ARTIGO – Pesadelos no país tropical. Por Marli Gonçalves

O Sol escancarado, o céu azul, a temperatura amena, as noites fresquinhas, quase tudo o que a gente poderia precisar para ser feliz. Mas quem consegue? Com sobressaltos de dia, de tarde, de noite… e de madrugada! Os sonhos são estranhos, os pesadelos reais. Os dias, o tempo, o futuro, alterados.

Mauvais rêve | Mon petit nombril

Nas ruas, um bando de gente louca continua andando pra lá e pra cá sem máscara, ou com ela, digamos, posta ou pendurada em lugares bem estranhos. Precisa dizer que não precisa tirar para falar ao celular? Que máscara é feita para cobrir o nariz e a boca, os principais meios de transmissão dessa doença maldita que veio bagunçar o coreto mundial coma música tenebrosa do terror? Que o horror é invisível?

O inverno deve ser longo: arrebatou o verão, o outono e já se anuncia na primavera do ano que não mais esqueceremos. Ultrapassamos oficialmente um milhão de infectados, quase 50 mil mortos. Por essas e outras que parece que a cada dia, as coisas pioram, e não é só no número, mas com o bagunçado afrouxamento das regras da quarentena, com a forma que as informações (não) são entendidas e em um momento tão delicado.

Pegam o mapa e colorem: vermelho, laranja, amarelo. Regras são baixadas alegremente como se nosso povo fosse suficientemente esclarecido para segui-las sem a devida fiscalização, que todos sabem que não haverá, ou se ocorrerem, só pescam as sardinhas tentando fugir de tubarões. Um dia se fala uma coisa; no outro, já não é mais. Fora as medidas que só podem nos fazer gargalhar, tipo aquela de que os ônibus só poderiam circular com as pessoas sentadas – e que não levou em conta, por exemplo, que ninguém anda querendo sentar nem ao lado, nem no quentinho de outras pessoas. Tem quem prefira só pegar nos ferros; depois limpar as mãos. Por aqui em São Paulo, já caiu essa medida também. Não, ninguém mandou aumentar a frota, para evitar aglomeração e gente pendurada; e os horários escalonados estão bem doidos. As portas se abriram, e as pessoas precisaram sair, com sua fome, seus medos, suas obrigações.

Outro dia, onde entrei, encontrei uma figura, uma mulher – que deixo pra vocês bem imaginarem suas divertidas formas e triste tipinho –  toda metida, sentada no meio de mais gente, sem máscara, e que ousou ficar toda irritada e emproada porque perguntei na hora a ela se era possível que pusesse, então, um farol verde sobre sua “linda” cabeça, já que, ríspida, disse que já tinha contraído o vírus e não precisava mais usar. Ela fechou a cara. Portanto…Volto a perguntar: e vocês acham mesmo que sairemos melhores dessa? Infelizmente o que tenho visto está na linha do “cada um por si”, e já nem falo em Deus, porque nem Ele deve estar acreditando o quanto seu Santo Nome vem sendo clamado em vão.

Meu lado diabinha tem pensado seriamente em começar a espirrar e tossir bem perto desses seres, só de sacanagem. Mas na verdade me sinto – e vejo muita gente que conheço da mesma forma – cada vez mais preocupada e isolada, até para evitar aborrecimentos, já que não tenho um pingo de sangue de barata em minhas veias.

O mesmo sangue que simplesmente ferve ao acompanhar a escalada vertiginosa da crise política. Que chega ao cúmulo do cúmulo, acumulando as digitais de um presidente cada vez mais insano e sua família e equipes envolvidos em tudo de ruim, perdidos, tentando justificar malfeitos diários, muitos até mais antigos, revelados pela imprensa que odeiam com todas as forças.

Dizer que o país está à deriva é pouco: todo o futuro está comprometido. Olha as áreas de Educação e Saúde, os desatinos da área econômica, o relacionamento diplomático, agora também estamos mandando lixo para instituições mundiais, como é o caso do ex-ministro Abraham Weintraub. Os poderes se digladiam entre si, as forças militares se assanham ocupando alguns postos chave. Saqueadores de outrora se aproximam, sedentos e cobrando caro para serem muletas e esteios de poder.

Enfim, um pesadelo, como os que vêm ocorrendo em nossas noites de sono e insônia, desses, que estamos caindo em um abismo, sendo perseguidos, gritando por socorro sem seremos atendidos, pendurados numa corda puxada de um lado e de outro.

O problema é que a tal corda puxada e que se estica está mesmo enrolada em nossos pescoços. O que descobrimos todos os dias, bem acordados. Apavorados.

– “Pamonhas, pamonhas, pamonhas” – um carro com alto-falantes passa agora aqui em frente, percorrendo as ruas. Essa realidade é mesmo muito dura em seus sinais.

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MARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. À venda nas livrarias e online, pela Editora e pela Amazon.

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ARTIGO – Estamos todos ajoelhados? Por Marli Gonçalves

Ou estamos todos sufocados? No mundo inteiro, em fotos simbólicas, nas grandes manifestações contra o racismo, contra a morte, nos Estados Unidos, do negro George Floyd, sufocado pelo joelho de um policial branco por exatos oito minutos e quarenta e seis segundos, as pessoas vêm se ajoelhando.

E os joelhos que também podem matar adquiriram assim mais um sentido, o que não é de submissão a nenhuma autoridade, nem de humilhação. Ao contrário, são momentos de súplica para um basta. Resistência. Um basta ao desprezo pela vida humana, tão claramente exposto essa semana também pela morte, em Pernambuco, do menino Miguel, cinco anos, deixado em um elevador que o elevou, sim, mas ao nono andar de um prédio luxuoso de classe alta onde uma grade se desprendeu em sua procura pela mãe, e o projetou 34 metros abaixo.

Negro, criança, pequenino, havia sido deixado por minutos pela mãe sob os cuidados da loura patroa mulher de prefeito que a havia mandado passear com o cachorro da casa. Bastava que ela, a patroa, o tirasse do elevador para onde correu – mas ela, não, fez pior, apertou ainda o botão para que o elevador subisse. A mãe de Miguel, hoje com razão desesperada, pergunta: e se fosse ao contrário? Os joelhos da sociedade estariam sobre seu pescoço. Enquanto a patroa rica pagou uma fiança e está em liberdade.

João Pedro, 14 anos, negro, brincava dentro de uma casa em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, quando um tiro o atingiu pelas costas, vindo de mais uma desastrada operação policial, dessas que atira para todos os lados, especialmente em comunidades negras, pobres, e que tantas crianças matam, tantas pessoas matam.

