ARTIGO – Pesadelos no país tropical. Por Marli Gonçalves

O Sol escancarado, o céu azul, a temperatura amena, as noites fresquinhas, quase tudo o que a gente poderia precisar para ser feliz. Mas quem consegue? Com sobressaltos de dia, de tarde, de noite… e de madrugada! Os sonhos são estranhos, os pesadelos reais. Os dias, o tempo, o futuro, alterados.

Mauvais rêve | Mon petit nombril

Nas ruas, um bando de gente louca continua andando pra lá e pra cá sem máscara, ou com ela, digamos, posta ou pendurada em lugares bem estranhos. Precisa dizer que não precisa tirar para falar ao celular? Que máscara é feita para cobrir o nariz e a boca, os principais meios de transmissão dessa doença maldita que veio bagunçar o coreto mundial coma música tenebrosa do terror? Que o horror é invisível?

O inverno deve ser longo: arrebatou o verão, o outono e já se anuncia na primavera do ano que não mais esqueceremos. Ultrapassamos oficialmente um milhão de infectados, quase 50 mil mortos. Por essas e outras que parece que a cada dia, as coisas pioram, e não é só no número, mas com o bagunçado afrouxamento das regras da quarentena, com a forma que as informações (não) são entendidas e em um momento tão delicado.

Pegam o mapa e colorem: vermelho, laranja, amarelo. Regras são baixadas alegremente como se nosso povo fosse suficientemente esclarecido para segui-las sem a devida fiscalização, que todos sabem que não haverá, ou se ocorrerem, só pescam as sardinhas tentando fugir de tubarões. Um dia se fala uma coisa; no outro, já não é mais. Fora as medidas que só podem nos fazer gargalhar, tipo aquela de que os ônibus só poderiam circular com as pessoas sentadas – e que não levou em conta, por exemplo, que ninguém anda querendo sentar nem ao lado, nem no quentinho de outras pessoas. Tem quem prefira só pegar nos ferros; depois limpar as mãos. Por aqui em São Paulo, já caiu essa medida também. Não, ninguém mandou aumentar a frota, para evitar aglomeração e gente pendurada; e os horários escalonados estão bem doidos. As portas se abriram, e as pessoas precisaram sair, com sua fome, seus medos, suas obrigações.

Outro dia, onde entrei, encontrei uma figura, uma mulher – que deixo pra vocês bem imaginarem suas divertidas formas e triste tipinho –  toda metida, sentada no meio de mais gente, sem máscara, e que ousou ficar toda irritada e emproada porque perguntei na hora a ela se era possível que pusesse, então, um farol verde sobre sua “linda” cabeça, já que, ríspida, disse que já tinha contraído o vírus e não precisava mais usar. Ela fechou a cara. Portanto…Volto a perguntar: e vocês acham mesmo que sairemos melhores dessa? Infelizmente o que tenho visto está na linha do “cada um por si”, e já nem falo em Deus, porque nem Ele deve estar acreditando o quanto seu Santo Nome vem sendo clamado em vão.

Meu lado diabinha tem pensado seriamente em começar a espirrar e tossir bem perto desses seres, só de sacanagem. Mas na verdade me sinto – e vejo muita gente que conheço da mesma forma – cada vez mais preocupada e isolada, até para evitar aborrecimentos, já que não tenho um pingo de sangue de barata em minhas veias.

O mesmo sangue que simplesmente ferve ao acompanhar a escalada vertiginosa da crise política. Que chega ao cúmulo do cúmulo, acumulando as digitais de um presidente cada vez mais insano e sua família e equipes envolvidos em tudo de ruim, perdidos, tentando justificar malfeitos diários, muitos até mais antigos, revelados pela imprensa que odeiam com todas as forças.

Dizer que o país está à deriva é pouco: todo o futuro está comprometido. Olha as áreas de Educação e Saúde, os desatinos da área econômica, o relacionamento diplomático, agora também estamos mandando lixo para instituições mundiais, como é o caso do ex-ministro Abraham Weintraub. Os poderes se digladiam entre si, as forças militares se assanham ocupando alguns postos chave. Saqueadores de outrora se aproximam, sedentos e cobrando caro para serem muletas e esteios de poder.

Enfim, um pesadelo, como os que vêm ocorrendo em nossas noites de sono e insônia, desses, que estamos caindo em um abismo, sendo perseguidos, gritando por socorro sem seremos atendidos, pendurados numa corda puxada de um lado e de outro.

O problema é que a tal corda puxada e que se estica está mesmo enrolada em nossos pescoços. O que descobrimos todos os dias, bem acordados. Apavorados.

– “Pamonhas, pamonhas, pamonhas” – um carro com alto-falantes passa agora aqui em frente, percorrendo as ruas. Essa realidade é mesmo muito dura em seus sinais.

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MARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. À venda nas livrarias e online, pela Editora e pela Amazon.

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ARTIGO – Estamos todos ajoelhados? Por Marli Gonçalves

Ou estamos todos sufocados? No mundo inteiro, em fotos simbólicas, nas grandes manifestações contra o racismo, contra a morte, nos Estados Unidos, do negro George Floyd, sufocado pelo joelho de um policial branco por exatos oito minutos e quarenta e seis segundos, as pessoas vêm se ajoelhando.

E os joelhos que também podem matar adquiriram assim mais um sentido, o que não é de submissão a nenhuma autoridade, nem de humilhação. Ao contrário, são momentos de súplica para um basta. Resistência. Um basta ao desprezo pela vida humana, tão claramente exposto essa semana também pela morte, em Pernambuco, do menino Miguel, cinco anos, deixado em um elevador que o elevou, sim, mas ao nono andar de um prédio luxuoso de classe alta onde uma grade se desprendeu em sua procura pela mãe, e o projetou 34 metros abaixo.

Negro, criança, pequenino, havia sido deixado por minutos pela mãe sob os cuidados da loura patroa mulher de prefeito que a havia mandado passear com o cachorro da casa. Bastava que ela, a patroa, o tirasse do elevador para onde correu – mas ela, não, fez pior, apertou ainda o botão para que o elevador subisse. A mãe de Miguel, hoje com razão desesperada, pergunta: e se fosse ao contrário? Os joelhos da sociedade estariam sobre seu pescoço. Enquanto a patroa rica pagou uma fiança e está em liberdade.

João Pedro, 14 anos, negro, brincava dentro de uma casa em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, quando um tiro o atingiu pelas costas, vindo de mais uma desastrada operação policial, dessas que atira para todos os lados, especialmente em comunidades negras, pobres, e que tantas crianças matam, tantas pessoas matam.

Nós nos ajoelhamos para rezar por elas, sempre mais tarde de tudo que poderíamos ter feito.

Vidas negras importam, diz o movimento que se espalha pelo mundo. Vidas importam, todas, ainda não diz claramente o movimento que esperamos de joelhos aqui no Brasil. 35 mil mortos em poucos mais de cem dias da pandemia de Covid-19, negros muitas de suas principais vítimas. Um presidente que diz “E daí?”, que balbucia sem corar que “sente muito, mas todos vamos morrer”, como se essa frase fosse de alguma inteligência e não apenas demonstrasse o profundo desprezo pela população que governa e que é encaminhada para um matadouro, às vezes até com pauladas mesmo.

