ARTIGO – Desembrulha, dezembro! Por Marli Gonçalves

 

Confesso que fiquei tentada a escrever com “z”, “dezembrulha”,  para o trocadilho com dezembro, que já chega todo cheio de prosa, desejos, roupas brancas e douradas nas vitrines, luzinhas, ofertas fantásticas que, se aceitas, já deixarão o ano que vem cheio de contas e prestações a pagar, mais as que sobraram deste ano maluco que nem sei como estamos conseguindo chegar ao fim levando aos trancos e barrancos, com nossos corações e mentes aos saltos e sobressaltos

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Tudo está esquisito, e você, de qualquer forma, seja como pensa ou deixa de pensar o momento nacional, há de convir. Esquisito. Mais uma vez a esperança de muitos foi trocada por decepção. E estou falando com decepção pra tudo que é lado, inclusive com a nossa própria capacidade de reagir.

Não passa um dia sem que tenhamos tido notícias vindas de fronts de guerras que não são as nossas, mas tiram nossa paz. Uma marcha lenta na economia onde cada medida tomada e anunciada com pompa, ao ser analisada, tira de um, não dá ao outro, e prejudica todos. Quer dizer, quase todos. Sempre há uma minoria que ganha.

Chegamos em dezembro e falamos em árvores de Natal, cada vez mais plásticas, porque até os simples pinheirinhos ficaram caros demais, e agora aquele canto da casa está cheio de luzes chinesas, enfeites chineses, e até a ponta da estrela daqui a pouco vai ter um chinesinho pendurado. Tudo muito uniformizado, produzido e vendido aos borbotões fazendo a festa lá no outro lado do mundo. Olha só as etiquetas, tudo made in bandas de lá.

Que pacotes e caixas de presentes colocaremos ao pé de nossas árvores? Que desejos conteriam? Claro, primeiros, os mais próximos, pessoais, para nós, nossas famílias e amigos: saúde, prosperidade, paz, harmonia, liberdade, que nada falte na mesa. Desejar que já a partir de agora não tenhamos tantas tragédias como as que tivemos de lidar desde os primeiros dias, repletos de mortes, lama, água, fogo, desabamentos.

Gostaria de desembrulhar muitas coisas que não podemos comprar, mas lutar firmemente por elas. A começar por uma democracia que não seja ameaçada nem por um, nem por outros. No nosso caso o pacote deve conter um pouco mais de responsabilidade dos líderes e suas equipes, de todos os Poderes. Decerto você também adoraria passar o próximo ano sem escutar tantas sandices, ter certeza de que delas estaremos de certa forma protegidos, sem que as queiram praticá-las.

Devemos buscar de todas as formas por fim ao ciclo de violência que a todos envolve e atormenta, cidadãos, policiais, que cada um exerça sua parte. E que definitivamente tudo seja feito para que não repitamos novamente os terríveis índices de feminicídios e mortes de mulheres, nem os de crianças mortas feridas por balas perdidas. Que a segurança pública se reorganize para que possamos novamente abrir nossas janelas e portas para deixar entrar o ar, assim como a luz do Sol e que possamos também aproveitar a noite e as estrelas, sem nos preocuparmos com qualquer sombra que se aproxime.

Tudo isso caberia de alguma forma numa caixa só, onde encontraríamos a promessa principal: a de que o país parará de retroceder.

Um detalhe que já nos traria alegria. Sentimento que anda faltando no mercado.

PRESENTE

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MARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Site Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. À venda nas livrarias e online, pela Editora e pela Amazon.

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#ADEHOJE – A VIOLÊNCIA QUE NOS CERCA

#ADEHOJE – A VIOLÊNCIA QUE NOS CERCA

SÓ UM MINUTO – Desta vez fui eu também a vítima da violência que nos cerca de forma assustadora nos dias de hoje, cerca a todos. No sábado à noite, plena Xavier de Toledo forrada de gente porque havia um evento na rua, peguei um trânsito parado na Rua Xavier de Toledo com Sete de Abril. Um moleque franzino, cara violenta, me abordou pedindo o celular. Como ele estava bem guardado, disse que não tinha, mas aí ele pediu a bolsa e num átimo enfiou a mão dentro do carro e a achou – e eu sempre levo escondida, do meu lado esquerdo! Resultado: todos os meus documentos e esse óculos que vocês gostam tanto. As delegacias? Na terceira, não tinha plantão; fui na 78 e tinha dois flagrantes antes. Voltei para casa e registrei pelo BO eletrônico, enfim. Bem , o final d aminha história é que apareceu uma alma muito boa que achou a bolsa jogada com pelo menos alguns desses documentos e entregou ontem no posto da Praça da República. Tive sorte? Tive. Sai sem me machucar e agora só com a aporrinhação bancária. E a lembrança do horror.

Mas veja que uma menininha de nove anos não teve a mesma sorte. Sumiu das mãos da mãe numa festa do CEU perto do Anhanguera e foi encontrada morta, amarrada numa árvore. Esse foi só um dos casos. É violência verbal, pessoal, física, mental, sexual, moral, financeira…

#ADEHOJE – CAFÉ COM BOLSONARO: MESMICES E SANDICES

#ADEHOJE – CAFÉ COM BOLSONARO: MESMICES E SANDICES

SÓ UM MINUTO – Mais um café da manhã do presidente com os jornalistas e mais uma coleta de ar. Bolsonaro tentou justificar suas falas sobre a classe política, e disse também que não vê nada de mais em crianças usarem armas ao lado de seus pais…Mas está tentando fazer o bonzinho nesse período pré-manifestação marcada para o próximo domingo, que seria de apoio a ele, mas que está juntando tudo quanto é traste e palavras de ordem.

Moro engole seco mais uma vez. Perdeu o Coaf – que volta de novo ao Ministério da Economia. O Coaf é o Conselho de controle de atividades financeiras, que ajuda muito em investigações de corrupção, mas que os políticos não querem ver na mão do justiceiro Moro. Em compensação os auditores fiscais ganharam a queda de braço – vão continuar podendo fazer as investigações.

#ADEHOJE, SÓ UM MINUTO – PERGUNTAS ARMADAS

#ADEHOJE, SÓ UM MINUTO – PERGUNTAS ARMADAS

 

Só um minuto; MAS HOJE SERÃO DOIS – Mas se passar procura o vídeo completo no YouTube. Já vou começar dizendo; eu gosto de armas, sempre convivi com elas, mas sou pacifista e não acho que devamos armar a população O primeiro decreto! Tantas coisas precisando de arrumação no país e o presidente Jair Bolsonaro decreta a liberação da posse de quatro armas! Quatro, 1,2,3,4! Se não fiscalizam nem buracos de rua, como vão fiscalizar os requisitos?

– O exame psicológico! 10 anos! O cara faz o exame, passa e pira no dia seguinte;

– Escola! Curso de tiro! Já imaginaram o número de escolas de araque que surgirão? Se não se fiscalizam nem as autoescolas!

