, por ao Sol.

É inverno e até o frio intenso e recorde que há muito não aparecia ataca o Sul e o Sudeste, expondo nosso total despreparo para qualquer situação extrema e a miséria que grassa nas ruas que acomodam friamente mais milhares de recém-chegados. Os preços disparam, sem controle, enquanto turistas fazem horrorosos bonequinhos de neve e a geada acaba com as plantações.

Estamos mesmo numa fria na qual entramos sem saber ainda como sair dela, estranhamente escaldados.

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MARLI - cgMARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto.  (Na Editora e na Amazon). marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

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ARTIGO – Sob e sobre ameaças. Por Marli Gonçalves

Vivendo sob constantes ameaças, e que só aumentam, vindas de todos os lados. Não bastassem as lutas para controlar a pandemia, o surgimento de novos vírus e outras doenças esquisitas, os problemas com energia, água, temperatura, economia, no Brasil vivemos mais um pesadelo, o político. Qualquer homenzinho, ou serzinho verde oliva, agora aparece cheio de marra, e ameaçando a democracia.

Ameaças

Temos muitas dúvidas, perguntas, pedidos de esclarecimentos, e temos ouvido quase sempre as mesmas não-respostas. Repara quantas vezes, nós, da imprensa, perguntamos, perguntamos. “Mas até o momento não obtivemos resposta”. Todo dia. As revelações, gravações, denúncias, fatos e fotos, falas e gestos se sucedem.  Parece que estão brincando de governar, e estão; sem rumo. Mas jogam pesadamente pelo poder – e com as nossas vidas.

Para quem já viveu momentos difíceis, apenas uma clareza: antes, sabíamos exatamente o que, quem, como estávamos combatendo ou de quem deveríamos nos defender. Agora, apenas a ignorância grassa e é como se o inimigo morasse ao lado, e possa surgir nos surpreendendo. Os descobrimos entre pessoas próximas, amigos, familiares, numa divisão sem igual. Contaminam todos os ambientes.

Os ataques podem ser tão sub-reptícios que até uma deputada acorda machucada, com fraturas, e sem saber exatamente o que ocorreu denuncia poder ter sofrido um atentado. Muito louco? Não, se pensarmos que agora tudo é mesmo possível, inclusive para quem amigo deles era; e inimigo deles, virou. O que aliás tem sido muito comum: o abandono desse barco que navega sem sentido e em uma tenebrosa maré. Maré obscura, armada, violenta.

Ultimamente, não sei como, descobriram uma palavra que usam para tudo e que duvido saibam exatamente qual o seu sentido: “narrativa”. Escuta só uns minutinhos de CPI. Escuta um minutinho do discurso de justificativas e negações deles. Até o presidente, que não é o maior afeto ao vocabulário humano, outro dia disparou “narrativa” para lá e para cá. Lá vem ela: tudo que os afeta é narrativa incorreta.  Só a deles – e que vem eivada de ódio e erros – é que deveria ser ouvida.  Tentam adestrar com decorebas os seus bovinamente seguidores, pouco importa o que falam, mesmo que logo depois contradigam-se.  O recheio de informações falsas que usam cria uma espécie de hipnotismo, repetições ao molde de treinamento de animais. Contam um conto, aumentam muitos pontos.

Isso não é ideologia, direita, esquerda, volver, nem centro, nem de cima nem de baixo. Para ser ideologia tem de haver inteligência, conhecimento, estudos, lógica, contraposição, debate. Assim a gente descobre porque é tão difícil lidar com eles, são apenas chucros estes que estão no pódio do poder central, ladeados por muitos outros, instalados em outros poderes. Infelizmente, inclusive na imprensa, muitas vezes a pesados soldos.

Agora a questão é duvidar das urnas eletrônicas, pregando o voto impresso, mesmo que se diga e repita a confiança nessa forma de voto. Não deve passar essa iniciativa. Tomara que não. Mas eles inventarão outras ameaças nesses meses que antecedem a eleição do ano que vem, e que infelizmente ainda não nos apresenta uma lista de candidatos fortes o bastante para recolocarem o país nos trilhos.