Como representante dessas vidas negras, é posto um ser asqueroso, que chama o movimento antirracista de “escória” e continua ali como se nada tivesse acontecido, sentado em sua cadeira na Fundação Palmares, talvez se achando de branca candura, sem se ver negro, sem se ver, sem fazer.

Eu quase já não consigo mais respirar esse ar nacional há mais de um ano e meio, desde que esse grupo chegou ao poder buscando asfixiar tudo o que é livre, sensato, conquistado. Que vem dando largos passos em direção a um abismo irracional e de ignorância aproveitando as mortes que incentiva em seus movimentos contra o isolamento social, aproveitando nossa perplexidade com atos e fatos que se sucedem dia a dia mais graves e cruéis.

Está tudo em vermelho e negro. A informação acaba sendo o vermelho sangue que corre nas veias do país que parece não mais querer acreditar nelas, as notícias, os fatos sendo revelados, como se estancar esse sangue com cegueira pudesse paralisar todo esse mal que nossos joelhos sangram de tanto que os dobramos para orar, com fé , em súplicas, pelo entendimento da importância de uma democracia, por Justiça e igualdade entre todos, raças, gêneros, classes, povos.

Ele implorava. Não consigo respirar. Não consigo respirar. Não consigo respirar. Por, repito, oito minutos e quarenta em seis segundos, ele implorou. Os joelhos que asfixiaram George Floyd, cena assistida, gravada, documentada, é muito mais do que apenas americana, muito mais do que apenas contra a violência policial ou o racismo. Ela é a forma sufocante da morte de quase meio milhão de pessoas em todo o mundo nesse terrível 2020.

Estamos todos já quase sem ar, e preocupados com o avanço do sufocamento democrático desse desleal grupo no poder. E o que parece é que esse poder já está tomado. Pelo fatos, posições, pelo silêncio nacional de um povo que se humilha, sendo que um percentual deles, infelizmente, se ajoelha paramentado em verde e amarelo por adoração a (mais um) ídolo de barro, onde ele apenas escorrega, sem cair de vez.

 

 

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ARTIGO – Alvoroço no Alvorada. Por Marli Gonçalves

Virou praxe. No nascer do dia, logo após o toque de cornetas, clarins e tambores nos quartéis ao amanhecer, na alvorada, surge um homem completamente alterado à porta de seu Palácio, o Alvorada. Ele vai abrir a boca, dizer sandices, um ou dois ou mais palavrões, gesticular, ameaçar a democracia e as instituições, pior, por isso ser aplaudido por um pequeno grupo fazendo alarido no seu quintal

Agora esse homem deu até de usar gravata ostentando o símbolo de suas loucuras. Pequenos fuzis em verde e amarelo, como tão bem registrou o genial repórter fotográfico de Brasília e da história, Orlando Brito. Outro dia mesmo, Brito, mais de setenta anos, foi ao chão, teve os óculos quebrados por essa turba que surrupia as cores e símbolos nacionais para enaltecer o obscuro, para tentar que o Brasil novamente anoiteça sem liberdade. Outro repórter, Dida Sampaio, derrubado e chutado.

Não era sem tempo que alguns dos principais meios de comunicação do país deixassem de presenciar essa cena macabra ocorrendo sob o brilhante céu da Capital da República, onde diariamente – além de registrarem esses descalabros – ao tentarem fazer perguntas, recebem de volta ironias, provocações e ameaças que vêm aumentando em escalada, sem que providências sejam tomadas para garantir minimamente sua presença no local. Essa semana muitos deram um basta.

Mas o homem não para. A cada dia mais violento, ameaçador, faz desse show matinal material para os vídeos que planta na internet para serem dispersados por uma equipe que coordena milhares de robôs e gente que se diz “patriota”, entre outros que, coitados, acreditam que os robôs sejam gente de verdade. Nessa semana vimos bem a cara de alguns desses seres digitais capturados na realidade da rede de uma parcela da Polícia Federal que se esmera pela independência.  O homem chiou, os olhos chisparam, mais disparates foram ditos, feitos, anunciados e ordenados em ameaças, inclusive de grave descumprimento da ordem constitucional.

A cada alvorecer mais preocupante, os dias nacionais quando já acordamos em sobressaltos, como se já não bastassem os milhares de mortos, os números que diariamente sabemos no crepúsculo dos dias em meio à pandemia, ao desencontro de ações, dos conflitos entre regiões, do vazio verde-oliva ocupado na Saúde por patentes e coturnos.

A vestimenta da Alvorada traz detalhes que acabam passando, como se lei não tivéssemos mais: talvez vocês não tenham reparado ainda que o homem da gravata com fuzis agora aparece cercado por seus seguranças ostentando máscaras de proteção com a sua figura carimbada, em um personalismo que conhecemos no século passado durante a ascensão do mal do fascismo e nazismo.  O “e daí?” usado alegremente na máscara da deputada que já estaria cassada em momentos normais. E naquela reunião do dia 22 de abril que agora, perplexos, assistimos, vários ministros e autoridades regurgitaram suas ignorâncias em alto e bom som, sem que tenham sido presos. Aliás, o que é compreensível, se ali tivesse havido voz de prisão entre uns e outros não sobraria quem apagasse a luz daquele salão.

O alvoroço não é pouco, e se distribui muito além da alvorada e do Alvorada, das manhãs, tardes e noites, causando inquietação no nosso sono das madrugadas, do Planalto às planícies; entre os Poderes, agora em isolamento social, engaiolados em lives e encontros digitais, reuniões extemporâneas, declarações e notas de repúdio em redes e folhas de papel que não duram minutos respirando até que outras tenham de substituí-las.

Fosse só o homem, mas ele tem os filhos enumerados, porque agora é moda, além do banheiro, o ir lá fazer 01, 02, que já era bem ridículo como expressão. Temos por aqui mais zeros, sempre à esquerda, nunca nos lugares onde no mínimo deveriam estar trabalhando, mas tentando desgovernar juntos, como clones do sobrenome que precisamos urgentemente, e antes que seja tarde, parar.

Nosso alvoroço – dos que prezam pelas liberdades individuais e pelo respeito – tem de começar a ser sentido lá no Alvorada.

Nossa alvorada haverá de ser muito melhor. Do jeito que está, sujeita a trovoadas, poderá nos levar a uma noite terrível. Mais terrível dos que os pesadelos que atormentam nosso sono buscando sobreviver, além da pandemia, além deles, e de todo o atraso e violência que claramente representam.

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FONTE: OS DIVERGENTES – FOTO DE ORLANDO BRITO

ARTIGO – O epicentro de cada um de nós. Por Marli Gonçalves

Acostumada a vida inteira a resistir às inúmeras pressões, dificuldades, verdadeiras visões do inferno assistidas como jornalista, como mulher, na vida pessoal, admito: me encontro agora com o emocional abalado como há muito não acontecia. Pior: desta vez não está em minhas mãos a solução, mas na de todo um país, completamente desarvorado, triste, confuso, louco, e claramente nas mãos de uma equipe de desajustados. Mais perigosos a cada dia que passa.

