#ADEHOJE, #ADODIA – NOSSAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS…E BOLSONARINHOS MATRACAS

#ADEHOJE, #ADODIA – NOSSAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS…E BOLSONARINHOS MATRACAS

 

O Brasil está no noticiário internacional por vários motivos. Cutuquei, cutuquei e não achei nenhum bom motivo. João de Deus, porque atende a um grande número de estrangeiros. Cesare Battisti, o sumido, porque a Itália quer porque quer e até já deixou um avião paradinho para extraditá-lo. O Capilé, traficante perigoso preso no Paraguai (não, não é aquele Capilé das manifestações, que sumiu, nunca mais ouvi falar dele). Bom, tem mais: Cuba e Venezuela países “desconvidados” para a posse. Argentina chateadíssima mandará alguém, do quinto escalão, porque acha que não estamos tratando bem do maior parceiro comercial. Mais? A questão da embaixada em Jerusalém e atritos com Oriente Médio. E mais falação das matracas dos Bolsonarinhos obrigam o pai sair de casa para amenizar a situação, negar, explicar. Agora o empedernido Eduardo Bolsonaro, eleito deputado federal, junto com aquelas figuras assustadoras do PSL – Joyce, Frota, etceteras – dando a entende que o país fixará pena de morte para traficantes igual à Indonésia. Isso fora nossas decisões com relação ao clima, o namoro com Trump…Socorro, Mundo, desculpe aí, que a gente vai tentar melhorar!

 

ARTIGO – Baques. Por Marli Gonçalves

gifscrik107Tem sido um após o outro. Nunca achei tão difícil como agora lidar com eles. Talvez porque venham em série e não tem dado tempo de a gente se recuperar direito. Talvez não. Talvez porque eles tenham justamente como característica o susto, a falta de preparo, serem sorrateiros ou inexistentes até explodirem – exatamente o que faz com que certos fatos sejam um baque, o tal.

Woman_boxer_2Baques tonteiam. Ficamos “abestados” quando baqueados. Eu ando embasbacada. Você também deve andar, porque está difícil. Quer saber mais ou menos do que estou falando? Pensa nos sete gols que tomamos da Alemanha. Foi ou não foi, melhor, foram ou não foram baques, sete baques que nos deixaram com a cara mole, como se todos estivéssemos dentro de um saco de areia pendurado, socado sem dó? Só que aconteceu e há dias estamos de alguma forma tentando lidar com isso, quase que dissecando os fatos que levaram a isso.

Baque é igual terremoto. O chão parece sumir de debaixo dos pés. A cabeça zune e você simplesmente não quer acreditar, mas aquilo aconteceu, mesmo, confirmado. Você pode até estar vendo acontecer e não acreditando, até que alguém venha dar um beliscão ou um tapa para que saia do estado catatônico. O coração parece que vai sair pela boca e os próximos minutos serão muito estranhos, porque variarão da apatia ao desespero e descontrole. Vivemos aos baques. E quando morremos causamos baques.

Cammy-super2Essa semana terrível começou com um desses baques, enorme, gigantesco e inacreditável, em torno da morte da amiga Vange Leonel. Sei que quem está na chuva é para se molhar, e que quem está vivo pode no instante seguinte virar só alma. Mas desta vez veio mais ainda no susto, e isso de alguma forma especial me afetou profundamente. Distraída, passava os olhos no Twitter e a primeira mensagem dizia “Morre a ativista, cantora, escritora e compositora Vange Leonel… ” Durante alguns segundos, até ler mais abaixo um outro tuite, dessa vez de sua companheira, outra amiga de algumas dezenas de anos, pensava ainda que era uma brincadeira mórbida. Ainda duvidei outros minutos até conseguir telefonar e, sim, tinha acontecido. Foi um baque. Perplexidade. A partir daí conheci uma das maiores dificuldades que já tive para lidar com o choque, com o susto, com uma situação, embora já tenha passado por outras até piores. Precisei parar para pensar. Na fragilidade. De tudo, de todos. Mais: de nós todas, de gente de nossa tribo, que viveu vida parecida com a nossa.meditation-1animated

Vange, 51 anos, mulher, vida saudável, para cima, bem amada. De repente, a descoberta de um câncer e, em vinte dias, o fim, como soube depois como ocorrera. Não a via pessoalmente há algum tempo, mas estávamos sempre ali, por perto, pelas redes sociais, redes que às vezes nos enganam tal a proximidade que parecem oferecer, mas muito longe da vida real de carne e osso.

Escrevo pensando quantas vezes você aí também pode ter tido essa estranha sensação de não saber lidar com algo, não conseguir lidar. Se pudéssemos nos refugiar em algum outro mundo… Cair em algum buraco de Alice que nos levasse a outro país! Como a realidade pode ser tão dura?spingif

Acredito que tenhamos algum dispositivo que se aciona em determinadas ocasiões. O meu fez com que eu chorasse copiosamente durante horas, como se todas umas lágrimas guardadas para o caso de racionamento transbordassem incontrolavelmente. Há quem grite. Outros desmaiam. Outros começam a rir nervosamente. E há quem apenas mantenha a frieza.