– Quatro! 1,2,3,4. As casas virarão fortalezas armadas. Só uma pessoa poderá manusear?

– Ah, e a declaração necessária de que tem um lugar seguro para guardar, se tiver criança ou adolescente em casa, ou ainda pessoas com problemas mentais? Um cofre? E para que serve a arma dentro do cofre? E quem vai ver se o armário, o cofre, a estante existe. Se tem escada para acessar?

– Será que eles têm noção do que representará de perigos dentro de uma casa? O feminicídio bate recordes, e em geral as mulheres são mortas dentro de casa.

– O desinteligente ministro Onix comparou arma em casa a liquidificador, que também pode machucar uma criança. Deus, eles não sabem o que fazem! Muito menos o que falam!

Tem muitas outras perguntas que iremos fazendo por aqui…

ARTIGO – A liberdade é trans-lúcida. Por Marli Gonçalves

 

Polêmicas coloridas. Nunca as cores foram tão visadas. Que rosa e azul, que nada! O verde e o amarelo estão na berlinda. O laranja anda sumido. O vermelho, coitado, ainda bem que pelo menos foi liberado para a passagem de ano, porque alguém descobriu que podia dar sorte e porque é a cor de Ogum, o santo guerreiro que regerá este ano.

 

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Deixem o branco e o negro em paz; os vermelhos em suas terras. Os verdes, livres para cuidar do meio ambiente. Os do arco-íris vivendo suas vidas. Os religiosos com seus mantos e adereços roxos. Continuem mantendo o marrom longe dos olhos de Roberto Carlos. Chega de cinzas na vida, nos carros, nas paredes, nos prédios das cidades.

Sabiam que existem apenas três cores “verdadeiras”? O amarelo, o azul e o vermelho. Nada, nenhuma mistura pode criá-las, mas são elas que criam todas as outras cores. O azul e o amarelo, juntos, criam o verde; o vermelho e o amarelo, o laranja; o azul e o vermelho, o roxo. A partir daí as primárias e secundárias se fundem e criam a miríade.

Porque não levamos em conta essa liberdade infinita na vida real? Para que ficar batendo na tecla do controle da liberdade, de coisas que nos são tão caras, pelas quais a humanidade luta há tanto tempo? De onde vem essa mania humana de limitar as pessoas, dividi-las, ordená-las, literalmente? Rotulá-las, etiquetá-las?

O Brasil é um país reconhecidamente multicolorido, multifacetado, feliz por isso, composto de povos de todo o mundo. Preocupa perceber que podem tentar a hegemonia de um pensamento, o incentivo e aplausos a uma religião, forçando a barra e impulsionando perigosos conflitos em um momento em que tudo o que precisamos é do branco, da Paz. A junção de todas as cores do espectro, a clareza máxima, a que reflete e ilumina.

Peraí, alô! – que como já ando cansada de levar bordoadas de todos os lados, presta atenção que não estou falando só nem do novo governo, nem dos ministros despreparados e da ministra (tão poucas mulheres e vejam só a que está lá) desavisada.

Estou falando de você também, você que vive dizendo que mulher pode isso, não pode aquilo. Que aponta o dedo e dá aquela risadinha morfética quando encontra pessoas livres – sejam de idade, modos, referências, aquelas que não estão nem aí, porque não saíram para você gostar delas, elas se bastam – pelas ruas. Claro, você pode gostar ou não. Mas jamais dizer que elas não poderiam estar assim ou assado. Quem disse?

É muito jeca um país que fica batendo palminhas para uma primeira dama só porque ela apareceu com “vestido adequado”, aliás, rosinha, neutrinho, bonitinho, bobinho. Adequado para o quê? Para quem? Para uma “jovem senhora” (me dá até alergia essa expressão), para uma evangélica? De outro lado, desceram o pau na vice-segunda dama que apareceu de azul com rendas, sem ser tão bonita, etc, etc, etc. Ela ousou. Palmas para ela. Me fizeram lembrar umas dessas consultoras de etiqueta que há algum tempo decretou que “não se mostra os braços em solenidades”. Essa zinha deve ter ficado bem incomodada com a Michele Bolsonaro e com todas as outras que apareceram com seus ombros descobertos e decotadas na posse, naquele assombroso dia de verão.

Creio que ainda será preciso percorrermos uma longa estrada até alcançarmos um país melhor, socialmente justo, especialmente livre e responsável.

A cultura da liberdade individual, um bem que temos de prezar. A liberdade é translúcida, deixa passar a luz. Ilumine-se.

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Marli Gonçalves, jornalista – Viva e deixe viver. Eles e elas passam. Que Ogum nos proteja dos desvarios.

Brasil, 2019!

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ARTIGO – Balança, balanço, balança. Por Marli Gonçalves

Daqui a pouco começaremos a ver as plaquinhas nas portas arriadas  – “Fechado para Balanço”. É o controle que muitos comerciantes fazem logo no início do ano.  Nós, individualmente (creio que todo mundo, de alguma forma), fazemos nessa época, nos nossos cantinhos, com os nossos botões, o nosso balanço interno. Pomos tudo na balança. O ano que se vai, pensa só, foi deles, do balanço e da balança, e olha que nosso chão chacoalhou um bocado.

O século vai chegar à sua maioridade.  A gente fica remoendo ali nos pensamentos se fez tudo o que tinha para fazer. Lembra tudo o que aconteceu – nessa hora a memória funciona que é uma beleza, principalmente para lembrar maus bocados. Aí imediatamente procuramos quais foram os momentos bons para contrapor, enquanto tentamos recordar tudo o que prometemos, lá no final do outro ano, que faríamos neste ano. Fizemos? Ainda bem que muita coisa só a gente sabe que se prometeu, melhor assim, menos mal. Fica mais fácil falhar.

Passou rápido demais. Se me permitem, sinto que está mesmo passando tudo mais rápido. Deve ser esse afã impressionante que o mundo digital abriu diante de nós. Fica tudo tão em constante mutação que ficamos correndo atrás, numa infrutífera tentativa de alcançar a ponta da linha. E ela corre de nós.

Viver nesses tempos é distante da calmaria da imagem do balanço, aquele dos parques, das redes, das cordas nas árvores, dos playgrounds, e que alguém vem por detrás e empurra para dar impulso, e que a gente dá aquela risada nervosa quando vai lá na frente, tentando não se estabacar no chão.

Estamos mais para o navio que balança no mar bravio. Enquanto o samba toca, a gente balança, requebra, dá um remelexo. Assim superamos os solavancos, os abalos, que nos deixam tão balançados. Ô, marinheiro marinheiro/Marinheiro só/Ô, quem te ensinou a nadar/Marinheiro só/Ou foi o tombo do navio/Marinheiro só/Ou foi o balanço do mar…

Amor, amor deixa balançado. Desamor também. Tomar decisão deixa balançado. Medo de tomar algum revertério.