Saxofonista. Pano de fundo preto. — Vetores de Stock © JonCrucian ...

Sim, é um desabafo. Sincero, necessário, para não explodir. Sinto também que falo por muitos e muitas em todos os cantos desse país perplexo e assustado, que tem medo não só da mais da morte ou da terrível doença que nos assola a todos, mas também do desenrolar do embaraçado (e embaraçoso) novelo político que torna tudo ainda pior. Não há nervos que aguentem.

Rompi em choro descontrolado pouco antes de começar a escrever. Assim. Ouvia o noticiário de tevê, com todo o cotidiano das histórias terríveis, emocionantes, dos números tenebrosos, dados sobre a ignorância das desobedientes aglomerações, as falas patéticas reveladas, a queda de mais um Ministro da Saúde em meio a esse caos, quando de repente ouvi um som magistral, um jazz. Não vinha da tevê, claro, que dali ultimamente as belezas andam afastadas.

Corri à janela e, lá embaixo, estava, na esquina, um solitário saxofonista que entoava as mais belas canções, Pixinguinha, Adoniran, Tom Jobim, Cole Porter. Junto comigo, outras janelas se abriram juntando seus sons a aquele som mavioso, esse despertar. As minhas lágrimas teimosas rolaram com gosto, como um desabafo necessário, que devia estar ali represado, querendo virar água, fluir.

Somos todos hoje nós mesmos um epicentro – essa palavra que tanto ouvimos – e que veio se mudando, da China, passando pela Europa, Estados Unidos, até nos atingir tão pesada e brutalmente. Somos, cada um de nós, um epicentro de emoções. Tão controversas quanto absolutamente incontroláveis.

É bonito demais ouvir as janelas se abrindo. As pessoas aplaudindo, várias mandando colaborações para aquele chapéu que o músico passava, para amealhar alguns trocados.  Creio que todos um dia merecem ouvir serenatas. Por aqui onde moro, São Paulo, sempre estranhei não ver ninguém nas janelas, as cortinas sempre fechadas. Precisou desse isolamento para descobrirem que elas podiam ser abertas. Para ouvir seja a música do saxofonista, do amolador de facas, ou o som do bater das panelas, dos protestos que se multiplicam, entoados pelos mais ativos. Muito além dos costumeiros alarmes disparados, das ambulâncias e sirenes, do trovoar, das turbinas do aviões que já não cruzam mais os céus.

SAX MUDOSair às ruas não dá mais prazer como outrora. Não há passeio ou destino legal quando se sai apenas por necessidade, para o médico buscando socorro, para o mercado onde os preços nos esmagam a cada dia mais, assim como na farmácia onde borrifam um álcool gel fedido em nossas mãos, como se fizessem algum favor. Não reconhecemos rostos amigos que passam de nosso lado, e os olhos, ah, os olhos descobertos! Nos rostos mascarados demonstram toda essa ansiedade, o pavor, e a tristeza. Claro, isso quando a máscara não está no queixo ou, às vezes, nos mais humildes, tão suja que dificilmente pode proteger alguém, seja de fora ou de dentro.

As insanidades, as frases irritantes, as revelações em gravações, vídeos, as ordens e medidas sem pé nem cabeça tomadas por governantes que se debatem uns com os outros, ver um povo tão dependente de um líder que é capaz de ficar cego, pular num cadafalso, num buraco aberto. E incitados por alguém que a cada dia parece apenas querer provocar a hecatombe, e que ele, sim, no momento é o epicentro de tudo que é ruim, e que nos traz ainda mais angústia. O epicentro do mal.

Como assim? Exames de laboratório feitos com pseudônimo inventado? Airton Guedes, Rafael Augusto Alves da Costa Ferraz, 05? Vocês já tentaram fazer algum exame, sem que tenham pedido inclusive documentos originais, com foto, carteirinhas e etcs? Como alguém pode achar isso normal, aceitar? Dois ministros da Saúde derrubados no meio de uma pandemia sem igual, em menos de um mês? A insistência em um remédio rejeitado pela comunidade médica internacional; o que ele pretende? Até onde vamos deixá-lo chegar? Até onde essa equipe desnorteada e má continuará agindo, enquanto estamos amarrados, isolados?

Precisamos abrir mais nossas janelas para conversarmos pessoalmente entre nós, e nem que seja aos gritos.

Nem sempre tem um saxofonista na esquina. Mas não seja por isso: sempre haverá um Hino pela Liberdade a ser entoado.

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ARTIGO – Calar? Jamais. Por Marli Gonçalves

Todo dia, toda hora, todas as manhãs, tardes e noites de um momento tão doloroso como esse que vivemos,  ansiosos, preocupados com nossas famílias, amigos, com quem amamos, como sobreviveremos, temos de ainda ouvir a voz estridente e ver os atos de um presidente sem noção e deslocado da realidade nessa acelerada marcha de insensatez. Que ainda ousa gritar para a imprensa calar a boca…

– “Cala a boca, que eu não te perguntei nada”?

Como ousa? Quem pergunta, aqui, somos nós, presidente. E são muitas essas perguntas. Não queremos calar sua boca, mas interromper o quanto antes e enquanto ainda é tempo – e esse se esvai – a sua visível loucura, destempero, incapacidade de liderança. Suas marchas insanas. Suas aparições assombrosas. O terror das milícias que o apoiam, incentivando grupos, violência, agressões e ataques, as carreatas da morte e agora, nessa última versão, suas passeatas com engravatados contra a democracia, invadindo os guardiões da ordem constitucional. Não nos calaremos, mas o senhor poderá, sim, ser afastado.

Ter o poder não lhe fez nada bem, e parece piorar a cada dia, nessa ânsia de querer ter razão, querer se desvencilhar de culpas que já estão em seu colo, explodindo como bombas do Riocentro, daquele período de terror que tanto admira.

Olhe no espelho, senhor presidente. Pegue uma foto antiga sua, nem precisa ser de muito tempo atrás, pode ser de quando era apenas mais um deputado mequetrefe do baixo clero, que de vez em quando aparecia como boquirroto. Até que dava pro gasto. Hoje o senhor está acabado, envelhecido, transtornado, impaciente, seus olhos apenas transmitem ódio e ironia, transmitidos geneticamente inclusive aos seus filhos, os numerados. O ciúme de quem se destaca, indisfarçável. Sua face, rígida, pálida como a morte, não haverá máscara que a cubra.

bocafalanteO senhor não está nada bem. Já não consegue nem mesmo disfarçar. O medo, a raiva, a sua própria ignorância, despreparo para o cargo, para a indicação de sua equipe – já está tudo desfraldado na sua imagem. Nas imagens que produz. No asco que causa na maioria de nós. Nas piadas que já contamos sobre vocês todos, publicamente.

De nós, já está afastado. Somos gente comum, trabalhadores, brasileiros, parte de uma população apavorada com um vírus que se espalha pelo ar, de pessoa a pessoa, causando uma doença de difícil cura, com graves sequelas, e que mata sem dó pessoas de todas as idades, lotando hospitais, já obrigando a que profissionais de saúde escolham quem poderá ser socorrido, macabra loteria.

