#ADEHOJE – O DISCURSO QUE DESVIOU O ASSUNTO

#ADEHOJE – O DISCURSO QUE DESVIOU O ASSUNTO

 

SÓ UM MINUTO – Enfim Jair Bolsonaro discursou ao mundo e, como mesmo se esperava, trocou as bolas e saiu atacando, inclusive a mídia, para ele, só sensacionalista. É como se aqui estivesse tudo bem, céu azul, sem queimadas, sem tanta ignorância que disparam em relação aos temas sociais e de direitos humanos. Puxa, um governo tão lindo que ninguém vê. Que vive de proteger a família, as crianças, a mata. Deus tá vendo! Ágatha, a menininha morta com um tiro pelas costas no Rio de Janeiro é exemplo – morto – dessa política em ação…

Ele voltou o canhão para Cuba, Venezuela, Maduro, lideranças indígenas que não a que ele cooptou, e que levou na manga uma cartinha sem sentido. Disse que o Cacique Raoni está sendo usado como massa de manobra. Para resumir, subiu, falou e desceu do palanque como o legítimo Jair Bolsonaro que é – e levando o país ao isolamento mundial.

#ADEHOJE – COM UMA OPOSIÇÃO DESSAS, E UM GOVERNO DESSE…

#ADEHOJE – COM UMA OPOSIÇÃO DESSAS, E UM GOVERNO DESSE…

 

SÓ UM MINUTO – O horror aquele debate ontem na Câmara, na explanação do Ministro Paulo Guedes sobre a reforma da Previdência. O que foi aquilo que o deputado Zeca Dirceu, do PT, que vem a ser o filho do Zé Dirceu, fez? Chamando de tchutchuca, tigrão, um ministro de Estado? E o Ministro do Estado, respondendo? É a mãe? É a avó? Quem não achar que precisa reforma precisa ser internado?

E o imbecil – desculpe, mas é um imbecil – Ministro da Educação, o tal Velez Rodrigues, dizendo que vai mudar os livros para ensinar que não houve ditadura no Brasil, ou que o nazismo é de esquerda? E o Bolsonaro acabando com os radares e equipamentos eletrônicos que são a única forma de evitar mais mortes ainda no trânsito, nessas estradas do Deus-dará? Estamos entre os países que mais se morre no trânsito. Uma guerra! São mais de 30 mil pessoas por ano!

ARTIGO – Aconteceu. Virou manchete. Você tem de saber. Por Marli Gonçalves

De repente, apareceu um público que quer viver em um mundo sem saber, sem ser informado, ou pior, se informando apenas pelo ralo da história. Brigam com os fatos. Em mais de 40 anos de jornalista, não lembro de ter assistido a tantas dificuldades e ataques à profissão, alguns muito violentos, e a grande maioria apenas de uma ignorância que traz ainda mais preocupação, inclusive com a segurança física.

Coitado do mensageiro. Está sobrando sopapos para ele, o que traz as notícias que o mundo fabrica e que, especialmente aqui no Brasil, têm sido mesmo lamentáveis. Nós, jornalistas, sentimos muito. Adoraríamos, de verdade, diariamente informar que está tudo bem, só dar boas novas, falar sobre o crescimento econômico, equidade social, as vitórias e conquistas nacionais, sobre decisões governamentais ponderadas vindas de todas as esferas, reproduzir frases e pensamentos positivos dos governantes. Mas não são essas as notícias do momento, e não adianta fechar os olhos agora.

Algumas informações que transmitimos, até conseguimos compreender, parecem mesmo inacreditáveis. Sim, estamos falando de política, essa coisa sempre muito pesada e cheia de meandros que quem acompanha desde sempre nem mais se surpreende, porque sabe que nela tudo é possível. Mas que a política está exagerando na produção desse possível, está. Em embates infantis, na pequenez dos pensamentos, no amadorismo dos atos, na produção de capítulos vergonhosos que estamos tendo de escrever e descrever, e que se diga a verdade, com destaque nos últimos anos e meses.

Só que agora apareceu uma categoria de pessoas – vejam bem que apenas reparo nesse aparecimento, isso sim é novidade – que não querem saber. Negam. Ficam bravos. Pra que contar que o miliciano era vizinho do presidente?  Porque era. Para que escrever isso? Por que comentar aquilo?

Querem selecionar ao bel prazer as notícias, o que em linguagem usual chama-se censura. Querem explicar que não foi bem assim o que ele disse, sendo que tudo está gravado. A verdade e só o que acham, e acham sem qualquer liame com a realidade, como se vivessem em outro mundo. Os caras fazem as bobagens e a imprensa é que é culpada, xingada, martelada.  Se procriaram nas últimas eleições, alimentados pelas Fake News, pelo whatsapp, pelo rancor, por um sectarismo muito louco que abriu espaço dentro da democracia.