Ficar doente deixa tudo muito balançado. O corpo da gente também vive entre a balança e o balanço, às vezes bom, dançando. Balançamos a cabeça, os ombros, os braços, as pernas quando a cadeira em que sentamos é maior do que nós.

A balança que não serve só para nos fazer prometer regime, corta isso, corta aquilo, é também equilíbrio, harmonia, proporção. Os dois pratinhos paralelos. Quando a gente pesa os prós e os contras a sua imagem é recorrente. Uma balança ajuda em muita coisa. Tanto foi ano dela que em boa parte do tempo estivemos  ligados em decisões de tribunais, que andam regendo os movimentos e desígnios do nosso país. Ritmos loucos.

O balanço geral, hoje chamado muito pomposamente de demonstração contábil, é parecido ao que fazemos pessoalmente – especialmente nesta última semana do ano, quando a coisa “bate” que o tempo passa. Medindo ativos, quantas vezes o fomos; passivos,  quantas vezes nos submetemos. Mais: o capital que conquistamos, os lucros, os prejuízos, o aspecto geral de nossos negócios.

Anote bem os resultados. Esse ano, quando o século chega à maioridade, devemos estar mais maduros, responsáveis, prontos para encarar o futuro. Esse futuro aí, o da realidade, não aquele que ganha voz de conselheira nos comerciais de final de ano dos bancos na tevê – logo eles que na realidade tanto empatam o nosso.

Vamos pular essas ondas. Que venha 2018. Tomara que nele o maior balanço seja mesmo o do nosso andar faceiro, da nossa ginga por todas as boas estradas que o destino nos levar.

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Marli Gonçalves, jornalista – Olha só que definitiva a letra dessa música do Tim Maia, “Balanço”: Deixo de viver o compromisso/ Longe de qualquer opinião/Farto de conselho e de chouriço/ Maltratando o velho coração. Ovo de galinha magra/ Gora/Todo mundo que eu conheço/Chora.

2018, pode entrar. Estamos te esperando

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ARTIGO – Em nome delas. Por Marli Gonçalves

Se cometem as maiores barbaridades. Em nome delas. As crianças estão na berlinda e são sempre as primeiras e principais vítimas das sandices humanas. Além de vítimas de tiros perdidos, abusos de todos os tipos, agora também são queimadas em surtos de malucos, armadas em nome de guerras que não são delas, e têm o futuro roubado pela corrupção e ignorância. É preciso, contudo, que se entenda que não é preciso ter uma em casa para gostar delas, ser considerada como mulher, nem muito menos para protegê-las. Mas que as protejamos do que é real.

Virou um festival essa história de proteger as crianças da maldade que só existe na cabeça dos adultos. De, em nome delas, se arvorarem os paladinos da cultura, arte, moral, civilidade e sociedade. De tentar impedi-las de crescer, compreender, conhecer e especialmente aprender a se defenderem. De quando em quando são lembradas, muitas quando não há mais o que fazer. Quando aparecem jogadas na areia, náufragas da imigração que tentava lhes dar alguma chance. Quando surgem com suas lindas carinhas e mãos sujas do sangue da violência ou soterradas em suas péssimas e insalubres condições de vida.

Canso de – a cada vez que trato com sinceridade de algum assunto relacionado a crianças, mesmo que por distantes vias e temas – ver caras viradas, duvidosas, algumas até compungidas em piedade, tadinha dela (de mim), outras raivosas. Não, não tenho filhos. Muito cedo decidi que não os teria, e assim levei minha vida. Conheço muitos e muitas que, se tivessem consciência, deveriam ter deixado de procriar, mas usam as criaturinhas para se escudar, inclusive economicamente, porque os bichinhos podem render boas pensões, amarras amorosas e emocionais, etc. e etc. que nem preciso declinar, você aí bem sabe, já viu ou conhece e viu acontecer.

Parece-me que para uma sociedade chegada à ignorância, ao puritanismo e hipocrisia, isso seja algum tipo de deficiência, não ter filhos. É um reducionismo maléfico. No episódio contra a censura e contra o linchamento da mãe que levou a filha à exposição choveram comentários com a mesma bobagem proposta: se fosse seu filho ou neto, você levaria? Resposta: sim, desde que considerasse que sim. Simples. Algumas me propuseram até levar o próprio homem nu pra casa! Resposta: sabe que não seria nem má ideia?

Qualquer coisa nova que é apresentada, lá vem lépida a pergunta: e o que você acharia se fosse seu filho? Eles aplicam isso à questão da liberação das drogas, à liberdade sexual e à questão de gêneros. Diminuem a pessoa à régua deles. Não há argumentos para tanta cegueira.

Não tenho filhos porque assim resolvi. Assim como resolvi não casar. Afirmar isso não me faz melhor ou pior, nem significa que as odeie, ou que seja uma “solteirona” convicta, que não tenha tido vários casamentos sem papel. Que mania de achar que todo mundo tem de seguir a tal cartilha de família feliz com adesivo e tudo! Em compensação, posso dizer, cuidei de meus pais da melhor maneira possível. Respeito crianças, idosos, animais. Só não respeito mesmo é a hipocrisia, censura, autoritarismo e maledicência. Não respeito esses seres impostores que se aproximam.

A propósito, toco no assunto por estarmos vivendo evidentes dias de horror, atraso, censura, atrelados ao crescimento de algumas religiões que nada mais fazem a não ser impingir primeiro a culpa, acenando depois com alguma espécie de perdão e reconhecimento – mas desde que se junte ao rebanho que diz sim, atacando ferozmente outras crenças. Basta ouvir a propaganda de alguns partidos, contar quantas vezes citam com aquela cara compungida a palavra família e associam a participação da mulher aos filhos, no maior lenga-lenga.

Antigamente, quando se queria ofender uma mulher por achar que ela não devia estar ali, mandavam para o tanque. Vai lavar roupa, Dona Maria! – ainda se ouve um pouco no trânsito.

Pois agora devemos – e podemos – devolver, quando políticos sem noção vêm se meter em assuntos da vida privada e sobre os quais não precisamos saber a opinião deles. Vão cuidar de arrumar a Educação, a Saúde, a rede de esgotos! Parem de roubar as perspectivas, Senhores do Poder.

Deem uma chance às crianças. Esse será o melhor presente para elas. Dignidade. Em nome delas há muito que fazer.

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Marli Gonçalves, jornalistaNo Dia da Padroeira, reze pelos pequeninos. Eles terão de enfrentar dias bem difíceis pela frente. Nem toda nudez será castigada.

Tempos atuais 2017

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ARTIGO – Ouviram cantar o galo e… Por Marli Gonçalves

Nunca uma expressão pode ser aplicada tão seguidamente quanto agora, com o incremento e popularização das redes sociais, que parecem exercer uma espécie de atração, de cegueira, de hipnose. Um inconsciente coletivo muito esquisito se levanta, arrebatando até gente que considerávamos impermeável.