“Se urnas são confiáveis, dá um tapa na minha cara”, pede Jair Bolsonaro, ao duvidar do próprio sistema eleitoral que o elegeu, sem apresentar provas.  Será que vai ser preciso agendar? Pode entrar quantas vezes na fila?

Ele que está pedindo. Nós não ameaçamos, mas ainda creio que saberemos como nos defender.

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ARTIGO – Gangorra ou de pulinho em pulinho. Por Marli Gonçalves

Assim vamos indo, de denúncia em denúncia. Aos sobressaltos. De pulinho em pulinho, na gangorra do sobe e desce, do que vai e do que vem. O título da coluna seria “de soluço em soluço”, e que eu já estava pensando bem antes, vocês sabem de quem, começar a soluçar e dar golfadas. Mas não é sobre a saúde do presidente, pelo menos não só, mas sobre o Brasil e os nossos enormes sustos do dia a dia.

gangorras

Troquei o soluço pela ideia que estamos saltitantes sobre fogo e subindo e descendo. Uma coisa, uma hora; na seguinte, já não é mais nada daquilo. Pode ser melhor, mas em geral tem sido é pior. Chega a tontear a quantidade de informações que recebemos, vindas das mais variadas fontes. Ultimamente em on, off, ou ainda com sons de claras gravações de voz ou ainda quando assistimos vídeos completos comprovando as barafundas, negociatas. Fora, com CPI a pleno vapor, documentos, e-mails, ofícios para lá e para cá que vêm à luz, de acordo com a maré, investigações ou interesses.

Ah, falei CPI a pleno vapor. Esquece. Apenas fumacinha, brasinhas, pelo menos nas próximas semanas. Que no meio da coisa quente, pegando fogo, eles resolveram entrar em recesso, que férias não é privilégio só dos juízes e apresentadores de tevê importantes. Fuémm.

Um dia está tudo bem, a economia está “crescendo” – e nos mostram percentuais em geral só de zero vírgula alguma coisinha. No outro, surgem as quedas, mas de dados como níveis de emprego, atendimentos, sempre de percentuais com mais números bem gordinhos antes da vírgula do percentual. A verdade é aquela: só procurar que acha. E temos tantas letrinhas pra procurar, PIB, taxas, juros, inflação, projeções e estatísticas que sempre depende se a procura for por notícia boa, média ou ruim. Depende do dia. Tem dados para todos os gostos. Difícil fica é acreditar em alguns.

Na política, a coisa tá louca. Desarvorada. Há dias com uma série de acontecimentos tão quentes que você acha que o governo não vai resistir nem até aquela noite.  Você fica que nem maluco tentando acompanhar e entender tudo, vê a terra tremer. Aí a noite chega e nada. Você vai dormir, e quando acorda corre para ver se eles ainda “estão por ali”, e lembra que se não estiverem você até ficaria bastante feliz. Mas, na verdade, tudo recomeça especialmente com os arranjos que são feitos na calada das noites.

Nos últimos dias, o DataFolha disparou a fazer pesquisas e o resultado delas –  nada me tira da cabeça  –  creio que  foram as responsáveis por uma boa parte dos soluços do presidente, mostrado em queda livre, perfilado pela maioria da população inclusive como inábil, pouco inteligente, entre outras absolutas verdades reveladas, essas pouco secretas, que no caso não se trata de novela das onze. Entalou. Entupiu. Deu indigestão.

O corpo fala. E o de Bolsonaro estava e está gritando faz tempo. Pelos olhos, pela pele, pelos poros, e até pelos perdigotos. É sabido que soluços podem ter causas psicológicas como ansiedade, tristeza, agonia e depressão.   O corpo somatiza.  Verbaliza que algo não vai bem na mente. E a cura depende, além de medicamentos, do reconhecimento das emoções e sentimentos. E esse reconhecimento, no caso, não ocorre. Só ejeta ódio. Somatização é coisa séria.