Qual é a sua? Diga logo a verdade, o que é que ousa pretender? Por que não para de nos prejudicar? De nos envergonhar diante do mundo? O país pagará esse preço por muito tempo, dias que já estão marcados na História.

Por que não dá ênfase à busca de mais testes em massa? À compra de respiradores e equipamentos e contratação de equipes que já faltam em todo o país?  Onde estão as medidas reais para salvar a economia, de que tanto fala? Porque não sabe o que fazer, admita.

O senhor entende que jamais dormirá em paz novamente porque o peso de muitas dessas mortes já recai sobre as suas costas e essa sua insistência em negar a importância do isolamento social, da quarentena, e que tem levado à desobediência da que ainda é a única medida possível hoje para ao menos conter o avanço da contaminação?

Não é capaz nem de ao menos perceber que a cada dia as medidas precisarão ficar ainda mais rigorosas, ao invés de serem relaxadas, e por sua causa? Os governadores e prefeitos um pouco mais sensatos obrigados a diariamente atropelar seus desfeitos e desmandos.

Por que o senhor, essa equipe e gente desconectada da realidade que o segue como zumbis, não veem o que acontece à cada medida improvisada, a cada crise institucional?

Repito: o senhor não está nada bem. E tudo que faz está sendo escrito, filmado, registrado, bastante comentado.

Eu não me calo. E sei que não nos calará. Nem adianta tentar, porque a cada dia somos mais e mais, contando agora com muitos dos que um dia até o apoiaram, e se sentem traídos. E que estão muito bravos, senhor. E desilusão não tem volta.

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#ADEHOJE – CONSCIÊNCIA NEGRA E CIDADÃ. E O “BARATA VOA” DOS DOLEIROS

#ADEHOJE – CONSCIÊNCIA NEGRA E CIDADÃ. E O “BARATA VOA” DOS DOLEIROS

 

SÓ UM MINUTO– De quando em quando o grupo, um grupo, de doleiros “top” do Brasil sofre com uma devassa. Depois, voltam – há anos vemos essas operações. Hoje essa devassa foi em cima da turma do doleiro dos doleiros, Dario Messer, preso aqui em SP, em junho, e envolveu até o ex-presidente do Paraguai, Horácio Cartes, alvo de mandado de prisão preventiva porque teria colaborado com a fuga dele… Operação faz parte da Lava Jato. Mais uma fase.

Amanhã, 20, Dia da Consciência Negra. Muito mais que um feriado, Dia de parar com o “eu não sou racista, mas…”. Dizer que no Brasil não há racismo é o mesmo que dizer que no Brasil as mulheres estão seguras e que o feminismo é compreendido. A população negra sofre com a violência, baixos salários, falta de oportunidades e especialmente com esse racismo velado, que nós temos é de revelar todos os dias.

E não é que o Toffoli desistiu de acessar os dados de 600 mil brasileiros? Viu que tava pegando mal, bem mal…

 

#ADEHOJE – MANIFESTAÇÕES, CONFUSÕES E DESENTENDIMENTOS

#ADEHOJE – MANIFESTAÇÕES, CONFUSÕES E DESENTENDIMENTOS

 

SÓ UM MINUTONão me levem a mal, por favor. Só queria chamar a atenção para que não haja mais nunca essa coisa de só seguir cegamente sem entender para onde. Ontem passei pela Avenida Paulista e fiquei bastante surpresa com os grupos de movimentos que não sei mais se são o quê, se bolsonaristas, de direita, desinformados, ou só de má fé. Juntaram grupos de pessoas vestidas de verde e amarelo, inclusive muito parecidas fisicamente entre si, e em detalhes que não são muito legais. Eram gritos contra o Supremo Tribunal Federal, especialmente contra o Gilmar Mendes. Gilmar arregimenta uma revolta particular contra ele. Mas ninguém ai parece entender o papel do Supremo, o que representa, assim como as leis. O clima esquisitíssimo, tenso, com uns discursos bastante reacionários.
Perto dali, uma manifestação de bolivianos pedia a volta de Evo Morales dizendo que a Bolívia sofreu um golpe de Estado. Com Tantas mortes e tantos feridos nas manifestações de lá, ainda não era grande o número de bolivianos protestando. Aliás, que loucura que estão as manifestações pelo mundo…

 

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manifestação bolivianos #americalatina #avenidapaulista

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#ADEHOJE – DE PÉCS E PÓCS, REMENDOS E PRECONCEITOS

#ADEHOJE – DE PÉCS E PÓCS, REMENDOS E PRECONCEITOS

SÓ UM MINUTO – Não que eu fosse achar ele muito melhor, mas essa história do príncipe que deixou de ser candidato a vice-presidente porque Bolsonaro achou que ele era gay (!) e que gostava de orgias (!) é a cara do Brasil que vemos hoje. O Brasil que está amando as coisas que o Alexandre Frota está falando sobre seu ex-querido e apoiado, cada vez mais está a cara de programas, digamos, hot hot hot. Parece ainda que um deputado foi flagrado numa sala da CCJ … Ah, para! Que se for atrás tem cada história mais cabeluda do que a outra nesta que um amigo chama de República das Cuecas.

O país caindo aos pedaços, um ministro da Economia querendo retalhar uma Constituição, os países vizinhos se matando, tudo quanto é tipo de desgraça acontecendo, meio ambiente gritando, um presidente que agora quer criar um partido que já nasce zoado em seus anéis….

Essa é a República que comemoramos. Bananas e outras mumunhas

#ADEHOJE – UM DIA HAVERÁ DE TER LIMITES

#ADEHOJE – UM DIA HAVERÁ DE TER LIMITES

 

SÓ UM MINUTO – É preciso que haja limites para a loucura que está se instalando no país, e antes que seja tarde demais. Primeiro, para a ignorância. Estão fazendo, acredite, uma Convenção da Terra Plana: eles juram que acreditam que… a Terra é plana! Outra, forte, foi essa do presidente Jair Bolsonaro acabar com o DPVAT, que vem a ser o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestre e outros similares. Uma atitude que prejudica e prejudicará mais ainda as vítimas do trânsito. E por que ele fez isto? Porque é vingativo, mau. Seu desafeto do partido PSL, Luciano Bivar, administra parte desses seguros.

Já não bastasse a encrenca dos radares, dos afrouxamentos para a obtenção da CNH, tantas marmotices que vem sendo executadas. Você aí, vai continuar achando que ele é Mito? Vai se sujar com esse sangue? Não vai ter muitos remorsos com o que poderá acontecer? Pode ser você o atingido, ou alguém de sua família. Vai bater palmas para maluco governar?

#ADEHOJE – VEIAS PULSANTES E CORTANTES DA AMÉRICA LATINA

#ADEHOJE – VEIAS PULSANTES E CORTANTES DA AMÉRICA LATINA

 

SÓ UM MINUTO – Creio que, assim como eu, estamos todos muito preocupados com tudo o que acontece à nossa volta. Pior, estamos todos muito confusos sobre a constitucionalidade e legalidade das coisas. Digo isso, não só, claro, por causa da Bolívia, da renúncia de Evo Morales. Mas pelo somatório das coisas em toda a região. No Brasil, a libertação de Lula acirrou novamente ânimos que estavam, mal ou bem, sendo acalmados. Nas ruas, pessoas desinformadas pedem o fim do STF, protestam sem bem entender as coisas.