Lembra aqueles filmes tipo Infectados, Zumbis, Contaminação, Dominados, Epidemia, Invasores, Vírus.  Alguma coisa cai na água, ou se espalha pelo ar e os menos resistentes são atingidos e mal conseguem se aperceber do ocorrido. Ultimamente aparece na forma de vídeos e textos com caracteres e características morais. Acabam, ao contrário, puxando mais gente até que um herói apareça, muitas vezes na pele de uma criança. Nos roteiros, ela sempre tem o coração puro e pode combater o Mal.

Se uma criança dessas pudesse ver ou ler o que os adultos fazem e falam em seu nome ficaria horrorizada. Eles, os adultos, ainda precisam de ensinamento de coisas inacreditáveis. Como a propaganda do sabão em pó que mostra crianças felizes brincando, se sujando, sem problemas, para dizer que é o que precisam, que o produto lavará suas roupas. Como a propaganda do sabonete bactericida que traz imagens dos pequeninos com as patinhas na areia em contato com germes e bactérias e que prometem limpar quando estes chegarem em casa para o banho.

Há muito não lia tantos despropósitos como esses dias nos comentários de gente horrorizada com uma performance ocorrida no Museu de Arte Moderna, MAM, de São Paulo, e que já tinha sido feita em inúmeros outros lugares. Baseado na obra da consagrada Ligia Clark, o artista fluminense Wagner Schwartz fica nu diante de quem se propôs a assistir e conclama que sua imobilidade seja modificada pelos presentes.

Só para repetir: o trabalho foi apresentado dentro de um Museu, com uma placa na porta alertando sobre a nudez do artista e sobre a responsabilidade dos espectadores. Não foi na esquina de uma rua. Não foi dentro de um ônibus. Não foi em cima de um palco ao ar livre. Ah, também não tinha ninguém armado obrigando pessoas a ver, nem se pagava nada para quem lá estivesse.

Aí apareceu uma mãe levando sua filha, a criança pura, e nada mais aconteceria se dentro da sala não estivesse também uma mente sórdida.  Infelizmente, como espalhados andam os seres do Mal influenciados pela rasteira política nacional, essa mente viu ali, não arte (que pode ou não ser apreciada, claro), mas pedofilia. A criança – repito – com a mãe, tocou no corpo do artista e a gravação espalhada pelo tal MBL foi suficiente para criar um pandemônio.

O sentido das palavras virou pó. E os dicionários estão abolidos da cultura? Pedofilia:  perversão que leva um indivíduo adulto a se sentir sexualmente atraído por crianças. Prática efetiva de atos sexuais com crianças (p.ex., estimulação genital, carícias sensuais, coito, etc.). Nada disso estava no Museu.

Fui atrás do Código Penal e do Estatuto da Criança e Adolescente que tanto os detratores bradaram. Lá é bem clara a proteção da criança. Por exemplo, o artigo 241-E., que encontrei analisado por um especialista: “Para efeito dos crimes previstos nesta Lei, a expressão “cena de sexo explícito ou pornográfica” compreende qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou exibição dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais”. E continua: “O objetivo foi evidentemente não criminalizar as fotos, imagens e vídeos familiares, pois é muito comum que pais registrem fotos e vídeos de seus filhos, muitas das vezes despidos; todavia, sem qualquer fim sexual, libidinoso ou erótico”, conclui, entre outros exemplos.  Adulto não pode tocar na criança. Criança pode tocar em adulto.

Cada um pensa o que quer, mas desde que pense com sua própria cabeça e não a de uma organização retrógrada que traz os fatos digeridos com a bílis raivosa deles. E em prol de causas que precisam ser severamente observadas, de censura, de obscurantismo, que vêm se repetindo com frequência assustadora.

A nudez é pura. No mundo da arte é comum, bela. Na frente do espelho apresenta você a você próprio. Ela não tem disfarce, classe social, não encobre. Creio que devemos e podemos parar um pouco e pensar antes de vociferar sobre verdades mutáveis. Será que estamos mesmo defendendo as crianças?

Procuremos saber mais antes de ouvir o galo cantar não se sabe nem onde. Eles – os que pedem censura – cantam de galo e tentam determinar o que podemos ou não ver para tirar as nossas próprias conclusões.

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Marli Gonçalves, jornalista. O galo está cantando para que acordemos

2017, quase maioridade de um novo Século

 

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Crianças e cachorros, cuidado com a Dilma! Comodiz o amigo James Akel, uma excelente humorista desperdiçada. Ouviu?

FONTE DA SUGESTÃO: COLUNA JAMES AKEL

PROGRAMA DE HUMORISMO COM DILMA SERIA SUCESSO

A dificuldade de se ter programa de humorismo nas TVs do Brasil pode acabar se a presidente Dilma aceitar ser contratada de alguma emissora apenas pra fazer discurso.

Nem Lula, com toda sua falta de ensino escolar, jamais cometeu os discursos que Dilma comete.

As sentenças que começa a dizer são de uma infelicidade e falta de conteúdo que nenhum outro político no Brasil até hoje ousou pronunciar em frente aos microfones.

O último discurso de Dilma sobre o dia da criança é de uma realidade kafkiana e surreal.

Dizer que o dia da criança também é o dia dos animais e que sempre que você olha uma criança tem sempre alguma coisa oculta que é um cachorro atrás é tão criativo que deveria ser aprendido pelos redatores de humor e deixar os programas de humorismo mais atraentes.

 

 


ARTIGO – Minha Carochinha querida, por Marli Gonçalves

Sempre, e olha que eu nasci faz muito tempo, pensei na Carochinha como uma pessoa que inventava histórias infantis; pensava em uma velhinha bondosa de voz doce. Mas também sempre a associei a quando tentam me enrolar, mentindo, fantasiando, gaguejando.Tadinhas das crianças que ainda somos.

É a proximidade da data da qual sempre gostei muito, porque sempre ganhei ou mesmo me dei algum presente bobo, que está trazendo à tona memórias do tempo do onça. Pronto. Desenterrei mais um termo. Quanta coisa em um só dia, 12. Dia da Criança. O feriado é por causa de Nossa Senhora Aparecida, padroeira desta pátria, embora pouca gente lembre porque é que não vai trabalhar e vai emendar este ano, com sexta e tudo. Também descobriram a América num dia desses, Dia Nacional da Leitura, entre outros tantos comemorativos que se instituem, todos os dias, principalmente para passar o tempo, nos parlamentos.

Somei tudo e lá veio a Carochinha, de quem recordei bastante esta semana enquanto ouvia o voto do revisor, ministro Lewandowsky, no STF. Engraçado. Não por ele ter absolvido o José Dirceu, que isso era esperado, mas porque ele passou horas dando uma volta, fazendo rodeios, esticando a conversa, a história, os personagens.Era uma história para boi dormir. Parecia uma criança quando não diz a verdade, desviando os olhos, algo trêmulo, algo tenso. Parecia estar fazendo birra, batendo pé: “Nem te ligo!” “Bem feito, seu nariz tá com defeito!”