Enfim, todos nós somatizamos em algum momento em nossos corpos os sentimentos estranhos. No caso do presidente, fiquei preocupada porque nas minhas pesquisas aqui descobri soluços associados a histerismo. E, pelo menos por enquanto, os médicos o estão tratando com remédios, ou seja, talvez nem tenha mesmo ver com a facada que levou durante as eleições de 2018. Talvez apenas estejam lhe dando calmantes.

O problema é que essa gangorra toda que estamos vivendo não faz bem a nenhum de nós, que ficamos sem saber para onde correr sem que o bicho pegue – literalmente, se pensarmos no vírus que também não para de pregar peças no mundo todo, com seus vaivéns preocupantes.

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#ADEHOJE – PIRRALHA PESSOA DO ANO, E OS MICOS DAS AUTORIDADES DO BRASIL

#ADEHOJE – PIRRALHA PESSOA DO ANO, E OS MICOS DAS AUTORIDADES DO BRASIL

 

SÓ UM MINUTO Nem se fosse combinado. No dia seguinte de Bolsonaro ter chamado Greta Thunberg, a jovem ativista sueca, de pirralha, ela aparece hoje premiada pela conceituada Revista Time como Pessoa do Ano. Nem preciso dizer que foi mais uma vergonha internacional entre as dezenas que passamos neste ano de 2019 desde que esse governo tomou posse, sem noção do que são relações internacionais.

Ah, querem mais? O tal ministro da Educação, Weintraub, que já não sei se é maluco, engraçadinho, ou apenas ignorante, foi ao congresso depor. E o que que ele falou? Que universidades federais são locais de plantações de maconha, o que acabou abrindo (mais uma) uma discussão acalorada com parlamentares.

Temos que tirar o cartaz dessa gente.

#ADEHOJE – DROGAS NO AVIÃO DE BOLSONARO E COMITIVA: COCAÍNA

#ADEHOJE – DROGAS NO AVIÃO DE BOLSONARO E COMITIVA: COCAÍNA

Só um minuto – Preciso dizer a você o número de piadas, memes, cartuns, reações imediatas à prisão do Sargento do Exército com 39 quilos de cocaína lá na Espanha, em Sevilha? Ele estava no avião da FAB parte da comitiva do presidente, que viajou ao Japão e teria escalas também na Espanha. O humor brasileiro se mantém acima de qualquer liturgia. Bolsonaro acabou fazendo escala em Portugal. As piadas continuam no Brasil, onde o mínimo que se diz é que o avião presidencial sempre carrega drogas, não é surpresa.

Antes de viajar, mandou projetos de lei sobre armas – mas tudo igual que nem. Vamos ver como o Congresso reage.

Reforma da Previdência dando seus passos curtinhos, pulinhos. Vai chegar só no segundo semestre pelo que vimos, assim como o julgamento de Lula. O pessoal do STF ontem deu mais uma volta na chave, pelo menos até agosto.

#ADEHOJE – CONGRESSO BELISCA PRESIDENTE

#ADEHOJE – CONGRESSO BELISCA PRESIDENTE

 

SÓ UM MINUTO – Nos anos 70 havia uma inscrição constante nas paredes: CELACANTO PROVOCA MAREMOTO. Lembrei disso ao ver a Câmara votar ontem à noite, de surpresa, em primeira e segunda votação, a PEC do Orçamento. A proposta impositiva estava perdida lá desde 2015. Foi um beliscão e tanto nessa onda de desaforos entre Executivo e Legislativo. Com sua aprovação, o governo fica mais engessado do que já está. Ela classifica como obrigatório o pagamento de despesas que hoje podem ser adiadas, principalmente investimentos. Assim, de um Orçamento total de R$ 1,4 trilhão, o Executivo teria margem de manobra em apenas R$ 45 bilhões das despesas. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre está prometendo o xeque-mate aprovando lá também a PEC.

Enquanto isso, Sergio Moro está penando também para ter seu pacote de combate ao crime incluído na pauta. Hoje foi lá falar durante horas…

Resultado de imagem para celacanto provoca maremoto

#ADEHOJE – PEGA-PEGA NO SENADO. ENTENDE PORQUE TUDO ESTÁ ASSIM?