Nós nos ajoelhamos para rezar por elas, sempre mais tarde de tudo que poderíamos ter feito.

Vidas negras importam, diz o movimento que se espalha pelo mundo. Vidas importam, todas, ainda não diz claramente o movimento que esperamos de joelhos aqui no Brasil. 35 mil mortos em poucos mais de cem dias da pandemia de Covid-19, negros muitas de suas principais vítimas. Um presidente que diz “E daí?”, que balbucia sem corar que “sente muito, mas todos vamos morrer”, como se essa frase fosse de alguma inteligência e não apenas demonstrasse o profundo desprezo pela população que governa e que é encaminhada para um matadouro, às vezes até com pauladas mesmo.

Como representante dessas vidas negras, é posto um ser asqueroso, que chama o movimento antirracista de “escória” e continua ali como se nada tivesse acontecido, sentado em sua cadeira na Fundação Palmares, talvez se achando de branca candura, sem se ver negro, sem se ver, sem fazer.

Eu quase já não consigo mais respirar esse ar nacional há mais de um ano e meio, desde que esse grupo chegou ao poder buscando asfixiar tudo o que é livre, sensato, conquistado. Que vem dando largos passos em direção a um abismo irracional e de ignorância aproveitando as mortes que incentiva em seus movimentos contra o isolamento social, aproveitando nossa perplexidade com atos e fatos que se sucedem dia a dia mais graves e cruéis.

Está tudo em vermelho e negro. A informação acaba sendo o vermelho sangue que corre nas veias do país que parece não mais querer acreditar nelas, as notícias, os fatos sendo revelados, como se estancar esse sangue com cegueira pudesse paralisar todo esse mal que nossos joelhos sangram de tanto que os dobramos para orar, com fé , em súplicas, pelo entendimento da importância de uma democracia, por Justiça e igualdade entre todos, raças, gêneros, classes, povos.

Ele implorava. Não consigo respirar. Não consigo respirar. Não consigo respirar. Por, repito, oito minutos e quarenta em seis segundos, ele implorou. Os joelhos que asfixiaram George Floyd, cena assistida, gravada, documentada, é muito mais do que apenas americana, muito mais do que apenas contra a violência policial ou o racismo. Ela é a forma sufocante da morte de quase meio milhão de pessoas em todo o mundo nesse terrível 2020.

Estamos todos já quase sem ar, e preocupados com o avanço do sufocamento democrático desse desleal grupo no poder. E o que parece é que esse poder já está tomado. Pelo fatos, posições, pelo silêncio nacional de um povo que se humilha, sendo que um percentual deles, infelizmente, se ajoelha paramentado em verde e amarelo por adoração a (mais um) ídolo de barro, onde ele apenas escorrega, sem cair de vez.

 

 

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ARTIGO – Alvoroço no Alvorada. Por Marli Gonçalves

Virou praxe. No nascer do dia, logo após o toque de cornetas, clarins e tambores nos quartéis ao amanhecer, na alvorada, surge um homem completamente alterado à porta de seu Palácio, o Alvorada. Ele vai abrir a boca, dizer sandices, um ou dois ou mais palavrões, gesticular, ameaçar a democracia e as instituições, pior, por isso ser aplaudido por um pequeno grupo fazendo alarido no seu quintal

Agora esse homem deu até de usar gravata ostentando o símbolo de suas loucuras. Pequenos fuzis em verde e amarelo, como tão bem registrou o genial repórter fotográfico de Brasília e da história, Orlando Brito. Outro dia mesmo, Brito, mais de setenta anos, foi ao chão, teve os óculos quebrados por essa turba que surrupia as cores e símbolos nacionais para enaltecer o obscuro, para tentar que o Brasil novamente anoiteça sem liberdade. Outro repórter, Dida Sampaio, derrubado e chutado.

Não era sem tempo que alguns dos principais meios de comunicação do país deixassem de presenciar essa cena macabra ocorrendo sob o brilhante céu da Capital da República, onde diariamente – além de registrarem esses descalabros – ao tentarem fazer perguntas, recebem de volta ironias, provocações e ameaças que vêm aumentando em escalada, sem que providências sejam tomadas para garantir minimamente sua presença no local. Essa semana muitos deram um basta.

Mas o homem não para. A cada dia mais violento, ameaçador, faz desse show matinal material para os vídeos que planta na internet para serem dispersados por uma equipe que coordena milhares de robôs e gente que se diz “patriota”, entre outros que, coitados, acreditam que os robôs sejam gente de verdade. Nessa semana vimos bem a cara de alguns desses seres digitais capturados na realidade da rede de uma parcela da Polícia Federal que se esmera pela independência.  O homem chiou, os olhos chisparam, mais disparates foram ditos, feitos, anunciados e ordenados em ameaças, inclusive de grave descumprimento da ordem constitucional.

A cada alvorecer mais preocupante, os dias nacionais quando já acordamos em sobressaltos, como se já não bastassem os milhares de mortos, os números que diariamente sabemos no crepúsculo dos dias em meio à pandemia, ao desencontro de ações, dos conflitos entre regiões, do vazio verde-oliva ocupado na Saúde por patentes e coturnos.

A vestimenta da Alvorada traz detalhes que acabam passando, como se lei não tivéssemos mais: talvez vocês não tenham reparado ainda que o homem da gravata com fuzis agora aparece cercado por seus seguranças ostentando máscaras de proteção com a sua figura carimbada, em um personalismo que conhecemos no século passado durante a ascensão do mal do fascismo e nazismo.  O “e daí?” usado alegremente na máscara da deputada que já estaria cassada em momentos normais. E naquela reunião do dia 22 de abril que agora, perplexos, assistimos, vários ministros e autoridades regurgitaram suas ignorâncias em alto e bom som, sem que tenham sido presos. Aliás, o que é compreensível, se ali tivesse havido voz de prisão entre uns e outros não sobraria quem apagasse a luz daquele salão.

O alvoroço não é pouco, e se distribui muito além da alvorada e do Alvorada, das manhãs, tardes e noites, causando inquietação no nosso sono das madrugadas, do Planalto às planícies; entre os Poderes, agora em isolamento social, engaiolados em lives e encontros digitais, reuniões extemporâneas, declarações e notas de repúdio em redes e folhas de papel que não duram minutos respirando até que outras tenham de substituí-las.

Fosse só o homem, mas ele tem os filhos enumerados, porque agora é moda, além do banheiro, o ir lá fazer 01, 02, que já era bem ridículo como expressão. Temos por aqui mais zeros, sempre à esquerda, nunca nos lugares onde no mínimo deveriam estar trabalhando, mas tentando desgovernar juntos, como clones do sobrenome que precisamos urgentemente, e antes que seja tarde, parar.