Com todo o respeito, que ninguém chega lá em cima, na corte máxima, por acaso: até seus amigos de classe zoaram com ele, como fazíamos na escola com aqueles que puxavam o saco dos professores ou do diretor. Terá ele querido chorar? Terá lido alguns comentários que pipocaram na internet? Visto os desenhos e montagens que fizeram com sua cara? Terá conseguido sorrir, ao menos?

Mas voltando à Dona Carochinha que se existisse estaria boba de ver como é que as histórias vêm sendo contadas para os brasileirinhos e brasileirinhas, vejo que mesmo adultos continuamos sendo tão tutelados que parece que somos incapazes de perceber a realidade. O governo dá ordens, a presidente ralha, o ex faz “fusquinha”. A imprensa quer orientar nossos pensamentos e ideais, seja para um lado, para outro, ou melhor ainda, para nenhum, apenas para uma idiotia, se é que isso existe. Querem separar o que lemos, o que vemos. Até legenda repete a imagem.

Nada melhor do que dar boas gargalhadas disso tudo. Para aguentar o tranco até o fim de nossos dias temos de buscar nossa criança interior, ou se você já a abandonou tente as memórias – certamente, por pior que tenha sido sua infância, as tem. Lembrará do primeiro amor, aquele que meio inconsciente nos deixava tontos. Do primeiro dodói? Da primeira perda? Daquele brinquedo velho e sujo que, um dia, quando voltou da escola ele tinha sumido e nunca ninguém lhe deu satisfação? Dos medos? Dos que tinha e dos que não tinha. Mas agora tem.

Você, acaso, fazia um diário? Sabe onde está? Na minha época as meninas faziam um álbum, bonito, que passavam para as amigas de classe, que nele escreviam algo para a eternidade, como numa cápsula do tempo, invariavelmente pintadinho com lápis coloridos, lápis de cor. Poeminhas, nada que não fizesse hoje muito sucesso no Facebook como pensamento pueril. Outro dia achei o meu: era verde, com capa de madrepérola. Dentro dele achei também um hábito idiota, de adolescente: algumas guimbas de cigarro, acreditem, que certamente haviam sido fumados escondidos por amores de época, mas que não estavam identificadas. Meu livrinho não tinha cadeado, como o da maioria, por medo da famosa invasão de privacidade, a devassa que todos os pais faziam nas nossas coisas, sempre com o famoso aviso: “Não aceite nada de ninguém, nem bombom”. Mas nunca ninguém me ofereceu nem bala. Havia uma lenda que dentro dos doces “eles” entuchavam uma droga. Hoje é a droga que é chamada de bala. Ironia.

Infância, infância, não tive muita, sempre criada no meio e no centro de São Paulo, e no tempo que a dita cuja ditadura comandava as avenidas e as informações. Sem muita saúde, brincava quietinha, sozinha, criando histórias com pequenas bonequinhas que fazia com Bombril, assistindo Cidinha Campos, pimpampum, desenhos com uma bolinha branca que pulava cantando em cima da letra de alguma música. Estudava e era boa aluna.

Interessante também é lembrar de quando perdemos essa infância. Para mim não foi no primeiro soutien, coisa que até hoje odeio, nem mesmo na primeira menstruação. Foi a vida: o suicídio de um amigo que tinha tudo, o que me fez pensar em porquês; foi a separação social – ricos não andavam com pobres; foi a separação religiosa: judeus, para muitos pais, não andavam com goys (não-judeus), e um dia minhas amigas não puderam mais falar comigo. Foi também uma tentativa de abuso sexual feita por um eletricista horroroso me puxando para o seu colo. Foi me dar conta da maldade humana.

Foi quando eu percebi que não acreditava mais nas histórias da Carochinha. Que não havia faz-de-conta.

São Paulo, onde é difícil ser criança, 2012Marli Gonçalves é jornalistaEscrevendo este artigo lembrei de uma palavra que era uma obrigação, meio que uso aqui, porque talvez até hoje esteja no meu inconsciente: o cabeçalho. Tinha de estar lá em cima da página de tudo o que fazíamos. O meu seria assim, há quase 50 anos: Externato Luiz Magnanini, dia 12 de outubro de 1966, escrito com letra bem bonita. Tudo era mesmo muito rígido.

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VIVA COSME E DAMIÃO, OS SANTOS GUIAS MENINOS. OS GÊMEOS DO BEM.

ALGUMAS INFORMAÇÕES QUE ACHEI SOBRE O DIA E  COSME E DAMIÃO

e UNS PONTOS QUE ACHEI EM UMA GRAVAÇÃO.

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salve!

Os gêmeos Cosme e Damião nasceram no século III por volta dos anos 260 d.C. na região da Arábia e viveram na Ásia Menor, no Oriente. Desde muito jovens ambos manifestaram um enorme talento para a medicina, profissão à qual se dedicaram após estudarem e diplomarem-se na Síria. Tornaram-se profissionais muito competentes e dignos,  e foram trabalhar como médicos e missionários na Egéia.

Quando é comemorado o dia de São Cosme e Damião?

A Igreja Católica promulga que esses santos são protetores das crianças, dos gêmeos e padroeiros dos médicos. Tiveram seus nomes incluídos no Cânon da Missa e são invocados como protetores contra as doenças do corpo e da alma. Há uma basílica dedicada a eles, construída a pedido do papa Félix IV, entre 526 e 530. A solenidade de consagração da basílica ocorreu num dia 26 de setembro e assim, Cosme e Damião passaram a ser festejados pela igreja católica nesta data.

A  umbanda e as religioes afro-brasileiras, entre elas: cadomblé, batuque, xangô do nordeste e xambá,  selebram essa data no dia 27 de Setembro.  Mas é bom lembrar que nestas religiões nao se trata de Cosme e Damião. Através do sincretismo religioso, muito forte no Brasil, as religioes Afro-brasileiras  atribuiem  aos Santos Católicos Cosme e Damião os nomes de divindade ibejis – dinvidade gêmea da vida, protetor dos gêmeos (twins). Ou  orixás-meninos (Ibejis ou Erês) da tradição africana yorubá. Esse fato ocorreu a partir da escravidão no Brasil. Para burlar a vigilância de seus senhores, passaram a associar suas entidades aos santos católicos, é isso o que chamamos de sincretismo.

Um pequeno “histórico”!

Há relatos que dizem que Cosme e Damião nao teriam existido e que seriam uma adaptação de alguns deuses da mitologia grega, no entanto esta tese é refutada pelos que acreditam na real existencia dos Santos gêmeos. É interessante também observarmos que estes Santos são chamados por diversas “seitas” como se fossem oriundos do paganismo, ou seja, não cristãos. Essa observação é facilmente refutada tendo-se em vista que foi justamente por serem cristãos e estarem preocupados em converterem os pagãos, que Cosme e Damião foram perseguidos pelos romanos e martirizados.