As falas de todos os lados não estão sendo para aplacar as diferenças, mas para acentuá-las. Qualquer posicionamento é visto sob o ângulo de direções que não explicam as coisas. A economia – que se abala com qualquer fato nacional e internacional – bambeia. Na área de comportamento, a violência grassa em estádios, na polícia, dentro das casas com os feminicídios em destaque.

Vivemos mesmo momentos difíceis, muito difíceis.

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#ADEHOJE – CULTURA NO TURISMO? E OUTRAS BARBARIDADES

#ADEHOJE – CULTURA NO TURISMO? E OUTRAS BARBARIDADES

 

SÓ UM MINUTO – Ô, gente, desculpe, mas tenho de repetir que mais ou menos eu sabia que todo dia teria, mas não achei que seria tanto. Vejam só essa última: Bolsonaro manda a Cultura par ao Ministério do Turismo, e ainda pretende por um pastor da linha RR Soares para dirigir. Não tem nem o que comentar, de tão absurdo. Mas a Cultura também não estava bem lá no reacionário Ministério da Cidadania de Osmar Terra. Escuta essa: só hoje tem notícias de três feminicídios ou tentativas de feminicídio, bárbaras, terríveis com fogo, faca. Ontem o Senado aprovou projeto que torna o feminicídio imprescritível e inafiançável. Tomara que seja aprovado logo! Enquanto isso, uma juíza de quinta, Adriana Gatto Martins Bonemer, ousa dar uma sentença acusando o feminismo de “colaborar para a degradação moral que vivemos”, citando “a obra” de outra reacionária, aquela deputada que não quero nem falar o nome, que posa com armas, camiseta de bolsonara e sustenta que alunos sejam dedo-duros.

Barbaridades de nosso tempo…

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#ADEHOJE – O BRASIL QUEIMANDO EM ÓLEO QUENTE

#ADEHOJE – O BRASIL QUEIMANDO EM ÓLEO QUENTE

 

SÓ UM MINUTO – Dois líderes indígenas dos “Guardiães da Selva” – Laércio e Paulo Paulino Guajajara – sofreram uma emboscada por parte de madeireiros no Maranhão. Paulo Paulino morreu no local, e Laércio fugiu. Eles já haviam pedido proteção, e nada. Pantanal pegando fogo. Parque do Carmo pegou fogo. O óleo continua chegando – indo e vindo – às praias do Nordeste. Um secretário da pesca que declara, com a cara lavada, que os peixes são inteligentes e desviam do óleo.

Bolsonaros continuam em ação. Gravação da portaria do condomínio recolhida sem qualquer vergonha por ordem do presidente. Filhos e equipe, inclusive a econômica, desfiando declarações de quinta categoria.

Não bastasse, hoje, em São Paulo, ampla movimentação de policiais contra o reajuste anunciado pelo governador Doria. E protestos marcados, e julgamento pelo STF de condenação e prisão em segunda instância…

Que calor! E o verão ainda nem chegou.

#ADEHOJE – O NEGRO ÓLEO E O VERMELHO SANGUE DO AI-5

 

#ADEHOJE – O NEGRO ÓLEO E O VERMELHO SANGUE DO AI-5

 

SÓ UM MINUTO – Nossas águas e praias manchadas de negro com reações em todo o meio ambiente por um tempo que não sabemos. A origem, hoje se investiga mais diretamente , um navio grego que aportou na Venezuela e seguiu para África, passando pelo nosso mar. Mas estamos de novo também tingidos de vermelho com as lembranças do AI-5, o sangrento golpe da ditadura militar que tanto nos afetou, e que o fedelho Eduardo Bolsonaro ousou levantar novamente como ameaça à democracia. Esperamos que ele seja severamente punido e se possível, afastado do nosso convívio diário.

Aquilo, depois, não foi um pedido de desculpas: ouçam bem, reparem como ele escolheu as palavras, apenas – o que é pior – reforçando o que já havia dito diante de uma perplexa e silenciosa Leda Nagle. O porquê de tantas e seguidas provocações é o que mais incomoda; quais serão as verdadeiras reações? Dos militares que estão no poder? ( tirando o reserva Augusto Heleno, que parece meio apalermado). A sociedade civil se manifestou em peso, mas esse peso ultimamente está parecendo muito leve.

Vamos apelar a Todos os Santos, a data que se comemora hoje. E que não tenhamos que nos lembrar disso depois, chorando, nos próximos Dia dos Mortos.

TODOS OS SANTOS

#ADEHOJE – NOVEMBRO … E OS HORRÍVEIS ATACAM MAIS

#ADEHOJE – NOVEMBRO … E OS HORRÍVEIS ATACAM MAIS

 

SÓ UM MINUTO – COM BOLSONAROS FALANDO, QUEM PRECISA DE HALLOWEEN? Agora, o – desculpem, mas normal não é – escalafobético – Eduardo Bolsonaro, vem falando em AI-5. Como ameaça…Não basta o pai destemperado, os Filhos do Capitão estão cada dia pondo mais a manguinha de fora e se não nos unirmos teremos mais problemas. Vergonha de chamar de senador um desqualificado como ele, que ousou, entre outras, se comparar ao filho do presidente da Argentina, que é trans, drag, e aparecer numa foto cercado de armas. Estamos vivendo tempos surreais e muito preocupantes, de verdade, por mais otimistas que pretendamos ser.

O desvario é total. Liberam pesca na área contaminada das praias do Nordeste e ninguém nos fala na óbvia contaminação da água liberada pelo óleo que invadiu o litoral. Olha o benzeno aí, gente! Um ministro vai lá molhar a pontinha dos dedos das mãos e dos pés e diz que a água está limpa. O outro, Zé bonitinho, some. O da Saúde? Quem é mesmo? Só mesmo apelando a todos os Santos.

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#ADEHOJE – O DESTEMPERADO E OS  VIZINHOS DA CASA 58

#ADEHOJE – O DESTEMPERADO E OS VIZINHOS DA CASA 58

 

SÓ UM MINUTO – Temo que vai sobrar para o porteiro, igual na história recente sobrou para os motoristas, secretárias. A revelação de que outro dos acusados pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes em março de 2018 naquele dia andou justamente no condomínio do presidente, visto junto ao maior acusado até agora, Ronnie Lessa. As milícias amigas e vizinhas, e do mesmo lugar onde vive também o filhote Carlos, o vereador do Rio. O presidente reagiu da pior forma – ameaçando até a TV Globo de não ter sua concessão renovada, “se ele estiver vivo”. Disse cobras e lagartos sobre o governador Witzel. Descontrolado, espumando, botou o Moro para agir, e pegar o inquérito. Mais uma caso que vai longe no país estacionado.

E, estacionado, o país vê a mancha negra de óleo continuar se espalhando, matando, inclusive a esperança de todo um povo que depende das praias. Pior: ninguém garante que não chegue ao Sudeste. Sem explicação, sem origem, dois meses!