Nosso alvoroço – dos que prezam pelas liberdades individuais e pelo respeito – tem de começar a ser sentido lá no Alvorada.

Nossa alvorada haverá de ser muito melhor. Do jeito que está, sujeita a trovoadas, poderá nos levar a uma noite terrível. Mais terrível dos que os pesadelos que atormentam nosso sono buscando sobreviver, além da pandemia, além deles, e de todo o atraso e violência que claramente representam.

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FONTE: OS DIVERGENTES – FOTO DE ORLANDO BRITO

ARTIGO – O epicentro de cada um de nós. Por Marli Gonçalves

Acostumada a vida inteira a resistir às inúmeras pressões, dificuldades, verdadeiras visões do inferno assistidas como jornalista, como mulher, na vida pessoal, admito: me encontro agora com o emocional abalado como há muito não acontecia. Pior: desta vez não está em minhas mãos a solução, mas na de todo um país, completamente desarvorado, triste, confuso, louco, e claramente nas mãos de uma equipe de desajustados. Mais perigosos a cada dia que passa.

Saxofonista. Pano de fundo preto. — Vetores de Stock © JonCrucian ...

Sim, é um desabafo. Sincero, necessário, para não explodir. Sinto também que falo por muitos e muitas em todos os cantos desse país perplexo e assustado, que tem medo não só da mais da morte ou da terrível doença que nos assola a todos, mas também do desenrolar do embaraçado (e embaraçoso) novelo político que torna tudo ainda pior. Não há nervos que aguentem.

Rompi em choro descontrolado pouco antes de começar a escrever. Assim. Ouvia o noticiário de tevê, com todo o cotidiano das histórias terríveis, emocionantes, dos números tenebrosos, dados sobre a ignorância das desobedientes aglomerações, as falas patéticas reveladas, a queda de mais um Ministro da Saúde em meio a esse caos, quando de repente ouvi um som magistral, um jazz. Não vinha da tevê, claro, que dali ultimamente as belezas andam afastadas.

Corri à janela e, lá embaixo, estava, na esquina, um solitário saxofonista que entoava as mais belas canções, Pixinguinha, Adoniran, Tom Jobim, Cole Porter. Junto comigo, outras janelas se abriram juntando seus sons a aquele som mavioso, esse despertar. As minhas lágrimas teimosas rolaram com gosto, como um desabafo necessário, que devia estar ali represado, querendo virar água, fluir.

Somos todos hoje nós mesmos um epicentro – essa palavra que tanto ouvimos – e que veio se mudando, da China, passando pela Europa, Estados Unidos, até nos atingir tão pesada e brutalmente. Somos, cada um de nós, um epicentro de emoções. Tão controversas quanto absolutamente incontroláveis.

É bonito demais ouvir as janelas se abrindo. As pessoas aplaudindo, várias mandando colaborações para aquele chapéu que o músico passava, para amealhar alguns trocados.  Creio que todos um dia merecem ouvir serenatas. Por aqui onde moro, São Paulo, sempre estranhei não ver ninguém nas janelas, as cortinas sempre fechadas. Precisou desse isolamento para descobrirem que elas podiam ser abertas. Para ouvir seja a música do saxofonista, do amolador de facas, ou o som do bater das panelas, dos protestos que se multiplicam, entoados pelos mais ativos. Muito além dos costumeiros alarmes disparados, das ambulâncias e sirenes, do trovoar, das turbinas do aviões que já não cruzam mais os céus.

SAX MUDOSair às ruas não dá mais prazer como outrora. Não há passeio ou destino legal quando se sai apenas por necessidade, para o médico buscando socorro, para o mercado onde os preços nos esmagam a cada dia mais, assim como na farmácia onde borrifam um álcool gel fedido em nossas mãos, como se fizessem algum favor. Não reconhecemos rostos amigos que passam de nosso lado, e os olhos, ah, os olhos descobertos! Nos rostos mascarados demonstram toda essa ansiedade, o pavor, e a tristeza. Claro, isso quando a máscara não está no queixo ou, às vezes, nos mais humildes, tão suja que dificilmente pode proteger alguém, seja de fora ou de dentro.

As insanidades, as frases irritantes, as revelações em gravações, vídeos, as ordens e medidas sem pé nem cabeça tomadas por governantes que se debatem uns com os outros, ver um povo tão dependente de um líder que é capaz de ficar cego, pular num cadafalso, num buraco aberto. E incitados por alguém que a cada dia parece apenas querer provocar a hecatombe, e que ele, sim, no momento é o epicentro de tudo que é ruim, e que nos traz ainda mais angústia. O epicentro do mal.

Como assim? Exames de laboratório feitos com pseudônimo inventado? Airton Guedes, Rafael Augusto Alves da Costa Ferraz, 05? Vocês já tentaram fazer algum exame, sem que tenham pedido inclusive documentos originais, com foto, carteirinhas e etcs? Como alguém pode achar isso normal, aceitar? Dois ministros da Saúde derrubados no meio de uma pandemia sem igual, em menos de um mês? A insistência em um remédio rejeitado pela comunidade médica internacional; o que ele pretende? Até onde vamos deixá-lo chegar? Até onde essa equipe desnorteada e má continuará agindo, enquanto estamos amarrados, isolados?

Precisamos abrir mais nossas janelas para conversarmos pessoalmente entre nós, e nem que seja aos gritos.

Nem sempre tem um saxofonista na esquina. Mas não seja por isso: sempre haverá um Hino pela Liberdade a ser entoado.

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ARTIGO – Calar? Jamais. Por Marli Gonçalves

Todo dia, toda hora, todas as manhãs, tardes e noites de um momento tão doloroso como esse que vivemos,  ansiosos, preocupados com nossas famílias, amigos, com quem amamos, como sobreviveremos, temos de ainda ouvir a voz estridente e ver os atos de um presidente sem noção e deslocado da realidade nessa acelerada marcha de insensatez. Que ainda ousa gritar para a imprensa calar a boca…

– “Cala a boca, que eu não te perguntei nada”?

Como ousa? Quem pergunta, aqui, somos nós, presidente. E são muitas essas perguntas. Não queremos calar sua boca, mas interromper o quanto antes e enquanto ainda é tempo – e esse se esvai – a sua visível loucura, destempero, incapacidade de liderança. Suas marchas insanas. Suas aparições assombrosas. O terror das milícias que o apoiam, incentivando grupos, violência, agressões e ataques, as carreatas da morte e agora, nessa última versão, suas passeatas com engravatados contra a democracia, invadindo os guardiões da ordem constitucional. Não nos calaremos, mas o senhor poderá, sim, ser afastado.