Na época em que Cosme e Damião viveram era normal a população acreditar em várias divindades simultaneamente. Também era comum as pessoas adorarem astros e fenômenos da natureza. Sol, vento e chuva eram considerados manifestações divinas. Os “meninos”, porém, não confiavam muito nessa crença…

A mãe deles, Teodora, logo percebeu a movimentação e questionou o que estava acontecendo com os filhos. Os meninos eram órfãos de pai, um mercador árabe que morrera quando ainda eram bebês.  Os meninos não tinham conhecimento sobre os ensinamentos do messias. Mesmo assim,  os gêmeos passaram a invocar o nome desse “pai de todos” para curar animais. Como deu certo, eles começaram a fazer o mesmo com crianças doentes da vila onde moravam. Bastava um toque ou algumas palavras para que curassem os amigos. Criados pela mãe com ajuda da família, os gêmeos contaram a ela o que haviam descoberto. Carinhosa, Teodora prometeu ajudá-los a descobrir quem era o criador do mundo.

No Brasil, o culto aos santos teve início em 1535, quando foi erguida a primeira igreja católica do país, em Igarassu (PE), que recebeu o nome de São Cosme Damião.

No Rio de Janeiro há vários locais em que se fazem festas para as crianças e distribuem-se doces e brinquedos. Muitos o fazem com organização através de senhas (uma espécie de convite) que são entregues antecipadamente, outros distribuem os doces e/ou brinquedos em suas residências ou trabalhos solicitando a formação de uma fila. Há quem prefira distribuir de dentro do seu carro, vão passeando e encontrando-se com as crianças que estão pelas ruas, aí entregam os saquinhos de doces. Enfim há uma quantidade imensa e diversificada de se distribuir ou organizar festas para as crianças nestes dias.

Na Bahia, principalmente em Salvador seu dia é comemorado fazendo-se uma festa, doando-se doces, balas e presentes e o famoso caruru (comida típica baiana) às crianças carentes.

Cosme e Damião são muito cultuados não só  pelo povo fluminense e baiano mas também em outros Estados do Brasil, como Pernambuco.  Tendo suas promessas estendidas por sete anos é muito comum fazerem a festa da mesa onde sete crianças ou multiplos de sete (quatorze, vinte e um, etc) sentam-se ao redor de uma mesa farta para comer diversos tipos de doces, cajuzinhos, maria mole, doce de leite, etc e o famoso carurú e receberem presentes.

Eram médicos mas não cobravam por seus atendimentos.

Amavam a Cristo com todo o fervor de suas almas, e decidiram atrair pessoas ao Senhor Deus através de seu serviço. Por isso, não cobravam pelas consultas e atendimentos que prestavam, e por esse motivo eram chamados de “anárgiros”, ou seja, “aqueles que são inimigos do dinheiro / que não são comprados por dinheiro”. A riqueza que almejavam era fazer de sua arte médica também o seu apostolado para a conversão dos perdidos, o que, a cada dia, conseguiam mais e mais. Seus corações ardiam por ganhar vidas, e nisto se envolveram através da prática da medicina. Inspirados pelo Espírito Santo, usavam a fé aliada aos conhecimentos científicos. Confiando sempre no poder da oração, operaram verdadeiros milagres, pois em Nome de Jesus curaram muitos doentes, vários desses à beira da morte. Cosme e Damião possuíam uma revelação clara do chamado que tinham como ministros do Evangelho, chamado que cumpriam no cotidiano da rotina profissional, ministrando Cristo através de seu trabalho.

Foram assassinados na época do império romano com a acusação de feitiçaria pois  operavam curas milagrosas e devido ao fato de não se prostrarem diante de outros deuses, o governo imperial ordenou a prisão dos dois médicos, acusados de acérrimos inimigos dos deuses pagãos. Foram jogados de um despenhadeiro. Em outras versões ouve-se que tentaram matá-los de várias formas, mas não conseguiram. Por fim foram degolados. Entre seus milagres estão a cura e a materialização (após a morte) para ajudar crianças vítimas de violência. Assim, morreram como mártires de Cristo em 303 d. C, aproximadamente.

Seus nomes verdadeiros eram Acta e Passio. Ao gêmeo Acta é atribuído o milagre da levitação e ao gêmeo Passio a tranquilidade da aceitação do seu martírio.

Como vimos são amplamente festejados na Bahia e no Rio de Janeiro, onde sua festa ganha a rua e adentra aos barracões de candomblé e terreiros de umbanda, nesses dias de setembro, quando crianças saem aos bandos pedindo doces e esmolas em nome dos santos.

Uma característica marcante na Umbanda e no Candomblé, em relação às representações de Cosme e Damião, é que junto aos dois santos católicos aparece uma criancinha vestida igual a eles. Essa criança é chamada de Doúm ou Idowu, que personifica as crianças com idade de até sete (7) anos de idade, sendo ele o protetor das crianças nessa faixa de idade. Nas festas das tradições afro-brasileiras, enquanto as crianças se deliciam com a iguaria consagrada, os adultos ficam em volta entoando cânticos (oríns) aos orixás.

Como se pôde perceber é antagônico ver a total profanação dos Princípios Eternos pelos quais os gêmeos árabes morreram. Nunca Cosme de Damião deram-se aos ídolos e jamais praticaram magia ou ocultismo, embora tenham sido acusados de fazê-lo. E por isso foram presos e assassinados. Eles foram cristãos fiéis até o fim de suas vidas amaram a Deus sem medida e sem restrições manifestaram Jesus diariamente e assim, ganharam inúmeras almas ao Senhor, através do Amor e da Pregação.

Para finalizar termino com a oração atribuida à São Cosme e Damião:

São Cosme e Damião, que por amor a Deus e ao próximo vos dedicastes à cura do corpo e da alma de vossos semelhantes, abençoai os médicos e farmacêuticos, medicai o meu corpo na doença e fortalecei a minha alma contra a superstição e todas as práticas do mal.

Que vossa inocência e simplicidade acompanhem e protejam todas as nossas crianças. Que a alegria da consciência tranqüila, que sempre vos acompanhou, repouse também em meu coração. Que a vossa proteção conserve meu coração simples e sincero, para que sirvam também para mim as palavras de Jesus: “Deixai vir a mim os pequeninos, porque deles é o Reino do Céu”.

São Cosme e Damião, rogai por nós. Amém.

 

FONTE:http://www.benitopepe.com.br/2010/09/19/quando-e-o-dia-de-cosme-e-damiao-e-quem-foram-esses-santos/comment-page-1/

ARTIGO – Ai, que bondade! Ai, que energia! Ai, que desafio! Por Marli Gonçalves

A gente quase desiste. Pensa que não existe. Até o santo desconfia quando ela é muita, quando é demais. Mas ela existe, sim, e se espalha por aí nas ações reservadas junto a quem precisa, se alimentando da sua própria alegria e dedicação. Eu vi a bondade humana despojada e feliz em poder dar uma mão, doar alguma coisa; nem que apenas um carinho seja, um bordado no pano de prato

Tomei um verdadeiro banho de bondade essa semana ao conhecer grupos de voluntários que atuam em apoio aos pacientes com câncer de todo o país que vêm se tratar no Hospital Amaral Carvalho, em Jaú, São Paulo, centro de referência no tratamento, pesquisa e tecnologia no combate a esse que é um dos mais terríveis batepinos que atacam o corpo humano, interno, violento, solapante. Aquele mal que a gente já ousa dizer o nome, câncer, até porque esse monstro vem sofrendo grandes e visíveis derrotas e a esperança é a última que morre.