#ADEHOJE – PEGA-PEGA NO SENADO. ENTENDE PORQUE TUDO ESTÁ ASSIM?

SÓ UM MINUTO – Antes, salve Iemanjá em seu dia! Não sei se você ficou acompanhando o processo eleitoral no Congresso Nacional. Se não, só perdeu uma espécie de show patético. A cena da senadora Kátia Abreu roubando a pasta do senador Alcolumbre que se atarracou na cadeira fez lembrar aquelas brigas de crianças mimadas. Tiriricas da vida. Até esse momento, começo da tarde de sábado, 2 de fevereiro, os senadores, por exemplo, ainda estão se digladiando. Deram abertura até para a interferência do Poder Judiciário para a retomada do processo agora pela manhã. Na Câmara -óóó, venceu Rodrigo Maia. Surpresa. No Senado, Renan Calheiros usa de todo seu conhecimento interno para se manter no poder se reeleger presidente da Mesa. Esses resultados serão essenciais para o andamento do novo Governo e suas reformas. Onix Lorenzoni pisou no tomate nas duas casas, nos dois tapetes, o vermelho e o verde, e que marcam os lugares do Congresso, em Brasília.

Continuam as repercussões das divulgações das dramáticas imagens que mostram o exato momento do rompimento da barragem de Brumadinho e as consequências e a destruição. Prosseguem os trabalhos de procura dos corpos dos desaparecidos.

 

ARTIGO – O país que andou na linha, o trem… Por Marli Gonçalves

Siga a faixa que foi posta no presidente que fez uma grande maioria de brasileiros pensar que era fácil, que era só chegar, mandar, fazer e acontecer. A gente que conhece política sabe como as coisas acontecem, ou não, os altos e baixos. Mas em menos de quinze dias as trapalhadas e vaivéns estão corroendo as expectativas até dos mais otimistas. Caia na estrada e perigas ver.

Ainda tem muito chão para esse trem lotado chegar a algum destino. A viagem vai ser longa. Mas que esqueceram de fazer uma revisão básica nos trilhos, no caminho e nos passageiros antes de botá-lo pra rodar, esqueceram. Vagões arriados com o peso de cargas extras, o GPS só pode estar desligado, e o motorneiro é muito inexperiente na prática da direção. A guerra da comunicação está sendo perdida sem que eles se toquem. Continuam apenas atacando, incentivando que a população não os escute, os mensageiros – os poucos que restam porque também houve uma nítida guinada de vários deles.

Não teve dia sim, outro não. Todos os dias uma trapalhada, um disse-não-disse, apaga, volta, recua. Até alguns ferrenhos defensores mais lépidos começam a querer pular, rolando, do trem em lento movimento, já temendo que descarrile logo mais à frente.

Não é questão de ser contra ou a favor. Não se torce contra o veículo que nos transporta, mas há de sempre nos atermos às direções perigosas. Nem os otimistas renitentes estão dormindo tranquilos com seus botões, por mais que continuem publicamente teimando, negando os fatos que se sucedem, culpando a imprensa por mostrá-los, xingando as nossas mães. Ah, e claro, pegando muito pesado, maus, nos xingando de petistas!

Hoje ser chamado de petista, daquele partido que está por aí perdido e destroçado batendo cabeça em postes que plantou, realmente ofende gravemente, nos faz voltar ao século passado quando ainda lhes restava pelo menos alguma dignidade, ideologia e capacidade de divergir. A oposição está nas dormentes, deitadinha, largada, esperando ser atropelada e destroçada de vez.

Em dias se percebe que há vários Governos dentro de um mesmo. Tem o vagão da Economia, que tenta se desgarrar, mas carrega até gente do passado, do guardanapo de pano, do sapato de sola vermelha, como Joaquim Levy.