Ter o poder não lhe fez nada bem, e parece piorar a cada dia, nessa ânsia de querer ter razão, querer se desvencilhar de culpas que já estão em seu colo, explodindo como bombas do Riocentro, daquele período de terror que tanto admira.

Olhe no espelho, senhor presidente. Pegue uma foto antiga sua, nem precisa ser de muito tempo atrás, pode ser de quando era apenas mais um deputado mequetrefe do baixo clero, que de vez em quando aparecia como boquirroto. Até que dava pro gasto. Hoje o senhor está acabado, envelhecido, transtornado, impaciente, seus olhos apenas transmitem ódio e ironia, transmitidos geneticamente inclusive aos seus filhos, os numerados. O ciúme de quem se destaca, indisfarçável. Sua face, rígida, pálida como a morte, não haverá máscara que a cubra.

bocafalanteO senhor não está nada bem. Já não consegue nem mesmo disfarçar. O medo, a raiva, a sua própria ignorância, despreparo para o cargo, para a indicação de sua equipe – já está tudo desfraldado na sua imagem. Nas imagens que produz. No asco que causa na maioria de nós. Nas piadas que já contamos sobre vocês todos, publicamente.

De nós, já está afastado. Somos gente comum, trabalhadores, brasileiros, parte de uma população apavorada com um vírus que se espalha pelo ar, de pessoa a pessoa, causando uma doença de difícil cura, com graves sequelas, e que mata sem dó pessoas de todas as idades, lotando hospitais, já obrigando a que profissionais de saúde escolham quem poderá ser socorrido, macabra loteria.

Qual é a sua? Diga logo a verdade, o que é que ousa pretender? Por que não para de nos prejudicar? De nos envergonhar diante do mundo? O país pagará esse preço por muito tempo, dias que já estão marcados na História.

Por que não dá ênfase à busca de mais testes em massa? À compra de respiradores e equipamentos e contratação de equipes que já faltam em todo o país?  Onde estão as medidas reais para salvar a economia, de que tanto fala? Porque não sabe o que fazer, admita.

O senhor entende que jamais dormirá em paz novamente porque o peso de muitas dessas mortes já recai sobre as suas costas e essa sua insistência em negar a importância do isolamento social, da quarentena, e que tem levado à desobediência da que ainda é a única medida possível hoje para ao menos conter o avanço da contaminação?

Não é capaz nem de ao menos perceber que a cada dia as medidas precisarão ficar ainda mais rigorosas, ao invés de serem relaxadas, e por sua causa? Os governadores e prefeitos um pouco mais sensatos obrigados a diariamente atropelar seus desfeitos e desmandos.

Por que o senhor, essa equipe e gente desconectada da realidade que o segue como zumbis, não veem o que acontece à cada medida improvisada, a cada crise institucional?

Repito: o senhor não está nada bem. E tudo que faz está sendo escrito, filmado, registrado, bastante comentado.

Eu não me calo. E sei que não nos calará. Nem adianta tentar, porque a cada dia somos mais e mais, contando agora com muitos dos que um dia até o apoiaram, e se sentem traídos. E que estão muito bravos, senhor. E desilusão não tem volta.

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ARTIGO – Perplexa. Por Marli Gonçalves

Pasma, boquiaberta, aturdida, abalada, abismada, espantada. Revoltada. Perplexa. Só não digo que estou surpresa, porque era bastante previsível que teríamos problemas e embora os fatos que temos presenciado sejam difíceis de aceitar que ocorram nas nossas fuças e saiam completamente até do roteiro que imaginamos em nossos piores pesadelos.

Não estamos sonhando, embora pareça que estamos dormindo um sonho anestésico, irreal, como se o país todo tivesse bebido algo que adormecesse suas reações e estivesse sendo levado desmaiado para algum lugar absolutamente desconhecido. Uma espécie de golpe, sim, mas na nossa capacidade de interceder, por falta de caminhos, de líderes, e de coragem de assumir que estamos com sérios problemas.

E que nosso problema maior tem nome, sobrenome, filhos, apoiadores aproveitadores mal intencionados e malucos, e uma capacidade infinita de nos envergonhar, além de travar qualquer forma de desenvolvimento até tentada por alguns raros personagens bons que também estão incluídos nessa história bufa.

Tudo isso em um momento tão complexo como o que está sendo vivido em todo o Planeta, quando cada vez mais precisaremos de presença, bom senso, capacidade de negociação, respeito, temperança, enormes decisões, seriedade e liderança.

Perplexa. Perplexidade. Justamente a palavra que embute os sentidos e sentimentos contraditórios que estou reconhecendo em muitas outras pessoas, vendo muitos viverem, uma vez que também fala de nossa insegurança, indefinição, incertezas e essa louca paralisação. As encontro nas ruas, trocamos impressões, e cada um vai para um lado balançando a cabeça, inerte, desconsolado. Pessoas de todos os andares, do subsolo às coberturas, da geral aos camarotes.

Diariamente diante de nós se descortina o contrário de tudo isso o que precisamos: shows de ignorância, desrespeito, moralismo e conservadorismo sem noção, irresponsabilidade, provocações, ameaças, que alimentam ogros, libertam demônios que se levantam das profundezas.

Não é piada, embora sempre a gente brinque que o Brasil é o país da naturalmente piada pronta. Já é, não precisa forçar. Estamos na mão de um maluco, ouço de muitos. Agora alguns “aliados” até passam a reconhecer que a coisa está descambando. E não fazem mais nada. Esperam, como se diz, o circo pegar fogo.

E o circo está armado, coberto de gasolina, com um monte de feras famintas de ódio loucas para saírem de suas jaulas e estraçalhar a democracia, apostando no esmigalhamento de todos os poderes.

Somos nós ao mesmo tempo a plateia e os trapezistas, malabaristas, palhaços, mágicos e bailarinas, que sobrevivemos a cada dia enquanto eles encenam esse triste espetáculo, com a paquidérmica anuência que domina, mas muito ainda pela falta de opções de escolha. Parece que dessa terra arrasada não brotam flores novas e viçosas que possamos regar com louvor; apenas ervas daninhas já arrancadas que insistem em tentar se reafirmar.

Economia em frangalhos, insegurança, falta de saneamento básico demonstrado a cada inundação, cada morro que desaba, mata, e não vê comoção nem solução, e as notícias se repetem, muitas vindas de um cercadinho inadmissível e humilhante onde o que um dia ocupou o lugar de Quarto Poder se submete e não consegue formular nem a questão principal – afinal, aonde o senhor quer chegar?