Por força do meu trabalho, foram dois dias na região. No primeiro, de cara, na pequena Pederneiras, vi formada diante de mim uma roda de mulheres e homens voluntários, mais mulheres que homens, que me contavam de suas vidas. E suas vidas se confundiam com as vidas dos que eles ajudam sorrindo, alguns dentro de suas próprias casas, suas famílias. Até a prefeita da cidade, Ilana, uma verdinha, é voluntária, ela própria vítima da doença.

O tabefe inicial foi constatar que, ao contrário do que se possa imaginar, esse voluntariado não passa pela ideia de simples benesses das senhoras da sociedade local lutando contra suas vidas entediantes, e que sai pedindo coisas por aí. Não mesmo. O que vi foram mulheres maravilhosamente simples, trabalhadoras, capazes de dividir o próprio pão, como dividem as horas de dedicação que doam dia após dia. O que fazem? Tudo o que for preciso para que o doente acredite e queira viver, o que ajuda sobremaneira – e de forma comprovada – em seu tratamento e recuperação. E também ajudam a família desse humano, amparando-a no que dá, e o que se torna menos uma preocupação estressante para o paciente.

Um círculo do bem. Para quem é mais sensível acreditar no ser humano pode fazer efeitos milagrosos, me desculpem os secos inveterados. Se puderem comer direito, tomar os remédios, ter onde dormir, e a quem recorrer, todos estaremos melhor.
Voluntários. Esse tema tem me chamado a atenção. Tem um número meio chutado correndo por aí dizendo que são 42 milhões de pessoas no país, fazendo algo. O que daria quase um terço da população brasileira, e uma certa dúvida de que, se fosse verdade mesmo, haveria tanta miséria. Mas, depois do que vi essa semana, não duvido é de mais nada. Será por saber disso que a presidente Dilma assina seus discursos públicos mandando um “beijo no coração”?

Nessa viagem não encontrei com igrejas, partidos, governos, associações sociais, embora todos os cidadãos voluntários seguramente os integre. Encontrei foi com experiências individuais que doam sangue, medula, conhecimento, dedicação, carinho, bolinhos, biscoitos, bordados, e a capacidade criativa e inventiva de fazer pedidos e encontrar doações de valores e coisas, para rifá-las e leiloá-las. Encontrei também com gente que desenvolveu técnicas de convivência admiráveis com o sofrimento, com a perda, com a morte. Pensei se talvez possam explicar essa força da forma que vivem, para o próximo, literalmente. Morre um, e vem o próximo que precisa. O movimento da vida.

Um movimento mais difícil quando vemos as crianças atingidas, as formas que o câncer toma, as almas femininas que sofrem com a perda de auto-estima que se esvai com os cabelos que caem na quimioterapia, com os bombardeios, com a arma letal que combate o pior, às vezes atingindo mais do que os alvos.

Daqui desse ângulo a gente percebe como tudo é tão relativo, e pouco pode ser muito. Como um dia pode valer uma vida. Entendi até porque a loucura da Narcisa Tamborindeguy é mais aceita do que as das outras mulheres ricas do tal programa. Outro dia mostraram um orfanato do qual ela cuida, o que pareceu verdadeiro dentro daquele mundo de fantasia.

Quem faz o bem, dizem, recebe o bem. Junto até de um olhar mais carinhoso de alguns. Eu olho com respeito e até uma ponta de inveja dessa admirável boa vontade de ser voluntário, como já foi dito: “A bondade é o único investimento que sempre compensa”. Vou levando fazendo as minhas voluntariosas formas de agir, ser, pensar, ajudar, com a minha gota de água nesse oceano.

Ai, que loucura! Ai, que desafio!

São Paulo, 2012, dia após dia aprendendo.(*) Marli Gonçalves é jornalista. Nunca mais esquecerei os olhos que vi brilhando. Alguns, por ajudar. Outros, por ter encontrado ajuda.

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Seção solidariedade. Ei, precisam de você! E vai valer a pena ajudar.

MEGABAZAR DE NATAL DA AAEB

A Associação de Amigos dos Excepcionais do Brooklin (AAEB) promove dias 03 e 04 de dezembro, no Brooklin, o seu tradicional MEGABAZAR de Natal.  Quem for ao local, vai encontrar artigos interessantíssimos, desde artesanatos das crianças, dos adolescentes e das mães dos assistidos, até calçados, roupas, objetos e outros utensílios, fruto de doações – tudo a preços simbólicos.

Os recursos obtidos o MEGABAZAR serão destinados à manutenção da entidade, que trabalha desde 1984 com crianças e adolescentes com deficiência intelectual e múltipla e apoio psicossocial às suas famílias.

 O MEGABAZAR acontece no Salão da Paróquia São João de Brito, que fica na Rua Nebraska, 868, Brooklin – São Paulo – SP.

 

MEGABAZAR de Natal da AAEB

Data: 03 de dezembro (das 12h às 20h) e 04 de dezembro (das 9h às 14h)

Local: Salão da Paróquia São João de Brito (R. Nebraska, 868, Brooklin)

Informações pelos telefones: 5533-0087 e 5535-6002 (Joana Catalano – coordenadora)

Endereço eletrônico: http://www.aaeb.org.br  / aaeb@aaeb.org.br

AAEB – Associação de Amigos dos Excepcionais do Brooklin (R. Baetinga, 99, Brooklin)

 NO ANO PASSADO TAMBÉM TEVE: OLHA AQUI

ARTIGO – Tá na hora, tá na hora!

                                                                                                                                         Marli Gonçalves     É a vida, é bonita. Eu também fico com a pureza da resposta das crianças, como Gonzaguinha cantou. Por mim não teria crescido e tenho dúvidas se, na verdade, não morrerei criança, Plunct Plact Zum

Estou mesmo adorando ver nesses tempos de internet todo mundo virando um pouco mais criança na frente da tela. Se você frequenta alguma rede social deve ter notado que nesses últimos dias grande parte das fotos das pessoas sumiu, dando lugar a figurinhas divertidas e coloridas das memórias de infância de cada um. Tem marmanjo que virou Garibaldo, Tintim, Hommer Simpson e as mulheres viraram fadas e princesas, embora algumas tenham escolhido bruxas como a Madame Min, ou a Maga Patalójika, apropriada para ser a ministra Iriny Patológica, isso sim.

Corri para mudar também. Virei Luluzinha no Twitter e a minha predileta Ariel, a pequena sereia, no Facebook. Na brincadeira também vale usar um avatar (como se chama essa coisa) com uma foto sua, meiga, de quando era criança, gugudadá.