No meu caso chorei porque sabia que havia partido uma grande mulher, solteira, sem filhos, como eu, libertária outro tanto, com um monte de conhecimento que não foi reconhecido em vida pela hipocrisia de uma sociedade moralista que não mostra sua cara de forma aberta. Sim, morreu, virou noticia de primeira página, todos os portais, ganhou várias manifestações – o mínimo que merecia. Agora a imagino apenas dando uma gostosa gargalhada, brincando de alisar o bigode que às vezes colocava para sair por aí, de onde estiver, se pode saber disso, rindo de todo o alvoroço que causou.

Cammy-hdstanceTalvez você não tenha mesmo ouvido falar de Vange Leonel até agora, não saiba quem ela era. Mas eu não quero deixar que você não saiba que perdeu de saber justamente que, porque ela viveu sua originalidade e sexualidade de forma total, teve o seu sucesso rigorosamente bloqueado, tachada como sapatão quando não havia ainda toda essa propaganda e glamorização vazia em torno da questão como agora, com beijo de duas bonitas e casamento em novela, beijo e casamento de cantora na vida real retratado nas colunas sociais. Vange apenas era, ao lado da companheira de mais de 30 anos de união, Cilmara Bedaque. Não precisou casar, se vestir de noiva ou noivo, nem de qualquer outra papagaiada dessas.olbeachbums

Um baque. Baque também é barulho. Som de maracatu. Tem o baque virado, o baque solto. É queda, que podia ser também queda de todos os preconceitos. Vivemos aos baques e solavancos, mais ainda caindo nos buracos das ruas. Tomamos um quando recebemos as contas que não sabemos como pagar. Ficamos baqueadas quando sabemos de traições, quando nos damos conta de que não nos dão nosso merecido valor, quando lemos os jornais do dia a dia.

Baqueamos quando vemos que é preciso morrer para que o porque tanto lutamos seja pelo menos visto. Ou comentado.

São Paulo, 2014


Marli Gonçalves é jornalista Anda com vontade de fazer uma placa, um adesivo, pode ser de carro. “Aqui andamos devagar”. Serve para várias coisas.


E-mails:marli@brickmann.com.br
marligo@uol.com.br

Alemanha preocupada com quem tem a coragem de aparecer por aqui na Copa

Parachutespringen (23)MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DA ALEMANHA FAZ ALERTA SOBRE A COPA DO MUNDO NO BRASIL!

(El Pais-27)
1. O relatório fornecido pelo Ministério de Relações Exteriores da Alemanha, na seção “serviços ao cidadão”, e que é lido atentamente por todas as principais agências de turismo do país e turistas que compram pacotes de férias, oferece um quadro desolador do Brasil, gigante sul-americano, e que só é comparável a uma nação onde as leis não são respeitadas e onde o turista corre o risco de ser vítima de ladrões, sequestradores ou simplesmente estar envolvido em confrontos entre a polícia e grupos criminosos, como aconteceu recentemente no Rio de Janeiro.

2. “Em princípio, devemos agir cautelosamente em regiões ou bairros de cidades que são considerados como seguros”, acrescentou o relatório. O Brasil tornou-se uma perigosa armadilha para turistas desavisados que não conhecem a realidade do país. O Ministério recomenda que os turistas alemães não usem roupas chamativas e joias quando forem caminhar pelas ruas, que evitem levar grandes quantidades de dinheiro e que escondam em bolsas artigos eletrônicos, como telefones celulares e laptops. “Em caso de ataque não se deve resistir, porque os ladrões geralmente agem sob a influência de drogas, estão armados e não se deixam assustar com reações violentas”, aponta o “Sicherheitshinweise” (dicas de segurança) do Ministério.

FONTE : DA NOTA DE CESAR MAIA EM SEU EX-BLOG

Dilma e Merkel não se bicam mesmo?

dynaGrosseria

O governo brasileiro ainda não cumprimentou a chanceler Angela Merkel pela conquista histórica de um terceiro mandato na Alemanha.

FONTE: COLUNA CLAUDIO HUMBERTO – DIÁRIO DO PODER

Alguém viu o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, por aí? Acho que ele precisa saber dessa notícia. Se lembro bem…

A brasileira da Volks

 Pivô do maior escândalo sexual na cúpula da Volkswagen alemã, em 2005, a brasileira Adriana B., 47, será julgada em Berlim terça (27) por receber “mimos” de quase US$ 400 mil do ex-chefão da empresa, Klaus Volkert, em rede de prostituição. Ele foi condenado em 2008.
 

O cara achou um cenoura com cara de cardozo, lá na Alemanha

Cenoura lembra o formato de um porco. (Foto: Reprodução/Bild)

Alemão colhe cenoura que se parece com porco
Legume foi colhido por Stephan Wolff.
Ele mora em Emmerich, na Alemanha.

Do G1, em São Paulo

O alemão Stephan Wolff colheu uma cenoura que se parece com o formato de um porco em sua propriedade em Emmerich, na Alemanha, segundo o jornal alemão “Bild”.