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#ADEHOJE – CLIMA MOBILIZA O MUNDO

#ADEHOJE – CLIMA MOBILIZA O MUNDO

SÓ UM MINUTO – Milhões de pessoas em todo o mundo hoje estão mobilizadas pelo salvamento do planeta, no que chamam Greve Geral pelo Clima. São pessoas de todas as idades, mas especialmente mulheres e jovens, o que é muito interessante, especialmente.

Hoje os médicos liberaram Jair Bolsonaro par a a viagem a Nova York, onde abrirá – com discurso – a conferência geral das Nações Unidas, na ONU. Vocês estão aí rezando e torcendo para que não passemos mais vergonha, né? Pior é que será difícil que isso não ocorra, porque é o Ernesto Araújo, aquele que faz um monte de ranran quando fala, e só bobagens, assessorado pelo que há de pior da direita, quem está cuidando disso.

No Congresso, o resumo da ópera: os deputados estão querendo que a Casa da Mãe Joana volte às eleições. E que a gente pague todas as bobagens que eles fizerem durante a campanha. Esse é o resumo desse samba do vaivém do projeto que aguarda sanção do presidente, acuado. Se cortar, os políticos vão revidar. Se deixar, nós revidaremos.

#ADEHOJE – AUTORITÁRIA AUTORIDADE E A MATA DEPENADA

#ADEHOJE – AUTORITÁRIA AUTORIDADE E A MATA DEPENADA

SÓ UM MINUTO – Jair Bolsonaro está emitindo seguidos e perigosos rompantes de autoritarismo, associados à sua absoluta ignorância sobre diversos temas. O do meio ambiente vem ficando grave. Falas agressivas e descontroladas sobre a Alemanha e Noruega já nos fizeram perder alguns milhões fundamentais para a proteção de nossas florestas. O tom está subindo. Foram derrubados 5054 km quadrados de florestas no último ano, 25% somente no mês passado. Muito grave. Para nós e para o mundo.

O homem não sabe o que faz com a lei do abuso de autoridade… Pode ser vítima da lei, hein! Bem, mudou o comando da Polícia Federal do Rio de Janeiro. “Quem manda sou eu” – bate no peito.

Em compensação, investigaram, e o líder indígena Waiãpi morreu afogado. Não é verdade que foi morto por garimpeiros. Fica registrado. As acusações não eram verdadeiras.

Não esquece do lançamento do meu livro, dia 20, terça que vem, na Livraria da Vila, da Alameda Lorena, em São Paulo, a partir das 7 da noite.

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#ADEHOJE – EMOÇÕES FORTES NÃO FALTAM

#ADEHOJE – EMOÇÕES FORTES NÃO FALTAM

SÓ UM MINUTO – Dá até vertigem, tantas notícias, tantas coisas para comentar aqui. Vamos lá: o projeto de abuso de autoridade está dando o que falar. Ele tem muitos detalhes bons, para coibir os abusos que realmente ocorrem – alguns a gente até já assistiu em imagens, outros nem sabemos. Mas também tem coisas que serão objeto de muita litigância. Há uma queda de braço entre o Congresso, representado pelo Rodrigo Maia, que resolveu assumir um lugar ao SOL, e o presidente que perdeu rapidamente espaço nessa seara. Por exemplo, a história do Alexandre Frota, expulso do PSL por dele discordar…Agora Bolsonaro diz que não sabe nem quem é… Gente traidora, sem caráter fica marcada… Frota não foi o primeiro a ser chutado. Os outros se colocam na lista, vendo que na verdade não valem é nada para o Capitão.

Sobre as relações internacionais do Brasil: vão de mal a pior. Mais: parece que o mundo inteiro também anda se encrencando entre si.

Continua beirando os 13 milhões o número de desempregados no país.

TERÇA-FEIRA LANÇO MEU LIVRO AQUI EM SÃO PAULO, NÃO ESQUECE!

 

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#ADEHOJE – SOBRE MALAS QUE A GENTE PAGA

#ADEHOJE – SOBRE MALAS QUE A GENTE PAGA

 

SÓ UM MINUTO – Vocês aí achando que alguém ia facilitar as coisas? Que as malas para viagens de avião voltariam a passar sem ser pagas? Ué, para quê, não é mesmo? Para que levar malas em uma viagem? Pois é, e piorou, porque agora nossos céus foram abertos para empresas internacionais – abriram as pernas para elas chegarem. Seria bom se a gente pudesse acreditar em duendes, que a entrada delas diminuirá os valores.

Hoje, se houver ainda um pingo de decência no Congresso, derrubam o infeliz decreto das armas – o sonho de consumo do homem que nos desgoverna.

O assassino do ator e sua família continua solto por aí; e no Rio aquela história do assassinato, na Baixada Fluminense, do pastor “pai” de 56 filhos adotivos e marido da deputada federal Flordelis ainda vai trazer surpresas. Acredite. Dois dos filhos já estão presos. Não sei por causa do quê, mas não é que tudo me lembra milícias?

E UM VIVA ÀS MENINAS DA SELEÇÃO!

 

#ADEHOJE – GOVERNO ENGESSADO E NEYMAR BÊBADO

#ADEHOJE – GOVERNO ENGESSADO E NEYMAR BÊBADO

SÓ UM MINUTO – Um governo, entre os vários que estão compondo o cenário – sendo frito – Crédito extra de quase 250 bilhões fica adiado; Câmara aprova a proposta que torna impositivas as emendas de bancadas estaduais. Hoje, são obrigatórias apenas as emendas individuais dos deputados.

Claro que Bolsonaro já saiu em defesa de Neymar. Mas eu quero comentar um fato que está passando ao largo de toda essa história. Na conversa com a mulher, que ele próprio, Neymar, divulgou, ele faz duas referências que não estou vendo comentários sobre. Uma delas é que já estava bêbado; na outra diz que estava muito louco. Neymar já está nessa? Teremos novos jogadores, digamos, problemáticos? Enfim…

AH, a do dia, que aliás é dia do Meio Ambiente, Bolsonaro disse que por ele, a suspensão da carteira só viria depois de 60 pontos.

Ê, tosqueira! Acho que vou adotar esse bordão!