Argumentação? Nenhuma. Pior, muitos, não dá para revidar porque é gente “amiga”. Outro dia, por exemplo, para se contrapor aos protestos contra a ordem de comemorar o golpe de 64, uma escreveu que “não dissemos nada contra quando foi comemorada a Revolução Russa…”

Oi?

Há outras versões engraçadas. Começam com as frases “Ninguém está falando…” (e na verdade, não se fala em outra coisa, e pela grande imprensa, que dizem que não leem, que é lixo), “Isso é perseguição…” (sendo que o “perseguido” foi quem produziu o fato da notícia), “Querem que em três meses…” (sim, porque nos três meses ocorreram só trapalhadas, públicas). Nessa toada não deixarão nunca a alma de Celso Daniel descansar, e ficam só batendo nas teclas P e T, e usando palavras que parecem espantalhos – esquerdalha, petralha, entre outras impublicáveis. Uma cruzada que inventaram para si. O que é deles; o resto seria do tal PT, coitado, que a cada dia aparece mais apagado e combalido, sem capacidade de reação, até porque não tem mesmo, aos atos praticados.  Denunciados, inclusive, por quem? Pela imprensa! Vivemos para ver até o Estadão ser chamado de …comunista!

Não é por menos que há uma crise sem precedentes em toda a imprensa, que se esfacela a olhos vistos, sem compreender o que ocorre no país onde ter opinião é crime.  Colunistas são trocados como roupas nos varais em prol de obterem uma diversidade que seja aceita, o que é praticamente impossível. E cada vez mais os portais privilegiam o que lhes dá milhares de cliques, contando quem se separou, quem está transando com quem, quem cortou o cabelo, emagreceu, engordou, usa biquini branco ou tem estrias.

Pior: fofocas que, antes, a imprensa até tinha de ir atrás para saber, fotografar. Agora não. As notícias chegam andando sozinhas, entram nas redações, gratuitas, diretamente dos noticiados. Isso dá Ibope. E nesse Ibope todos acreditam.

JORNALISTAS

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Marli Gonçalves – jornalista – Defende a informação ampla, geral e irrestrita.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Brasil, abril

 

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#ADEHOJE – UM MASSACRE. E DECLARAÇÕES SEM SENTIDO NOS ATACAM. A TODOS

#ADEHOJE – UM MASSACRE. E DECLARAÇÕES SEM SENTIDO NOS ATACAM. A TODOS

SÓ UM MINUTO – Já sei que vou receber aquelas mensagens super “elegantes”, que vão me xingar de um tudo, mas o papel da imprensa é alertar, denunciar, cutucar. Não bastasse a tristeza e perplexidade por um massacre dessa magnitude ter ocorrido, estamos sendo massacrados mais ainda por declarações disparatadas de quem deveria, no mínimo, zelar pelo bom senso. Mas eles estão indo ladeira abaixo. E não nos levarão. O tal senador Major Olímpio falou que os professores deveriam estar armados. O presidente diz que dorme com arma debaixo do travesseiro. Mas quase foi morto por uma faca, e no meio da rua. Os filhotes do Capitão continuam propondo que a população se arme. Um deles criticou o estatuto do desarmamento. De onde saíram essas bestas? Quem as educou? Ah, verdade! Já sei.

AH! UM ANO! MARIELLE AUSENTE. QUEM MANDOU MATAR?

#ADEHOJE – IMPRENSA ATACADA. SÃO PAULO ENCHARCADA

#ADEHOJE – IMPRENSA ATACADA. SÃO PAULO ENCHARCADA

 

SÓ UM MINUTOPOR FAVOR, PEÇO SUA ATENÇÃO AÍ DO OUTRO LADO. O novo governo, de Jair Bolsonaro, tem efetivado severos ataques à imprensa, desleais, de forma a tentar desmoralizar o trabalho sério de muitos profissionais. Os ataques desferidos pelo próprio presidente em sua loucura via redes sociais e ajudado por simpatizantes e por seus filhos 01,02,03, usam notícias falsas, manipulam informações, algo horroroso ao qual a sociedade não pode fechar os olhos. A imprensa é guardiã dos interesses da sociedade.

A cidade de São Paulo e a parte do ABC amanheceram literalmente debaixo da água, e situações dramáticas estão sendo reportadas, com prejuízos ainda incalculáveis e 11 mortos até o momento, em desabamentos e afogamentos. Os meios de transporte público estão um caos. O rodízio de veículos está suspenso. Há previsão de mais chuva ainda para hoje.

#ADEHOJE – PUNIÇÃO PARA RENAN CALHEIROS!