Tem o vagão Justiça e Segurança Nacional de Sergio Moro. Mas até agora não o vimos passando nem perto das praias do Rio, muito menos do Ceará onde as organizações criminosas estão tocando o terror, fogo e bombas em pontes e viadutos. Comandados de dentro das prisões – lá de onde não falta luz, internet, nem correio elegante com ordens dos chefes.

Tem as tranqueiras. Que ou continuam falando bobagens ou falaram bobagens no passado que agora estão sendo desencavadas com gosto, possivelmente até por vingança dos que não foram embarcados. Desse vagão já estão sendo atirados os primeiros seres, baixas em tempo recorde. Teve até o da Apex que, demitido, se agarrou na porta berrando que não sairia, e foi chutado.

Por sua vez, perdi a conta das solenidades militares do céu, terra e mar que contaram com a presença do presidente, que parece desta forma demonstrar alguma força e imposição.

A Maria Fumaça partiu. Vai ter uma parada maior dia 1º de fevereiro com a posse do novo Congresso Nacional, eleição das mesas diretoras, e quando a realidade da política vai dar tchauzinho da janela, tentando aproveitar a passagem para embarcar seus parentes, amigos, vontades e privilégios em troca do seu amor. Fidelidade, não, que aí para eles já é demais, inclusive por ganharem com sorriso amarelo a companhia dos Filhos do Capitão, do ator pornô, entre outros parasitas, como os papagaios e papagaias de pirata, de onde nada se espera e de lá nada de bom virá.

Torcendo só para que o trem não apite na curva, conforme aquele velho provérbio.

trem fantasma

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Marli Gonçalves, jornalista – O que não falta é notícia.

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Brasil, 2019!

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#ADEHOJE, #ADODIA. CONSTITUIÇÃO, 30 ANOS. FESTA E RECADOS PARA TODOS OS LADOS

#ADEHOJE, #ADODIA. CONSTITUIÇÃO, 30 ANOS. FESTA E RECADOS PARA TODOS OS LADOS

 

HOJE TEVE FESTA NO CONGRESSO NACIONAL. 30 ANOS DA CONSTITUIÇÃO, COM A PRESENÇA DOS TRÊS PODERES. E QUEM JÁ FOI PRESIDENTE, QUEM É PRESIDENTE, QUEM SERÁ PRESIDENTE. NÃO FALTARAM RECADOS PARA JAIR BOLSONARO QUE, EM CURTO DISCURSO DE IMPROVISO, ASSINOU EMBAIXO QUE VAI CUMPRIR AS REGRAS. O MELHOR DISCURSO, SEM DÚVIDAS, FOI O DE RAQUEL DODGE, A ÚNICA MULHER NA MESA, E A ÚNICA QUE LEMBROU DA IMPORTÂNCIA DO RESPEITO AO PRIVADO, AOS COSTUMES E À LIBERDADE

Comitê de Obras Irregulares no Congresso. É. Tem isso. Só aqui. Investigações…

fonte: coluna Claudio Humberto – Diário do Poder

A lista do TCU é enviada anualmente ao Comitê de Obras Irregulares do Congresso, hoje presidida pela senadora Rose Freitas (PMDB-ES).
jarino
A PF quer a lista de políticos que integraram o Comitê nos últimos anos, mas Câmara e Senado manobram para dificultar a informação.

 

G1: manifestantes pelados no Congresso, com Suplicy. Esse país é mesmo legal

correndo peladoManifestantes fazem protesto seminus no gramado do Congresso

Jovens pedem que parlamentares aprovem fim do voto secreto.
CCJ do Senado analisa nesta quarta projeto do voto aberto.

Do G1, em Brasília

Manifestantes protestaram seminus no gramado em frente ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (18). Eles pedem que os parlamentares aprovem o projeto que acaba com o voto secreto no Congresso.

Jovens protestam seminus no gramado em frente Congresso Nacional pelo voto aberto  (Foto: Luciana Amaral/G1)Jovens protestam seminus no gramado em frente Congresso Nacional pelo voto aberto (Foto: Luciana Amaral/G1)

Nesta quarta a Comissão de Constituição e Justiça do Senado analisa projeto, já aprovado pela Câmara, que acaba com o voto secreto em todas as votações do Congresso. O G1 entrevistou os senadores sobre o término do voto secreto. A maioria deles disse que é favorável ao voto aberto em todas as votações, mas alguns ainda defendem o sigilo para votações de certos temas, como vetos presidenciais.