#ADEHOJE – – SOBRE O CÁLICE CHEIO, VAZIO, PELA METADE…

#ADEHOJE – – SOBRE O CÁLICE CHEIO, VAZIO, PELA METADE…

SÓ UM MINUTO – Na realidade, na prática, as Manifestações de ontem só serviram para aprofundar ainda mais as divisões, e muito, o poço no qual o país está mergulhado. Quem não entende bem, e foi para as ruas ontem, todo de verde e amarelo, acredita que ajudou Bolsonaro, que ele é Mito, que tudo vai andar. E que foi um sucesso. Quem não foi, e é crítico do governo, viu enormes furos nas fotos, diz que foi um fracasso.

Vamos falar o quê? Comparar como? No meio do pessoal ontem tinha gente pedindo ditadura, fechamento do Congresso, cassação do STF, o absurdo dos absurdos…

O que seria fundamental seria mesmo o fim, o fim, de toda essa divisão que não vai levar lado nenhum, aresta nenhuma ao resultado que precisamos.

#ADEHOJE – CAFÉ COM BOLSONARO: MESMICES E SANDICES

#ADEHOJE – CAFÉ COM BOLSONARO: MESMICES E SANDICES

SÓ UM MINUTO – Mais um café da manhã do presidente com os jornalistas e mais uma coleta de ar. Bolsonaro tentou justificar suas falas sobre a classe política, e disse também que não vê nada de mais em crianças usarem armas ao lado de seus pais…Mas está tentando fazer o bonzinho nesse período pré-manifestação marcada para o próximo domingo, que seria de apoio a ele, mas que está juntando tudo quanto é traste e palavras de ordem.

Moro engole seco mais uma vez. Perdeu o Coaf – que volta de novo ao Ministério da Economia. O Coaf é o Conselho de controle de atividades financeiras, que ajuda muito em investigações de corrupção, mas que os políticos não querem ver na mão do justiceiro Moro. Em compensação os auditores fiscais ganharam a queda de braço – vão continuar podendo fazer as investigações.

#ADEHOJE – OBVIEDADES DE BOLSONARO E O MINISTRO DESORIENTADO

#ADEHOJE – OBVIEDADES DE BOLSONARO E O MINISTRO DESORIENTADO

 

SÓ UM MINUTO – Bolsonaro declarou agora pela manhã que semana que vem enfrentará um tsunami, e ninguém sabe exatamente o que quis dizer com isso. Em um evento na Caixa, onde mais uma vez usou um termo – digamos, sexual – para falar sobre o “amor à primeira vista” com o presidente da instituição, o festival de obviedades ataca. Presidente afirmou que sua gestão enfrenta alguns problemas devido à forma como ele escolheu governar. Não nos diga!! Se é que há um governo que nos governa, e não uma loucura atrás da outra como a que estamos assistindo ainda inertes.

O Congresso já disse também que o decreto de armas é inconstitucional e deve ser derrubado, se é que ainda reta um mínimo de sanidade.

Semana que vem, quarta-feira, dia 15, tem manifestação grande do pessoal da educação, com greve. A situação da educação vai de mal a pior com esse ministro Weintraub maníaco que inventaram – caso claro de problemas com ele próprio, com a matemática e com a língua portuguesa. Quase 3500 bolsas de pesquisa canceladas! O Brasil em marcha-a-ré.

 

ARTIGO – Quem quer ser Ministro? Por Marli Gonçalves

Não importa se com “O”, com “A”, o critério para nomear quem comanda as áreas do governo é parecido a ficar lá debaixo de uma goiabeira, esperando as goiabas caírem de maduras. Tanto faz, como tanto fez. Impressionante, parece programa de mau humor.

E as goiabas estão caindo, todas, bichadas. Deus do céu, nem bem o ano começou e a gente já tem de enfrentar essa gastura de ver a pobreza da política nacional na enésima potência. Fica difícil ter esperança, planejar, que dirá então apoiar.

Não dá mais nem para fazer qualquer análise política séria, ter imparcialidade – já é quase provocação substituírem os ruins pelos péssimos, piores ainda, como foi, por exemplo, o caso agora do Ministério do Trabalho, só o caso mais recente. Sai um ministro nada e foi nomeada uma moça, olha que legal! Mulher! Já na primeira declaração pública, Cristiane Brasil, que vem a ser eternamente apenas a filha de Roberto Jefferson entre as vírgulas, correu para se autodeclarar feliz e “empoderada”.

Não passaram algumas horas para aparecerem condenações dela na área trabalhista, e lembranças. Eu imediatamente lembrei que em 2015 essa mesma moça queria fazer lei e proibir as mulheres de andar com minissaias e decotes no interior do Congresso Nacional. Quis criar um dresscode, uma regra de vestimenta.

Escrevi sobre o caso (“Deputada, faça-me o favor) à época.

Ela foi capaz de defender a ideia assim: “Queremos corrigir um erro histórico. A gente sempre luta por equidade com os homens. O regimento já determina o que os homens devem vestir mas não fala nada em relação às mulheres”. Sim, ela disse isso.

Mas como tudo pode piorar, como a nova ministra era deputada federal, sua saída abriu uma vaga no Congresso que vai ser preenchida pelo deputado Nelson Nahin (PSD-RJ). Você não o conhecia?

Vou apresentá-lo.

Não, ele (ainda) não é acusado de corrupção. É pior, muito pior. Foi preso, acusado de estupro e de participar de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes, em Campos de Goytacazes (RJ). Para completar, mais familiaridade: é irmão de Anthony Garotinho, ex-governador do Rio, aquele que tem feito voos rasantes e sempre bem escandalosos nas penitenciárias. O adesivo de família feliz dessa turma deve ser uns desenhinhos de todos atados entre si com algemas e tornozeleiras.

 Nessa semana houve mais um ministro que aproveitou a leva e pediu demissão, o Marcos Pereira, o Pastor Marcos Pereira, como faz questão, Bispo da Universal, que talvez vocês não tenham se dado conta: era o Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Cada um desses seres representa um partido que, por sua vez, infelizmente não representa nada para nós, mas para o governo pode dar votos na hora em que eles pretendem aprovar mudanças e reformas; tão boas, mas tão boas, que precisam dessas moedas de troca para passar, como se fossem reféns, apostas, e às vezes nem com isso. Só pagando.

Toda essa roda é comandada pelo tal Carlos Marun, Ministro da Secretaria de Governo faz um mês, responsável pelas negociações políticas entre o Palácio do Planalto e o Congresso. Um troglodita, vamos definir basicamente assim. Você o verá diariamente nos telejornais – todo dia apronta, ameaça, ou fala alguma bobagem –  e haverá de concordar comigo. Temeremos os próximos meses desse ano eleitoral. Há possibilidades de trocas lindas como estas em 13 outros ministérios! Barganhas de todos os tipos, cores, tamanhos e valores.

