#ADEHOJE, #ADODIA – Portas abertas para a PF nas manhãs. Habitués. E o Meirelles no colo de Doria

#ADEHOJE, #ADODIA – Portas abertas para a PF nas manhãs. Habitués. E o Meirelles no colo de Doria

 

Chegaram no Mineirim mais uma vez. Aécio Neves, a irmã, Andréa, Paulinho da “Força” e seu Solidariedade, todos visitados hoje pela manhã pela Polícia Federal, chamada Ross. Desta vez é sobre os acordos – e o dinheiro que circulou voando entre contas na campanha de 2014. Toma lá dá cá, revelado nas delações de executivos da J&F. propinas da ordem de 110 milhões de reais. Meirelles no Governo de SP. Quem sabe agora João Doria, futuro governador de São Paulo consiga chamar a atenção para sua equipe, absolutamente enevoada pela formação do Governo Bolsonaro. É importante mesmo que se veja que também ele, Doria, forma um governo mais para cá, do que para lá, se é que me entendem. Filas para denúncias contra João de Deus. Abadiânia, em Goiás, em pânico, porque orbita em torno do médium há décadas. Ah, e aguarde os próximos temerosos passos do chanceler que botarão no Ministério das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Aliás, esse novo governo terá emoções trepidantes a cada dia…

JOÃO DORIA JR: O JOVEM PREFEITO IMPOPULAR

JOÃO DORIA JR:

O JOVEM PREFEITO IMPOPULAR

Marli Gonçalves

Só no telão

A queda de popularidade do prefeito João Doria agora pode ser medida proporcionalmente pelo número de grades e seguranças com caras de maus que o cercam.

A praça é do povo? Para João Doria Jr e sua equipe, não. Não mesmo. Perto deles, não. Na reinauguração da Praça Ramos de Azevedo hoje à tarde, 16, no centro da cidade de São Paulo, o “povo” ficou bem longe. Protegidos, separados por centenas de grades guardadas pelos policiais municipais fardados com todas as suas medalhinhas, e ainda por seguranças privados com caras de rottweillers famintos, o prefeito e seus poucos convidados sentiram-se em casa. Povo? Só depois que ele saiu, pela lateral, começo da noite. E olhe lá.

Houve protestos, claro, mas de poucos gatos pingados que apareceram para reclamar da tarifa de ônibus, e deram seus gritinhos. De cima do Viaduto do Chá, outros protestos foram abafados pelo som alto dos microfones de um púlpito onde repetiam a cada discurso a lista de empresas patrocinadoras. Uma lista.  Deu quase pra decorar.

Sou imprensa, aliás, há mais de 40 anos, com ampla e reconhecida  cobertura de jornalismo, como repórter, na cidade de São Paulo, o que por si só já me franquearia a entrada, tranquila, para poder me aproximar do prefeito, talvez entrevistá-lo, ouvir os convidados, fotografar, filmar. Enfim…

Mais: João Doria Jr é meu ex-companheiro de banco na universidade, FAAP; temos certa amizade e pedaços de história vivida. Mas ali naquele recinto, no castelo, ninguém entrava. (Ou melhor, entraria se estivesse carregando um dos lindos guarda-chuvas distribuídos pelos italianos, terninhos, olhos claros, devia ser esse o passaporte – já que o convite foi público, antes que eu esqueça de ressaltar).

os protestos! gatos pingados que mobilizaram a força policial

Para completar, me tirar do sério de vez, chamada para resolver, veio uma mocinha que se disse assessora de imprensa, sem noção, sem dar seu nome, e com total desinteresse – sabem aquela cara “não te conheço?”. Não me deu entrada e passou a perguntar, repetindo, insistente: “Qual é sua pauta?” “Qual é sua pauta?”. Respondi, não com muita calma,e nem exatamente o que me veio à cabeça,  claro, que minha pauta era o prefeito. Sabem o que ouvi? – “Eu mando o áudio da coletiva”.

Tá de brincadeira, né?

Para finalizar, só mais uma coisa: o discurso raivoso do nosso jovem prefeito não vai levá-lo a lugar algum e pode ser a chave de sua vertiginosa queda de popularidade, enorme também em quem nele votou. Não é porque alguém o questiona que é “Petista”, “desocupado”, “acorda tarde”, vagabundo. E dizer, batendo no peito, que foi na periferia, na Zona Leste, não é nada de mais. É obrigação.

O povo de São Paulo é um só. Sem grades. E a praça  que ficou mesmo muito bonita é do povo.

 Marli Gonçalves

Polícia, para quê polícia?!

João Doria ataca a imprensa novamente. ABRAJI protesta. Veja nota oficial

Prefeito de São Paulo volta a atacar a imprensa

O prefeito João Dória, do PSDB, voltou a atacar a reportagem da rádio CBN nesta segunda-feira (4.set.2017). O político tenta desqualificar o trabalho da repórter Camila Olivo, que em 19.jul.2017 noticiou que moradores de rua da Praça da Sé haviam sido acordados por jatos de água de caminhões da prefeitura.

A prefeitura sustentou que imagens de câmeras da região desmentiam a repórter. A equipe da CBN conseguiu os vídeos via Lei de Acesso à Informação, mas eles não mostram o local do incidente. Ao repercutir o assunto com Dória em 4.set.2017, o repórter Pedro Durán foi hostilizado.

O prefeito questionou a experiência do repórter. Depois, referindo-se a Camila Olivo, afirmou que o procedimento esperado de uma jornalista durante a cobertura teria sido filmar os jatos d’água. Para Dória, a ausência de vídeos de celular seria prova de que a profissional mentia. Por fim, o político atacou a isenção de Camila Olivo, informando um suposto passado partidário que inabilitaria a jornalista para a cobertura.

Não é a primeira vez que Dória ataca a imprensa em lugar de responder aos questionamentos de reportagens. Em vídeo de 7.jul.2017, o prefeito desqualificou o trabalho de apuração do jornalista Artur Rodrigues, da Folha de S.Paulo, autor da manchete “Doações empacam, e somente 8% do valor prometido por Doria é efetivado”. Antes, em 9.jun.2017, atacou a reportagem da CBN que alertava para a doação à prefeitura de medicamentos próximos de vencer. Em vídeo, Dória negou que estivesse distribuindo medicamentos vencidos – algo que a reportagem não afirma em nenhum momento.

Ao desqualificar o jornalismo em vez de responder aos questionamentos da imprensa, Dória nega à sociedade o direito intrinsecamente democrático de vigiar os atos dos administradores.

Para além disso, suas respostas são usadas por grupos com larga audiência na internet para desacreditar o trabalho da imprensa. É direito de todo cidadão contestar e criticar reportagens, assim como é dever da imprensa e dos jornalistas ouvir e publicar as críticas. Isso, entretanto, não justifica tentativas de intimidação virtual que podem se transformar em agressões verbais e físicas.

Diretoria da Abraji, 6 de setembro de 2017.

http://abraji.org.br/noticias/prefeito-de-sao-paulo-volta-a-atacar-a-imprensa