Um dos organizadores do protesto, Michael  Mohallem, disse que a intenção do grupo é chamar a atenção dos senadores para aprovarem o projeto. “A democracia não se faz com segredo, com voto secreto. Nós estamos cansados de Renans, de Jacquelines Roriz, de Donadons. É por isso que nós precisamos do voto aberto”, afirmou. Ele disse que o grupo não pretende levar o ato para dentro do Senado.

Durante o protesto, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) se juntou aos manifestantes e chegou a caminhar de mãos dadas com eles. “Acho que o povo tem o direito de saber como é que nós, senadores e representantes do povo, votamos, então minha posição é pelo voto aberto”, comentou.

Senador Supliccy participou do protesto ao lado dos manifestantes (Foto: Luciana Amaral/G1)Senador Suplicy participou do protesto ao lado dos manifestantes (Foto: Luciana Amaral/G1)

SPONHOLZ E O DIA DOS ÍNDIOS QUE, PARECE, ANDARAM FUMANDO O CACHIMBO DA PAZ LÁ NO CONGRESSO. LITERALMENTE.

MED_13.04.18-19.13.21-00rs0419aFONTE: COLUNA CH

LEIA TAMBÉM MEU ARTIGO DA SEMANA,AQUI, SOBRE O ASSUNTO DIA DISSO E DAQUILO

MEU DEUS! ONDE VAMOS PARAR? CONDENADOS NA COMISSÃO DE JUSTIÇA; HOMOFÓBICO RACISTA NA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS…

militantMensaleiros e mais um

Constituição e Justiça

A composição da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara nesta legislatura entrará para a história como a primeira a contar com a bancada do mensalão.

Foram confirmados membros do colegiado – por mais inacreditável que pareça – José Genoino e João Paulo Cunha, como titulares, e José Guimarães, suplente.

Constrangimento? Para eles, nenhum. Na reunião de hoje, Cunha e Genoino sentaram lado a lado e puseram o papo em dia, possivelmente, falando dos velhos e bons tempos pré-condenação pelo STF.

Agora, resta-lhes mesmo aproveitar os últimos momentos, antes de o acórdão chegar.

Já Paulo Maluf, outro titular da comissão, não precisa se preocupar com isso, caso a Justiça não apronte-lhe nenhuma peça, claro.

fonte: coluna radar – veja online – Por Lauro Jardim

Nãopermita que isso aconteça. Proteste. Assine as petições. Reclame. “Eles” já estão tripudiando da gente.Lugar de homofóbico é…é…bem “prefiro não comentar”…

Não quero nem dar o nome desse indivíduo…

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A de hoje: falta papel higiênico no Congresso Nacional

fonte: coluna Lauro Jardim – Radar – Revista Veja
 

“Apagão” de papel higiênico

Rolo disputado

Com tanta gente amedrontada andando pelo Congresso nesses dias de CPI mista do Cachoeira, servidores do Senado ainda tiveram de conviver nesta semana com um desses ingratos imprevistos mundanos: um “apagão” no fornecimento de papel higiênico para os gabinetes dos senadores.

Por Lauro Jardim

Justiça pegando fogo…E a brava Eliana Calmon pondo para quebrar

Salvação no Congresso

A corregedora do CNJ aposta no Congresso

Se o STF mantiver a decisão de Marco Aurélio Mello de esvaziar os poderes do CNJ na volta do recesso, Eliana Calmon deposita suas esperanças no Congresso.

É que Eliana tem recebido nos últimos dias vários telefonemas de apoio de deputados e senadores, dizendo-lhe que por lá há ambiente para a aprovação das PECs que garantem os poderes do conselho para investigar juízes a qualquer momento.

FONTE: COLUNA RADAR – VEJA – Por Lauro Jardim