Imagina os substitutos? Um tem de se abaixar e beijar a mão de algum tipo de Sarney, outros terão de se submeter a ser atropelados todos os dias, outro tem de ser mulher, para aumentar a cota feminina além de Luislinda, aquela que se achava escrava com ganhos de mais de 30 mil reais, e agora também a que leva Brasil no nome. Outros, ainda, deverão ser do Nordeste, ou jurar que vão fazer sua turma votar a favor do governo, ou – ao que parece ser um item bem importante – ter um passado com alguma ficha corrida. Nem que seja uma citaçãozinha nas delações, um Caixa 2 aqui, ali, um processo, uma escorregada, algo para explicar melhor.

Como pouco se sabe sobre os atuais, nem sobre os próximos que ocuparão cadeiras e continuarão sem importância alguma e com inação total, indico o endereço: http://www2.planalto.gov.br/presidencia/ministros.

O governo está muito ocupado. Eles não se preocupam nem em atualizar os retratinhos e as fichas. Deve ser por causa da alta rotatividade na pensão.

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Marli Gonçalves, jornalista – No Leilão Brasil, leva quem dá mais para bater o martelo na mesa. Ainda bem que é só o martelo.

Brasil, primeiros dias, 2018

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Sobre os escorpiões que andam no Congresso… Passam bem depois de picar certas pessoas?

A Câmara dos Deputados encontrou mais de uma centena de escorpiões em suas dependências, nos últimos dias. Apesar de perigosos, eles não podem ser eliminados para que a Zoonoses identifique a espécie e faça as anotações estatísticas, como manda a lei. Os brigadistas explicam que, com o retorno das chuvas, os bichos peçonhentos buscam alimento (baratas) e também o calor na Câmara.
Apesar do alerta, não há registro de deputado picado por escorpião, à exceção de Heráclito Fortes (PSB-PI), em um restaurante de Brasília.
Um assessor parlamentar ficou muito nervoso quando um escorpião caiu sobre o seu paletó dentro de um dos elevadores do Anexo 4.
Servidores reclamam que, apesar da infestação, não existe previsão para dedetização. “Estão esperando morrer alguém”, reclamam.
Os relatos são de invasão geral: escorpiões têm sido encontrados em corredores, banheiros, gabinetes… Mas eles parecem evitar o plenário.

ARTIGO – Ziquizira Brasilis. Por Marli Gonçalves

 Eles sempre existiram. Mas agora andam saindo das tocas inclusive de dia, atrás de comida para alimentar seus instintos torpes. E a comida deles – infelizmente – é a nossa liberdade, os princípios democráticos, a alegria. Não dá para calar porque a situação esquisita está numa crescente. Homens e mulheres cheios de ódio que parece estão gostando de nos irritar devem ser iluminados urgentemente. Não resistirão se formos firmes. Voltarão para as suas profundezas

Quer chamar atenção? Coloca uma melancia no pescoço! Capaz até de a gente achar engraçadinho porque pelo menos seria inofensivo. Mas não são nada inofensivas e nem brincadeiras as ações que temos presenciado espocar aqui e ali e que têm aumentado a frequência de uma forma preocupante. Do que vivem? Como conseguem dormir? Quem lhes deu tamanha ignorância e tanta ousadia? Onde estão os criadouros que os fermentam?

Tenho muito ouvido falar que é culpa da internet, das redes sociais que dá voz aos idiotas. Verdade. Dá mesmo. Mas encafifei que acabamos generalizando muito e o que é essencial nos escapa. O que temos de fazer é buscar os ninhos, os ovos de serpente chocados. Tipo localizar quem é a abelha rainha, a formiga mãe, o macho dominante. Quem é o enrustido problemático, o mentecapto cafajeste, o religioso doente, a mente do Mal. Nesses ninhos reside o mal que alimenta os boquirrotos, que comem as minhocas que lhe são servidas e as regurgitam nas redes. Esses são bem reais, orgulham-se de seus pensamentos e ações torpes, adoram dar entrevistas, aparecer na foto – e sempre com suas segundas intenções, acreditem.

Vergonha. Quantas vezes esses últimos dias li amigos meus falando que estavam com vergonha por conta de acontecimentos armados por essa gente nefasta. Vergonha! Vergonha do Brasil. De ser brasileiro, do papelão. Pior é realmente ruborizar e querer morrer diante das insanidades. A filósofa perseguida como bruxa, queimada como boneca, escorraçada no aeroporto. O cantor com cabelinhos de caracol, símbolo de uma era e da qualidade de nossas criações, achincalhado, tachado e #hashtagueado como pedófilo. Uns deputados obscuros e obscurantistas querendo levar à força um artista para depor lá no picadeiro deles – coitado, já pensaram você ser obrigado a ficar lá ouvindo e sendo agredido por aqueles “pelasaco”? Pelasacos são muito chatos. Os nossos, então, ainda por cima são muito burros.

Que dizer dos que, além de não nos deixarem andar para frente, com as mulheres decidindo o que fazer com seus corpos e úteros, quererem proibir o aborto das meninas e mulheres estupradas? Só pode ser gente muito ruim e sem sensibilidade para também querer ver nascer uma criança sem cérebro.

A coisa não pararia aí nos últimos dias. Houve o ápice. O absurdo da divulgação de um vídeo de um ano atrás no qual o mais do que conceituado jornalista William Waack aparece – fora do ar – resmungando e dizendo uma frase, sim, de cunho racista. Mas que é manjada até. E de maneira alguma isso querendo dizer que ele, William, seja racista, até por ser  impossível – uma vez que vem de uma família de ascendência de negros; mas nunca fez disso pilar. Pois bem. William Waack foi decepado, decapitado, dissecado e, pior, demitido, desconsiderado. E claro com um monte de gente (até uns bem admiráveis) aplaudindo seu linchamento público em prol de seus ideais supostos politicamente corretos – ah, como eles são corretos! Só eles são os bons, os puros. Pior ainda descobrir a origem, que isso foi arte de dois jovens cheios de dreads, blablabá, piriri pororó! Justiceiros… Dá até palpitação. Pavor.

Mas devemos ter pisado muito no pescoço do padre e estamos pagando por isso. Para finalizar o coreto apareceu o conhecido designer austríaco Hans Donner querendo, sim, falando sério, com gente aplaudindo, mudar a bandeira do Brasil. Legal, né? Querendo acrescer a palavra amor. Ficaria Amor, Ordem e Progresso na tira, no arco central que mudaria a posição para ascendente, ao contrário da forma atual. O verde seria degradê. O amarelo. Digamos que é uma coisa super simples de ser desenhada, reproduzida… Degradê. Degradê! Um veeeeerde… Amareeeelo. Não é genial? As estrelinhas ficariam ali mesmo onde estão.