Mas é brincadeira séria, embora nem todo mundo saiba. É forma de se manifestar, parte de uma campanha virtual contra a violência infantil, que aproveita a data que está aí, 12 de outubro. Datinha, aliás, engraçada: vale por três ou mais. É feriado por causa de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. Poderia ser folga também, mas não é, por causa do Descobrimento da América. E tem também o tal Dia da Criança, mas essa data foi inventada só para vender. Primeiro, por um deputado nos anos 20; depois ressuscitada nos anos 60 para vender produtos Johnson & Johnson, brinquedos Estrela e bebês rosáceos, branquinhos e gordinhos.

Se o Brasil fosse um país sério – calma…Não é! – a data ganharia a partir deste ano mais uma boa lembrança. Seria o dia em que milhões e milhões de brasileiros em todo o país sairam às ruas marchando céleres e serelepes contra a corrupção, em um protesto que há dias vem circulando com chamadas pela rede. Mas por que eu tenho dúvidas se isso ocorrerá? Talvez por já não ser mais criança e nem acreditar em Papai Noel. Talvez porque conheça a malemolência de nossa gente, que já viu situação muito pior ainda do que está e fica, e não fez nada – durante bons 20 anos – digamos, tão volumoso a ponto de virar marca. Que me lembro, as últimas das melhorzinhas foram os encontros pelas Diretas-Já! Cobri o movimento, lembro bem, e tinha um tom festivo, no melhor sentido, o de felicidade, as pessoas se davam as mãos em uma única direção. Depois disso só vi grandes ajuntamentos nas paradas gays e religiosas.

As pessoas, como as crianças, precisam brincar, se divertir, ver o lúdico da vida. E esta manifestação que está convocada agora, ao contrário, está chata, mal humorada, cinza, sem cara, sem lenço e sem documento. Ela realmente seria um sucesso se cada um dos bilhões de e-mails passados e repassados ao ponto se materializasse de verdade em gente nas ruas. Mas, amigos, é dia santo, feriado, meio da semana, faz calor, o tempo está seco, não sabemos se pode levar o cachorro, se a polícia vai bater, se vai ter corrupto infiltrado, se põe boné ou não, se levo vassoura ou rodo, se vai ter jogo do timão ou dos timinhos, o que vai passar na televisão na sessão da tarde (o protesto será às três da tarde), onde almoçar, etc.

Estamos muito esquisitos. E, como crianças, inclusive, treinando bullyng na escolinha, grudando chicletes nos cabelos uns dos outros, pondo cascas de banana no caminho. Eu digo que você é feio. Alguém responde mais feio é você que não está falando do tempo do FHC. Eu digo que o governo está extrapolando. Outro pentelhinho vem falar sobre o fim dos miseráveis (onde?onde?). Eu digo que você gosta de lua e estrela; você diz que sou tucano, canarinho, periquito.

Estamos um país tutelado como uma criança. A verdade é que estamos todos nos tratando uns aos outros como crianças e isso está escorrendo para a política. Temos uma mamãezona rigorosa no poder, saindo para trabalhar, enquanto papai bonzinho Lula vai viajar. Temos uns primos que metem a mão na cumbuca e uns tiozinhos da hora. Temos umas senhoras de Santana – com a diferença que parece que estas de hoje estudaram um pouquinho – se metendo até na programação de tevê, em prol da “defesa da dignidade”, o novo nome do que elas acham que é moral ou bons costumes.

Nosso vocabulário também está ficando tatibitati, pobre, com poucos termos. Estamos sempre indignados. É indignado isso. Indignado aquilo. Quantas vezes você ouviu essa palavra nos últimos dias?

Diga se não seríamos mais felizes se voltássemos de verdade à infância, mesmo que por momentos, junto com as imagens que trocamos nos perfis das redes sociais. Diga se não conseguiríamos maior repercussão. Não precisaria muito, apenas o espírito da coisa. Ou você vai dizer que nunca foi Frajola atrás do Piu-piu, ou não conhece nenhuma Alice, Rapunzel, Chapeuzinho Vermelho, Luluzinha, Mafalda, Mágico de Oz, Batman, Superman, Simpson, Teletubbie, Bolinha, Peninha, Donald, Patinhas, Margarida, Metralhas, Zorro, Barbie, Cascão, Cebolinha, Monica, Emilia, Narizinho, Pateta, Professor Ludovico, Popeye, Olivia?…

Já pensou todos na mesma história? O Plunct Plact Zum, pode partir sem problema algum.

São Paulo, era uma vez um reino encantado, 2011(*) Marli Gonçalves é jornalista. Aprendeu a brincar sozinha, construindo os brinquedos que não podia comprar, lendo HQ e assistindo a desenhos animados. Ainda se diverte muito com tudo isso. Só acha que tem é muita gente brincando com os sentimentos dos outros, e isso dá vontade enorme de abrir o berreiro.

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TRILHA SONORA:

Sobre as crianças na tragédia serrana. Esclarecimentos da juíza da Vara da Infância desmente boatos

Em nota oficial Vara da infância, juventude e idoso desmente boatos

Em nota, a Juíza Inês Joaquina informa os procedimentos para adoção e proteção das crianças

  • A Vara da Infância, da Juventude e do Idoso esclarece:

NÃO ESTÁ SENDO REALIZADO CADASTRO EMERGENCIAL DE PRETENDENTES S À ADOÇÃO!
As crianças que perderam os pais na catástrofe estão sendo localizadas e cadastradas. Serão encaminhadas aos abrigos especializados, já existentes. Assim que possível, serão levadas a guardiões já anteriormente cadastrados, inscritos na lista regular de pretendentes à adoção, para guarda provisória ou participação no Programa Lar Acolhedor. A lista é nacional. Os que, na tragédia, se comoveram e pretendem se inscrever para guarda ou adoção deverão se dirigir ao Fórum de Agriões a partir da segunda-feira, dia 17/01/2011, para ingressarem no cadastro regular de adoção;

CASOS DE CRIANÇAS DESAPARECIDAS 
Quem tiver notícia de crianças desaparecidas deverá se dirigir à sede do Posto de Atendimento organizado pelo Ministério Público e pela Ouvidoria do Município, na Praça Olímpica;

CRIANÇAS QUE ESTÃO SOB CUIDADOS DE AMIGOS OU VIZINHOS
Deverão comparecer à Vara da Infância e da Juventude para a regularização da guarda.

POSTO DA VARA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE
Além do atendimento regular no Fórum, estará a Vara funcionando em regime de plantão em posto próprio no Pedrão.

A IMPRENSA DEVE EVITAR ENTREVISTAR CRIANÇAS, sem autorização dos pais ou do Juízo.

Assina a nota a Juíza de Direito, FONTE:

http://www.guiatere.com/teresopolis/noticia/nota-oficial-da-vara-da-infancia-juventude-e-idosos.html