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#ADEHOJE – UM ANO E NÃO FALTOU ASSUNTO. FAZ-NOS RIR

#ADEHOJE – UM ANO E NÃO FALTOU ASSUNTO. FAZ-NOS RIR

 

SÓ UM MINUTO – Na segunda-feira seguinte à eleição de Jair Bolsonaro comecei o #ADEHOJE. Sabendo, há muitos anos, inicialmente de seu despreparo, aliado à incapacidade e inconsistência, além das ideias reacionárias com alguma dose de sociopatia, era evidente que teríamos fatos todos os dias para comentar. Mas juro que não pensei que seriam tantos e tão graves e tão vergonhosos. Acreditava que uma equipe poderia romper isso, impondo a ele uma visão de Estado.
Vejo que estava errada e o último exemplo foi mais um ponto nessa loucura: ele, retratado como um leão atacado por hienas. Em um vídeo só, destratou e atacou todos os poderes, inclusive a imprensa. Todas as instituições e movimentos, inclusive o feminista. Não adiantou ele estar fora, viajando atrás de acordos comerciais inclusive importantes. Ele não para. Os Filhos do Capitão não param. Agora, ainda por cima, também atacou mais uma vez as mulheres ao falar do encontro com o príncipe saudita Mohammed bin Salman, o sanguinário, acusado do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi dentro do consulado saudita em Istambul no ano passado. Ousou dizer: “Todo mundo gostaria de passar a tarde com um príncipe. Principalmente vocês, mulheres”
Não, presidente, gostaríamos não. Com esse, não. Já basta a violência que sofremos aqui no Brasil. O senhor apenas nos faz rir, aí, realmente, como hienas. Sem mais.
Vejam uma das coisas mais absurdas que já foram criadas por esse “desgoverno”:

#ADEHOJE – A MODA DE TOCAR O TERROR

#ADEHOJE – A MODA DE TOCAR O TERROR

SÓ UM MINUTO – Não está nada boa essa moda de tocar o terror que temos visto por aqui nas mais diversas áreas, especialmente a “bandidal”. Hoje o Aeroporto Viracopos e toda a região estão vivendo um dia de inferno. E foram levados vultuosos valores pela quadrilha fortemente violenta, armada, preparada, e fazendo mortos e reféns. Virando rotina.

O mesmo modo de tocar o terror está sendo usado na política, no governo, na Justiça e, pasmem, pela imprensa, que agora deu de anunciar – isso não é informar – que, se o STF liberar que não sejam presos após a segunda instância, serão soltos quase 200 mil criminosos nas ruas. Os números sendo maltratados.

Gente, pensa. Nem isso vai acontecer, nem a Lava Jato vai se acabar. Vamos manter um pouco de calma para ver se saímos desse encalacrado momento nacional.

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#ADEHOJE – AVE! LAVA,LAVA, LAVA JATO E O CRIME IMAGINADO

#ADEHOJE – AVE! LAVA,LAVA, LAVA JATO E O CRIME IMAGINADO

SÓ UM MINUTO – Quem me conhece e acompanha sabe que tenho uma tese: só pode ser a água que bebem, diferente. Essa do Janot confessar, e sem ser apertado, que foi armado, em março de 2017, para o STF, com o plano e ideia fixa de matar o ministro Gilmar Mendes e se matar em seguida, é uma prova cabal. Segundo ele, seria para vingar as fofocas de Gilmar sobre sua filha. Para que falou agora? Para divulgar o livro que lançará? Para dar uma força ao processo de decapitação da Lava Jato? Incompreensível, vamos aguardar. Gilmar mandou ele se tratar no psiquiatra, como resposta.

Sobre a água e a insegurança: não é que o (%$#%¨@&*) impronunciável Eduardo Bolsonaro divulgou em suas redes sociais fotos falsas da Greta Thunberg, e ainda criticou mais ainda em cima?

Acho que, se os senadores aceitarem a indicação desse indivíduo desqualificado para a embaixada de Washington, precisaremos fazer um levante. Mas daqueles, de não deixar dúvidas sobre nosso desgosto absoluto com o que estamos vivendo. Motivos já temos aos montes. Soluções, ainda não.

VIVA COSME E DAMIÃO! VIVA A VITALIDADE E PROTEÇÃO DAS CRIANÇAS!

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cOSME E DAMIÃO

#ADEHOJE – OS HERÓIS DELES NÃO SÃO OS NOSSOS

 

#ADEHOJE – OS HERÓIS DELES NÃO SÃO OS NOSSOS

 

SÓ UM MINUTO – Decididamente os heróis deles não são os nossos. Bolsonaro chama o canalha torturador assassino e sanguinário de “herói nacional!”, recebe a viúva dele com pompas, e cospe na nossa cara mais uma vez com sua ignorância política e histórica.

Moro garante que não mandou destruir os materiais obtidos nas investigações contra os hackers, que totalmente bandidos vão passar mais uma boa temporada na cadeia. Pelo conjunto da obra.

De quem foi essa ideia estúpida de tentar mandar o Lula par ao Presídio de Tremembé? Bom, claro que o STF negou. Não teria o menor sentido.

Está difícil o show público: Maia chora no programa do Gerson Camarotti, depois de assinar e entregar ao Alcolumbre, presidente do Senado, o texto da a reforma da previdência para votação no Senado. Ah, dizem que se a gente comer menos carne o mundo melhora…

 

 

 

 

 

 

 

#ADEHOJE – RESSUSCITADOS: DILMA E LAVA JATO

#ADEHOJE – RESSUSCITADOS: DILMA E LAVA JATO

 

SÓ UM MINUTO – A coisa está tão louca que foram até tentar ressuscitar a Dilma Rousseff que deu entrevista longa para o Leonardo Sakamoto, do UOL. Entre iguais. O que ela disse, bem, vocês imaginam, mas nada que vá nos salvar da catástrofe criada com a eleição de Jair Bolsonaro pelo ódio cultivado ao PT. Que tantas fez, especialmente no Governo Dilma, que conseguiu essa polarização desgraçada que estamos vivendo. Estão violentos os ataques insanos de quem não consegue pensar – e já que não pensam são brucutus igual que nem…

Hoje deflagrou-se a 62ª fase da Lava Jato, e foram atrás da cervejaria Petrópolis …O dono, Walter Faria, sumiu, caiu no mundo.

Sobre a carnificina no presídio em Altamira, no Pará: além dos 58 presos mortos na guerra das facções, mais 4 morreram, vejam só, asfixiados, enquanto eram transferidos. A política jura que eles estavam bem, separados entre si, etc, dentro do caminhão que os levava.

NÃO ESQUECE! Lançamento do meu livro Feminismo no Cotidiano, dia 20 de agosto, terça-feira, na Livraria da Vila, Alameda Lorena, sp

 

#ADEHOJE – O QUE BOLSONARO REALMENTE PRETENDE?

#ADEHOJE – O QUE BOLSONARO REALMENTE PRETENDE?