Vocês também não gostariam de dar um golinho nessa bebida que ele sorve?

Que o Brasil está precisando de Amor, não há dúvida. Que as bandeiras brancas hasteadas que já deveríamos estar fazendo tremular nas ruas deveriam trazer amor estampado, não há dúvida.

As coisas estão tão esquisitas que só pode estar havendo uma epidemia de ziquizira. Ziquizira Brasilis, suco de nossas jabuticabas.

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Marli Gonçalves, jornalistaMais amor, por favor. Mas na real, para ser a bandeira de todos.

 Brasilzão, e ainda tem o Aécio querendo cantar de galo!

 

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Aplausos para elas!!!!!! Servidoras protestam contra as fiscais do alheio!( Da Folha de SP)

aplausos02Servidoras protestam contra tentativa da Câmara de regular vestimenta

DE BRASÍLIA

Envoltas em lenços com o objetivo de simular burcas e sob o coro “cuida do seu decoro, que eu cuido do meu decote”, cerca de 30 servidoras da Câmara dos Deputados realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (9) contra a tentativa de aprovação de um código de vestimenta para banir minissaias e decotes mais ousados dos corredores e salões da Casa.

As servidoras se reuniram na ala de acesso às comissões da Câmara e portavam cartazes contra a tentativa do “dress code” parlamentar.

A medida está sendo estudada pela Mesa da Câmara a pedido de parte da bancada de deputadas, que tem manifestado desconforto com o que elas consideram como “abuso” por parte de algumas servidoras e visitantes. A autora da ideia de regular o tamanho de decotes e saias, entre outros pontos, é a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), filha do ex-deputado Roberto Jefferson, condenado no mensalão.

“Tenho 30 anos de Câmara e agora querem medir o meu decote?”, disse, em tom indignado, a servidora Dirnamara Guimarães, 49, que é concursada e trabalha na Comissão de Constituição e Justiça. Em seu telefone celular, ela mostrou a página criada no Facebook –”Cuida do seu decoro, que eu cuido do meu decote”–, que até o final da manhã desta quarta já contava com 453 adesões.

“É um absurdo que com tantos problemas graves pelos quais o país passa parlamentares se preocupem com as roupas que as pessoas entram aqui, que é um lugar que tem que ser de livre e amplo acesso. É preciso mais ética e menos estética”, disse a servidora Jacinta Luiza, 54, também concursada, e que trabalha no Centro de Documentação e Informatização da Casa,

Apenas dois deputados, Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Érika Kokay (PT-DF), participaram da manifestação.

O “dress code” da Câmara está sendo elaborado pelo deputado Beto Mansur (PRB-SP), primeiro-secretário da Casa, que irá apresentar uma proposta à Mesa. O órgão é comandado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é evangélico e defende posições conservadoras na área dos costumes.

aplausos02

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JÁ LERAM MEU ARTIGO SOBRE ESSE ASSUNTO?

CLICA AQUI: DEPUTADA, FAÇA-ME O FAVOR.aplausos!

Terça e Quarta vai ficar quente em Brasília. Bem quente.Posse da UNE, votação, protestos, Petrobras, maioridade, jovens, educação. Junta tudo e imagina.

UNE

passeataCOM MULHERES À FRENTE, NOVA DIRETORIA DA UNE TOMA POSSE

Será nesta terça, às 17h, na Câmara dos Deputados, com transmissão ao vivo pela TV UNE

Terá início oficialmente, a partir desta terça (14), mais uma gestão da União Nacional dos Estudantes. A posse da nova diretoria da entidade acontece às 17h, no Plenário 13 da Câmara dos Deputados, e contará com a presença dos novos diretores, lideres de outros movimentos sociais e parlamentares. A cerimônia de posse será transmitida ao vivo pela TV UNE, a partir do site www.une.org.brPasseatas com problemas de som...

A expectativa é de uma gestão da UNE bastante mobilizada após a realização do maior Congresso da entidade nos últimos tempos. O encontro ocorreu em Goiânia e reuniu mais de dois milhões de universitários em sua etapa preparatória. Na plenária final do Conune, foi realizada a votação que definiu a nova presidência e diretoria da UNE, composta por 85 estudantes de universidades de todas as regiões do país.

TRANSIÇÃO FEMININA HISTÓRICA

A posse da UNE marca a primeira transição entre mulheres na presidência da entidade, um momento histórico com a saída da pernambucana Vic Barros e a entrada da paulista Carina Vitral, aluna do curso de economia da PUC-SP. Além disso, é também a primeira vez que a UNE terá duas mulheres nos cargos mais altos da instituição, a vice-presidenta é a estudante Moara Sabóia, aluna da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A transição feminina mostra a importância da luta contra o machismo e pela diversidade atualmente no movimento estudantil brasileiro.

UM DIA DE LUTAS

A posse da UNE acontece em um dia movimentado em Brasília. Às 11h, no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, acontece um ato unificado em defesa da Petrobras e contra o projeto de lei do senador José Serra (PSDB-SP) que retira a estatal como operadora única da camada Pré-Sal no Brasil. A proposta, além de enfraquecer a companhia e entregá-la aos interesses internacionais, ameaça uma das grandes conquistas da juventude nos últimos anos, os investimentos do Fundo Social do Pré-Sal para a educação.

Às 19h, está prevista na Câmara a votação em segundo turno da proposta de emenda constitucional 171, que trata da redução da maioridade penal no Brasil. O primeiro round de tramitação da medida aconteceu nos dias 1 e 2 de julho, com muita polêmica e golpes baixos por parte do presidente da Casa Eduardo Cunha. A UNE e os movimentos sociais passarão o dia mobilizados dentro do Congresso e exigirão o seu direito, garantido pelo Supremo Tribunal Federal, de acompanhar a votação.

–FONTE – ASSESSORIA DE IMPRENSA UNE

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Estamos sendo roubados à mão armada. E por telefone, também. Veja essa do Palocci, pagando as contas dele com o nosso rabo. 15 mil, só de telefone…

da coluna de lauro jardim

Disque Palocci

Entre outubro e dezembro do ano passado, auge do retorno financeiro da sua atividade como superconsultor, Antonio Palocci apresentou cinco contas para que a Câmara dos Deputados o ressarcisse dos gastos com telefone celular de uma das operadoras que usa. Ele reembolsou 15 000 reais.

Por Lauro Jardim