#ADEHOJE – PUNIÇÃO PARA RENAN CALHEIROS!

 

ATAQUE À JORNALISTA DORA KRAMER NÃO PODE FICAR BARATO

SÓ UM MINUTO – NÃO DÁ PARA FALAR EM OUTRA COISA A NÃO SER PEDIR QUE o Senador Renan Calheiros seja punido já, agora, pelos ataques que proferiu contra a jornalista Dora Kramer na sua conta do Twitter. Não tem conversa. Ele que vá se vingar de sua derrota em outros lugares, e contra quem realmente o derrotou.

veja o que o canalha publicou no Twitter:

ARTIGO – Epidemias no Barco Brasil. Por Marli Gonçalves

Atenção, atenção! Várias epidemias nos mais variados graus se espalham vigorosas pelo país sem que as autoridades tomem providências. Em alguns casos, as autoridades até ajudam ampliar a contaminação. Oposição também é responsável pela contaminação continuar se espalhando mesmo depois da sua fragorosa derrota por incompetência, para buscar justificá-la. O bom senso já está em falta no mercado.

Vacine-se enquanto é tempo. Busque ajuda. Busque abrigo entre amigos com quem ainda possa conversar, se os tiver, escolha aqueles que escutam e argumentam com base em fatos. Afaste-se imediatamente dos teimosos que teimam que o WhatsApp é a melhor fonte para se banharem e dos que parecem não ter mais jeito, não querem mesmo se curar nunca mais. Vão cegos, até bater a cabeça na parede desolados quando descobrirem o tempo que perderam por pessoas que não mereciam sua idolatria. E se acaso mereciam, todos descobriremos juntos só bem mais adiante.

À esquerda, se observarem, depois que o jato lavou, há muitos que conseguiram a cura depois de saber dia e noite, todo dia, durante os últimos anos, de algum desvio do grupo da igreja, ops, partido, ao qual pertenciam. Quase perda total. Mas ainda há seres a resgatar também desse outro lado do rio. Tentam nadar até a margem a cada delação que é divulgada, ou quando nem eles acreditam mais nas bobagens que seus dirigentes fazem, como por exemplo viajar para adular ditaduras falidas.

 Para identificar os atingidos pelo vírus “iniuriam rei publicae” (Equivocado político): são aqueles que de um lado e de outro pregam ódio dia e noite, demonizam artistas e a cultura, detestam jornais e jornalistas que descobrem malfeitos, atacam e ameaçam a torto e direito quem ouse discordar de seus adorados gurus. Grande parte deles pode ser encontrada nas redes sociais, onde procriam.  Lá, nem mais tanto se preocupam com anonimato, e têm prazer em agir, com posts e imagens, mãos pesadas não lavadas que a tudo compartilham – incluindo as informações falsas distribuídas por robôs blocks. Os mais afetados, perceba, costumam desejar a morte de seus oponentes, depois de xingá-los com todas as pechas possíveis; as mais preconceituosas, as preferidas. Detalhe: a maioria faz essas propagandas sem ganhar nada, e costumam bater no peito por isso, se achando o máximo. No Twitter, o novo prazer de certos soldados é “subir” à exaustão hashtags bobas comandadas por um ex-músico que considero já foi genial, mas infelizmente nos abandonou para sempre. Ficou bobão, tontão, cabeção.

Algumas das epidemias registradas: deselegância e incapacidade de mínimo raciocínio, grossura ao nível máximo, preconceito e moralismo barato com cara de inveja e arrependimento, ou do que até já fez, ou do que adoraria fazer, mas não tem coragem, com gotas de covardia.

Já se observa também claramente uma nova cepa: os que dependendo do momento, mudam de opinião sobre fatos. Exemplo: tem hora que o Ministério Público é tudo de bom, todos heróis; em outra, usurpadores, sabotadores. O mesmo acontece com juízes do STF, que variam de anjos a demônios com espantosa velocidade. Outro exemplo, o Grupo Globo, especialmente a tevê. Essa se alterna entre os lados, como a mãe de todos os males, conspiradora aliada de outros grupos de comunicação, ora de “direita”, ora “comunista”.

De positivo informamos que epidemias, no entanto, são transitórias. Tendem a virar endemias, mais controladas, localizadas apenas em algumas regiões. O pior cenário é se virarem pandemias, quando se espalham pelo planeta. E já há focos, graves, em formação, e que podem ser encontrados em todos os continentes, inclusive bem perto daqui.

Tentemos uma cura rápida. Porque como o barco é o mesmo, não adianta gritar “Salve-se quem puder!”. Ele adernaria de vez.

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Marli Gonçalves, jornalista –  Sem choro nem vela verde e amarela.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Brasil, 2019

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