Só um minuto – Essa é a questão. Por que ele está esticando o elástico? 54 mortos no presídio de Altamira, no Pará; líder indígena assassinado; o mundo caindo e o Homem que nos desgoverna brincando para ver até onde vão nossos nervos, que já chegam nos limites com suas declarações e afirmações estapafúrdias. Agora, a declaração infeliz, eu diria até escrota, sobre o pai do presidente da OAB, assassinado pela ditadura, envergou o copo de boa parte da sociedade civil. Sociedade esta que parece estar letárgica. Bolsonaro nega ainda as amplas investigações da Comissão da Verdade. Todo dia, toda hora…

Faz um live cortando o cabelo, depois de desmarcar encontro importante com um representante da França, e aparece meio Hitler, com cabelinho caindo, e reafirma os seus próprios despropósitos.

Aí tem. Fiquemos alertas.

#ADEHOJE – TÁ OSSO, HEIN?

#ADEHOJE – TÁ OSSO, HEIN?

SÓ UM MINUTO – “Tá osso, hein?!” – tenho ouvido esse comentário com impressionante frequência e das mais insuspeitas pessoas e em todos os lugares por onde passo. Claro que relacionando à situação brasileira, às bobagens ditas e feitas pelo homem que nos desgoverna, aos acontecimentos. Todo dia, não tem jeito. Na de hoje, além de insistir para fazer aquele filhote embaixador, duvidou da morte do líder da etnia waiãpi ocorrida no Amapá. A situação por lá fervendo, garimpeiros armados, índios em pé-de-guerra… e o presidente? Duvida, ele duvida.

Nós é que duvidamos como vamos aguentá-lo mais alguns meses.

A história dos hackers, como digo desde o início, vai ainda bem longe. Porque se, ao mesmo tempo em que foram presos, são bandidos, sei lá mais o quê, há um amplo material que estão deixando bem claro que há cópias espalhadas pelo mundo… E nele, as conversas que ao que parece não podem mais ser negadas.

Aliás, basta também de ataques à imprensa!

#ADEHOJE – MUITO OURO, MUITO ROUBO, MUITA OUSADIA

#ADEHOJE – MUITO OURO, MUITO ROUBO, MUITA OUSADIA

 

SÓ UM MINUTO – O grupo de bandidos fortemente armados que levou mais de 750 kg de ouro e outros metais preciosos do terminal de cargas do Aeroporto de Guarulhos mostrou um planejamento ousado, que garantiu a eles, em menos de três minutos 130 milhões de reais. Até agora, ninguém foi preso e a polícia está barata tonta total.

Por outro lado, a história dos hackers presos ganha dimensões inimagináveis e escancara uma guerra entre poderes e a loucura da vida digital, onde tudo – o que mais se tenta esconder – fica ao deus-dará. Desse caso, ainda vamos ouvir falar durante um bom tempo. Deve ter gente que ainda não foi pega, deve ter mais gente entrando na brincadeira. Será que foram eles que passaram ao Intercept? Receberam? Procuraram o PT? O PT comprou? Moro tem a lista ( e o que foi pego) dos interceptados?

Dúvidas!

 

 

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ARTIGO – Limites terrivelmente irresponsáveis. Por Marli Gonçalves

 

Nossa paciência tem limites. O que podemos ou não fazer têm limites. Até a loucura tem limites. Nesse momento quem está dirigindo o país está brincando de testar os limites. E isso tem um limite. Não é política. É provocação.

Todo dia, toda hora, aqui, ali, em áreas técnicas, sociais, comportamentais: o presidente Jair Bolsonaro está abusando não só dos seus próprios limites, e ele têm muitos, limitado que é, como de nossa inteligência, paciência, honra e capacidade de suportar os ataques que desfere. Como se brincasse, parece. Como se não tivesse o que fazer e ficasse inventando. Como se estivesse se divertindo com nossa agonia. Não é agonia de ideologia, de direita, esquerda, de quem é a favor ou contra, esse insuportável debate no qual o país está mergulhado. Já são mais de seis meses que estouram em nós os limites do seu amadorismo, desconhecimento, pessoalidade.

Essas últimas dessa semana transbordaram. Primeiro, em encontro com pastores, a promessa verdadeiramente ameaçadora de indicação em breve de um ministro do Supremo Tribunal Federal, STF, “terrivelmente evangélico”. Como assim? Além de termos de buscar o máximo de laicidade nas instituições, o que isso significaria, especialmente na cabeça dele? Um ministro da Corte Máxima, seja o que for pessoalmente, homem, mulher, gay, católico, ateu, umbandista, evangélico, alto, baixo, magro, gordo, vegano, preto, branco, pardo, caboclo – o que for – deve seguir uma única luz: a Constituição Federal. O que é que Bolsonaro acha que alguém como ministro “terrivelmente evangélico” modificará? Descerá sobre nossas cabeças novas leis? Todas as imagens sacras serão execradas? Teremos de usar saias abaixo dos joelhos, como as mulheres-postes? Cortar cabelo nunca mais? Proibir unhas e batons vermelhos? O dízimo já pagamos.

Desculpem, mas respeito muito os evangélicos, e sei que entre eles há gente do bem, inclusive trabalhei com muitos que conseguiram que eu própria revisse meus preconceitos. Sei que até eles, em particular, não concordariam com muitos dos ideais e pensamentos bolsonarescos, porque sabem que estaria sendo celeremente criada mais uma terrível forma de discriminação contra eles próprios – aliás, já a caminho.

Para completar, o presidente resolveu dar um inesquecível presente de aniversário ao filho 03, Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo PSL/SP. Sua indicação à embaixada brasileira nos Estados Unidos, em Washington, o mais importante cargo da diplomacia nacional, de estratégica importância política e econômica. As qualidades do moço? “ele fala inglês e espanhol”, “não é aventureiro” … entre outras que é melhor nem citar para não nos aborrecer ainda mais, a todos nós.

Mas o próprio Eduardo Bolsonaro foi ainda mais longe na sua própria apresentação, acrescentou que fez intercâmbio lá, e que fritou hambúrgueres. Disse acreditar que será melhor visto por ser filho do presidente, que não é nepotismo e acena com a aprovação logo de quem? Do doido chanceler sabujo de Olavo de Carvalho, Ernesto Araújo.

O prestigiado Instituto Rio Branco e o Palácio Itamaraty já devem ter começado a ter as paredes trincando, rachando, implodidas. Que o Senado nos livre de mais essa barbárie, recusando a indicação, furando bem furado mais esse balão de ensaio.

Não tem graça. Em seis meses está havendo um desmonte de toda uma organização, de todo um país, de conquistas fundamentais, qualquer coisa que se pergunte resulta em mostrar a total divisão do país, numa dialética maligna.

Mais: é cruel termos de dar atenção a assuntos de tanta ignorância em um momento do país em crise, com discussões envolvendo nossas vidas e nossos futuros, como a Previdência. Aliás, já fez os cálculos? Acha mesmo que será essa reforma que salvará a pátria? Só se a gente viver e sobreviver – e muito – para ver.

Isto não é política. É acinte. Passa terrivelmente de qualquer limite.

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Marli GonçalvesJornalista, Consultora de comunicação, Editora do Chumbo Gordo. Repara que a campanha presidencial já começou. E repara também que não é exatamente para a próxima eleição marcada para 2022. É para antes, bem antes.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Brasil, quanto falta?

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#ADEHOJE – O ESTADO É TERRIVELMENTE LAICO, SENHOR!

#ADEHOJE – ESTADO É TERRIVELMENTE LAICO, SENHOR!

 

SÓ UM MINUTO – Repitam comigo para ver se acabam ouvindo: O ESTADO É LAICO, O ESTADO É LAICO, O ESTADO É LAICO.

Na verdade, que preguiça que dá até criticar as falas desse homem que nos desgoverna, vai saber até quando e onde vai chegar com esses abusos, absurdos. Que história é essa de que vai indicar um ministro para o STF terrivelmente evangélico? Que declaração é essa? ”O Estado é laico, mas nós somos cristãos”. Quem ele pensa que é? Haverá reação? Espero que sim, inclusive do próprio STF. Porque isso é um tabefe cara de todos os brasileiros, de todas as religiões, de todos os credos

Reforma da Previdência sendo votada como uma novela. Posso estar enganada, mas algo me diz que esse resultado não vai ser legal. Bem, para mim, pessoalmente, que estou precisando me aposentar, já não é legal. Tudo parado no INSS.

Morre Paulo Henrique Amorim, que lembro como um jornalista que tinha bom humor. Todas as vezes que o encontrei, achei ele bem engraçado. Descanse em paz. Morreu ainda o sociólogo Chico de Oliveira, um dos fundadores e hoje era um crítico, do PT. Mês difícil.

#ADEHOJE – APOIAR O QUE É BOM. E CRITICAR O HORROR

#ADEHOJE – APOIAR O QUE É BOM. E CRITICAR O HORROR

 

SÓ UM MINUTO – Primeiro, FELIZ SEGUNDO SEMESTRE na medida do que for possível a todos.

Aqui, a gente conversa. Às vezes, com ironia e humor para aguentar melhor o tranco. Quem acompanha sabe que as críticas não são questão de ideologia, esquerda, direita, que isso é bobagem quando todos precisamos avançar e sair do inegável buraco em que estamos metidos já há alguns anos. Muitos anos, muitos governos, muitos roubos. Se não tomarmos consciência de que é preciso união, vamos continuar perdidos. Assim, precisamos torcer para que o presidente Bolsonaro que em seis meses de governo nos deu tantas manchetes vergonhosas, com ataques a coisas que nos são tão caras e à nossa liberdade individual, tome tento. Que Bolsonaro pare de agir como se estivesse na cozinha de sua casa, acompanhe as pessoas e técnicos de seu governo, os bons, os ouçam.

As manifestações de ontem foram expressivas, mas menores, e muito mais em apoio a Sergio Moro e à Lava Jato do que exatamente pró-governo, que tem aprovação despencando. É preciso também tomar muito cuidado com os ataques à imprensa e ao STF, ainda os guardiões da democracia e quem nos informa da realidade.

 

#ADEHOJE – DROGAS NO AVIÃO DE BOLSONARO E COMITIVA: COCAÍNA

#ADEHOJE – DROGAS NO AVIÃO DE BOLSONARO E COMITIVA: COCAÍNA

Só um minuto – Preciso dizer a você o número de piadas, memes, cartuns, reações imediatas à prisão do Sargento do Exército com 39 quilos de cocaína lá na Espanha, em Sevilha? Ele estava no avião da FAB parte da comitiva do presidente, que viajou ao Japão e teria escalas também na Espanha. O humor brasileiro se mantém acima de qualquer liturgia. Bolsonaro acabou fazendo escala em Portugal. As piadas continuam no Brasil, onde o mínimo que se diz é que o avião presidencial sempre carrega drogas, não é surpresa.

Antes de viajar, mandou projetos de lei sobre armas – mas tudo igual que nem. Vamos ver como o Congresso reage.

Reforma da Previdência dando seus passos curtinhos, pulinhos. Vai chegar só no segundo semestre pelo que vimos, assim como o julgamento de Lula. O pessoal do STF ontem deu mais uma volta na chave, pelo menos até agosto.

#ADEHOJE – – SOBRE O CÁLICE CHEIO, VAZIO, PELA METADE…

#ADEHOJE – – SOBRE O CÁLICE CHEIO, VAZIO, PELA METADE…

SÓ UM MINUTO – Na realidade, na prática, as Manifestações de ontem só serviram para aprofundar ainda mais as divisões, e muito, o poço no qual o país está mergulhado. Quem não entende bem, e foi para as ruas ontem, todo de verde e amarelo, acredita que ajudou Bolsonaro, que ele é Mito, que tudo vai andar. E que foi um sucesso. Quem não foi, e é crítico do governo, viu enormes furos nas fotos, diz que foi um fracasso.

Vamos falar o quê? Comparar como? No meio do pessoal ontem tinha gente pedindo ditadura, fechamento do Congresso, cassação do STF, o absurdo dos absurdos…

O que seria fundamental seria mesmo o fim, o fim, de toda essa divisão que não vai levar lado nenhum, aresta nenhuma ao resultado que precisamos.

#ADEHOJE – GOTAS SALGADAS DO TSUNAMI

#ADEHOJE – GOTAS SALGADAS DO TSUNAMI

 

SÓ UM MINUTO – Continuam as movimentações da maré do tsunami para cima do Bolsonaro e que ele está fazendo de um tudo para se desviar. E quanto mais ele se mexe, mais piora. Agora incentiva a participação em uma passeata no próximo Domingo, 26. Ele acredita que é em seu apoio, mas é perigosa, e mais uma sucessão de equívocos de pequenos grupos extremistas de direita, Querem acabar com o STF, instância garantidora da democracia. Vocês não têm noção de quem são e como são esses influenciadores… Não é por menos que mais do que um tsunami, o Brasil vive em tremores. Hoje o dólar já ultrapassa 4 reais e dez centavos!

O vaivém continua na reforma da Previdência. Texto paralelo vem e vai.

No mais, Estadão fala de uma pesquisa, acreditem, que liga Bolsonaro à luta contra Satanás! Haja obscurantismo!

E tem a história do Lula apaixonado ♥ que vai casar. Era o que faltava para ocupar os espaços da loucura nacional.

#ADEHOJE – VIVEMOS MOMENTOS SÉRIOS. ATENTE, O PAÍS PARADO

#ADEHOJE – VIVEMOS MOMENTOS SÉRIOS. ATENTE, O PAÍS PARADO

 

SÓ UM MINUTO – Ontem, uma senhora – já com seus mais de 70 anos – empacotava as coisas do comércio que mantinha há mais de 30 anos na região. Uma tristeza ver. Seu comentário: “enquanto o nosso presidente continua preocupado com Venezuela, Argentina, fofocas e nossas vidas, o país está paralisado”. O despreparo, inclusive emocional, de Jair Bolsonaro, fica cada vez mais evidente, enquanto o clima de desarrumação corre solto. Ele pensa que é Trump, mas não é; nem nós somos os Estados Unidos. Aliás, somos os estados desunidos.

São tapas diários, da ignorância de seres abjetos como Olavo de Carvalho e os filhos do presidente e alguns ministros, às decisões de outras esferas: STF liberado pra comprar lagostas, vinhos, iguarias, gastar mais de um milhão de reais nisso. A Câmara acaba de liberar passaporte diplomático para 404 filhos e cônjuges dos deputados.

Precisaremos falar muito sobre tudo isso.